terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cachorros e como a gente sofre junto...

E a Milla, a york, já está com oito anos. Nem está tão velha se considerarmos que sete anos humanos equivalem a um ano de cachorro.

Taylor, o buldogue, com pouco mais de um ano. 


Os dois brincam. Taylor faz Milla de esfregão, pega na pata traseira com a boca e esfrega a menina pelo chão. E vocês acham que ela não gosta? Claro que gosta! Quando ele para... ela vai atrás buscar mais brincadeiras.

Domingo lá estavam eles em cima do sofá e Taylor com a pata da outra na boca, rosnando um para o outro, até que o buldogue dá um mortal na pequena york e joga a criatura de cima do sofá... resultado? a menina bateu a pata no rack da tv, ganiu e ficou mancando.

Corre para o veterinário. Raio-X. Exame de sangue. Analgésico. Remédio para tomar a cada doze horas. Recomendação de repouso. E lá trouxemos o bichinho para casa. Da sacada onde dormia, passou para o quarto da Izabel e nada da patinha traseira encostar no chão.

Diagnóstico? Deslocamento de patela e se não melhorasse em cinco dias... teria que fazer cirurgia.

Para trabalhar na segunda-feira deixo a cachorrinha na vizinha. A filha da vizinha adorou!!! Quer um cachorro e a família não autoriza, então um cachorro emprestado serve!

No meio da manhã ligam da clínica para o meu celular. Milla não pode tomar antinflamatório porque está com problema renal muito sério e tem que ser levada imediatamente para o internamento. Santo mortal dado pelo Taylor! A menina iria morrer e ficar muito doente sem sabermos o que estava acontecendo porque não tinha sintomas.

Internada desde segunda, hoje fez ultrassom. Rim preservado, mas o problema existe, pode ser adiado, mas não tem cura, resta retardar a piora do quadro que fatalmente virá!

Complicado... e se precisar de cirurgia na pata - agora disseram que foi apenas distensão muscular - nem sei como será com o rim dessa forma e sem poder tomar antibiótico e antinflamatório!

Só rezando mesmo!!!

domingo, 30 de novembro de 2014

Quarto da Izabel - meia hora de destralhe

Destralhe contamina e parece que minimalismo também.

Manter apenas o que usa e dia 16 de novembro foi o dia do Pedro resolver o problema do roupeiro cheio de coisas que não usava.

Sexta-feira, dia 28 de novembro foi a vez da Izabel. Não tirei as fotos do antes e depois porque fui chamada no meio do processo acredito que apenas para apoio moral e logístico quanto ao descartado.

Não, não existe promessa de fazer um novo guarda-roupa com peças da moda... rs... foi apenas um cansaço dela de administrar tantas coisas que efetivamente não usa.

Em 12 de agosto de 2014 eu havia virado todos os cabides e avisado que em dezembro desse ano aqueles que não tivessem sido "desvirados" teriam as roupas retiradas para doação. Pois bem. Quase dezembro e nem precisei cumprir a promessa com meus dois filhos, sem recordar o que havia prometido, e quase de forma inconsciente, eles fizeram o que tinham que fazer. 

Mudamos um pouco a distribuição de tarefas quanto às roupas, abri mão do meu toque, agora só lavo, tiro manchas e penduro as roupas, sendo que eles devem recolher e guardar se quiserem as outras roupas limpas. Mais um fator para o destralhe: o trabalho que estava dando para guardar tudo em armários cheios de coisas.

Vamos às fotos do que saiu e de como ficou o roupeiro:

- a parte que me coube - retirar do quarto dela e dobrar tudo que foi retirado

 - missão cumprida e fotos em ângulos diferentes

- o roupeiro ficou praticamente vazio e fotografei apenas a parte dos cabides, mas prateleiras e gavetas da outra metade também tiveram muitas coisas retiradas













E já me programei para o próximo final de semana retirar aquelas coisas que ainda não tive coragem. Ora, se meus filhos tem toda essa compreensão... nada justifica eu ficar apegada às roupas e sapatos que nunca mais irei usar.

Para você é fácil ou difícil se desapegar de roupas e sapatos?

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sobre sonhos e objetivos...

Certas pessoas tem dificuldade para entender que objetivos e sonhos dependem de sacrifícios.

Alguns contam seguir um sonho, ter um planejamento de vida, entretanto querem tudo para ontem, tudo do jeito que querem, tudo sem abrir mão de nada. É a famigerada dificuldade de lidar com frustrações, com pedidos não atendidos, com adiamento de algumas satisfações.

O imediatismo é um grande obstáculo e pode fazer com que sonhos jamais se realizem.

Lembro sempre da história do "marshmallow".

Essa ânsia pelo aqui e agora termina por gerar dificuldades financeiras.

Ontem mesmo fomos ao shopping porque a Izabel, após três meses sem comprar absolutamente nada, queria procurar uma roupa para o Ano Novo. Andamos um pouco e fomos na loja de sempre. Uma blusa linda e "caríssima" no meu conceito de "caro". Ok! Ela iria pagar! Apenas sugeri que para uma peça desse valor, a pessoa deveria pensar no mínimo vinte e quatro horas. Nem chegamos no carro para ir embora e ela já tinha desistido.

Essa ânsia pelo aqui e agora termina por gerar dificuldades profissionais.

A pessoa consegue chegar em determinada posição almejada por muito tempo e descobre que sua prioridade é, por exemplo, a família. Claro que família deve sempre ser prioridade, entretanto em determinados momentos profissionais é preciso uma conversa para que todos cedam um pouco, esperem para desfrutar alguns momentos, entendam a necessidade de abdicar temporariamente alguns compromissos sociais.

Essa ânsia pelo aqui e agora termina por gerar dificuldades amorosas.

Um casal com diversos compromissos em razão das exigências financeiras maiores no início do casamento, também um exemplo, precisa trabalhar mais, dedicar mais tempo ao trabalho e um termina por não entender o outro. Pode também acontecer de um deles precisar auxiliar um filho em um trabalho escolar, mas o outro quer agora, exatamente agora, atenção, carinho e conversa. E lá começam ou continuam os atritos.

É... treine o adiamento da satisfação e certamente terá uma vida mais equilibrada, tranquila e com menos frustrações não administradas... somos adultos e deveríamos agir como tal!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Como perder R$ 1.000,00...

Fórmula para perder R$ 1.000,00 de modo rápido, simples e eficaz: não confira sua conta corrente!

Quando converso com algumas pessoas conhecidas sobre finanças sempre vejo alguns rostos surpresos e algumas risadinhas nas ocasiões em que menciono conferir a conta corrente toda semana. Certas pessoas comentam "eu não faço isso", "se fizesse isso ficaria louca", "não tenho tempo para esse controle".

Pois bem. Mesmo com toda a confusão que está minha vida continuo conferindo, certo que com mais dificuldades para anotações de pronto, mas confiro cheques, débitos automáticos e de cartão, saques e recebimentos.

Essa semana bati o olho no cheque "280" e logo pensei "nossa, nem tenho tempo para sair gastar! não comprei nada para a casa! não tinha nada para pagar! não emito cheque pré-datado! onde gastei R$ 1.000,00?".

Nesse momento da constatação eu estava no PAB que funciona no meu serviço e subi até meu local de trabalho, peguei o talão de cheque e BINGO! O cheque 280 estava comigo e não foi emitido, era o último do talão e havia muitos outros antes dele!

Voltei ao PAB, fiz a reclamação de próprio punho e o atendente veio trazer o cheque falsificado. Precisei pedir que deixassem eu assinar a reclamação para comparar com a assinatura do cheque. Gente! A pessoa que falsificou era especialista nisso! Até a gerente do banco falou que pagaria aquele cheque!

Então... muito cuidado! Conferência! Controle! Acontecem coisas que sequer imaginamos!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Estresse e surpresa

As coisas no trabalho estão muito difíceis face a reestruturação que está sendo feita. 

Qualquer mudança causa estresse... imagine uma mudança que atinge quinze pessoas... e quinze pessoas estressadas no mesmo ambiente... algumas concordando... outras discordando... outras em período de treinamento... e por aí vai...

Então, ontem joguei a toalha e fiz como se faz em jogo de vôlei com aquele sinal com as mãos formando um "T" de "TEMPO"... pedi um tempo... que fosse implementado o já combinado até agora mas eu precisava parar um pouco com essa atividade para conseguir organizar aqueles serviços que são exclusivamente meus porque estava virando o caos - minha árvore eletrônica de atividades está quase dando flores e frutos.

Doze horas de trabalho e poucas dedicadas ao meu serviço pessoal. Não, não vou trabalhar para sempre doze horas... por enquanto é necessário, infelizmente!

Pois bem... nessa confusão toda fui ver meu tarot e qual não foi minha surpresa em uma das minhas cartas mensais:

"O arcano que emerge do Tarot para ilustrar seu mês é o DOIS DE PAUS, Ziula. 

Uma carta bastante positiva quando o assunto é sucesso pessoal. 

Situações que exigem uma postura cada vez mais firme de sua parte, principalmente quando há decisões importantes a serem tomadas, estarão em voga durante este período. É a hora de avaliar seus projetos e fazer com que arestas sejam aparadas, ou seja, que negociações sejam feitas com todo o cuidado. 

Este é o mês em que você deve aprender com destreza a decidir e a comandar seus projetos pessoais mais nobres. A tendência é comunicar-se com mais frequência e demora a fim de encontrar meios favoráveis aos seus negócios e anseios. 

Mas a ansiedade, Ziula, também é um fator que merece atenção extra: nada acontece com absoluta perfeição se não há o mínimo de tranquilidade em cada momento de decisão. Já percebeu o quanto se perde, com o passar dos anos, aqueles que resolvem assuntos no calor das emoções e da pressa? Agir por impulsividade é o mesmo que agir por negligência: perde-se o poder de refletir sobre o que você deseja e o que está realizando.

 Por isso a calma e a avaliação deve ser a tônica deste mês. Refletir em meio à agitação é a maneira mais saudável de encontrar subsídios para resolver pendências pessoais e atrair soluções ou resultados favoráveis. 

É um período agitado porque você tem nas mãos o poder de definir os rumos das situações e decidir da melhor forma possível o que pode e deve ser feito para obter o sucesso pessoal. 

A única ressalva mais séria diz respeito à tensão que pode desestabilizar sua postura, Ziula: preocupações exageradas são riscos, mas não devem ser encarados como um problema eminente. Esfriar a cabeça e manter a serenidade deve fazer parte da sua estratégia. Até porque, este mês acaba testando sua paciência com pequenos obstáculos transponíveis. Imprevistos são esperados, por isso é coerente manter o foco nas suas atitudes, não nas expectativas sobre os outros e sobre as coisas.

O Tarot revela que durante este momento você deve fazer algumas pausas e rever suas próprias ambições com todo o cuidado, Ziula. De que adiantará ter o poder nas mãos se você corre o risco de administrar tudo na pressa, com fome de obter resultados maravilhosos? Refletir é a melhor forma de administrar com cuidado os seus projetos e encarar os resultados com serenidade, sem medo de se perder em chateações e reclamações. É o período perfeito para cultivar a autoconfiança, Ziula."
 
Eu sei, eu sei... adoro essas coisas de tarot... tenho em casa dois ou três tipos daqueles de cartas, já li tarot em determinada época e fazia isso inclusive para as amigas normalmente acertando as "previsões" ou caminhos se abriam. Hoje não leio mais nem para mim! Perdi a paciência e acho que a conexão, entretanto não deixo de ler "on line" e toda vez me surpreendo com as previsões e alertas que recebo!
 
Se alguém tiver curiosidade o site que acesso é o "Personare" onde além do tarot tem horóscopo, não aquele horóscopo de folhetim e sim aquele baseado em sua data, hora e local de nascimento, sempre com orientações muito úteis para o dia a dia. Raramente compro algum produto ou análise porque as informações de acesso gratuito já me satisfazem e fazem pensar...

*isso não é um publipost...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Como a gente sofre à toa...

Ontem cheguei do trabalho às 20h00 e havia combinado o Pedro de irmos jantar. Qual a razão disso durante a semana? Simplesmente esqueci de mandar ou fazer almoço para ele... pode isso? Está certo, concordo que ele cozinha maravilhosamente bem, tem doze anos, poderia muito bem ter se virado, mas não foi isso que aconteceu... diz ele que ficou sem comer por minha culpa (chantagem emocional, com certeza!)...

Chamei a Izabel para ir junto e conversamos bastante sobre o dia, a vida e... pasmem... ela tocou em um assunto do passado "Mãe, você sabia que eu tomei as injeções para crescer quando era criança, tudo escondido de você porque você não queria. Meu pai disse que ele não falaria e eu também não!!!".

Explico: ela morava com o pai e fui comunicada de que deveria fazer tratamento para crescer. Meu médico na época, ortomolecular, disse que o tratamento não era recomendável, que ela deveria tomar ervas chinesas para crescer e eu proibi o tratamento.

Passado o tempo eu me dei conta do absurdo da indicação do meu médico e me recriminava diariamente não ter deixado fazer o tratamento porque ela ficou com apenas 1,57m. Ficava pensando que se ela tivesse feito o tratamento convencional teria crescido mais e todos os demais pensamentos a que tinha direito e todos eles me faziam a cada me sentir mais culpada.

A confissão dela tirou um peso das minhas costas!!!

Questionei como não tinha crescido mais e ela falou que acaso não tivesse tomado as injeções teria ficado com 1,47m...

Nesse caso estou agradecendo não terem me ouvido!!!

E cada dia mais aprendendo que sofrer pelas coisas por se sentir culpada não faz o menor sentido... mesmo porque pode não ser nada daquilo que você está pensando...

domingo, 16 de novembro de 2014

Final de semana... destralhe e Natal

E nesse sábado e domingo eu tinha duas opções: ficar atirada por aí pensando em quanto algumas coisas não estão boas ou arranjar atividades para distrair a cabeça. Optei por cansar meu corpo.

Quando voltei de Porto Alegre as roupas estavam acumuladas na área de serviço - do chão até o final do tanque -, não havia uma toalha de banho limpa, roupas sujas de todos os tipos e alguns dias foram necessários para colocar em dia e quando pensei que tinha terminado, começou tudo de novo com as novas roupas sujas do dia. Afora a pia que tinha louça até quase o armário superior. Embalagens de delivery.

Após meu surto, a explicação: fizemos o que podemos. Ok! Sinto que tenha sido tão pouco!

E já é Natal... buscar enfeites, arrumar a decoração de Natal e com direito a uma toalha nova combinando com o papel de parede.













O quarto do Pedro, apesar do pequeno destralhe anterior, estava uma verdadeira zona, um pardieiro, um local imundo porque as tralhas que ficaram não deixavam limpar. Então, lá fomos nós limpar tudo e retirar tudo que não era usado. Não tirei as fotos do antes e depois porque vocês já conhecem o quarto, mas a quantidade de coisas que saiu é inacreditável... o quarto tem apenas 2,5 m por 2,4 m... onde ficam escondidas essas coisas?

Coisas que saíram da estante e gavetas:









Itens retirados




Para doação:

Você optaria por fazer alguma coisa ou prefere ficar pensando na vida?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Destralhe deve ser constante...

Estou de molho essa semana e para não me atirar em uma cama fui organizar os destralhes que fiz nos últimos tempos e que havia colocados em sacolinhas.

Vestidos lindos e caros que não me servem mais e não vou esperar emagrecer... foram para minha norinha que agora trabalha com meu filho...













Toalha preta que comprei para o Pedro ir viajar e depois ele ficou se queixando de que soltava pelos...










Sapatos da Izabel que estavam apenas enchendo o armário e não eram usados... um dia às 06h00 fui no quarto dela, mostrei um por um e fui tirando o que não tinha utilidade...
 

Roupas do Pedro e da Izabel... algumas coisas minhas...










Destralhe do Pedro feito por conta... ele estava incomodado com a bagunça do quarto...










E os armários vão ficando mais fáceis de arrumar e a casa mais organizada...

Álbuns de fotografia que não mais serão usados... 










Você costuma ir retirando as coisas que não tem mais utilidade?

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Para que tantas coisas materiais?

Quando fui para Porto Alegre, na madrugada de sexta-feira, com o intuito de me despedir da minha Vó Lina, coloquei em uma sacola apenas três calcinhas, escovas de cabelo e dental, remédios, carteira de identidade e cartão de débito/crédito. Assim embarquei e assim fui sem nem saber quantos dias ficaria. Nada de maquiagem. Nada de acessórios. Nada de roupas. Nada de sapatos.

Horas depois da minha chegada vi chegar uma prima que mora em Florianópolis. "Estava de calcinha e soutien quando ligaram, fiquei sapateando e nem roupa não atinava de colocar", disse ela que também portava uma pequena mochila e a roupa do corpo. Começamos a rir da semelhança das situações e depois a chorar e depois ficamos por ali. Aliás, todos pareciam um bando de zumbis que não tinham muita consciência do que faziam.

Minha irmã chamou atenção quanto à minha calça com os apliques soltando dos dois lados. E quem disse que eu vi a calça que peguei?

Sem roupas para trocar. Calça desmanchando. E nada disso importava! Nada!

A Vó Lina estava tão linda! Parecia estar dormindo e às vezes eu conseguia vê-la mostrando a língua da mesma forma que sempre fez para inticar com a gente. Estava usando o vestido que escolheu: cinza com prata, adamascado e o sapato prata (não que eu tenha visto o sapato, apenas me contaram e falaram que estava até de meia fina).

Detalhe é que a gola do vestido estava cortada e minha avó era um luxo só na costura, só trabalhava com alta costura! Então, alguém fez aquilo no vestido e com certeza para conseguir vesti-la naquele momento, fato que nem comentei porque minha mãe surtaria ao saber que o vestido escolhido foi estragado. Bobagem! Mas nessas horas é melhor ficar quieta!

E passei alguns dias em Porto Alegre com vestidos emprestados, pijamas emprestados... e não senti falta ou saudades das minhas roupas.

Na hora em que o coração fala mais alto deu para perceber a pouca importância que as coisas materiais assumem. E no geral estamos preocupadas com os quarenta vestidos, os cento e vinte pares de sapatos, as compras desnecessárias que fazemos, o carro novo, aquele lançamento do vídeo game, tudo isso até perceber que nada disso faz sentido algum.

Ufa! Consegui escrever e ocultando detalhes que eu tinha medo de não conseguir segurar!

Como diz minha mãe "a vida continua!". Sim, mãe, continua, mas com uma saudade imensa, um rombo imenso no peito e uma falta incalculável que ela vai fazer. 

Vó, a senhora foi muito mais que uma avó para mim, foi uma MÃE COM AÇÚCAR!!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Vó Lina...

Sabe, vó! Filmes estão passando na minha cabeça. Criança, eu esperava a sua chegada e do vô, a mãe fazia a gente tomar banho e colocar um dos vestidos que a senhora tinha feito com o tecido que havia sobrado de suas clientes. Penso que éramos tão pequenas que qualquer retalhinho virava um lindo vestido. Lembra daquele de lã com gravata? Cinza com azul? Meus cabelos molhados e a festa quando a senhora chegava com aquela torta de maçã inteirinha para mim e eu comia até me fartar.

Confesso que nem sei se gosto de torta de maçã... mas aquela torta de maçã era minha alegria!

Quando morei com a senhora, o vô e a bisa... o dinheirinho trocado para o ônibus e para o lanche todas as manhãs, até em centavos e era sagrado! Tudo contadinho, calculadinho.

Minhas amigas iam em casa estudar, principalmente a Simone, e lá vinha a senhora com biscoitinhos amanteigados e dois copos imensos de Tang... rs... Tang de laranja...

E no café da manhã sempre eu tinha que colocar o nescafé antes do leite, tá certo, confesso que hoje faço o contrário e nem sei porque... primeiro o leite e depois o café...

Aprendi muito com a senhora, desde organização e controle financeiro, até a forma de cuidar da família de uma forma magistral, talvez até submissa em relação à vida, porque a família vinha à frente de seus próprios interesses.

Muita coisa que aprendi de importante devo à senhora, embora algumas eu só tenha começado a aplicar muitos anos depois.

Lembro que a senhora sempre comia o que havia sobrado do dia seguinte e deixava a comida "fresquinha" para as demais pessoas à mesa, sempre lembrando que não podia haver desperdício, afinal a senhora havia passado fome e muitas vezes dividiu com sua irmã um pão francês e um copo de café...

E, para evitar confusões, o Tio Edson vinha almoçar depois que o vô tinha saído e a comida do tio estava sempre quentinha.

Férias escolares era uma festa... minha mãe e meu pai na "faculdade de férias" e nós na sua casa indo na vendinha comprar balas Banzé, brincar no parquinho na praça que ficava quase em frente ao Estádio Olímpico.

Vó! Estou saindo agora me despedir da senhora e está doendo muito, muito mesmo! Sinceramente a última coisa que imaginei na minha vida foi isso. Está certo! Sei que a vida é breve, que a vida passa, mas sempre pensei que a senhora fosse eterna... infelizmente ontem às 20h30 percebi que a eternidade não existe e perder você foi o mesmo que perder um pedaço muito muito muito importante de mim...

Espero que realmente exista outras vidas e outras encarnações e outras dimensões e que possamos nos encontrar muitas e muitas e muitas vezes e ainda conviver muito até que um dia até o espírito acabe.

Vó! A senhora é e continuará sendo uma parte extremamente importante da minha vida. Obrigada por tudo! Obrigado por ter existido na minha vida! Obrigada por talvez continuar existindo em espírito e cuidando de mim enquanto ainda estou por aqui!

Te amo!!!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O que está acontecendo...

Tenho recebido muitos e-mails sobre o fato de o blog ter "parado" semana passada... Lembram que falei que isso iria acontecer? rs

É o seguinte: estou trabalhando direto doze horas por dia na Vara do Trabalho. Houve algumas mudanças na equipe, perda de dois servidores, enfim... menos pessoas para a mesma quantidade de trabalho ou até para uma maior quantidade considerando que final de ano algumas coisas que são "normais", e feitas conforme um cronograma mais elastecido, passam a ser urgentes.

Somado a isso estamos recebendo algumas determinações para melhorar a "taxa de congestionamento", ou seja, número de processos que são arquivados deveria ser maior que o número de processos que chegam novos e por aí, para isso algumas outras atividades devem ser priorizadas... e quando vemos existem "n" urgências que devem ser administradas.

Certo que não é possível com a estrutura atual atender tudo, mas é possível melhorar nos pontos mais críticos e é isso que estamos colocando no planejamento, ouvindo os servidores individualmente para depois tomarmos uma decisão que desagrade o mínimo possível.

Somado a tudo isso ainda tenho audiências, sentenças, despachos, atendimento a advogados e partes, decisões em execução, cursos obrigatórios e uma família para cuidar.

E vocês podem perguntar: "ué? mas não foi sempre assim?". Até pode ter sido, mas quando você para e começa a olhar números vê que é possível melhorar e para isso é preciso planejar e para planejar você tem que achar as pessoas certas e depois para implantar você tem que quebrar certas resistências e por aí vai a conversa... e tudo isso demanda imenso tempo e queima de "neurônios".

A semana complicada no trabalho e o Pedro doente em casa, levei no homeopata e final de semana o pai levou no alopata. Homeopatia que não estava fazendo efeito, alopatia iniciada sábado e parece que já está ajudando. Dor de cabeça de gritar ele estava. Trabalhando dessa forma e passando a noite toda acordada com o menino, mais casa para limpar, comida para organizar, Izabel que precisou de ajuda em um trabalho (primeira vez que pediu em dois anos de faculdade).

Minha avó de 92 anos, a mesma que foi para a UTI em 2011 na época do meu aniversário, passou muito mal e foi hospitalizada. Nesse ponto eu não sabia se largava tudo e ia para lá, se esperava para ver o que acontecer. Acabei ficando por aqui e ela ainda está no hospital, mas ao que parece se risco de morte - sempre fico medo de que escondam as coisas de mim por estar longe mil quilômetros.

No meio disso tudo eu pensava em sentar para escrever por aqui e simplesmente não tinha forças para pensar... espero que essa semana seja melhor...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Plano de saúde...

A Samara em um comentário semana passada pediu que eu falasse sobre plano de saúde... vou tentar...

Ela diz o seguinte:

"Gostaria que tu falasses de plano de saúde. Não gosto, não tenho e não acredito neles...rs. Acho que é de muito mais valia a pessoa guardar o valor das mensalidade numa poupança e usar quando e se necessário. Recentemente uma amiga precisou de uma cirurgia, e mesmo pagando quase R$ 1.200,00 por mês, a mesma não foi aprovada. Precisou entrar na justiça com advogado...Em tempo, todo o custo da cirurgia/internação/medicação ficou em 10.000,00. Ela pagava o plano há quase 9 anos. E quase nunca usava. Apenas uma ou duas consultas de rotina ao ano, mais mamografia, ultrasonografia e exames básicos (sangue, urina). Achei uma exploração sem tamanho. Sem contar a grande variedade de médicos e laboratórios se desvinculando dos planos...
Beijos!!!
Samara"

Meu primeiro pensamento foi: quem teria disciplina para guardar o dinheiro do plano de saúde mensalmente em um local "imexível" e resistiria à todas as tentações - inclusive compra da casa própria ou de um automóvel - ao ver o montante acumulado?

Sei lá! Parece-me que não seria possível! Acredito que se eu tivesse o valor do plano de saúde em uma poupança, por exemplo, e surgisse um bom negócio de um apartamento, eu não pensaria duas vezes em retirar... rs... Acredito que a maioria das pessoas agiria assim!

Somado a isso, podem acontecer imprevistos e esse seria um dinheiro supostamente "disponível", afinal temos uma certa dificuldade em pensar na doença, na morte e nas falhas da nossa máquina humana durante a existência.

Durante minha infância e adolescência minha mãe ficava muito doente, muito mesmo. Lembro de uma vez em que deitaram o banco dianteiro de uma brasília e colocaram minha mãe nesse lugar - não havia ambulância - para levar para Porto Alegre, havendo "cochichos" de que ela não voltaria viva e quase não voltou. Nessa época ela utilizava o IPE, plano de saúde dos servidores públicos estaduais, era professora. Fico pensando se não houvesse esse plano e com o tanto de incidentes que havia, teríamos passado fome se dependêssemos do salário dela e do meu pai para custear as despesas de saúde.

Plano de saúde é como seguro de vida: fazemos pensando em nunca usar, mas podem ser muito necessários em determinado momento. A cirurgia da amiga de Samara custou R$ 10.000,00 e ela pagava plano de saúde há dez anos, aqui cabe imaginar se não fosse somente a cirurgia e se fosse necessária uma continuidade do tratamento com sessões caríssimas.

Sabe de uma coisa? A gente não sabe até que ponto a máquina pode apresentar problemas... não sabemos a gravidade do que poderá nos acometer um dia...

Quando eu advogava não tinha plano de saúde... uma temeridade, penso hoje! Logo que passei no concurso me foi oferecido um plano em convênio com os juízes estaduais. Pois bem, hoje em dia apenas 62 juízes do trabalho do Paraná tem esse plano porque o convênio foi desfeito e eu sou um deles. O plano tem uma série de benefícios: atendimento pela Unimed, médicos não conveniados tem reembolso de parte da consulta, exames, convênios com diversos ótimos hospitais.

Anos atrás utilizei muito o tal plano de saúde. Família toda fazendo terapia, um grave problema de saúde que tive (está certo que depois não se mostrou tão grave... rs... mas recebi um diagnóstico de câncer na coluna, com visão do câncer na ressonância feita em razão da dor e dias depois descoberto em hospital público que eu tinha apendicite, para o primeiro diagnóstico em hospital particular - Moinhos de Vento - gastei R$ 14.000,00 há quatorze anos e esse valor foi devidamente reembolsado pelo meu plano), tive dois filhos com todas as consultas pré e pós parto, enfim... teria gastado muito com saúde não fosse o plano.

Hoje em dia meu uso do plano de saúde é esporádico, muito esporádico mesmo e principalmente para exames periódicos, entretanto jamais pensaria em cancelá-lo porque não sei o dia de amanhã.

E vocês, tem plano de saúde ou nunca teriam? Já passaram por alguma situação em que se mostrou vantajoso tal plano? E as desvantagens?

domingo, 2 de novembro de 2014

Destralhe - o último "buraco negro" ou uma "caçamba de brinquedos" mais leve...

Ontem fui para Cornélio visitar meu filho mais velho. Parece ter passado muito tempo desde a última visita, talvez mais de trinta dias. Juntou uma coisa aqui e outra ali, o tempo passou, algumas visitas dele aqui em Londrina e eu sem ir para lá.

Minha nora mencionou o "quartinho de brinquedos" e da intenção do meu filho em colocar todos os acessórios de bicicletas e as próprias bicicletas no local.

Sugeri que arrumássemos hoje pela manhã, mas nem estava acreditando na movimentação de alguém porque domingo todo mundo quer descansar. Acordamos todos em torno de 09h00, café da manhã, uma boa conversa, lavar a louça e já marcava o relógio dez horas quando tomei coragem e disse "vamos".

Aberta a porta do tal quartinho e pensei sozinha "precisaremos do dia inteiro para tudo isso!!!", quase gritei, mas silenciei. Acredito que há mais de três anos eu não entrava nesse local. Pedro cresceu e não brincou mais ali, os brinquedos ficaram junto com outros de quando a Izabel era pequena.

E lá foi o Renato jogando tudo para fora, daí realmente gritei:

- QUERO GUARDAR ESSES BRINQUEDOS PARA MEUS NETOS!

Todos riram e minha nora, muito calma, apenas ponderou que para crianças basta uma festinha de aniversário e ganham tudo aquilo que eu estava guardando.

Ri também e foi mais leve destralhar tudo aquilo. O Pedro ajudando e maioria das coisas era dele... percebi o quanto é fácil para ele que foi acostumado a não acumular nada... e como é difícil para mim me desfazer das coisas com tantos exemplos que tenho na minha família.

Sinceramente, minha sensação é de que eu estava em um daqueles programas dos acumuladores e cada brinquedo descartado me dava uma sensação ruim, ainda bem que foi só no começo, pois logo em seguida me dei conta das bobagens que eu estava sentindo e falando...

Querem ter uma ideia da minha acumulação? Aqui está...



Pois é... e o Pedro sequer tinha algum "sentimento" por esses brinquedos que, com a devida autorização dele, foram para doação:















Esses ventiladores o Renato tirou sem nem perguntar e em seguida passaram três pessoas na rua, uma senhora e duas meninas, chamamos para entrar e elas levaram uma porção de coisas para as crianças da família e crianças vizinhas. A senhora ainda mencionou que morava em um sítio e não estava aguentando o calor. Pedi para o sogro do meu filho testar os ventiladores e... bingo!!!... os dois estavam funcionavam... a senhorinha saiu muito feliz com os dois embaixo dos braços!!!

Quanto tempo demoramos? Começamos às 10h00 e 11h45 estávamos de banho tomado para ir almoçar em um pesque-pague de uma cidade vizinha!!! Meu pavor do dia inteiro não se concretizou!!! E o quartinho ficou enorme... e as bicicletas saíram do hall de entrada da casa...





E mais uma vez demonstrado que somente pegar firme e em equipe - nas situações mais críticas - que tudo vai muito rápido!

Nesse trabalho de equipe tomamos cuidado com os brinquedos da Izabel porque ela não estava junto para autorizar e a maior parte foi colocada em caixas e devidamente organizada para que ela possa decidir o dia que for para lá.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Experiência compartilhada - empréstimo consignado

A Gabriela vendo que esse espaço foi abandonado na semana que passou mandou por e-mail o seguinte comentário que vou dividir com vocês apenas retirando as referências profissionais:

"Oi, Ziula! está sumida,  tudo bem?

Hoje fui almoçar com uma colega de trabalho, coisa que não fazia há tempos, pois os horários não batem e fiquei em estado de choque com as contas que ela me apresentou.

A colega ganha mais do que eu pois tem 19 anos no cargo e, além disso, o marido também tem um excelente cargo. Considerações à parte das defasagens salariais no governo federal, podemos dizer que  em tese a família tem uma boa renda mensal, mesmo com o marido pagando uns 15% do que ganha acordado de pensão para a ex-mulher e dois filhos.

Só que não! Ela me contou que o marido tem desconto de 4 mil reais por mês de empréstimo consignado e já "esticou" a dívida. Ou seja, o desconto mensal era ainda maior. E eu fiquei argumentando que não era possível, não era possível, mas eu nunca posso falar nada sobre dinheiro com ninguém pois sempre falam que eu "tenho dinheiro" porque eu não tenho filhos! Aí ela foi me falando de todos os gastos da família, realmente estrondosos, mas não fez nenhuma menção à "corte de gastos".

Também me falou de vários colegas (que eu conheço só de nome) com empréstimos consignados de R$8.000,00 por mês, bem como uma outra colega que conhece também com o mesmo valor descontado mensalmente e que também "esticou" a dívida.

Eu fico imaginando quanto foi o valor que essas pessoas pediram de empréstimo para estar pagando uma parcela desse tamanho e por prazos longos, "esticados" (ou seja, renegociou para abaixar o valor e aumentar o prazo).

Uma vez eu peguei um empréstimo consignado no valor de R$20.000,00 pois ia viajar para o exterior e queria limpar totalmente meu cartão de crédito antes de ir, quitando parcelas e valores que ainda iam ser debitados, de forma que eu pudesse usar todo o limite do cartão de crédito no exterior, caso fosse necessário. A prestação era 950,00 mensais, acho que era em 24/30 meses. Quando recebi o adiantamento do 13º junto com as férias eu fui lá e quitei o empréstimo consignado. Nem sei se economicamente falando era o mais rentável a fazer, mas só de pensar de ficar sendo descontada me dava nervoso.

Eu ainda argumentei com a colega que o marido iria ganhar uma outra parcela em futuro próximo, mas parece que já está comprometido pois o marido realmente trabalha fora da cidade e precisa dormir fora. Anteriormente (eu já falei no blog dos gastos dessa colega com salão de beleza para ela e as filhas) eu já tinha sugerido que ela cortasse a empregada doméstica (R$1.400,00)já que as filhas são adolescentes e podem ajudar e o marido almoça na rua ou dorme fora, para que sobrasse algum dinheiro para ela própria, mas ela também acha que é imprescindível. Aí encerrei meu repertório de conselhos pois não saberia mais em que cortar, porque, como não tenho filhos, eu "tenho dinheiro". Ah, ela me disse que o marido diminuiu a pensão da ex-mulher em R$300,00 para "sobrar algum dinheiro para ele".

Ainda falei com ela que olhei por acaso no MSN dinheiro que colocando um valor mais ou menos de R$580,00 por mês na poupança que já tivesse R$10.000,00 em vinte anos seriam R$300.000,00, mas ela também não tem nem esse valor que considero pequeno para depositar (bem menos que 5% do salário líquido dela).

E eu achando que gastava demais e ficando constrangida em comentar no blog enquanto vocês falam de economias diversas. Perto das coisas que ouvi da colega e também do que ela disse de outras pessoas eu sou supercomedida e agora entendo porque o banco fica loucamente me ligando me oferecendo produtos e empréstimos diversos e eu nunca quero nada. Desde que entrei no cargo eu coloco valores na poupança. No início era 50%, depois caiu para 10% e tudo que entra a mais como 13º e restituição de imposto de renda. E é sempre na poupança porque não entendo de nada e não quero me preocupar.

Eu acho que essas pessoas cheias de empréstimos consignados chegaram ao "fundo do poço" pois o que deveria ser uma opção para emergências virou um saldo negativo no salário mensal por um prazo tão longo e tão alto que inviabiliza qualquer investimento, planejamento e mesmo o dia-a-dia. Será que tem alguma salvação?

Um beijo para você!"

Pois é... a situação da família relatada não é exceção no meio onde convivo, pois muitas pessoas vivem assim... de consignado em consignado...

A menção feita ao pagamento antecipado do empréstimo consignado pela Gabriela é realmente a atitude que as pessoas deveriam ter: houve uma emergência, precisou pedir esse dinheiro com juros mais baixos do mercado, recebeu um outro valor, vai lá e quita com desconto porque sempre vale a pena.

Certa feita precisei comprar um carro com certas "facilidades" para diminuir minhas dores na coluna e realmente não havia poupança, dinheiro sobrando e nada que pudesse ajudar, somente uma dívida com um apartamento em construção que a cada dia me levaria mais dinheiro porque a construção estava sendo feita pelos próprios moradores e ainda faltavam elevadores, isso sem contar todo o acabamento. Enfim, não era efetivamente um bom negócio e eu precisava realmente do carro.

Resultado? Consignado no valor que faltava para a troca do carro. Já de posse do carro comecei a procurar alguém para comprar o apartamento e logo apareceu uma pessoa. Dinheiro do apartamento para quitação do consignado e o restante do valor imediatamente aplicado na compra de um terreno. Foi o que eu pude fazer e foram as melhores opções na época porque eu não ficaria pagando um consignado, mais uma obra dispendiosa por muito tempo... com certeza surtaria antes!!! rs

Penso que para qualquer empréstimo feito deve haver uma estratégia para quitação antes do prazo e além do pagamento da parcela mensal deve ser buscado economizar outros valores para esse pagamendo antecipado e não ficar vivendo como se não houvesse amanhã só porque o banco disponibiliza valores a juros baixos, até porque juros são juros e sempre representam dinheiro jogado fora e que poderia ser utilizado no seu orçamento mensal.

Alguém por aqui já fez uso de consignados? Como foi a experiência?
 

nnnnn
 

domingo, 26 de outubro de 2014

E os recebimentos... pode uma pessoa não saber?

No post "Como está sua vida financeira nesse exato momento" prometi que daria notícias da pessoa em recuperação. Falei novamente no post "Compradora compulsiva".

Hoje vim aqui para contar mais um pouquinho. 

A proposta era que eu ajudasse e monitorasse débitos, créditos, conta corrente e assim fui fazendo, costumo cumprir o que promete e vou até o final com essa pessoa, até que ela realmente esteja equilibrada, com dinheiro indo para a poupança e todas as contas pagas, inclusive empréstimo com juros mais baixos que foi feito para salvar a situação momentânea.

Estavam proibidos os presentes, mas a pessoa terminou por comprar um único no mês, com uma boa justificativa e ainda dizendo que o presente foi comprado com valores extras que tinha recebido.

Conferi o extrato e vi que a conta continua negativa, a pessoa retruca que a conta não está negativa... daí tenho que explicar novamente como funciona o extrato e solicitar que nenhum outro gasto seja feito. Está certo que o presente não causou grandes estragos na programação, mas poderia ter sido evitado.

Além disso, constatei ontem que, apesar do acerto que tem com outra pessoa de pagamentos semanais, os valores não estavam sendo depositados desde setembro.

Quando comunico o fato, após análise do extrato de outubro e solicitação do extrato de setembro, ouço um grito "como é que não percebi isso???"... bem, olhem o ponto a que as coisas chegam... a pessoa combina o recebimento, acredita que os depósitos estão sendo feitas, inclui o valor no orçamento, paga contas acreditando que o combinado foi cumprido e... há dois meses o acordo não era cumprido.

Respirei fundo... procurei paciência e calma... pensei que realmente nunca ninguém ensinou o que era uma conta corrente, o que são débitos e créditos, que não se pode confiar cegamente em ninguém, que é preciso conferir lançamentos... e expliquei que tudo deve ser monitorado, fiz uma nova planilha, bem como o levantamento dos valores que devem cobrados da pessoa que não cumpriu o compromisso... agora é esperar para ver o que acontece...

Você já deixou de conferir valores que deveriam ser depositados em sua conta? Teve algum problema com isso?

sábado, 25 de outubro de 2014

Compradora compulsiva...

Mais uma vez a Andrea nos lembrou que o primeiro passo para resolver um problema é admití-lo.

Naquele post em que falei da pessoa que sequer tinha noção das próprias dívidas, juros bancários e número de parcelas de empréstimos feitos, ressalvei o fato de que jamais alguém ensinou a criatura a manter uma planilha, a controlar gastos e a somente comprar alguma coisa se realmente tivesse dinheiro e necessidade.

O parâmetro era uma mãe compulsiva, daquelas que atendia todo e qualquer desejo de forma imediata, tanto aqueles desejos pessoais como aqueles desejos dos filhos. Não importava se havia dinheiro, o que importava é que havia crédito e se instituições bancárias já não cediam mais, bastava procurar um agiota e complicar ainda mais a situação.

Agora, no momento em que a pessoa:

- procura na internet sobre a forma de controlar o orçamento
- consequências da compulsão por compras e forma de controlar essas  compras
- minimalismo
- controle da vida financeira
- recebe ajuda e explicações de outras pessoas
- busca informações sobre destralhe e organização, realizando esse destralhe e percebendo o quanto de dinheiro colocou fora em coisas sem sentido...

passa a ter uma responsabilidade enorme sobre seus atos de consumo dali para a frente.

Podemos admitir que até aquele ponto ela repetia comportamentos apreendidos, realizava compras por carência e para se sentir aceita socialmente, entretanto depois de tanto ler e buscar ajuda percebe que a saúde financeira traz saúde física, bem estar, diminuição de estresse e nesse ponto certamente não optará mais pelo sofrimento causado por dívidas e ausência de poupança.

Enxergar a própria realidade e, sendo ela ruim, mudá-la... todo mundo quer ser feliz e viver em paz!!!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Experiência compartilhada - o problema que surge quando os sonhos são realizados...

A Fernanda deixou esse comentário que me chamou muita atenção porque passei pelo mesmo processo dela ao realizar alguns sonhos:

"Nunca tive grandes problemas, nem contas em atraso. Sempre consegui pagar tudo e sempre tive poupança. Já zerei minha poupança algumas vezes, para compra de imóvel, de carro, etc, quer dizer, compras que estavam sendo planejadas com o dinheiro da poupança (nestas épocas não comprava nada desnecessário, porque tinha um objetivo que era juntar todo o dinheiro que pudesse para efetuar estas compras). O problema é que após a realização desses objetivos (carro, imóvel, etc) comecei a gastar mais do que deveria gastar porque achava que se meu salário dava para pagar as minhas contas e às vezes ainda sobrava para a poupança eu poderia gastar. Só percebi isto quando comecei a ler blogs sobre destralhe, ano sem compras, compras desnecessárias e vi que estava gastando dinheiro com besteiras e que este dinheiro poderia ter sido economizado para outras coisas. Claro que estes gastos não eram nenhuma fortuna mas de pouquinho em pouquinho deveriam fazer uma soma boa. Percebi também que o meu cartão estava cheio de parcelas tipo, parcela 02/03, parcela 05/10, parcela 01/04, de várias compras parceladas, com valores baixos cada, mas que ao somar já perfaziam uma boa quantia, na maioria das vezes de lojas de roupas, sapatos, bolsas, perfume, artigos para casa .., excetuando seguro do carro, compras de remédios que sempre faço e são inevitáveis, coisas para minha filha e mais algumas coisas necessárias.
 

Enfim, comecei a tentar diminuir estas compras para reduzir o valor do cartão e sobrar mais dinheiro para colocar na poupança. No início não deu muito resultado por causa das várias parcelas a vencer. Porém, no mês passado, tive a grata surpresa de ter tido uma redução considerável no meu cartão de crédito, isto porque colocando poucas coisas no cartão, pagando as outras coisas à vista e com o vencimento das tais compras parceladas, a tendência é realmente o valor a ser pago no cartão diminuir.
 

Já para a próxima fatura, a qual estou monitorando pela internet, espero que o valor fique ainda mais baixo que a do mês passado.

Meu objetivo agora é parar de comprar besteiras (já estou comprando muito, muito menos), destralhar a casa (o que estou fazendo, mas é um processo muitíssimo demorado), resolver algumas pendências médicas de minha filha (tipo cirurgia, finalizar calendário de vacinas, etc), continuar pagando academia e continuar colocando o dinheiro extra na poupança.
 

Para o ano que vem espero poder focar em outras coisas: resolver pendências minhas (fazer um tratamento para varizes é uma delas), continuar na academia, já ter destralhado muita coisa em casa e começar a fazer o que gosto, que há muito tempo não faço (por falta de tempo, de ânimo, ansiedade, falta de paciência, sei lá): assistir filmes, ler livros, viajar, passar uma tarde numa cafeteria saboreando uma torta e um café ....

Além disso tudo, meu salário é variável. Meu salário depende de alguns fatores, portanto, posso receber mais em um mês e menos no outro. Ou seja, posso algum mês não ter recebido salário suficiente para cobrir meus gastos e terei que lançar mão de outros recursos, portanto, tenho que estar sempre prevenida."

Assim eu fiz: comprei carro, casa própria e depois passei a viver como se não houvesse amanhã. Muitas compras de roupas, sapatos, coisas para casa e por aí vai... Lojas de R$ 1,99 faziam festa ao encher meus armários, vendedoras ficavam muito felizes quando me viam e a vida caminhava com aquela imensa fatura de cartão de crédito com "n" prestações a perder de vida.

Em determinado momento vi que eu tinha um sonho não realizado: ter um apartamento em Londrina, cidade que fica a 60km de onde eu morava e onde eu queria passar final de semana, ir em um dia e voltar no outro. Quando realmente criei coragem, comprei um apartamento na planta para ficar pronto quatro anos depois, já estávamos em 2009.

Coloquei no quadro de desejos em relação ao apartamento: quitado em dezembro de 2009, data em que nada aconteceu... rs... mas como tudo que pedimos ao universo acontece, em maio de 2010 surgiu uma situação que me permitiu quitar boa parte do saldo e continuaria apenas com as parcelas que eu havia aumentado para não pagar "balões" semestrais ou anuais.

Procurei a construtora e, contrariamente ao informado pela corretora na hora da venda, não havia desconto para pagamento antecipado. Fui com meu filho em outra construtora e dei o valor de entrada em outro apartamento, parcelas aumentadas para evitar os "balões".

Assim, ia pagando duas parcelas de dois imóveis diferentes, confesso que não sei se teria essa coragem hoje em dia. 

No ano seguinte, em julho de 2011 embarquei no "ano sem compras" e o resultado foi simplesmente fantástico, pois cheguei em 2014 com a entrega das chaves sem qualquer financiamento, mudei para Londrina, moro em um apartamento e aluguei o outro, fato que me garante uma renda extra que vai diretamente para a poupança.

Vejam que venho há dias falando em não parcelar, entretanto considero os dois parcelamentos que fiz como "dívidas boas", posto que terminei por pagar um valor final em cada um deles que me permitiria vender se precisasse e com um lucro razoável. 

Hoje em dia não está tão bom e as construtoras não estão dando essa margem para lucro, mas continuo pesquisando um bom negócio, porque preciso disso em razão de que após terminar esses dois investimentos, mobiliar os apartamentos, etc, passei novamente a gastar em coisas não necessárias, ou seja, coisas que posso perfeitamente viver sem.

Está certo que continuo poupando, não estou no vermelho, não preciso de valores como terço das férias ou décimo terceiro porque faço provisão anual das despesas, mas... poderia estar muito melhor e vai ficar... estou novamente planejando um período sem compras, talvez até abril do ano que vem quando pretendo viajar com as crianças, o que ainda estou formatando, tanto a viagem como a ausência de gastos.

Realizado um sonho é preciso que se busque outro para não cair novamente no consumismo!!!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Sobre seguro de vida...

Jamais retirei um carro da concessionária sem ter feito seguro, desde o primeiro foi assim. Sempre pensando no valor que gastei para ter o bem, na preocupação com terceiros eventualmente envolvidos em acidente que eu tivesse causado, na precaução caso quem abalroasse meu veículo não tivesse seguro, na segurança financeira dos passageiros. Reflexões sempre feitas, seguro com valores razoáveis e que me serviu algumas vezes, infelizmente, porque ninguém quer se envolver em acidente.

Na mesma linha de raciocínio, ninguém quer morrer, não é mesmo? Mas... todos um dia morrem! É a única certeza da vida.

Então, porque será que nunca pensei na segurança do meu "casco", na situação em que as pessoas que dependem de mim ficariam caso eu passasse dessa para outra vida? A resposta deve estar relacionada à nossa resistência à morte, à invalidez, à doença e simplesmente evitamos pensar nisso ou programar essa situação.

Assim, vida organizada financeiramente, casa organizada, filhos encaminhados para escola, faculdade e profissão, e tudo está tão perfeito que você passa a pensar em como seria se você não estivesse por aqui.

Comecei a me informar, minha gerente do banco passou diversas informações, entretanto não passou as condições efetivas e valores do seguro. Procurei a empresa que faz o seguro do meu carro e imediatamente recebi a proposta.

Eu já sabia os valores que eu queria deixar, valores para possível invalidez e inclusive valor que será caso pago em caso de diagnóstico de câncer. Ok! Ninguém quer nenhuma dessas situações, mas elas podem ocorrer!

Seguro feito e espero demorar uma eternidade para usar... agora estou tranquila porque sei que as pessoas que amo não ficarão desamparadas e que eu terei uma segurança em caso de algum infortúnio, pois lógico que invalidez ou mesmo doença trazem maiores gastos e talvez até necessidade de cuidados permanentes por outra pessoa.

Vejam bem: quero viver muito e com muita saúde!!! Esse é o meu desejo e com certeza serei atendida, mas se acontecer algo sei que posso ficar em paz com a vida!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Experiência compartilhada - orçamento sob controle ou não...

Mais um comentário, dessa vez da Keila no post "sobre compras parceladas":

"Olá!
O que me ajuda: orçamento mensal, ter uma lista das coisas que quero comprar e planejamento das contas anuais. Não adianta comprar um monte de roupas com o 13º e depois não ter dinheiro para pagar o IPVA.
Uso cartão de crédito para o que preciso comprar. Já que preciso comprar algo, faço no cartão onde posso acumular milhas. As vezes parcelo compras maiores que vão constar no orçamento dos próximos meses. E NUNCA pago somente o mínimo do cartão. É uma regra de ouro para nós.
Ah! Tenho um costume um pouco engraçado: as parcelas não podem passar de dezembro do ano atual. Detesto entrar janeiro com dívida! :)
Parece tudo muito perfeitinho, não é? Mas as vezes falha. E falha mesmo! Aí tem que analisar o que aconteceu e voltar para os trilhos. Mas se não tiver um plano fica difícil voltar para os trilhos. Planejamento é fundamental.
Bjs,
Keila"

Isso me fez lembrar de algumas vezes em que a coisa não funcionou tão perfeitamente e como é possível, quando há o efetivo controle, identificar rapidamente onde "pisamos na bola" e voltar a ter o equilíbrio com a reposição desses valores na poupança se de lá saíram para cobrir a conta ou voltar a economizar aquele valor que sequer foi para a poupança e deveria ter ido.

A provisão para pagamento de contas anuais também é necessária porque dificilmente conseguimos encaixar no salário mensal, sem parcelar, IPTU, IPVA, matrícula na escola dos filhos, material escolar, tudo isso somado às despesas das festas de final de ano e eventuais férias. 

Quanto à essas despesas anuais somente consigo pagar no início do ano, à vista e com desconto, graças ao esforço feito especificamente para esse fim durante o ano todo.

Pagar o mínimo do cartão é o primeiro passo para a insolvência considerando os juros exorbitantes cobrados, por isso falo: se não pode comprar à vista, não compre parcelado, espere e faça uma economia. Acaso precise efetivamente do bem até compre parcelado, isso é muito pessoal, mas tenha claramente delineado se isso cabe no seu orçamento mensal e evite compras por impulso.

Você faz um controle de despesas e receitas? Nesse controle estão incluídas as contas anuais?


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Experiência compartilhada - cuidar do orçamento

A Andrea deixou o seguinte comentário no post "Como está sua vida financeira nesse exato momento?":

"Pra te ser sincera, eu sei exatamente quanto ganho e quanto gasto (desde que comecei a trabalhar, anoto meus gastos), mas eu não tenho controle do meu orçamento. (Bem, vamos dizer que não tinha, porque estou mudando.)

Eu sou (era) do tipo que comprava bastante em parcelas e ficava, "aaah mas essa prestação é pequena, posso fazer", "está em promoção!", "eu vou receber um dinheirinho a mais, posso usá-lo pra pagar isso" e, por último, "vou comprar e, se não conseguir pagar, pego empréstimo no banco". Juro que pensava assim!

Pelo menos, nunca usei limite especial nem paguei mínimo no cartão de crédito, mas eu ainda vivo de pagamento em pagamento. Meu dinheiro dá pra pagar as contas, mas não sobra pra passar o mês. E eu tenho prestações a perder de vista! (Sabe o que é pior? Tem coisa que eu comprei em várias prestações e passei pra frente quase imediatamente porque não me serviu. =/)

Uma das minhas táticas foi quebrar meus dois cartões de crédito. Foi radical, mas eu precisava de um baque. E foi libertador também porque eu saio de casa, olho algo que quero comprar e lembro que não estou com o cartão e não tenho dinheiro, então não posso levar. E simplesmente sigo em frente. Ainda gasto um pouco na internet porque sei o número de cor deles (¬¬'). Sorte que eles vencem esse ano e não desbloquearei os novos, por enquanto".

Penso que essa anotação das receitas e despesas sem obedecer a um orçamento definido é um ato quase que inconsciente de controle de gastos, embora não tenha servido para mim no começo dessas anotações.

Desde que me conheço por gente faço essas planilhas de receitas e despesas, mas somente após o ano sem compras elas serviram efetivamente para controlar gastos e evitar compra de itens desnecessários e supérfluos, antes eram apenas anotações talvez até sem sentido.

Cheguei a comprar um tênis em doze prestações, televisão em dez prestações, e por aí a coisa ia. Quando chegava no final do mês e ia somar todos esses "pequenos valores" o bicho pegava porque muitas vezes ficava acima do que eu recebia, já recorri a empréstimo consignado, cheque especial, etc.

Aliás cheque especial eu abusava com força. Quando entrava meu salário simplesmente cobria o "negativo" da conta e a partir do dia seguinte já começava a "negativar" novamente.

Quebrar os cartões como fez a Andrea é uma boa medida. Outra coisa que pode salvar o orçamento é simplesmente parar de comprar até equilibrar efetivamente as despesas/receitas e as receitas serem superiores ao que se gasta. Feito isso, adquirir o hábito de pagar-se primeiro, isso venho fazendo há algum tempo e é impressionante como você acostuma a viver sem esse valor da poupança. Faço de conta que nem recebo esse valor, como também faço de conta que não são meus os valores extras que entram (restituição de imposto de renda, terço das férias)... 

É uma questão de acostumar a manter uma conexão com sua vida financeira, isso faz com que os gastos sejam mais conscientes e muitos itens deixem de entrar em casa.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O post que não foi - a coisa não estava feia...

Esse post seria de como "meti o pé na jaca" e esculhambei meu orçamento... felizmente minha previsão estava incorreta...

Ainda não tinha conseguido fechar o mês de agosto e setembro, finalizar as planilhas. Motivo? Medo... viagem para o Paraguai com algumas compras, depois Porto Alegre para a formatura, depois São Paulo para o visto... daí emendou outubro com viagem para Porto Alegre novamente e depois Rio de Janeiro... então, bateu o pânico e eu nem queria saber o que gastei.

Conta aparentemente sob controle pois o saldo ainda era "azul", mas... pensei que teria que mexer na poupança e que não teria valores para repor a poupança e outros que deveriam ir para lá não poderiam, o que prejudicaria o plano de colocar todos os valores que não eram salário (ação da TAM, terço das férias, restituição do imposto de renda, etc) na poupança.

Dessa forma eu ia adiando a tarefa e sempre incomodada com isso. Aliás, achei que não fechava as planilhas desde junho de tão assustada e mantendo distância das anotações.

Ontem tomei coragem e enfrentei a situação. Agosto faltava apenas finalizar, setembro precisava de todos os lançamentos e outubro fiz as anotações até o dia 15 (data do último extrato). Qual não foi minha surpresa ao verificar que "devo" pouco para mim mesma dos valores que me dispus a economizar, as viagens estão todas pagas porque feito o pagamento à vista ou para o vencimento do cartão cuja fatura já chegou. 

Assim, mais uma vez gastei energia mental com o que não precisava. Se tivesse sentado já no final de agosto e fechado aquela planilha teria poupado muita preocupação.

Penso que o resultado decorre do trabalho desses últimos anos. Acostumei a não gastar e termina sempre por sobrar alguma coisa no final do mês e os valores inesperados vão integralmente para a poupança.

Está certo que terminei por gastar nesse período em alguns itens que não posso mencionar como estritamente necessários, mas é preciso também realizar um ou outro sonho de consumo.

Você já chegou a sentir medo e deixar de fazer as planilhas por essa razão?