sábado, 11 de janeiro de 2014

Onde as coisas se escondem?

Achei que tinha tirado tudo que é meu do quarto do meu filho. Ledo engano. Faltava maleiro e o "cantinho do Ricardão". Sim, hoje vocês descobrirão o que é esse cantinho, fica no meu antigo quarto e foi feito em um local onde desce o telhado. 

Parte das coisas que seriam retirada e o "cantinho do Ricardão"s:
 













Não costumo tirar tudo de um lugar ao mesmo tempo para arrumar. Normalmente vou tirando aos poucos e já colocando ou fora ou no novo lugar. Dessa vez tirei tudo e foi o caos.
 

Somente consegui mexer em uma sacola de bijouterias. Brincos somente com um pé. Colares enferrujados. Coisas estragadas. Mesmo assim foi muito difícil. 

Devo ser uma acumuladora enrustida tanta a dificuldade que tenho para retirar as coisas do meu mundo. 

Após ter separado o que estava pior e arrumado a caixinha das coisas pequenas, sentei e respirei fundo: só mais cinco coisas. Repeti e me propus a retirar mais três. Ainda assim ainda há muito para tirar, entretanto preciso respeitar meu tempo. Consegui me livrar disso:












O quarto onde ficarão o que foi retirado do outro está uma bagunça só e não sei se darei conta até amanhã de arrumar tudo. Acaso não consiga vou apenas fechar a porta e deixar para a próxima semana, só que eu precisava ser mais rápida, mais ágil e menos apegada.

Engraçado foi sortear uma carta de tarô em um site e a carta justamente falava da necessidade de desapego. Quase gritei: estou tentando!!! Consigo com algumas coisas e com outras não, sendo que meu tempo está se esgotando considerando o tanto de coisas que preciso desapegar. É preciso que tudo que ficar caiba no apartamento, exceto móveis e quadros é claro que deverão ter outro destino.

Difícil em todo esse processo é lidar com todos os sentimentos que ele desperta, mas tudo vale a pena quando você termina e se sente mais forte, mais dona da sua vida, mais equilibrada e com menos obrigações com essas tranqueiras.


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Agora o bicho pega... a porca torce o rabo... etc, etc, etc

Quem acompanha o blog sabe que mudei da casa para o apartamento reduzindo drasticamente o espaço físico ocupado. O problema é que somente agora me dei conta de que isso era somente "fachada", não era a realidade.

A casa continuou habitada, funcionando e continuei bancando todas as despesas, inclusive uma mensalista e o piscineiro, além de manter o apartamento agora sem diarista porque quero ver como andam as coisas desse jeito.

Exercendo o minimalismo em Londrina com todas minhas coisas em Cornélio Procópio praticamente intocadas, exceto o que foi destralhado e que agora me apercebi que não foi tanto destralhe assim.

Pois bem. Meu filho mais velho reencontrou seu grande amor de quatorze anos atrás, ou melhor, na realidade ficavam se encontrando nesse tempo todo e somente agora resolveram assumir o relacionamento de forma maravilhosamente apaixonada.

A moça mora em outra cidade e virá para Cornélio para que fiquem juntos. Aí entra meu dilema: o que fazer com minhas coisas? Qual o tempo para vender a casa? Eles vão querer ficar na casa ou quem casa quer casa? De quanto tempo disponho para me organizar?

Ficando o casal nesse lugar é certo que preciso abrir espaço para que vejam a casa como deles. Vou reservar só um quartinho para quando eu vier (rsrsrsrs) e lá vem a conversa de sogra! Acaso façam a opção por outro local é certo que preciso decidir o que fazer com minhas coisas independentemente da venda ou não da casa, pois não posso deixar a casa fechada com tudo dentro.

Hoje meu filho comentou que retiraria uma cadeira da sala de jantar que estava quebrada e acha feia, o quadro que podemos avistar da mesa de jantar e uma espécie de escultura do mesmo local. Retirei tudo e coloquei no quartinho que uso como depósito.

Por falar em escultura, vocês querem me dizer onde eu estava com a cabeça há nove anos quando comprei um pedaço de casca de árvore com alguns respingos de alumínio por R$ 700,00 de um artista plástico não famoso? Segundo o Pedro, muito pequeno à época, era o bicho. Para a Izabel era um pedaço de pau. Hoje quando retirei da parede tive a impressão de estar tirando lixo que ficou pendurado lá por uma década e que a princípio parecia para mim um busto de mulher.

E quanta coisa eu acharei com esse sentimento? Sinceramente, estou com medo, muito medo de ficar mexendo nesses cantos escondidos e até em coisas que gostei no passado e hoje não passam de "lixo" até mesmo emocional, pois muitas delas foram compradas de forma parcelada, desavisada e totalmente inconsequente.

Pensei em começar pelos álbuns de fotografias. Mais de dez álbuns com quatrocentas fotos cada e isso já me deu preguiça somente de pensar!

Vamos dar tempo ao tempo e administrar esse sentimento esquisito que estou sentido. 

Para ser muito verdadeira com vocês: o minimalismo começará agora!!!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Qual o real valor das coisas?

E aqui estou falando em valor financeiro mesmo, sem qualquer mencao ao significado ou quanto custamos para conseguir isso aquilo em se tratando de tempo dispensado para trabalhar a fim de custear o que queremos.

Adriana, descobri porque as pessoas compram gravura ou poster em viagem e nao mandam emoldurar.

Izabel escolheu duas fotos em uma banca de rua na Recoleta.Lindas, em preto e branco, com passe-partout branco e devidamente assinadas por uma fotografa desconhecida. Pretendia a menina colocar tais fotos no banheiro. O valor foi bastante módico.

Depois fomos em um lugar onde sao vendidos posters, na Rua Suipacha, próximo ao Regente Palace Hotel onde ficamos em setembro do ano retrasado, em Buenos Aires. Posters de artistas, propagandas antigas, bandas de rock e muitos outros temas. Tamanho 40 x 30 aproximadamente. Custo? Vinte pesos um poster e cinquenta pesos por tres, ou seja, mais ou menos R$ 4,00 para cada um pelo valor que pagamos o peso.

Izabel escolheu tres para o quarto e um para presente. Pedro quis um de banda. Renato um da colheira de cafe. Todos muito bonitos.

Para nao deixar amassando em um canto ja na terca-feira fui ate o shoppping em uma molduraria e pedi orçamento. O poster do Pedro apenas com vidro e moldura R$ 98,00 e as duas fotos que nao eram grandes R$ 48,00 cada. Os tres posters da Izabel ao valor de R$ 178,00 cada com moldura, vidro e passe-partout de cinco centímetros (valor a ser multiplicado por tres), ou seja, uma pequena forturna, pelo menos para mim.

Considerando que o total passava de seiscentos reais eu disse para a atendente que nao iria fazer. Ela comecou a insistir, insistir, dar desconto, não parava de falar, ofereceu parcelamento. Enfim, a moca agiu de forma totalmente inconveniente. Será que atraio isso.

Eu ja havia assustado quando cheguei e um senhor estava sendo atendido. Para emoldurar duas camisas de time de futebol foi feito orçamento de R$ 1,300,00 e se quisesse um  molde (não sei o que e) custaria mais R$ 300,00. O senhor deixou os quadros para fazer.

Após varias tentativas de me desvencilhar, terminei por deixar para fazer as duas fotos e o poster do Pedro.

Pois bem. Hoje cheguei em Cornélio e fui na melhor molduraria daqui, inclusive conta a lenda que o rapaz fez quadros para a casa do Daniel, aquele cantor sertanejo (rsrsrsrs), e vamos logo ao valor: R$ 45,00 para cada poster com passe-partout de cinco centímetros, vidro e moldura, sendo que um pequeno do Renato ele nem cobrou.

178,00 primeiro orçamento e 45,00 o segundo orçamento. Mesma qualidade. Uma loja no shopping e outra loja de rua, seria esse o único motivo da diferença enorme de preço?.

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Em busca do equilíbrio perdido...

Em outubro de 2011 escrevi o post "Para quem nos fantasiamos", hoje tentei reler e não cheguei ao final. Sorry! Não suporto textos compridos demais principalmente a essa hora! Do tanto que consegui alcançar vejo que naquela época eu já me preocupava com o equilíbrio e depois disso perdi o foco.

Sim, devo admitir que andava desleixada! E onde isso me levou? A um balançar sério da autoestima. Passei a me sentir gorda, feia e parecia que o mundo olhava para mim com olhos de dó.

Então chegamos ao questionamento "912 dias e vaidade indo embora". Ora, não era a vaidade indo embora e sim minha alegria de experimentar uma fantasia, de brincar de carnaval.

Nesse ponto da conversa já havia valores que poderiam ser investidos "em mim" sem qualquer trauma ou dificuldade ou parcelamento. Estou investindo para que minha casa fique bonita, para que o outro local fique habitável e possa ser alugado, para ter momentos de lazer, e eu? Onde estava minha pessoa enquanto todos estavam sentados na praça dando milho aos pombos. Perdida em algum lugar não muito agradável que estava me incomodando ao ponto de chegar em uma loja de sapatos com minha filha, após percorrer diversas lojas de roupas sem nada encontrar, e começar a chorar.

Chorar? Sim, uma coisa esquisita que não poderia deixar de mencionar aqui. Cheguei ao meu limite. Dois anos e meio quase sem preocupação com a aparência e a isso podem ser somados os dois anos anteriores em que realmente não sobrava nenhum tempo para essa preocupação.

Pois bem. Chegou a noite do ano novo e eu estava na casa da minha irmã, íamos para a casa da minha mãe e minha avó de 92 anos agora está morando com ela. Falei que ia de chinelo e na última hora coloquei uma sandália prateada, uma calça social (a única que tinha levado) e uma blusa branca bordada que tem mais de sete anos. Fui beijar minha avó, linda apesar da idade. Ela era costureira. Costureira de alta costura. Extremo bom gosto. Estupenda elegância.

Minha avó me fez dar muitas voltas, queria ver cada detalhe, ficou maravilhada com a sandália. Tudo aquilo que ela gosta e não cansava de dizer como eu estava bonita e mais jovem e mais linda e mais e mais. Amo minha avó! Não, não pelos elogios, mas pela alegria que ela ainda tem com o que foi sua paixão a vida toda: o bonito, o harmonioso, o elegante, a costura perfeita, os bordados brilhosos.

Dias depois fui para Porto Alegre com minha irmã e dei a ela a incumbência de encontrar algumas roupas para mim. Surpresa ao chegar nas lojas e dizer para a vendedora minha profissão e a vendedora dizer "cada qual se veste como quer" e me atender muito bem. Receio dela, pois em outra loja sequer fui atendida por estar usando chinelos, procedimento incorreto e que infelizmente acontece. Acho que minha irmã queria me poupar de outros dissabores (rsrsrsrsrsrs).

Finalmente achamos a loja perfeita com a vendedora perfeita e as roupas perfeitas. Os olhos do Pedro Henrique, pessoinha sempre contra compras, brilhavam e diziam como eu tinha ficado bonita e até falou as peças que ia levar. Ponderei que eram muitas e ele disse "não faz mal".

Resumo da ópera: um vestido, quatro camisas, dois cintos, duas blusinhas básicas e duas calças. 

Já havia comprado uma calça jeans quando voltei de viagem. Imaginem um ser durante nove dias usando a mesma calça jeans por ser a única. Horrível!

Também tinha encontrado uma rasteirinha e um sapato para substituir o bege que está sem condições de uso.
Hoje me arrumei para sair e no elevador o lindo do Pedro disse:

- Magrela, você perdeu muitos quilos!
- Querido, é a roupa, voltei mais gorda da viagem e preciso perder peso.
- Vou te dizer uma coisa, agora eu posso, antes você estava parecendo um botijão de gás.

Eram as roupas que causavam essa percepção nele.

Cheguei no serviço, extremamente cansada e ao mencionar isso uma das colegas falou que eu estava radiante e nem parecia cansada, que minha pele estava linda. Outra veio perguntar quantos quilos eu tinha emagrecido. E assim foi... 

Esse post era para contar como meti o pé na jaca ou chutei o pau da barraca, mas analisando bem serve bem para demonstrar que é preciso buscar o equilíbrio para nós mesmos e para as pessoas que nos cercam. 

Não se trata de vestir para os outros, para fazer inveja à sociedade, para deixar as amigas babando. Não, não é nada disso. Vestir-se bem traz uma sensação de bem estar, as costas ficam mais retas, o sorriso mais brilhoso. Também não estou falando de esbanjar ou de encher o roupeiro novamente. 

O ponto principal é buscar o equilíbrio ... muito aconselhado pela minha vó e sempre reforçado pela Adriana e muitas vezes negligenciado tal conselho por mim.

Descobri que não encontrava nada porque ia nas lojas erradas. O tempo sem compras e após de consumo consciente deixou muito claro o que gosto e o que me faz sentir bem. Faltava apenas o impulso e a coragem de dar mais esse passo, logicamente porque não faria nenhuma loucura financeira, não dependeria de parcelamento e deixei mais feliz a pessoinha que mora comigo.

Mandei as fotos para minha filha e até estranhou a loja. O que está havendo? Eu precisava realmente! Boas compras, mãe, escolheu muito bem as peças!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Mesa de jantar e cadeiras

E quem disse que não posso colocar uma mesa de 1,80 x 1,00 com seis cadeiras na sala de jantar do meu apartamento? Ah! Acho que foi meu filho mais velho para implicar... está aí!!!

Antes de viajar chegaram a mesa e as cadeiras da sala de jantar. O jogo antigo foi para o outro apartamento que ainda não fui ver, mas a cozinha e banheiros devem estar prontos se o marceneiro cumpriu com o combinado e isso é menos uma coisa para me preocupar em 2014.

Inicialmente eu queria uma mesa da Tok & Stok igual à da minha irmã, preta, laqueada e com um vidro preto. Depois queria outra do mesmo local toda em vidro, mas o preço era impraticável. Segundo recomendações do meu vizinho mandei fazer em uma vidraçaria e tive a mesa por um quarto do valor da loja.

Ainda bem que desisti da mesa preta. O cachorrinho da minha irmã fez xixi no pé da mesa e o compensado está abrindo todinho. A mesa de vidro resistirá melhor aos cachorros.

E aí estão as fotos e nosso Pedro foi tirar as marquinhas da mesa para ficar bem limpinha:
 
 
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As paredes desse lado da sala estão precisando de alguma cor ou adorno. Mais tarde penso nisso porque preciso de um descanso de tudo que foi feito na casa ano passado.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Crianças e organização

Ana Margarida deixou o seguinte comentário:

"Bom dia Ziula
Gosto muito do seu blog e tem ajudado a manter alguma organização em casa. Já fiz uns destralhes razoáveis.
Também estou quase sem comprar.
O meu problema foi transferido para a minha filha de 5 anos.
Não consigo jogar fora os brinquedos dela. Penso que é pouco etico fazê-lo sem que ela concorde. Ela não quer libertar nada. E quando eu ando a destralhar as minhas coisas ela quer ficar com tralhas que eu já não uso.
De facto ela brinca com aquilo tudo. Às vezes vem crianças amigas e brincam com tudo, com os brinquedos, malas e objetos que eram meus. Mas é demais. Tenho a casa cheia de brinquedos e tranqueiras.
Também não consigo parar de comprar coisas para ela, sejam brinquedos ou roupas... Não quero que lhe falte nada!
Temos poucos recursos financeiros e tenho medo de caso não aproveite alguma boa promoção, depois não possa comprar mais tarde. Acontece com brinquedos e com as roupas... Mas se eu não comprar e ela precisar? Afinal cresce muito e a roupa deixa de servir.
Enfim, sei que é o meu medo de escassez. Mas não sei como lidar com a situação do excesso, principalmente de brinquedos.
Ainda ontem tinha 2 brinquedos perto da porta para deitar no lixo antes dela chegar a casa, mas entretanto ela chegou e não quis que eu deitasse os brinquedos no lixo.
Se me puder ajudar agradeço.
Beijinho
"

Para crianças uma única palavra: PACIÊNCIA!

Já devo ter falado por aqui que tenho três filhos: um de trinta anos, uma de dezoito e um de onze anos. Aprendi com essa diferença de idade entre eles que crescem muito rápido. Certo que amadureci muito entre o primeiro e o último. Minha irmã observa abismada "Ziula, como você tem paciëncia!".

Talvez eu não tivesse tanta paciência com o primeiro, mas fui aprendendo e fui ficando meio abismada como crescem rápido, como rapidamente deixam de ser o bebê da casa, como amadurecem e ficam independentes. Então, isso fez que quisesse aproveitar cada minuto da infância, da adolescência e esteja aproveitando cada minuto da vida adulta do mais velho.

Brinquedos não devem ser descartados sem a autorização do proprietário. Crianças criam uma certa afetividade com os brinquedos e o que parece para nós uma tralha ou coisa quebrada, para eles tem muito valor. É estranho, entretanto é fato que funcionam mentalmente de uma forma diferente, menos racional e mais lúdica!

Com o tempo e com a idade desapegam dos brinquedos e elas mesmas pedem para retirar!

Dia desses falei para o Pedro: "seu quarto está cheio de tralhas, dê um jeito de arrumar" e o resultado foram dois enormes olhinhos azuis cheios de lágrimas e a contestação "não são tralhas, é o meu material, NÃO É LIXO!". Só nesse momento vi como pisei na bola e pedi desculpas.

Eram garrafas pet cortadas, pedaços de cano de pvc, potes de sorvete que haviam sido recortados, pedaços de madeira, enfim, uma porção de material para criar coisas incompreensíveis e que para ele eram muito importantes.

Assim ficou até o dia que a diarista pegou uma caixa e colocou tudo dentro! E ele ficou feliz com o quarto organizado.

Penso que devemos ensinar organização e até exigir isso, mas para tanto temos que dar o exemplo. Crianças não aprendem com palavras e sim com as atitudes do pai e mãe.

Quando o Pedro era pequeno eu tinha duas caixas de madeira com rodinhas. Terminou de brincar com os brinquedos grandes e eles voltavam para a caixa pelas mãozinhas dele e com minha ajuda.

Caixas pequenas para os brinquedos menores e o mesmo sistema: terminou de brincar deve guardar, sempre com supervisão e ajuda de um adulto.

O menino é bem organizado, não deixa roupas nem sapatos pela casa, e o que entendi ser bagunça era para ele algo organizado que tinha uma finalidade.

Enquanto o Pedro era pequeno raramente eu comprava um brinquedo. Ele ganhava de terceiros em aniversários ou datas comemorativas e nunca me impus presentear nessas épocas. Havia a festa de aniversário, a folia no Natal, um passeio no Dia das Crianças. Também raramente insistia em comprar algum brinquedo. Ele costumava dizer que não precisava de nada! Hoje já está um pouquinho diferente, acho que é a idade!

Crianças querem atenção e não brinquedos, pelo menos é o que observo. Um caderno velho e uma caixa de lápis de cor ou vidrinhos de tinta. Uma tesoura sem ponta e várias revistas. A criatividade sempre rolou solta e ele sempre inventando alguma coisa.

É claro que brincava com brinquedos, embora brincasse mais com sucata e pinturas.
Em relação às roupas, como já havia dois filhos anteriores, nunca comprei muito também. Ganhava nos aniversários e as compras se restringiam tipo a dois pijamas de inverno, um seca e o outro é usado e vai revezando. Camisetas no mesmo esquema e tudo usado até acabar.

Crianças crescem muito rápido para que façamos investimento em roupas. Algumas poucas peças boas para ocasiões especiais e o restante para brincar não precisa ser muito boa. Perdi muita roupa com meus outros filhos.

Andei comprando para o Pedro roupas maiores em promoção para que ele usasse quando servisse e nunca usou! Foram para doação! Então, limite-se ao essencial e não há necessidade de guardarmos ou comprarmos porque o preço está bom, acredite na infinita bondade do universo que nada deixa faltar quando efetivamente é necessário.

Finalmente, as crianças devem crescer com a noção de prosperidade, de sobra de recursos e para isso nossos pensamentos devem ser positivos. Os recursos podem ser escassos, não importa! São suficientes ao nosso padrão e não precisamos nos queixar, apenas explicar o que é possível e o que não é possível fazer. Quando fizer ou quando comprar simplesmente demonstrar que isso foi feito em razão de termos economizado em coisas supérfluas e desncessárias.

Precisamos dar poder às nossas crianças e isso só é possível com muito amor, atenção e carinho. Crianças que recebem todo esse amor, atenção e carinho tem menos necessidade de brinquedos, roupas ou qualquer outra coisa que possa ser comprada com dinheiro.

Dividir um livrinho de pintura, fazer papel mache, utilizar recicláveis e fazermos isso junto com elas é melhor que qualquer brinquedo da moda.

Ana Margarida, fique tranquila, tudo tem seu tempo! Você já conseguiu controlar suas compras e com certeza vendo suas atitudes sua filha vai ver que cada vez precisa de menos bens materiais, pelo menos com meus filhos está sendo assim, embora eles ainda consumam mais do que estou consumindo. Ops! Tenho novidades quando ao meu consumo, mas isso é matéria para outro post!

Boa sorte!!!

domingo, 5 de janeiro de 2014

Acumuladores...

Será que a tendência a acumular é genética? A forma como os pais e mães lidam com os bens materiais tem influência no modo de agir de todo o núcleo familiar?

Pois é, ainda estou viajando e tentando dar minha contribuição para casas mais organizadas, visando com isso mudar a vibração e desviar a atenção de alguns fatos que estão ocorrendo. E funciona essa coisa de desviar a atenção? Até penso que não, entretanto muda a energia da casa e espero que com isso a pessoa consiga buscar mais forças para enfrentar o que se faça necessário.

A dona da casa é filha da pessoa que gerou esses dois posts: "A lógica dos acumuladores!" e "A recuperação de um acumulador". Por falar nisso, ele mandou notícias e até pediu para que postasse algumas fotos da casa que está reformando, segundo a esposa sou eu a responsável pela mudança.
Ontem mexemos em um armário, na cozinha (bem pouco!) e no chamado "quartinho e banheiro de empregada". Senhor! Como pode caber tanta coisa em tão pouco espaço.

Assim estava o armário que fica em frente à mesa de jantar:

















Esse foi o lixo e descartes tirados da cozinha antes de começarmos com o armário:














E até ela resolveu colaborar. Meu anjo, porque você resolveu eliminar seus papéis. É porque vocês estavam arrumando tudo!

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Coisas que saíram do armário. Vocês acreditam que é possível tanta coisa em um armário tão pequeno?












E ficou tudo lindo, organizados e sabemos onde tudo está:















Depois do almoço fomos para o banheiro/quartinho:

















E o lixo dos dois cômodos foi saindo:



O quartinho ficou lindo, agora até podemos passar roupas:





Apareceu um quadro para o quartinho e outro para o banheiro:
















E a cozinha foi ficando assim:

O corredor externo do apartamento quando retiramos todo o lixo:





Missão cumprida!!!! No dia seguinte foi o dia do quarto da dona da casa!!!