quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Exilada precisará acampar...

Meu apartamento ficou inabitável. O Pedro nem bem entrou no local e até inflamação nos olhos apareceu em menos de uma hora. Foi dado por concluído o trabalho, mas as paredes precisarão ser arrumadas e tirados diversos calombos que ficaram. Informou o pintor que chamei para orçamento que precisa de uma semana sem ninguém morando no local para consertar o que foi feito e que em dezoito anos de profissão nunca viu um trabalho daqueles.

Ainda em tratamento o Pedro Henrique não está suportando a poeira do gesso, foi feita a limpeza. Muito pó ainda ficou e o prestador acabou com meu aspirador de pó.

Izabel já saiu de casa desde segunda-feira. Ela e a rinite dela não sobreviveriam à qualquer coisa parecida com a queda das torres gêmeas.

Hoje fui ficando sem voz durante o dia e a partir das 15h00 não consegui mais trabalhar, pois somente sussurava. Deve ser efeito da poeira que aguentei por dois ou quase três dias. O serviço do instalador que, segundo ele, deveria durar apenas segunda e terça, se estendeu até hoje às 16h00 e ainda não terminou e também não será a mesma pessoa que finalizará, pois os dois dias foram os combinados e se for uma semana outra pessoa fará o trabalho.

Estou organizando para acampar no outro apartamento e nesse exato momento estou hospedada no hotel para tentar manter a integridade de todos. Não sei se os leitores devem esperar postagens nos próximos dias. Minha cabeça está à mil e estou muito arrependida! Diz o Pedro Henrique que isso acontece para a gente adquirir experiência e ficar mais forte e espero sinceramente que ele tenha razão!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Instalação ar condicionado...

Ontem não postei porque o dia já amanheceu empoeirado. Cedo chegou o lindo do instalador que garantiu ser possível instalar fazendo o mínimo de sujeira. Não! Não precisa se preocupar, só vou cortar dois dedinhos na parede, nem faz sujeira!

Vou deixar somente as fotos considerando que a cabeça não está conseguindo pensar grande coisa e hoje parece que a coisa toda termina, mas não sem mais poeira e agora poeira de gesso, poeira branca daquela que entra até na alma.

Olhem a ironia do papel colocado para proteger o chão: A HORA DE MUDAR SUA CASA CHEGOU!








domingo, 6 de outubro de 2013

Roupeiro do meu quarto

Lembrei da Zilda quando comecei a escrever em relação aos comentários sobre "vitórias curtinhas" e observei que meu apartamento à cada dia tem uma "vitória curtinha" na decoração, pois fazendo tudo sem precisar parcelar ou fazer dívidas.

Agora foi a vez do meu roupeiro e finalmente segui os conselhos que recebo por aqui ao marcar a montagem para um dia em que precisava ficar o dia inteirinho no trabalho e sem chance de escapar por algumas horas. Deixei a chave para o marceneiro na portaria e "vazei". Nas outras vezes marcava para dias em que podia ficar em casa e ficava o tempo todo olhando a montagem e também fotografava as peças chegando e cada passo que ele dava. 

Estou rindo da falta de sentido do procedimento inicial de ficar olhando, pois confesso que foi muito mais gratificante e feliz chegar em casa com tudo já nos devidos lugares sem presenciar a bagunça, a poeira e o barulho. Até estranhei o fato de que o marceneiro deixou mais limpo do que nas ocasiões em que eu estava junto e ia correndo com o aspirador a cada peça serrada.

Nem perguntem se o quarto está pronto, pois quando falei isso da cozinha depois constatei que havia mais coisas que precisavam ser feitas.

Assim mostro as fotos de quando cheguei em casa quarta-feira e em seguida do roupeiro já arrumado, sendo que a arrumação somente ocorreu na sexta-feira em razão da greve que fiz essa semana para priorizar amizades.

Interessante que foi a primeira vez em nove meses que a Izabel reclamou da falta de lingerie nas gavetas dela (rsrsrs), sinal que a minha greve surtiu resultados e tanto e tão forte que ela mesma resolveu arrumar o próprio quarto porque não arrumei a cama e as roupas dela nenhuma vez essa semana.

Quanto ao tamanho do roupeiro fiquei feliz por estar chegando onde quero em termos de possuir menos itens. Coube tudo certinho em cada lugar e sem ficar amontoado, sendo a expectativa de diminuir ainda mais as posses para que tenha lugares vazios.

As pessoas que acompanham o blog há mais tempo lembram da quantidade de coisas que eu tinha no meu imenso roupeiro em Cornélio e certamente ficarão abismadas com a diminuição.

Vamos às fotos então:





Amanhã e terça teremos quebra-quebra. Não resolvi ainda como farei com o ar condicionado, mas tenho a impressão que aqueles portáteis darão dor de cabeça para a limpeza e para que eu possa arrastar no dia a dia, bem como dependerão de colocar aquele cano para fora da janela toda vez que for usar, ou seja, não serão práticos. 

Então, decidi quebrar mesmo as paredes e teto embora não tenha comprado nenhum aparelho. Deixarei todos os pontos preparados para receber ar condicionado e depois vejo o que faço ou compro, mesmo porque preciso juntar o mais importante para não acabar com minhas reservas.

Finalmente, já que estamos convivendo bem com a bagunça é melhor aproveitar o momento para fazer toda a sujeira necessária e no futuro ter uma vida mais tranquila e limpa. Considerando o tempo que pretendo ficar no apartamento penso que esse transtorno será necessário para maior facilidade e mobilidade no futuro.

Mais uma semana de aventura no cimento e gesso...

sábado, 5 de outubro de 2013

Descontrole financeiro e desejos imediatos e desorganização...

Estávamos conversando essa semana sobre e-mail que recebemos de um vizinho para que não votássemos chamada de capital na assembléia em razão das dificuldades financeiras pelas quais está passando para colocar box, armários e outras coisas no apartamento novo. O tom era bem lamurioso e quase desesperado. A energia da tal mensagem era de tristeza.

Detalhe: a assembléia foi semana passada e somente essa semana ele se deu conta. O atraso só tem um nome: desorganização. Por isso insisto no "organize-se, organize-se, organize-se".

Conheço pessoas de todos os tipos, desde aquelas que estão com cortinas de plástico porque ainda não puderam colocar box até aquelas que financiaram o apartamento, fizeram empréstimos de todos os tipos, até com parentes, para ter a casa dos sonhos parecendo saída de uma revista.

Pois é. Minha vida ideal passa longe de qualquer padrão mencionado. A organização me permite não ficar sem o essencial, quebrar o galho até que o ideal seja possível e esperar para satisfazer desejos em relação àquelas coisas que acho importantes.

Organização também permite não entrar em dívidas, não pagar juros, não incomodar parentes e ao mesmo tempo não ficar frustrada ou triste por não ter algo exatamente no momento do desejo.

Precisamos repensar nossos padrões de consumo. Deixar de atender nossas necessidades de forma imediata, pois isso traz insatisfação em curto prazo ao vermos que não conseguimos mais viver com os valores que recebemos.

Adiar desejos. Estabelecer prioridades. Ter controle financeiro. Exercer o consumo consciente. Ter paciência. Todas essas são atitudes que efetivamente trazem paz e tranquilidade levando a uma vida mais feliz.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Saindo do casulo!

Sem internet novamente desde quarta-feira à noite e agora estou na portaria do prédio pelo menos para dar notícias por aqui.

Resolvi essa semana agir diferente e deixar de ser atropelada pela vida. Segunda-feira aquele caos do final de semana somado à falta da diarista e à desmontagem do roupeiro. O novo roupeiro chegaria na terça-feira e somente foi instalado na quarta-feira.

Novo convite para "churrasquinho na laje" do vizinho  na quarta-feira e já havia recusado o primeiro convite em razão de uma forte enxaqueca. Dane-se a bagunça, vou é me divertir, adoro esses vizinhos. A bagunça foi tanta que ficamos até meia-noite apesar de todos termos que trabalhar no dia seguinte.

Quinta-feira convite para um café da tarde na casa de uma amiga perto do trabalho. Dane-se a bagunça e lá fui eu acompanhada do Pedro que foi até o meu trabalho de táxi e de lá comigo para o gostoso lanche às 18h00. Cheguei em casa e dane-se a bagunça!

Só que essa noite a bagunça me acordou às 03h30 e não consegui dormir mais, aproveitei a insônia para ir guardando as coisas do roupeiro e deixando meu quarto mais arrumado, também começando a desentulhar o quarto do Pedro.

Em determinadas horas precisamos nos dar o direito de virar as costas para a bagunça, para a pia cheia de louça, para a pilha de roupas para lavar, caso contrário provavelmente teremos a sensação de estarmos ligadas no 220v e a caminho da loucura. 

Foi exatamente isso que senti essa semana. Tinha a impressão de queria passar da parcial sanidade para a total insanidade, então resolvi me dar o direito de fazer algumas atividades mais leves e tranquilas. Dar risada faz muito bem! Lazer faz muito bem! Amigos são importantes e estou saindo do meu casulo. 

Espero virar uma borboleta!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Despertar dantesco ou cuidado com o que você pede para o universo...

Estava olhando as plantas e já ficando incomodada. As ervas do Pedro eram molhadas inicialmente com um copo grande de água e já estávamos em três copos de liquidificador de tanto que multiplicaram. Vai no mercado traz um hortelã, depois mais um manjericão, afinal estava tão lindo! E por aí vai.

A pessoa aqui tem ainda problemas com plantas e cachorros. Por falar nisso, não bastavam duas cachorrinhas no apartamento, era preciso concordar com o filho e adotar mais um, lindinho, é verdade!

Quando o rapaz veio colocar as cortinas na sacada um vaso despencou. Pura terra! Depois o maravilhoso vendaval que deu em Londrina fez com que outro vaso caísse do beiral e domingo à noite precisei limpar tudo. Confesso que até fotografei, mas ninguém merece ver!

Ontem, ameaçando mais um temporal, o lindo do Pedro sugeriu a retirada dos vasos:

- Pode tirar filho, coloca perto do vidro!

Esse local é quase no chão e era o lugar inicial das plantas, sendo que desisti em razão das meninas mexerem nos ditos e famigerados vasos. E lembrei disso? Não! Abstrai o fato por estar muito feliz com o Taylor, cachorrinho mais novo, que ficou a tarde toda sozinho - as meninas foram para o pet - e não comeu nada e é claro que esperávamos encontrar muitas coisas comidas na volta.

À noite piquei cebola e alho, coloquei carne moída e molho para descongelar, cozinhei lentilha e deixei tudo na geladeira. Coloquei despertador para às 06h00 e pretendia fazer o almoço, somente pretendia!

Fui inicialmente cumprir pela manhã meu ritual diário: dar água e comida para a cachorrada, ocasião em que me deparei com uma cena dantesca: um vaso no chão, terra por toda a sacada, literalmente toda a sacada, cobertorzinho e almofada cheia de terra, meninas que haviam tomado banho cheias de terra e o Taylor com cara de quem não fez nada! 

Recuperada do susto comecei a rir e vocês devem estar se perguntando do que? Ora! Eu queria diminuir os vasos e estava sem coragem de retirar qualquer deles, as plantas estavam tão lindas! Poderia doar, mas ficaria com saudades das plantas e o vaso atacado era justamente do do hortelã que morreu em um final de semana e com muito carinho nasceu novamente.

Quarenta e cinco minutos para limpar toda a terra, lavar cobertor e almofada, limpar potinhos e cadeiras, sim! as cadeiras ficaram cheias de terra! E o almoço? Bem, descobri que não sou duas, então o Pedro precisará aprontar o almoço porque tenho que trabalhar e hoje nem retorno ao meio-dia.

Não pensem que estou me queixando, longe disso! Aprendi há muito que existe a lei de causa e efeito, além de que precisamos arcar com as consequências de nossos atos, inclusive aqueles relativos ao número de plantas e cachorros.

Decisão tomada: mais três vasos serão doados e ficarão apenas oito dos quatorze que existiam!

E um ótimo dia sem terra para todos nós!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Era uma vez...

* Escrito ontem...
Era uma vez uma linda princesa com vida de princesa tinha até empregada doméstica. Não satisfeita resolveu terminar a faculdade e trabalhar. Advogou defendendo os fracos e oprimidos, para a história ficar mais bonita, e resolveu entrar para a magistratura. 
Ainda assim tinha até empregada doméstica  e apesar do volume imenso de trabalho na Unidade Judiciária seguia seu caminho. Lá pelas tantas a tal princesa resolveu ter uma vida mais "real" e mudou-se para a Pequena Londres onde decidiu que poderia fazer tudo, considerando que o trabalho doméstico contratado é muito parecido com a escravidão. 
Pouco tempo depois capitulou e contratou uma diarista. Relaxou no final de semana, pois a diarista viria na segunda-feira. A sacada/suíte que abriga os três cachorros estava em petição de miséria. Não faz mal! Alguém limpará! Pois bem. A diarista não apareceu e não avisou, ocasião em que a linda princesa precisou limpar tudo, está com a casa de cabeça para baixo com o roupeiro desmontado em seu quarto e o quarto do Pedro atolado de suas roupas, tem milhões de coisas para fazer, audiências e sentenças para a negra segunda-feira. E qual seria o sonho? Um príncipe em um cavalo branco? Não! Apenas um lindo juiz montado em um cavalo de qualquer cor que pudesse fazer as audiências da tarde enquanto verifico as sentenças...

Daí ela acordou e viu que príncipes são como diaristas: Não existem!!! E vamos que vamos dar conta da vida que não para!!!

domingo, 29 de setembro de 2013

Terminamos o domingo assim...

E parece que não termina nem quando acaba.

Meu quarto estava assim, razoavelmente arrumado:
 



Roupeiro desmontado e o canto da cama ficou dessa forma:

O quarto do Pedro não escapou e quando ele viu isso já observou:

- Nossa! Mãe! Você tem tudo isso de roupa!

E a gente pensando que nunca tem roupa, que sempre precisa mais... repensando novamente!













E essa semana o pequeno Taylor comeu o couro da cadeira:













Mais invenções do Pedro Henrique que fazem uma lambança de cola e pedaços de cano que sobram após serrados, isso começou em Cornélio, mas veio terminar em Londrina:













Vamos caminhando! Tenho impressão de que logo chegaremos em algum lugar mais tranquilo.

Amanhã finalmente vou visitar o outro apartamento. Desde que peguei a chave não dei o ar da graça considerando que não quero ficar ansiosa e pretendo ir muito devagar para não entrar em dívidas, mas tenho que ir para verificar o local do roupeiro que vai pra lá, as luminárias que saíram da cozinha de onde estou morando e uma do quarto que também foi retirada.

Espero continuar feliz no final de todo esse caminho e passar a ficar menos cansada e preocupada.