sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Alimentação

Estou adorando o blog "Casa de Morar" e acompanhando cada postagem. Ontem li nesse endereço sobre as mudanças na alimentação, frequência de idas ao mercado, produtos adquiridos, erros e acertos. Gostei tanto que resolvi contar por aqui o que temos feito em busca de uma alimentação mais saudável e também para economizar nessas idas ao mercado.

Ainda não achei a quantidade ideal de produtos, por vezes falta e em outras sobram alguns produtos, principalmente os perecíveis e quem sabe um dia eu consiga calcular corretamente, já melhorei muito, mas muito há para ser melhorado.

Já não comprávamos salgadinhos e bolachas recheadas.


Deixamos de comprar diversos produtos, inclusive descartando aqueles que ainda tínhamos em casa: molho de tomate industrializado, temperos prontos (caldos Knorr ou outras marcas, Fondor, Meu Arroz, Meu Feijão, Meu Bife), massas industrializadas, toddynho e achocolatados similares, sucos industrializados seja de caixinha ou garrafinha, misturas para bolos, misturas para pães, misturas para polenta, pão industrializado mesmo que integral, bolos prontos.

Substituímos por produtos feitos em casa e de preferência com farinha integral, legumes e frutas orgânicas.

O Pedro prepara o molho de tomate para congelarmos: corta o tomate ao meio, coloca em uma assadeira, tempera com sal, orégano e outros temperos que gostar, folhas de louro, alho descascado, um pouco de azeite de oliva, leva ao forno em temperatura alta por aproximadamente quarenta minutos. Retira o tomate do forno, retira a casca que a essas alturas já está solta. Pica cebola e mais um pouquinho de alho, refogando em um pouquinho de azeite de oliva. Mistura tudo e coloca no liquidificador se quiser bem batidinho ou então no multi processador para ficar com alguns pedacinhos e está pronto. Pode congelar!

Esse menino também está preparando catchup em razão de sempre reclamar que produtos industrializados tem muito sódio e recusar-se a comprar tais produtos.

Preparo o pão integral à mão ou na máquina, é fácil, rápido e indolor. Na máquina tem que colocar um pouco mais de água, pois a massa fica muito mais pesada e da primeira vez até achei que eu ia estragar a máquina e no final o pão ficou maravilhoso.

Estamos utilizando muitas ervas para temperar, cebola, alho e pouquíssimo sal.

Bolos estão sendo feitos com farinha integral, cacau em pó e ainda estamos em busca de receitas que tornem o produto final cada vez mais saudável. Meu bolo com cacau dessa semana foi um sucesso e não sobrou um só pedacinho para contar história.

Confesso que é estranho não mais precisar passar em diversos corredores do supermercado que antes recebiam minha visita, também sinto um alívio.

Sucos? Somente naturais e que não tenham qualquer conservante, até agora somente achamos de uva, então tomamos muita água e sucos naturais.

Arroz integral ou mistura multi grãos que o Pedro chama de ração e adora! Demora um pouco mais para cozinhar e a espera realmente compensa em termos de saúde.

O Nescau ou Toddy foi substituído por cacau em pó sem açúcar e no início estranhamos o sabor achando muito "amargo" ou eu poderia dizer "pouco doce", entretanto no segundo ou terceiro dia já acostumamos. 

Tomamos café sem açúcar, tanto o café puro como aquele em que é adicionado leite.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cachorros e outros assuntos

Para quem está chegando agora explico: são quatro cachorros. 

Jimmy, um whippet, meu neto, residente em Cornélio Procópio com meu filho mais velho e tem esse nome em homenagem ao guitarrista (vide comentários) do Led Zeppelin. 

Tuka Mentirinha, uma lulu da pomerania ou spitz, com esse nome em razão de ter nascido no dia primeiro de abril, e Milla, da raça Yorkshire, ambas com seis anos e que moram no apartamento comigo, Pedro e Izabel em Londrina. 

Taylor, um bulldog francês, meu neto, que chegou ontem e tem esse nome em homenagem ao Slipknot e seu vocalista Corey Tedd Taylor.

Alguém pode perguntar: e não tem nenhum viralatas? Poderia ter adotado! Pois é. Adotamos há algum tempo dois viralatas filhotes que estavam atirados na rua e permaneceram conosco em torno de quinze dias. A parvovirose levou os dois e ficamos desolados. 

Também perdemos um pinscher com pneumonia e um spitz atropelado, ainda assim seguimos cuidando dos pequenos enquanto a vida permite que fiquemos com eles.

Os benefícios emocionais são impressionantes e quem tem sabe do que estou falando.

Agora, tenho que confessar, desde a semana passada está difícil, muito difícil. Assoberbada de serviço: só para ter uma idéia cheguei no serviço ontem tinha exatamente cem coisas para fazer e isso não é exagero. Durante o dia somaram mais quarenta coisas. Cento e quarenta coisas para falar em termos leigos, na realidade eram processos. Para setenta deles havia uma pequena flexibilidade, somente devendo ser obedecido o prazo de trinta dias que para alguns já estava chegando. Resumindo fiz oitenta deles e ainda sobraram sessenta. Hoje faço mais e somam-se mais alguns. Está realmente bem puxado, mas ainda estou dando conta.

Na terça-feira fui levar o Pedro para a escola e fazemos o trajeto a pé. Na volta peguei uma chuva intensa e estava acompanhada da Tuka e da Milla. Cheguei em casa tomei um banho quente, fiquei linda e cheirosa, nesse momento olho para a sacada e a Milla está me olhando tremendo. Resultado? Lá fui eu, antes do serviço, dar banho quente nas duas cachorrinhas e secá-las com o secador de cabelos demorando um tempão.

Quero deixar a louça e a roupa limpa para a faxineira sempre que ela vem. Ontem à noite chutei o pau da barraca e deixei a pia suja até hoje pela manhã, realmente não tinha forças depois de trabalhar tanto na minha profissão, embora tenha conseguido lavar toda a roupa.

Dormi somente no colchão porque não tive a menor paciência para arrumar a cama. Lembram que o Taylor fez xixi nela ontem e precisei lavar toda a roupa de cama?

Ontem decidimos que ele não dormiria na cama e o Pedro também foi para o quarto dele, as meninas dormiram na sacada, porque a Tuka caminha a noite inteira batendo a unha no piso de madeira, e assim pude descansar um pouco.

Na primeira noite o Taylor fez xixi e cocô antes de dormir no tapete higiênico. À noite na minha cama sujando tudo. Já no primeiro dia escolheu fazer ao lado do tapetinho e o Pedro Henrique precisou juntar tanto cocô mole que começou a desanimar, quando vi isso, deixei terminar a limpeza e pedi que ele pegasse o Taylor no colo para passar o sentimento ruim, os dois saíram rindo - cachorro ri? - e foram dormir juntos no mesmo quarto e não mais na mesma cama.

No batidão de ontem cheguei em casa destruída e o Pedro queria ir ao mercado comprar ingredientes para fazer catchup. Anteontem fui ao mercado, mas não previ que os tapetes higiênicos terminariam hoje, afinal temos mais um bichinho para usá-los, então precisava buscar isso também. Lá fui eu para o Carrefour e a sorte foi tanta que fiquei mais de meia hora no caixa para ser atendida por problemas na máquina que passa o cartão, nessas horas eu queria utilizar somente dinheiro!

Estou bastante cansada! Deve ser depressão pós-parto pelo neto recém chegado! Logo, logo escrevo algo mais consistente porque agora não consigo nem pensar direito! Consumo de supérfluos e desnecessários? Sapatos, bolsas e roupas? Em qual horário? Da meia noite às seis as lojas não abrem, pelo menos aqui em Londrina!




 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Novo membro na família!

Novamente a NET me deixou na mão e desde ontem estou sem conexão com a internet.
 
Já havia comentado por aqui que o Pedro Henrique queria um cachorrinho e deveria ser um bulldog francês. O pai não autorizou anteriormente. Lá foi o menino dizer que então realmente não daria e começou a procura de uma outra raça, sem decidir por nenhuma.
 
Ontem mesmo falou que queria então um gato. Um gato? Gato, não! disse eu, pois tive bronquite asmática e sempre ouvi falar que pelos de gatos agravam  o problema. Eu não podia arriscar porque atualmente está controlada a tal doença. Então quero uma calopsita! Essa ave você já teve e não conseguiu interagir com ela que até bicava sua mão.
 
E assim estava a conversa até que chegamos no shopping após fazer compras no mercado. Fizemos um lanche com a Izabel e depois ela foi para a academia. Tentamos um cineminha e não havia naquele horário. Saímos passear. Vamos ver os bichinhos? Claro! São tão lindinhos!
 
Para nossa surpresa lá estava o Taylor, lindo, esperando ser levado para casa. Sim! Ele foi para casa, mas antes disse para o Pedro que se realmente quisesse teria que ligar para o pai. Um parênteses, ele tem uma vergonha patológica do pai, não pede nada e muitas vezes recusa o que é oferecido. Logo, se telefonasse seria uma demonstração até de superação de seus própria medos e da importância do animalzinho na sua vida. Ligou e buscamos o cachorro.
 
Saímos da loja, ele abraçou o bichinho e começou a chorar. Chegou em casa ficou com ele no sofá e chorou novamente. Na hora de domir pediu para dormir comigo e autorizei, eu, o Pedro e Taylor na mesma cama para que esse último não estranhasse a casa e não chorasse. Não chorou na primeira noite, apenas ficava subindo no meu travesseiro e lambendo meu cabelo, não dormi nada, mas também não fiquei chateada.
 
Acordamos às 05h30 e não dormimos mais, lavei toda a roupa de cama que Taylor desavisamente sujou ao fazer xixi, cozinhei arroz, feijão, coloquei tempero na carne, recolhi toda a roupa, lavei toda a louça e fui trabalhar.
 
Enfim, nova vida em casa e vamos ver como a coisa andará!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O que tenho controlado para não fazer!

1 - FOFOCAS

Tenho simplesmente pavor de fofocas. Certa vez uma pessoa convidou para falarmos de outra, afinal a outra não era lá grande coisa segundo a interlocutora, simplesmente respondi que até poderíamos fazer isso desde que chamássemos a acusada para apresentar sua versão.

Corro longe de fofoca. E como com tem mexerico por aí! O que eu faço? Viro as costas e saio de perto, sendo que se por acaso for perguntada respondo que não quero e não preciso saber da vida alheia, afinal mal dou conta da minha própria vida.

Há uma lista de 15 coisas que, se você desistir de todas elas, isso vai fazer sua vida ficar muito, muito mais fácil e muito, muito mais feliz.
Nós nos prendemos a tantas coisas que nos causam tantas dores, estresse e sofrimento – e ao invés de deixá-las todas irem embora, agora… Ao invés de permitir que nós mesmos vivamos sem estresse e felizes… Nós nos agarramos a elas.
Não mais.
Começando a partir de hoje, nós desistiremos de todas essas coisas que não nos servem mais, e nós abraçaremos a mudança.
Preparado? Aqui vamos nós:

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo

Há tantos de nós que não conseguem suportar a idéia de estarmos errados, querendo sempre estar certos, mesmo sob o risco de terminar grandes relacionamentos ou causar um grande nível de estresse e dor, para nós e para outros.
Isso não vale a pena. Quando você sentir a necessidade “urgente” de entrar em uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo o seguinte:
“Eu preferiria ser a pessoa certa ou a pessoa gentil? Que diferença isso vai fazer? O meu ego é realmente grande desse jeito?”

2. Desista da sua necessidade de controle

Esteja disposto a desistir da sua necessidade de sempre controlar tudo que acontece a você e em volta de você – situações, pessoas, eventos etc.
Seja com seus amados, colegas de trabalho ou somente estranhos que você encontra na rua – apenas permita-os ser.
Permita que tudo e todos sejam como eles são e você verá o quão melhor isso vai fazer você se sentir.
“Ao se desapegar, tudo se torna realizado. O mundo é vencido por aqueles que se desapegam. Quando você tenta e tenta, o mundo se torna mais do que vencer.” (Lao Tzu)

3. Desista da culpa

Desista da sua necessidade para culpar outros pelo que você tem ou não tem, pelo que você sente ou não sente.
Pare de dar seus poderes para outros e comece a assumir as responsabilidades da sua própria vida.

4. Desista da sua conversa interior derrotista

Oh, meu Deus! Quantas pessoas estão machucando a elas mesmas por causa das suas mentalidades negativas, poluídas e repetitivas?
Não acredite em tudo que sua mente está lhe dizendo – especialmente se é negativista e auto-destrutiva.
Porque você é melhor do que tudo isso.
“A mente é um instrumento supremo se usada corretamente. Usada de maneira errada, no entanto, ela se torna muito destrutiva.” – Eckhart Tolle

5. Desista das suas crenças limitantes

Sobre aquilo que você pensa que pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível.
De agora em diante, você não mais irá permitir que suas crenças limitantes mantenham você paralisado no lugar errado.
Abra suas asas e voe!
Uma crença não é uma idéia presa pela mente, ela é uma idéia que prende a mente. – Elly Roselle.

6. Desista de reclamar

Desista da sua necessidade de reclamar sobre aquelas muitas, muitas, muuuuuitas coisas – pessoas, situações, eventos que lhe fazem infeliz, triste e deprimido.
Ninguém pode fazer você infeliz, nenhuma situação pode fazer você triste ou miserável a não ser que você permita que isso aconteça.
Não é a situação que dispara aqueles sentimentos em você, mas sim como você escolhe olhar para tudo aquilo.
Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Desista da luxúria das críticas

Abandone sua necessidade de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você.
Nós somos todos diferentes, e mesmo assim somos iguais.
Todos nós queremos ser felizes, todos nós queremos amar e sermos amados e todos nós queremos ser compreendidos.
Todos nós queremos algo, e algo que é desejado por todos nós.

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros

Pare de pensar tão seriamente em ser ago que você não é somente pra fazer os outros gostarem de você.
Isso não funciona desse jeito. No momento que você pára de tentar tão seriamente ser algo que você não é, no momento que você tira todas as suas máscaras, no momento que você aceita e abraça seu eu verdadeiro, você descobrirá as pessoas sendo atraídas por você, sem esforço algum.

9. Abandone a sua resistência à mudança

Mudar é bom.
Mudar irá lhe ajudar a ir de A a B. Mudar irá ajudar você a fazer melhorias em sua vida e também na vida de pessoas à sua volta. Siga seu destino, e abrace a mudança – não resista a ela.
“Siga o seu destino e o universo irá abrir portas para você onde antes só haviam muros.” – Joseph Campbell

10. Desista das etiquetas

Pare de etiquetar coisas, pessoas ou eventos que você não entende. Páre de chamá-los “estranhos” ou “diferentes”. Tente abrir sua mente, pouco a pouco.
As mentes só funcionam quanto estão abertas.
“A mais alta forma de ignorância é quando você rejeita algo sobre o qual você não sabe nada sobre.” – Wayne Dyer

11. Desista dos seus medos

Medo é só uma ilusão. Ele não existe – você o criou. Está tudo na sua mente. Corrija o seu interior e tudo no seu exterior irá se encaixar.
“A única coisa que nós temos que temer é o próprio medo.” – Franklin D. Roosevelt.

12. Desista das suas desculpas

Coloque-as em um pacote e diga a elas que elas estão despedidas.
Você não mais precisa delas. Um monte de vezes nós limitamos a nós mesmos por causa das muitas desculpas que nós usamos.
Ao invés de crescer e trabalhar em melhorar nós mesmos e nossas vidas, nós nos tornamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todos os tipos de desculpas – desculpas que 99,9% das vezes não são nem reais.

13. Desista do seu passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece tão melhor do que o presente – e o futuro parece tão assustador.
Você deve levar em conta o fato de que o momento presente é tudo o que você tem e tudo que você irá ter na vida.
O passado que você agora está buscando reviver – o passado com o qual você ainda sonha – foi ignorado por você quando ele era presente.
Pare de se iludir.
Esteja presente em tudo que você faz, e aproveite a vida.
Afinal, a vida é uma jornada, não um destino. Tenha uma visão clara do futuro. Prepare a si mesmo, mas sempre esteja presente no seu agora.

14. Desista do apego

Este é um conceito que, para a maioria de nós, é tão difícil de compreender e eu tenho que dizer a você que isso era complicado pra mim, também.
E ainda é… Mas não é mais algo impossível.
Você fica melhor e melhor nisso com tempo e prática. No momento em que você desliga a si mesmo de todas as coisas, você se torna muito mais cheio de paz, tão tolerante, tão gentil e tão sereno…
Isso não significa que você não dê o seu amor para estas coisas – porque amor e apego não têm nada a ver um com o outro. Apego vem de um lugar de medo, enquanto amor… Bem, amor real é puro, gentil e sem ego. Onde há amor não pode haver medo, e por causa disso, apego e amor não coexistem.
Livrando-se do apego, você chegará em um lugar onde você será capaz de entender todas as coisas sem tentar.
Um estado além das palavras.

15. Desista de viver sua vida através das expectativas de outras pessoas

Muitas pessoas estão vivendo uma vida que não é a vida delas.
Elas vivem vidas de acordo com o que os outros pensam que é melhor para elas, elas vivem suas vidas de acordo com o que seus pais pensam que é melhor, pelo que seus amigos pensam, seus inimigos, professores, governo e até do que a mídia pensa que é melhor para elas.
Elas ignoram suas vozes interiores, aquele chamado interno… Essas pessoas estão tão ocupadas em procurar agradar a todo mundo, preocupadas em atender as expectativas de outros, que elas perdem o controle de suas próprias vidas.
Elas esquecem o que as torna felizes, o que elas querem, o que elas precisam… E, eventualmente, elas esquecem delas próprias.
Você tem uma vida – essa aqui, agora – e você precisa vivê-la, apropriar-se dela e, especialmente, não deixar que a opinião de outras pessoas distraiam você do seu caminho.
E quem não quer ser ainda mais feliz na vida? Se você quiser ter de volta muito mais das suas boas emoções, utilize este teste de equilíbrio emocional que nós desenhamos especialmente para lhe ajudar a criar a partir de hoje uma vida muito mais realizada.
- See more at: http://espalheoamor.com.br/15-coisas-que-voce-deveria-abandonarpara-ser-feliz/#sthash.eWQsFsNj.dpuf
2 - DEFENDER MEU PONTO DE VISTA

Sempre brinquei com meus filhos e até no trabalho quando é constatado meu acerto que "sempre tenho razão", dizendo isso em tom de brincadeira, embora a pessoa saiba que naquele momento é a realidade.

Pois bem. Hoje eu somente faço isso como uma espécie de brincadeira e terminou o tempo em que eu discutia para impor minhas idéias e verdades. Já tive sérios problemas de relacionamento por entender que estava certa e, mais, pensar que a outra pessoa tinha que aceitar o que eu estava pensando.

Procuro atualmente apenas expor o que penso, ouvir a outra pessoa e deixar o assunto de lado, sem contestações. Afinal, tanto eu quanto o outro precisam de tempo para pensar o que é melhor!

3 - QUERER A VIDA DE OUTRA PESSOA

Algumas vezes, e quem nunca passou por isso, já desejei ter a vida de outra pessoa. Quem sabe ter nascido uma talentosa Julia Roberts ou milionária Paris Hilton. 

O tempo me ensinou a total falta de importância da comparação com outras pessoas e os neurônios queimados pensando "e se eu...". Afinal, estou aqui, nessa condição, passando por minhas provações e prazeres, por minhas vitórias e derrotas, exatamente porque preciso disso para evoluir.

Aliás, costumamos ver a vida dos outros, e sentir uma certa inveja, somente pelas coisas boas que acontecem, esquecendo que todos tem seus problemas e tristezas e dessa parte não queremos nem tomar conhecimento.

4 - TOMAR CONTA DE TUDO E DE TODOS

Preciso melhorar muito nesse ponto. Tenho um certo prazer em demonstrar toda minha capacidade de organizar tudo, arrumar tudo, cuidar de tudo e deixar meus filhos, por exemplo, com a sensação de que serão supridos em todas as necessidades diárias.

E quem sabe esse controle absoluto sobre tudo e sobre todos seja uma forma de demonstrar como sou ótima em tudo que faço, como mereço ser amada e admirada. Não, com certeza não serei mais amada por isso.

Ainda preciso me controlar para não grelhar o frango da minha filha à noite, para deixar com que as crianças descubram a resposta certa das tarefas domésticas, para não arrumar a cama deles mesmo que em alguns dias.

Tem dias que tenho deixado a casa por conta própria. De quem? Da vida! Então, ando mais relaxada.

No trabalho somente é possível fazer o que está ao meu alcance, mas já mantive tudo sobre absoluto controle, hoje não mais.

Não quero mais ter controle de tudo e de todos na minha vida. Estou engatinhando e chegarei lá em breve, andando sobre duas pernas e bem mais leve, quem sabe até crie asas para voar.

5 - DAR CONSELHOS

Tinha a mania de já achar uma solução para a pessoa que vinha contar alguma problema. Havia uma resposta para tudo, mesmo quando não pedida qualquer orientação.

Aprendi que só devo me manifestar se alguém efetivamente pedir um conselho e eu sentir que esse pedido é sincero, pois pode ser somente um desabafo. 

Ouço e silencio, deixando quem está com problemas encontrar suas próprias soluções, afinal nem mesmo eu consigo resolver algumas coisas sérias que desafiam um término.

6 - FICAR ME LAMURIANDO

Nossa, estou cansada! Como estou estressada! Hoje me incomodei demais! Não entendo porque o "fulano" age daquela maneira! Essa pessoa está me enchendo a paciência!

Onde essas frases irão ajudar outra pessoa? Como energia desse naipe vai chegar no universo? Quem vai aguentar uma pessoa rabugenta?

Ainda devagar nesse aspecto, tomando muito cuidado para não verbalizar esses sentimentos, não obstante alguns me escapem em horas mais complicadas. Sorte que na maioria do tempo estou conseguindo manter a energia elevada e sem reclamações, isso colabora muito para que os atos seguintes ao suposto incômodo tenham melhores resultados.

7 - CADA QUAL É COMO É

Como desejamos quase que diariamente que a outra pessoa seja diferente. Temos esperanças, mesmo enxergando o outro exatamente como ele é, que conseguiremos mudar alguém.

Ninguém muda outra pessoa. Para mudarmos algo em nós mesmos temos que fazer um esforço imenso e algumas vezes fracassamos, outras vezes desistimos, certo que muitas vezes nosso trabalho é recompensado e temos conhecimento do tanto de energia necessária, bem como da força de vontade que foi nos foi exigida. 

Agora imagine tentar mudar alguém? Simplesmente impossível! Somente muda quem quer mudar e por necessidade, vontade, desejo próprio.

Então, é preciso aceitar o outro da forma como ele se apresenta e caso esse modo de ser não nos agrade não resta outra alternativa senão o afastamento que é melhor do que gastar vela com mau defunto.
 
8 - LIBERAR A CULPA

Não foi uma, nem duas, nem três vezes as ocasiões em que senti culpa, talvez tenham sido milhares de vezes.

Culpa por: não ter sido uma mãe melhor,  não ser uma filha melhor,  não ter atendido um amigo,  gastar dinheiro com porcarias, encher a casa de tralhas, cuidar pouco da saúde, ter tomado aquele porre no momento inoportuno se é que existe um momento oportuno para isso, deixar de fazer exercícios, ficar envolvida com a pessoa errada... e aqui poderia listar milhões de outros atos que me fizeram sentir muita dor ao pensar que poderia ter agido de outra forma.

E adianta? Claro que não! Somente traz para o presente uma sensação ruim de arrependimento, causa dores de estômago, enxaqueca e não leva a lugar algum.

Porque agi da forma que hoje não aceito? Porque era a única forma que eu poderia agir naquele momento, era o que minha consciência pouco explorada poderia fazer. Certamente, sem o conhecimento que tenho hoje, não poderia agir de outra maneira.

O melhor a fazer é exercer o auto perdão, entender a criança que agiu daquela maneira e estimular a pessoa adulta que hoje sou a ter atitudes que não me trarão qualquer remorso.

Eu me perdoo porque não poderia ter agido diferente! Hoje tenho consciência mais apurada de tudo à minha volta e posso ser melhor!

- Tudo isso ainda é muito difícil e depende de um exercício diário, mas estou disposta a me exercitar nesse sentido.

E você? Em que mudou nos últimos tempos?

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Experiência compartilhada... CARTÃO DE LOJA E SORTE

Já falei em postagem anterior sobre o cartão de loja que cancelei. Lojas de departamento ainda são uma tentação para mim, não que eu compre, mas adoro andar pelas araras, olhar as prateleiras, ficar procurando produtos que não preciso. Certo que consigo sair ilesa, mas para quem está começando a trilhar o caminho do consumo consciente é uma forma de não alcançar o objetivo e comprar uma porção de inutilidades.

E o pagamento? A senhora já tem o cartão da loja? Nossa! Deve fazer, pois tem 10% de desconto! O desconto é para que você caia em tentação, faça o cartão e toda vez que vai pagar a fatura leve mais uma "coisinha qualquer" que não está precisando fazendo mais um parcelamento básico.

Somente tive um, cancelei e não quero nunca mais. Se preciso comprar: cartão de crédito para o vencimento e, pronto, tenho uma visão geral dos meus gastos.

A Adriana nos deixou um comentário sobre cartão de loja:

"Eu tive um cartão de loja que era tão pouco prático que para pagar a miséria que fosse tinha que se deslocar até a loja. Já li que isso faz parte do marketing para pessoa comprar mais e na vez que fui pagar já disse que ia pagar tudo e nunca mais voltei a usar. Hoje tal loja aceita cartão de crédito, o que facilita mas mesmo assim vou quase raramente.

O cartão de loja é o carnê de antigamente né? Onde também a pessoa sempre comprava ou saía desejando comprar algo.

Agora sobre a sorte, é minha vez de dizer que não é pra dizer que não tem... :), o universo conspira lembra, então nada de dizer que não ganha nem frango em quermesse. Claro que também não estou falando para cair nessas de coisas mirabolantes mas fala algo que não seja tão "fatality" assim...rs

Às vezes a sorte não vem em pecúnia ou objetos. Sexta por exemplo estava um caos em poa, chovendo, eu não conseguia táxi de jeito nenhum e tinha que estar no aeroporto. Não podia nem tentar ir até uma avenida que fica duas quadras dali pois estava com mala pesada. Nisso resolvo como última cartada ligar para o Jéferson, dono de uma empresa de motoristas executivos que conheci lá no office.

Eu já dando por perdido mas sem admitir isso no fundo, ligo "Jéferson, teria como deslocar algum carro para me levar no aeroporto?"
Ele: "Dona Adriana, que horas a sra. sai do office?" , digo: "aí é que está o problema, estou na minha casa....". Ele: "Dona Adriana, desce que estou aqui na frente. Acabei de deixar Dona Juliana aqui e inclusive sei que seu prédio está sem elevador hoje".

Resumo, ele faz todas as corridas da minha vizinha de porta e naquele dia ela tinha atrasado a saída do trabalho e chegou naquele horário. Quando eu liguei ele ia arrancar o carro e só não o fez pois tocou o telefone.

Disse para mexer que ele fez isso pois a Juliana era tão mimosa dele que levava até a vizinha dela.

No fim deu tudo certo, cheguei a tempo, pagando um preço fixo para ele que dá menos que táxi naquele horário e me divertindo mexendo com ele que a cada comentário eu dizia que a vizinha era a mimosa e eu não e ele "não, a senhora também", é muito legal como o mundo é pequeno e como dá essas coincidências, por isso nada de não achar que não tem sorte. Temos, vez ou outra que ela escapa.. :)"

Vamos conversando e mudando!!!

domingo, 1 de setembro de 2013

- E agora? Vai ao shopping?

Essa frase soa na minha cabeça desde dezembro de 2009 e semana passada ouvi novamente essa pergunta. Penso que eu olho tão indignada que a pessoa até fica sem jeito.

O Prêmio Anamatra de Direitos Humanos, prêmio que tenho muito orgulho, foi entregue em 2009 e, além de uma estatueta representando o Cilindro de Ciro, aliás tenho que trazer para Londrina, foi entregue um cheque de R$ 6.000,00. 

Pouco antes da cerimônia, uma das meninas que estava organizando perguntou se no dia seguinte eu iria ao shopping. Perguntei: Shopping? e já respondi: esse valor será para comprar cestas básicas para as pessoas carentes!!!

Afinal, havia ganho tal prêmio em razão de diversas atividades desenvolvidas em prol de crianças e adultos carentes, além de algumas palestras para estudantes de direito com renomados juristas que dificilmente compareceriam na cidade tão pequena acaso não fosse um trabalho muito sério e um esforço muito grande para realizar tais palestras, até mesmo passagens aéreas precisei pagar do próprio bolso, pois nunca tivemos qualquer subsídio ou ajuda em dinheiro, nosso trabalho era todo realizado com doação de itens pela comunidade.

Bem, essa semana finalmente recebi um valor que estava muito, mas muito mesmo, atrasado e comentei com uma pessoa que finalmente haviam feito o pagamento, ouvindo novamente a pergunta mencionada acima: e agora? vai ao shopping quando terminar o expediente?

Não, não vou, mas confesso que passou pela minha cabeça comprar uma pulseira da Vivara da linha Life, aquela onde vamos colocando charms (pingentes) que significam algo para a nossa vida ou lembram algum momento que tenha sido feliz. Pensei novamente, a pulseira com um pingente não vai pesar no meu orçamento e afinal EU MEREÇO!!!

Devaneios que passaram logo. Não uso pulseiras. Digito muito e elas atrapalham ou ficam fazendo barulho, daí preciso tirar e colocar sobre a mesa sempre com o risco de sair correndo para algum lugar e esquecer - sim, tenho essa mania de levantar e sair nas horas mais estranhas. Também tem algumas que enroscam na roupa e por aí vai... e a pulseira saltitante na minha mente!!! Ou vocês acham que conseguimos eliminar desejos de consumo para sempre e todo sempre? Claro que não! Tentações sempre existem e como podem ver são tentações que sequer merecem ser atendidas porque referem-se a itens que sequer serão usados.

Como surgiu a idéia da pulseira? Tempos atrás levei minha filha conhecer um shopping novo, ela queria apenas ir ao supermercado que havia no local, mas, e sempre tem um mas, para chegar ao supermercado tínhamos que passar pelas lojas.

De repente, não mais do que de repente, ela deu um grito:

- Mãe, olha a pulseira, é o sonho da minha vida!!!

- Sério? Uma pulseira?

- Sim, eu sempre quis ter essa pulseira!!!

Então, resolvi realizar o sonho da menina e disse:

- Vamos entrar e ver preço, pingentes e o que conseguimos de desconto.

Olha a pulseira de prata, os pingentes de prata, descartamos os pingentes de ouro porque eram caros e a menina escolheu a pulseira com dois pingentes. Até vi alguma vantagem na dita pulseira porque os pingentes não são tão caros e depois já tenho o que presentear em Natal, aniversário... rs... a pulseira vai sendo montada aos poucos.

Penso que tive um "dé javù",  pois quando eu era criança  minha avó me deu uma berloqueira e toda vez que viajava trazia um berloque mais lindo que o outro. Tenho tudo guardado, mas realmente tenho alguma dificuldade para usar. Depois ganhei uma outra pulseira de uma pessoa muito especial e coloquei um berloque significando cada um de nós quatro, eu e meus três filhos. Não uso nenhuma delas e nem mesmo a pulseira de prata com berloques que era da minha mãe e veio parar na minha caixinha.

Voltemos à Izabel. Escolhida a pulseira lá veio a choradeira com a vendedora. E o desconto? Não temos desconto! Então vamos para a outra filial no outro shopping porque lá a vendedora me dá desconto! Vou falar com a gerente! A gente aguarda, mas sem desconto não levamos, mesmo porque o pagamento é à vista! Não quer parcelar? Não... Lá se foi a vendedora e voltou com um desconto e lá se foi a menina com sua linda pulseira que nunca mais saiu do braço.

A partir daí fiquei pensando que precisava de uma pulseira, entretanto a partir do momento em que ela seria possível fez-se a luz. EU NÃO USO PULSEIRAS!!!

Todos esses pensamentos afloraram em questão de segundos e respondi para a pessoa que perguntou se eu ia ao shopping:

- Não, não vou ao shopping! Vou quitar alguns compromissos!

Sim, tenho compromissos que poderiam ser quitados até dezembro sem qualquer juros ou multa, mas qual a razão de esperar, ficar com o dinheiro e ainda ficar com pensamentos maldosos de colocar dinheiro fora? Vamos antecipando pagamentos, deixando de parcelar, deixando de esperar ao futuro e levando uma vida mais leve e sem preocupações!

Cuidado com seus pensamentos!!!! Freie suas atitudes!!!!

sábado, 31 de agosto de 2013

Consórcio de automóvel

A Sandra mencionou em comentário ontem sobre a intenção de fazer um consórcio de veículo, ponderando que o melhor seria juntar os valores e não pagar valores de administração.

Está aí um assunto que nunca falei aqui apesar de ter feito alguns consórcios na vida!

Apesar de constar abaixo as vantagens e desvantagens, continuo pensando que a melhor forma é economizar valores e comprar os itens à vista, mas para quem está iniciando é uma ótima opção, até para que segure a ansiedade e o imediatismo em ter determinado bem de consumo.
 
Meu primeiro consórcio foi há mais de vinte anos e foi feito quando eu já tinha um veículo. Não, não queria um carro novo, queria apenas economizar, não tinha disciplina para colocar o dinheiro na poupança todos os meses, então a solução foi "criar uma dívida" e "pagar um administrador", mesmo assim sempre achei vantajoso, embora hoje não precise mais de consórcio e sim simplesmente de objetivos.

Penso que é uma ótima opção para quem está começando a poupar e a praticar o consumo consciente, entretanto é interessante ver qual a administradora de quem está se comprando tal consórcio, sempre apostei em grandes empresas, por exemplo, Consórcio Volkswagen (isso não é um publipost!), isso porque sempre existe o risco de inadimplência no grupo e é preciso ter alguma garantia (informe-se se for fazer o consórcio sobre o que acontecerá em caso de desistências e inadimplências no grupo e qual a garantia que a administradora oferece, bem como o impacto no grupo desses acontecimentos).

Fui pagando as prestações e no final optei pelo dinheiro ao invés do veículo. Em caso de desistência o valor será devolvido, mas é preciso esperar a finalização do grupo, haverá pagamento de multa e ficará na dependência do fluxo de caixa do grupo.

Da mesma forma que imóveis na planta, não há incidência de juros sobre o valor do automóvel, havendo apenas pagamento de taxa de administração e de adesão, fundo de reserva e seguros, valores diluídos em cada parcela e inferiores aos juros cobrados por financeiras (informe-se do valor que será cobrado para verificar se vale a pena e as diferenças entre um grupo de consórcio e outro), sendo que o valor da prestação do consórcio é sempre menor que a prestação do financiamento.

Se quisermos o veículo podemos dar um lance e se for esse lance vencedor seremos os felizes proprietários de um carro novo, isso se quisermos um carro. Acaso paguemos parcelas de forma antecipada elas valem também como lance.

Acaso a intenção seja de um veículo imediatamente, o que nunca foi meu caso, não deve fazer um consórcio, pois ficará na dependência de sorteios ou de dar o maior lance.

Como falei sempre optei pelo recebimento do valor dos consórcios no final do grupo, não dava lance e nunca fui sorteada, pegava esse valor e dava entrada em imóveis, mas é uma boa opção para quem quer ter o primeiro veículo e não quer pagar juros de financiamento.

Somado à economia que pode ser iniciada, existe uma facilidade maior de conseguir entrar em um grupo de consórcio do que conseguir um financiamento com juros altíssimos ou nem tanto, pois no financiamento é exigida a comprovação de renda mensal.

Certo que o dinheiro do consórcio acaso investido traria maior retorno. Precisamos ponderar, entretanto, a dificuldade que alguns tem em guardar dinheiro e para isso necessitam de um compromisso para "pagar".
 
Mais uma vantagem é o fato de as prestações subirem de acordo com o valor do veículo e, portanto, o que você pagou continua valendo o veículo, tendo correção pelo valor do bem, seu bem não desvaloriza como no financiamento que ao final tem valor superior ao veículo, por outro lado, não há disponibilização imediata do bem.
 
Assim, analisando essa opção podemos decidir o que mais atende o momento que estamos vivendo!!!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Experiência compartilhada... DICAS PARA MUDAR PADRÕES DE CONSUMO

A Adriana também está engajada no consumo consciente e divide por aqui sua experiência.

"O início é difícil mesmo. Muita influência de escola/amigos/trabalho, às vezes da família. Isso sem contar a mídia que faz o seu papel que é tentar convencer da necessidade de tal coisa.

Mulheres e sapatos, por exemplo, é uma coisa tão bem implantada que dizer o contrário parece que está se nadando contra a maré. Dizer que não tem “loucura” por comprar sapato numa roda de pessoas pode parecer que viemos de Marte.

É preciso muita força para não ceder aos apelos. E ter objetivos maiores, e assim concentrar atenção e recursos ao que realmente importa.

Eu acrescentaria, além do que falastes de anotar, a troca de experiências com outras pessoas "também de Marte..", isso dá forças para não escorregar e assim comprar o que quer e porque quer e não porque a mídia diz que é bom, não porque o grupo que frequenta tem e etc".

Temos uma época em que queremos nos inserir no contexto social e de maneira incorreta. Não são nossas roupas, nossas posses e nossas conquistas financeiras que ditam quem somos e até chegar a essa conclusão temos um longo caminho a percorrer.

Obrigada por colaborar com a gente, Adriana!!!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Roupeiro x Caixas

Recebi um questionamento sobre o que seria melhor em locais provisórios: roupeiro ou caixa. Mencionado um roupeiro bem simples só para não procurar roupa em caixa, daqueles bem baratos que só de olhar parece que a porta vai cair, que uma sacudida vai derrubar ou mesmo um de qualidade um pouco melhor a fim de ter um conforto.

Primeira ponderação: existe alguma reserva que possa subsidiar a compra de caixa ou roupeiro sem que precise entrar no partamento?

Em caso positivo, se analisarmos o valor de boas caixas que possam ser manuseadas diariamente e o valor de um roupeiro popular de média qualidade, eu ficaria com o roupeiro.

Quem acompanha o blog sabe da minha crise em relação ao roupeiro quando mudei para o apartamento definitivo em Londrina. Caixas, inclusive da mudança, devidamente etiquetadas e com tudo separado somadas à arara para as roupas que deveriam ficar em cabide. Pensei que com essa providência iria aguentar até conseguir fazer o roupeiro de excelente qualidade e definitivo. Sapatos ficavam embaixo da arara. Tudo, definitivamente tudo, ficava pegando poeira.

A conclusão acima não durou muito tempo. Procurar coisas em caixas, por mais organizadas que fossem, estava acabando com meu bom humor e a poeira nas roupas estava me causando alergia. Lembrei da marmita! Será que pequenas coisas acabam com meu bom humor ou eu sequer tenho esse excelente humor?

Voltando, não estava conseguindo nem me vestir direito e não estava sequer encontrando as coisas direito.

Então, resolvi capitular e comprei um roupeiro da Kappesberg, nas Lojas Colombo (preço mais em conta), sendo que recomendaria, acaso haja reserva financeira, a compra do tal roupeiro. Isso não é um publipost, mas de tanto pesquisar quero economizar caminho para quem precisa. A qualidade do roupeiro é muito boa, desde que não seja montado e desmontado diversas vezes, e o valor bastante razoável. Recomendo a loja porque pesquisei muito na internet e encontrei até pelo dobro do valor que comprei.

Depois que o roupeiro chegou foi uma tranquilidade, tudo nos devidos lugares, sem pegar poeira. Agora esse mês o roupeiro será levado para outro local que precisa ser mobiliado e no final do mês chega o roupeiro definitivo, pois não valeria a pena comprar outro roupeiro para o segundo local e deixar esse por aqui.

Observo quanto à indicação do roupeiro que aquele da Izabel é muito melhor que o meu, embora o dela seja de MDP e o meu de MDF, deve-se cuidar também a profundidade anunciada para ver se os cabides cabem certinho porque existem roupeiros tão estreitos que os cabides ficam atravessados (rs).

Enfim, mesmo que seja por pouco tempo e desde que não seja efêmero demais eu recomendaria roupeiro em lugar de caixas.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Quando tudo dá certo!

Ontem tivemos um coquetel, uma festa para comemorarmos a entrega em dia de um empreendimento.

Estou muito feliz e somente posso concluir que o primeiro "ano sem compras", e o período anterior que foi o embrião da conscientização sobre a necessidade de investir o suor do meu trabalho em algo que valesse a pena, rendeu excelentes frutos.

Planejar ou mesmo não planejar e arriscar um investimento e a partir do risco criado mudar de comportamento são atitudes que precisamos tomar para não deixar o período produtivo passar em brancas nuvens e chegarmos lá na frente com a certeza de que fizemos algo efetivo por nós mesmos no que diz respeito a um pouco mais de conforto na aposentadoria.

Quando eu tinha meus vinte ou trinta anos não pensava muito no futuro, afinal tinha uma carreira já definida, sabia no que ia trabalhar e alcancei uma certa estabilidade nessa idade. E daí? O que eu fiz? Comecei a gastar com tranqueiras e levava a vida como se não houvesse amanhã.

De repente percebi que queria realizar um sonho e via tantas pessoas realizando sonhos e não entendia porque somente eu não conseguia.

Por ocasião da mudança para Cornélio sempre quis ter um apartamento em Londrina, mas aquilo me parecia distante. Depois conheci uma pessoa que me fazia parecer ser incapaz de conseguir qualquer coisa por ser assalariada. Afastei da pessoa e descobri que eu poderia fazer e ter tudo que eu quisesse e para isso bastava um pouco de organização, bastante adiamento de desejos imediatos de consumo de desnecessários e supérfluos, coragem para assumir compromissos financeiros considerados por mim mesma altos.

Enfim, tomei coragem e comecei a administrar minha vida financeira de forma diferente e tudo se tornou diferente, meus argumentos com filhos (sim, eles geram despesas!) mudou drasticamente, sendo que eles passaram a ter conhecimento de que também não teriam muitos desejos imediatos de consumo atendidos porque estávamos buscando um futuro diferente.

É preciso tomar consciência, arriscar e dedicar tempo, dinheiro e muita atenção ao que queremos e posso assegurar que assim é possível realizar os sonhos e até mesmo os sonhos que parecem inatingíveis.

Meu sonho era um apartamento em Londrina e a realidade mostrou-se ainda mais auspiciosa. Parabéns para mim! Parabéns para meus filhos que entenderam e ajudaram a alcançar esses objetivos! Parabéns para a vida que se tornou diferente! Parabéns para a planilha mensal que, apesar de não utilizada ainda para controle efetivo, ajudou em muito na visualização do que era possível fazer! Parabéns por todos os parcelamentos em cartão de crédito que não foram feitos, os carnês que sequer foram gerados e financiamentos que sequer foram cogitados!

E vamos seguindo até o final do ano apenas administrando o que já ocorreu e ainda gerará gastos para se tornar lucrativo, desejando que 2014 traga mais formas de economia e mais satisfação por não consumir desnecessários e supérfluos!


terça-feira, 27 de agosto de 2013

- Mãe, você tem uma joaninha?

Ouvi a frase quando estava saindo para ir ao cinema e já estávamos atrasadas.

- Tenho sim uma joaninha, pegue no potinho em cima do balcão!

Quanta coisa deixamos atiradas por aí e na hora que precisamos perdemos muito e muito tempo, além do estresse, do nervoso, do choro e ranger de dentes.

Minimalizar sentimentos depende de organização!

Você tem um problema para resolver, precisa pensar nele e ao mesmo tempo precisa encontrar itens essenciais para aquele dia. Seria muito mais fácil manter tudo organizado, apenas pegar o que precisa no lugar certo e dedicar-se à solução do problema, não é mesmo?

E daí vem a pergunta: como manter-se organizado no dia a dia?

Tempos atrás uma pessoa perguntava como manter organizados os famigerados carregadores, diferentes para cada aparelho e que ficam pela casa um em cada tomada, sendo que quando precisamos não os encontramos.

Simples! Uma caixa grande ou uma gaveta. Encontrou o carregador em alguma tomada leve para a caixa/gaveta. Encontrou o carregador atirado pela casa leve para caixa/gaveta. É uma pequena atitude que vai evitar grande perda de tempo.

Toalhas de banho não precisam ser passadas nem precisam ficar atiradas na mesa de passar. Recolheu, dobrou, guardou cada qual em seu banheiro e com isso evita os gritos das crianças: - Mãe, traz a toalha!!! Não ouço esse grito desde que os armários do banheiro ficaram prontos.

Louças devem ter um local específico. Assim quando sua filha às 06h30 da manhã pergunta onde está seu copo misturador de suplemento você simplesmente responde: - No armário da pia, na primeira porta do lado direito.

Para isso você tem que colocar as coisas no lugar sempre que as tirar para o uso! E uso esse copo misturador para molhar as plantar porque ele é grande. Tomara que a Izabel não descubra! 

Onde está a cola, a tesoura, o esquadro e a régua? Na caixa do material escolar. E as bijouterias? Na gaveta das bijouterias. Os sapatos? Pela casa? Não, cada qual no seu lugar. Documentos? Na pasta ou caixa de documentos em espaços devidamente etiquetados. Comida? No armário próprio e de forma com que consiga enxergar tudo que tem até para garantir a manutenção. Temperos separados para visualizar tudo quando for fazer comida.

E isso são apenas exemplos. Pode parecer que dá trabalho, mas mais trabalho você tem ao ficar procurando e zanzando pela casa atrás de uma coisa que você não sabe onde está e precisa imediatamente.

Tente! Um pouco por dia! Uma gaveta por dia! Uma porta de armário por dia! Uma caixa por dia! E sua vida vai facilitando de forma a diminuir o estresse e sobrar tempo para o que realmente interessa: aproveitar a vida de forma leve e tranquila!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Experiência compartilhada... PRIMEIRA PLANILHA

É impressionante como temos um choque de realidade quando fazemos um levantamento de nossos gastos e nunca havíamos feito isso antes. O comentário de uma de nossas leitoras deixa isso bem claro.

"Finalmente segui o seu conselho e coloquei em planilhas parte dos meus gastos e quantidade de parcelas...Sabia que a situação não estava boa mas ao ver os valores na minha frente me assustou, agora estou partindo para o próximo passo que é anotar os gastos diários. Estou lutando para mudar meus hábitos de compras e também buscando otimizar as coisas ao meu redor, estou lendo bastante sobre o minimalismo e também blog de pessoas que estão cortando os gastos, até criei uma pasta no meu Feedly chamada desapego... Espero que no futuro eu tenha alguma história de superação para postar por aqui." 

Gislaine, você já tem uma história de superação e por isso postei seu comentário por aqui. O primeiro passo é exatamente esse! É a coragem de sentar, gastar seu tempo, pegar lápis e papel, os comprovantes de despesas e lançar em uma planilha. 

Alguém pensa que o procedimento acima é fácil? Não, não é! Muito pelo contrário, para quem nunca fez isso é um passo muito doloroso, muito difícil e com consequências iniciais bastante assustadoras.

Ontem mesmo conversava com a menina que iniciou essa série "Experiência Compartilhada" e que tomou a mesma atitude de colocar seus gastos em uma planilha e o resultado foi o mesmo, ficou muito assustada.

É preciso levar esse susto! Somos tão condicionadas a não controlar nossas receitas e despesas que pensamos ser normal ir deixando a vida nos levar. Um sapato aqui, uma bolsa acolá, outro sapato daqui a dez dias, pois perdemos a noção do tempo quando não anotamos. Mais um estresse e esse é quase diário e mais uma compra sem que tenhamos a percepção de que a compra anterior foi feita há poucos dias.

Vamos quebrar esse condicionamento!!!! Precisamos quebrar esse condicionamento!!!! Perdemos tempo comprando e depois perdemos a saúde pensando como vamos cobrir a conta no banco, como vamos guardar todas as tranqueiras que colocamos dentro de casa sem uma reflexão anterior.

Depois de fazer a primeira planilha vem a pergunta: "Oh! Meu Deus! O que fiz com meu dinheiro!" e lá vem o mau humor decorrente da culpa. Porque fiz isso? Simplesmente porque você foi ensinada a gastar, simplesmente porque você foi condicionada a viver assim, simplesmente porque você não conhecia até então pessoas que vivessem de forma diferente. Não deixe a culpa te consumir e deixe que o choque de realidade te leve a melhores caminhos.

Você pode mudar e para isso precisa começar no próximo minuto, na próxima manhã, deixe de comprar tranqueiras, você não é o que usa, você não é o que consome, você pode superar todo esse marketing e propaganda, esse bombardeio do consumo pode não ter efeito se você criar uma redoma de objetivos diferentes, se começar a viver diferente.

As pessoas vão estranhar ao te ver com a mesma roupa? E com o mesmo sapato? E com o mesmo vestido em uma festa? Talvez notem, mas somente aquelas que ainda estão na vibração do consumismo, as demais sequer vão perceber!

Enfim, siga em frente, esqueça o que passou e viva diferente!!! Tem muito mais coisas por aí além do consumo! Talvez até uma conta bancária bem recheada para realizar um sonho, sonho que você vem adiando porque "não tem dinheiro"!!!

domingo, 25 de agosto de 2013

E o adeus à marmita me deixou feliz!!!

Lembram do post "Eu, minha preguiça e a marmita!!!"?

Não imaginava como ficaria feliz ao não precisar perguntar para a pessoa responsável por pedir a marmita:

- O que temos de ruim para hoje?

É visível a tristeza das minhas colegas ao fazerem o pedido da "dita cuja". Era visível minha tristeza também e aquilo ia descendo no automático, mais ou menos como "preciso deglutir para viver". Gente! Tenho o direito de ser feliz! Tenho o direito de comer por prazer algo gostoso e não uma gororoba por obrigação!

A postagem "Eu, minha preguiça e a marmita!!!" rendeu muitas dicas importantes e muito apoio para essa mudança tão necessária e essencial. Obrigada a cada um de vocês que me ajudou a enxergar melhor o que eu estava fazendo com minha alimentação, razão pela qual vou compartilhar essa ajuda que recebi.

Quero experimentar a "marmiquent", dica da Li. Segundo a leitora esse aparelho para aquecimento não deixa a comida seca, aquecendo em sistema que parece banho maria. Penso que o tamanho ligth é melhor para a quantidade de alimentos que consumo.

A Júlia também indicou a "marmiquent", embora diga que ainda não usou, também dando a dica de levar separado em um pote a salada e em outro o restante que precisa ser aquecido.

Lembra nosso gaúcho taura, o Valdemar do blog "O bolso da bombacha" sobre o problema do colesterol que pode ser agravado em pessoas que somente comem em restaurante sem tomar o cuidado necessária com o que estão colocando no prato.

Indicado pela Gabriela o grupo no facebook "365 dias de comida honesta" e já solicitei para participar, vamos ver se sou aceita... rsrsrsrs

Débora nos conta como prepara sua refeição que leva para o trabalho: sempre uma porção de arroz+feijão ou massa, uma com carne+legumes, uma de salada e uma de fruta para a sobremesa. Diz ainda que congela para a semana seguinte, por exemplo, o que fez na segunda, leva na terça e congela uma porção para outro dia da próxima semana, não necessariamente o mesmo dia para não ficar repetitivo. Compra a salada e as frutas e deixa cortadas e lavadas no domingo e na quarta. Lembra, finalmente, que é mais barato do que comer em restaurantes, fato também lembrado por outros leitores, tais como a Júlia e o Valdemar.

Houve também indicação de preparação de bentô, o que ainda quero pesquisar e ainda não o fiz por absoluta falta de tempo.
E agora vocês devem estar curiosos de como me virei semana passada, meu início do novo projeto de levar o almoço preparado em casa para o trabalho.

No primeiro dia já separei dois potes de vidro com tampa (jurei nunca mais comprar potes de plástico em razão do cheiro e do desgaste! acho que até fiz um post sobre isso), pequenos (550 ml cada um). Em um deles coloquei polenta e carne de panela; no outro alface, agrião (lavadinhos por mim de manhã cedo - delícia saber como estão limpos!), grãos de soja cozidos, tomate, pimentão; na sacola coloquei uma banana (para o meio da manhã) e uma maçã (para o meio da tarde).

No segundo dia os mesmos potes, um com arroz integral e estrogonoff  e o outro com alface, agrião, grãos de soja, pimentão, cenoura crua ralada e queijo branco. Um iogurte para o meio da manhã e uma barrinha de cereais para o meio da tarde.

Salada temperada com shoyu! Deliciosa!

Enfim, nunca imaginei que seria tão simples assim. Aliás, devo confessar que até vir para Londrina, e não me perguntem as razões porque não sei, mas nunca, jamais, em hipótese alguma comia comida requentada. Loucura, não? O que sobrava de um dia as pessoas que trabalhavam comigo levavam embora, porque realmente estragaria na geladeira.

Após mudar para Londrina e já que comia marmita no trabalho, também passei a requentar a comida em casa e, logicamente, aproveitar melhor os alimentos que preparava, trazendo inclusive maior economia, além de ficar curada da minha "frescura".

Depois da experiência de levar comida de casa percebi e repito que fiquei muito mais feliz com meu almoço e até com minha vida, está sendo um prazer preparar os alimentos para levar e saber o que vou comer!!!




sábado, 24 de agosto de 2013

Pagamento à vista e radicalismo!

Mais de quatrocentas pessoas acessam diariamente esse local. Se conseguirmos deixar de comprar de forma parcelada já terá valido a pena todos os textos que tento escrever!

A Marina do blog "Um Ano Sem Compras", pessoa que me inspirou a entrar no meu primeiro ano sem consumo de desnecessários e supérfluos, questionou se não era muito radicalismo dizer que todos os pagamentos devem ser feitos à vista, citando o seu caso de compra de uma nova casa, necessidade de acabamento desse local e o parcelamento do material de construção em razão de não haver reserva financeira para isso.

É preciso andar na contracultura. Estamos aqui nesse espaço para que possamos refletir sobre os padrões de consumo que nos foram impostos, sobre esse marketing horroroso que atinge a todos, inclusive crianças, sobre a necessidade do "ter" se sobrepondo ao "ser", sobre o consumir para ser aceito em sociedade e incorporar-se ao "bando".

Muitas e muitas pessoas já estão seguindo o caminho do consumo consciente, mas muitas e muitas ainda estão engatinhando nesse passo, então, é preciso radicalizar, mostrar um novo modo de vida, desvendar as artimanhas dos bancos, do comércio, da própria sociedade padrão que nos impõe um consumo e formas de consumo absurdas, instalando-as em nossas mentes e fazendo tudo isso, até mesmo juros exorbitantes, parecerem normais, incutindo nas nossas mentes que não podemos ter determinado bem de consumo, essencial à aceitação social, acaso não utilizemos o parcelamento. 

Ainda, incutem nas nossas cabeças que "parcelar é legal", assim temos o bem "supérfluo" imediatamente e não precisamos passar pela ansiedade de esperar, pelo desgaste emocional de não satisfação imediata dos desejos, pela disciplina de economizar.

Se eu já parcelei alguma compra? Claro! Eu fazia parte do rebanho, embora sempre tenha sentido uma centelha de razão lá no fundo e em muitas oportunidades tenha conseguido fazer a tal reserva, talvez até de forma inconsciente. 

Nem sei explicar as razão de nunca ter financiado um carro, pois sempre oferecidos "juros baixíssimos" ou até "juros zero", mas nunca fiz isso talvez por enxergar que o valor do bem já desvaloriza na saída da concessionária e o valor que estaria pagando era de um carro zero quilômetro até o final do tal financiamento.

Casa própria? Ou em sociedade com o sistema habitacional? Tem muitos artigos sobre o que é mais vantajoso: pagar aluguel e não ser responsável pelo imóvel, seus custos e manutenção ou financiar um imóvel, mas realmente não cheguei à conclusão alguma.

A única certeza que tenho é aquela que aprendi com meu pai que financiou a casa em trinta anos e quitou em três anos, grande lição, ou seja, podemos até nos socorrer de um financiamento em um bom negócio, MAS devemos sempre ter em mente a necessidade da criação de reservas futuras para irmos quitando tal financiamento recheado de juros, taxas, seguros ou vamos continuar achando que o banco é bonzinho?

Enfim, não tenho financiamentos, não quero financiamentos, não tenho parcelamento, não quero parcelamentos, não quero o crédito que me oferecem com "juros ótimos" e tenho um desejo imenso que passemos a enxergar com mais clareza o o quanto somos explorados.

Material de construção? Podemos verificar que são oferecidos parcelamentos de até doze vezes ou mais, supostamente sem juros, e quando precisei comprar as coisas do apartamento ofereceram essa "facilidade", bati o pé que pagaria à vista e queria desconto, consegui descontos que variavam de 5% a 15% e olha que ainda fiz as compras em datas diferentes sempre lembrando ao gerente que estava fazendo todas as compras ali. E, pasmem, após o gerente conceder o desconto, no caixa foi oferecido novamente o parcelamento do valor com desconto em doze vezes, ou seja, ainda havia "gordura" a negociar!!!

Quando fazemos previamente reserva, poupança de valores para atender os gastos, além de não pagarmos juros, conseguimos um preço mais real da mercadoria quando nos é concedido o justo desconto.

Enfim, é preciso mudar a forma de pensar o consumo, não há facilidade ou vantagem no crédito oferecido, sustentamos bancos, banqueiros e sistema de uma forma ingênua e pensando ter uma vantagem que é completamente inexistente.

Pensem nisso!!!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Experiência compartilhada... ORGANIZAÇÃO E CONTROLE NA COMPRA

Desperdiçamos em produtos que não usamos, deixamos a bagunça se instaurar em todos os cantos e uma hora nos damos conta que é possível ser diferente, isso já aconteceu com a Adriana:

"... Na área de serviço sempre fizemos essa limpa, mais precisamente era anual. Uma vez saiu tanto produto vencido e produtos caros que dai adotou-se uma nova postura em relação ao que entra. Nunca mais compramos para “experimentar” conforme a “cara” do produto, só o básico e deu. Diminuiu a lotação do pequeno armário que tem para isso, diminuíram os gastos com isso no super e diminuiu a quantidade de lixo produzido. Nada disso interferiu no que já se usava para casa , veja bem, era um ralo praticamente de dinheiro e descarte para o lixo pois o destino que deveria ser aplicado, para limpeza, não era usado."

Eu sei que é difícil trabalhar, cuidar da casa, dos filhos e do marido, preparar refeições, lavar e passar roupas, entretanto, em meio a cada uma dessas atividades é possível refletir um pouco sobre os gastos e também arrumar uma coisinha aqui e outra ali e assim manter tudo organizado!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Experiência compartilhada... CARTÃO DE CRÉDITO

* Um aviso: recebi ótimos, úteis e estimuladores comentários de leitoras, mas a querida "NET" está me deixando com sinal muito oscilante e espero que até sexta esteja normalizado para que eu possa moderar todos e dividir com vocês! Aguardem! Fui atendida por uma gravação que prometeu isso e ainda disse "não adianta falar com nossos atendentes, mas se quiser..."... comecei a rir, desliguei o telefone e estou esperando!

Novamente a Adriana nos deixa sua experiência com cartão de crédito:

"A tua sobrinha deve ter falado isso depois de saber que eu era colorada (comentário da minha sobrinha sobre a Adriana ser o tipo de pessoa que jamais fará algo errado)...rs, mas tomara que ela tenha razão, me esforço pra isso..kkk

Quanto às compras parceladas é aquela coisa do costume.

Eu fui usar cartão de crédito muito tarde, acho que estava no último ano da faculdade que ao encerrar uma conta corrente do interior o banco mandou um cartão e dai resolvi usar.

Nunca cheguei aos extremos que minha amiga por exemplo mas já cheguei a comprometer rendimentos futuros com compras inúteis parceladas. Nisso que fui numas palestras do expo money que tem em diversas capitais, cada uma é um mês respectivo e também tinha feito um curso rápido na puc sobre esse tema. Curiosidade, falta do que fazer e preocupação com a forma com que eu estava fazendo.

Não posso dizer que atingi o ideal mas acho que aprendi que cartão deve ser usado como se fosse débito, só com o que a gente tem e não com o que vai receber e usar os benefícios dele para viagens e mesmo um controle de saber onde está se gastando.

Teve um período, mais ou menos nessa época que fiz o curso ou um pouco antes que meu irmão estava meio viciado em compras pela internet em negócios para corrida. E tinha comentado que precisava de um limite maior no cartão. Eu disse que ele não precisava de um limite maior e sim de ganhar mais, que limite não era renda.

Fui um pouco dura, talvez mais que comigo mesma. Hoje ele está um exemplo. Foi chamado em um concurso que vai ganhar mais que eu (hahaha) e na cidade indo no shopping pude ver todas ponderações modelo. Eu confesso que acho que me perderia um pouco. Ele não. E quando perguntei o que queria que eu levasse pra ele foi direto: "a calculadora financeira que está na escrivaninha, a foto da nossa família e a santinha que a mãe deu que está ali junto". Nessas horas que a gente vê o que realmente importa e ver que ele não se perdeu para essa onda de consumo fútil me deixou com muito orgulho dele.

Mas tem gente que falamos e ouvimos só deboches... uns até engraçados, outros lamentáveis, mas essas pessoas que não querem acho que o falar simplesmente não adianta... mas dá pra tentar, eu já tenho alguns apelidos, o mão de vaca é o mais conhecido..kkk"

Ainda insisto no cartão em razão dos pontos para transformar em milhas... rsrsrsrs... mas espero um dia esquecer essas milhas até porque tenho algumas vencendo e não vou viajar agora!

Se acaso eu abstrair as milhas, realmente não tenho porque ter cartão considerando que meus pagamentos são todos à vista, então, não faz diferença ter ou não cartão, apenas agrupo o pagamento em única data, mas fiquei muito feliz quando estava usando apenas o cartão de débito.

Quero continuar pensando sobre isso e quem sabe, um dia, me libertar do cartão de crédito!!!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Experiência compartilhada... FACILIDADE DE CRÉDITO

Semana passada falávamos sobre isso: a facilidade do crédito! Como é fácil conseguir que o banco ou alguma outra financeira "dêem" dinheiro para que realizemos nossos "sonhos".

E a Débora deixa isso bem explicado:

"Eu concordo tanto com isso que você falou sobre a facilidade de crédito, porque é isso que a maioria tem, apenas crédito, não tem dinheiro realmente, porque se tivesse comprava à vista e com desconto.

Eu tenho o privilégio de morar no centro de SP com acesso fácil a qualquer parte da cidade, como trabalho na periferia eu uso apenas o metrô e em sentido contrário, então é vazio para ir e para voltar. 

Se fosse trabalhar de carro teria que sair mais cedo de casa pelo menos meia hora e teria que pagar estacionamento porque deixar na rua é perigoso e mesmo explicando todos os contras que eu teria tendo um carro, ainda assim as pessoas não se conformam por eu não comprar um. 

É complicado vencer a pressão dos amigos e familiares, que muitas vezes te olham como um fracasso já que não consumimos o mesmo que é esperado."

Sinceramente não sei como as pessoas criam essa ilusão de que o dinheiro é delas, esquecendo que precisam pagar com seu próprio salário esses valores.

Em um almoço conversávamos sobre compras e alguém comentou em tom irônico, aquele irônico de brincadeira e não para ofender:

- A Ziula só compra à vista!!! Eu não resisto!!! Se o preço é o mesmo em doze vezes porque eu vou pagar à vista!!!

As demais pessoas concordaram e disseram que realmente o parcelamento é vantajoso.

Discordo quanto à vantagem! Você vai pagar à vista simplesmente pelo fato de que é a única maneira de controlar sua vida financeira. Até perguntei se já tinham somado as parcelas e a resposta foi dada com um tanto de desânimo e a expressão usada foi "pois é!!!".

Se você tem dinheiro, tem necessidade e até quer realizar um sonho, você compra! Caso contrário, deve juntar os valores, anotar o desejo e, após ter provisões suficientes, fazer ou não a compra. O tempo anda passando tão rápido que nossos desejos também mudam rapidamente, se formos satisfazendo todos aqueles que aparecem certamente não teremos saúde financeira.

A última vez que comprei parcelado foi um tênis, em doze parcelas, isso mesmo!, doze parcelas porque era "sem juros" (nem cogitei em pedir desconto à vista). Isso foi um pouco antes do início do primeiro ano sem compras e passei praticamente todo esse ano anotando e pagando as famigeradas parcelas. Como já não estava mais consumindo aquelas prestações me davam enjôos, uma sensação de ter "comido" algo e estar "lembrando" o ano inteiro.

Acaso tivesse pago à vista e poderia até tê-lo feito, certamente não teria essa sensação. Pode parecer exagero, mas era exatamente o que sentia mensalmente. Depois disso: nada de prestações!

E somente assim consegui reservar valores para deixar minha casa do jeito que eu quero, pois é aqui que passo a maior parte do tempo e gosto de coisas bonitas, pois elas me trazem um certo "conforto" quando olho.

Hoje de manhã olhei para a orquídea que fica no balcão que separa a cozinha da sala e falei para minha filha:

- Olha que coisa mais linda! Os botões que estão para abrir tem um verde brilhoso e parecem até de mentira!

Ela começou a rir e acho que não entendeu nada, mas eu sou assim!

Agora já estou mudando o foco para pensar em formas de lazer, embora ainda tenha pequenas coisas a fazer, desde que possa pagar à vista!!!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Eu, minha preguiça e a marmita!!!

Ontem, almoçando no trabalho e talvez em virtude dos comentários de um colega que fazia cara de nojo para a marmita que pedimos, senti uma profunda tristeza.

No começo do ano até brincava que marmita era gostosa e pedia em casa para não ter que cozinhar, isso até que as crianças passaram a recusar comer qualquer coisa que viesse naquelas embalagens tudo junto misturado: arroz, feijão, um quase nada de legumes, uma folha e um pedaço de carne. Entretanto, eu continuava com a famigerada marmita no trabalho.

Aquilo é nojento! Desculpem os restaurantes, por mais limpos que sejam! A comida vem toda misturada, quase fria, eu estava virando bóia-fria e eles comem esse tipo de alimento porque não tem outra escolha e ainda com a vantagem que a maioria traz sua "bóia" de casa.

Fomos algumas vezes em um restaurante e tinha gosto de marmita, em outro restaurante o mesmo gosto e por aí vai.

Depois que o Pedro Henrique passou a cozinhar passei a ter um pouco de asco em relação às comidas feitas fora de casa, mesmo aquelas dos melhores restaurantes e é difícil hoje em dia ficar satisfeita em qualquer local a não ser minha casa. Aqui sei como são preparadas, com óleo novo, foram feitas no dia, não há fritura, os ingredientes são frescos.

Assim, para aplacar minha tristeza, a partir de quarta-feira passarei a levar minha comida de casa, ainda não sei que alimento preparar, mas vou descobrir e acaso não descubra, comerei frutas.

Deixarei a preguiça de lado, mesmo porque sempre durmo tarde e posso aproveitar esse tempo para preparar algo para levar, afinal preparo a comida das crianças e não tenho razão para descuidar da minha alimentação.

MARMITA NUNCA MAIS!!!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Experiência compartilhada... SENTIMENTOS

Mais experiências da Zilda que podem nos auxiliar.

"Oi Ziula, que legal a iniciante ter encontrado seu blog. Acho que ela será muito feliz, depois de um tempinho, é claro.

Eu, pelo menos, passei por diversas fases, do tipo frustração, irritabilidade, vergonha de querer e não levar, baixa autoestima. Ficava muito triste e chateada quando era aniversário de alguém e eu não tinha comprado um presente para esse alguém. Sentia-me arrasada e infeliz.

Tive que ir trabalhando esses sentimentos todos, aos poucos. Me fortaleci bastante quando descobri o "Hora de mudar". Vi, então, que eu não estava sozinha. Havia uma legião a ser seguida. E eu queria seguir essa legião. 

Agora...menina...eu ando de cabeça erguida, olho vitrines, ponho a mão nas roupas, sapatos, bolsas, e sei que eu não vou ficar doente se não comprar. As coisas bonitas podem ser só olhadas e admiradas. Não me dizem mais respeito. Eu não preciso delas para ser feliz. Aprendi a dizer não, numa boa. Saio das lojas com ar de vitoriosa, pois saio leve e com as mãos vazias. O que antes era constrangedor, virou sinal de força e coragem.

Boa sorte para a querida iniciante!

Beijo"

Penso que essa troca de experiências nos dá mais força para conseguir seguir novos padrões de consumo para conseguirmos uma vida mais significativa!

domingo, 18 de agosto de 2013

Papel de parede na cozinha, apartamento pequeno e minimalismo

Considerando que a dúvida de um pode ser a dúvida de muitos resolvi voltar ao papel de parede na cozinha.

Frescura? Gasto desnecessário? Preocupação excessiva com a estética?

Nada disso! Todo mundo por aqui já sabe que meu apartamento tem oitenta metros quadrados. Logo, a cozinha é minúscula e a pia fica muito próxima da outra parede. Somente foram colocados azulejos na parede da pia que tem como continuidade o local da máquina de lavar e tanque, áreas molhadas, segundo a construtora. A tinta das paredes não é acrílica e, portanto, para limpar vai ficando manchada. As frutas, alguns alimentos e louças, além da lixeira ficam na parede sem azulejo.

Pois bem. Essa parede vivia suja e eu tinha dificuldade para limpar, sendo que isso foi resolvido com o papel de parede que é vinílico e somente um pano úmido deixa ele limpo e perfeito, sem manchas na parede. Penso que minimalismo também é isso: facilitar o dia a dia!!!

Lembre-se que o papel não pode ser instalado em paredes com azulejo e caso queira instalar em um banheiro, por exemplo, é preciso passar massa acrílica, lixar e pintar.

E, falando em facilitar o dia a dia, essa semana uma pessoa veio com o olhar espantado comentar comigo:

- Nossa!!! Fique sabendo do tamanho do seu apartamento!!!

O comentário foi no sentido de como uma pessoa pode viver em tão pouco espaço, isso considerados os padrões que as pessoas estabeleceram para o que seja viver bem ou morar bem.

Outro amigo comentou:

- Você precisa de um apartamento de no mínimo cento e vinte metros quadrados!!!

Qual a metragem que precisa uma pessoa para viver? Qual a metragem que uma pessoa precisa para juntar tralhas? Qual a metragem é confortável?

Para mim, que saí de uma casa imensa, o suficiente é o que tenho no apartamento. Impossível ficar como minha casa que estava cheia de bagunça e até lixo armazenado, pois não há espaço para isso. Também é fácil de limpar e organizar, com um detalhe muito importante, uma coisa fora do lugar e parece o caos, sendo que isso permite o exercício diário de deixar tudo no lugar.

Tirou do lugar tem que ser guardado de imediato. Precisa limpar, limpe agora caso contrário a sujeira espalha para os outros cômodos. Tem coisas para destralhar? Não dá para esperar. Pode ter alguma facilidade que permita trabalhar menos na limpeza? Utilize. Compras? Tudo tem que ser muito bem pensado, caso contrário não há lugar.

As crianças sempre brincam que determinadas coisas acaso compradas nós teríamos que sair para a dita coisa entrar!!!

Quero exatamente isso para mim e já falei e repito que estou preparando minha casa imensa para venda e quando tudo estiver pronto tenho certeza que o comprador aparecerá. Ainda existem pessoas que querem viver assim e isso deve ser respeitado.

E o Pedro e seu quarto? Fiz um post falando sobre o desespero dele com o quarto de 2,4 x 2,5 e sobre o fato de não estar aceitando esse local. Felizmente passou a sensação ruim. Essa semana ele me contou que chegou a deitar no local onde depois foi colocado o roupeiro e bancada de estudos e pensar:

- Só cabe minha cabeça e minha mãe quer colocar móveis!!!

Agora ele diz que deita na cama e fica olhando o papel de parede, os espelhos e nem acredita que tem um quarto tão grande. Está muito feliz!!!

Fico aqui sonhando com meu filho morando com meu neto não humano, o Jimmy, em uma casa menor e mais funcional, sendo que talvez ele nem precise de oitenta metros quadrados, pode precisar até de um local menor. Só o tempo dirá e, segundo a leitora Zilda, o que escrevo por aqui se realiza e é isso que estou fazendo, colocando os desejos nesse "papel virtual". Muitos desejos já se realizaram e espero que esse da casa, quando o universo estiver pronto para me responder, também se realize!