Mostrando postagens com marcador Ano Sem Compras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ano Sem Compras. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Entrando no quarto ano...

Ontem entrei no quarto ano de consumo consciente, sendo que o primeiro ciclo - 01.07.2011 a 30.06.2012 - foi dedicado ao ano sem compras.

Tenho ensaiado iniciar um novo ano sem compras, afinal meus projetos finalizaram com pagamento de todos os investimentos, o carro da Izabel foi comprado, roupeiros destralhados, cozinha somente com o essencial, mas ainda faltam algumas coisas no apartamento, principalmente o móvel da sala de tv e a finalização da sala de jantar ou espaço de jantar já que é tudo integrado mesmo!

A pedido da Izabel segue a foto dela com o carro. Viu, Gabriela, como ela posa para as fotos? rs
 




E quero registrar por aqui que durante muito tempo fiquei com medo de não conseguir atingir os objetivos e ter que contar para vocês por aqui como eu fracassei, entretanto fico muito feliz de ter conseguido e foi uma surpresa muito grande ter vencido o período de 366 dias sem compras, isso! escolhi um ano bissexto.

No começo foi muito difícil, tive direito até às crises de abstinência no shopping como já contei, hoje em dia tenho é um certo pesar de não conseguir comprar nem o que é necessário. Certo que por vezes compro alguma besteira e certo também que essa compra é rara e normalmente tomada a decisão por alguma razão considerada importante.

Outra situação que me leva a pensar por vezes é a idéia que as pessoas fazem de mim. Falo sobre destralhe, arrumação, organização, limpeza, bons hábitos e nem sempre minha casa está essa maravilha. Para diminuir a culpa posto fotos da bagunça mesmo a fim de demonstrar que perfeição não existe.

Repito: casa é um ser vivo e por mais que você a limpe/arrume, ela sempre se desarruma até o final da manhã ou até o final do dia ou mesmo durante a noite. Parece aquele filme "Toy Story" sem os brinquedos falantes e bagunceiros, no lugar deles temos louças, cobertas e roupas que se movem pela casa como se vida tivessem.

Também não é fácil firmar algum hábito. Acostumei a lavar a louça e depois fui passando de estágio - parece vídeo game - para também secar e guardar, também para deixar a pia seca o dia inteiro. Pode parecer bobagem, mas são coisas que fazemos em busca de organização e também de melhores hábitos de higiene, garantindo a saúde daqueles que usam a tal cozinha - sem mofo, mais saúde. Quanto tempo demorou isso? Bem, estou em Londrina há um ano e meio e somente aqui passei a cuidar da casa sozinha, então foi exatamente isso: um ano e meio para chegar ao ponto em que estou.

Constantemente é preciso achar novas motivações, novas forças que por vezes não sabemos de onde vem.

É um trabalho diário correr atrás do tal minimalismo e cada qual tem sua medida. Muita coisa foi e muita coisa ainda está presa talvez por sentimentos e o caminho é longo, sendo percorrido com muita paciência comigo mesma e um dia chegou no meu ideal - ainda falta muito.

O blog - tenho procurado atualizar diariamente e no último mês estou mais devagar por diversas razões. A média das pessoas que visita o blog continua a mesma, mas não sei se as pessoas querem ouvir as mesmas coisas todos os dias e é isso que acontece porque é uma luta diária. Por vezes não tenho assunto nem para as mesmas coisas. Entretanto, disso tudo sou muita grata a todos que por aqui passam. Pessoas educadas comigo e com os demais leitores. Pessoas delicadas e que sempre se tratam com respeito mesmo com opiniões diferentes. Pessoas que me ajudam demais nesse caminho todo e que sem elas eu não estaria ainda nesse caminho nem mantendo esse espaço.

Meus filhos participam, acompanham e pedem alguns textos, adoram as fotos de organizações e destralhe, além de terem aprendido comigo nesse caminho todo e eu aprendo todos os dias com eles e suas observações.

Sei que não sou perfeita e já frustrei alguns leitores quando voltei a fumar, mas não é do meu feitio mentir ou dizer que tive sucesso quando a realidade não é essa. Então, honestidade é o que vocês encontrarão por aqui, tanto para notícias boas quanto para notícias nem tão boas assim.

Todos os dias eu procuro melhorar e fazer o meu melhor. Não, não é fácil! E esse espaço e todos vocês são meu maior incentivo.

Digo uma coisa e em outros dias digo outra. Metamorfose. Mudança. Eu me tornando outra pessoa ou diferente em determinado aspecto. Ninguém é igual todos os dias. Podemos tentar seguir uma linha reta e certamente não conseguimos porque a cada dia somos diferentes ou estamos diferentes ou estamos felizes demais ou estamos tristes demais e todos esses estados vão alterando a forma de realizar as coisas ou de pensar as coisas.

Sou muito grata por todos que passam por aqui, comentando ou não! Sou grata pela família que tenho e que me apoia muito! Sou muito grata à Marina que me colocou nesse caminho e me trouxe a idéia do primeiro ano sem compras! Sou muito grata à Adriana que quando viu o blog indo para o esquecimento me chacoalhou e ficou inticando até eu voltar! Sou muito grata à Zilda, Ana Margarida, Andrea, Gabriela, Maria Zinom, Cristina, Maria José e todas as outras leitoras que sempre me levam à reflexão com seus comentários!

Sou muito feliz por vocês estarem na minha vida! Obrigada!.


terça-feira, 24 de junho de 2014

Qual o limite do destralhe?

Impossível manter uma casa organizada se você tiver tralhas guardadas em todos os lugares e isso todo mundo já sabe, pois além de ser impossível guardar tudo que queremos ainda surge a dificuldade da limpeza e manutenção.

A questão é saber qual o limite do destralhe e aqui o número de itens varia de pessoa para pessoa, mas não devemos esquecer que o ideal seria ter somente aquilo que é usado efetivamente.

Já falamos por aqui do jovem que resolveu viver com quinze itens, incluídas roupas, escova de dentes e todas as coisas com as quais ele transita pela vida. Bem, no meu caso tenho muitíssimo mais do que isso e tenho apenas tido o cuidado de não trazer para minha casa o que não me apaixono seja uma roupa ou um enfeite, sempre respeitando o espaço, assim para determinadas coisas tenho que retirar uma antiga para achar lugar para eventual nova comprada.

Destralhei muito nos últimos três anos e muito ainda há para ser feito, entretanto é preciso respeitar o próprio tempo e as próprias limitações emocionais.

Quando fiz o destralhe dos CD's e DVD's, por exemplo, tinha inicialmente quatro caixas e atualmente duas guardadas na área de serviço. Confesso pesarosa que se as caixas sumissem misteriosamente, não fariam a menor falta e mesmo assim não consigo me desfazer das famigeradas no momento.

Dar a cada um o que é seu também é uma boa medida e foi isso que fiz com as fotos. Carregava eu dez álbuns de quatrocentas fotos, mais alguns álbuns para fotos maiores, mais caixas com fotos que não cabiam em álbum algum. Hoje tenho uma pequena prateleira no roupeiro com minhas fotos e o restante foi distribuído para que cada filho ficasse responsável por suas próprias fotos.

Potes? Potes, potes e mais potes plásticos. Embalagens. Vidros de geléia. Vidros de qualquer coisa. Recipientes diversos que vinham em alguns produtos. Tudo ocupando um espaço imenso e criando uma bagunça sem precedentes. Isso acabou! Substituí todos os potes que tinha por potes de vidro com tampas e quadrados que ocupam menos espaço na geladeira e no armário, obedecendo o número suficiente para atender minhas necessidades. Eliminei dezenas de tralhas. Não há razão para ter dezenas de potes de uso no dia a dia em torno de vinte ou menos.

Roupas? Procuro verificar o que me caí bem. Experimentei e não gostei, guardo para outro dia e novamente experimento, se realmente não vou usar a solução é retirar e doar/vender/trocar e se estiver em petição de miséria o destino é virar pano de chão ou ir para o lixo.

Livros? Esses passam por uma fase ainda difícil. Consigo retirar poucos por vez, mas sempre tirando um sempre que possível até que permaneçam somente aqueles realmente importantes.

Mantimentos? Uma embalagem de cada coisa ocupa menos espaço. Está terminando? Vai para a lista de compras e busco no mercado apenas quando preciso realmente. Dessa forma as embalagens não criam bichos, não preciso de muito espaço e fica muito mais fácil encontrar o que preciso. Isso também se aplica a itens de higiene e limpeza.

Antigamente tinha estoque de cremes, shampoos, condicionador, sabão em pó... ah! o sabão em pó... eu não podia ver uma promoção de sabão em pó que saía comprando e não me perguntem a razão. Consigo me livrar da fascinação! rs... agora só quando está acabando mesmo!

Como você organiza suas compras? Costuma manter estoque de alguma coisa? Precisa de muito espaço? Destralha constantemente?


sábado, 7 de junho de 2014

Mais do mesmo consumo...

Algumas pessoas perguntam porque fiz o "ano sem compras" e outras acham engraçado pagamentos à vista ou mesmo a poupança programada: valores que são poupados antes do pagamento das contas mensais. Ouço frases do tipo "tinha que ser você para comprar no boleto", "não consigo fazer isso", "quem sabe um dia", tudo acompanhado de um sorrido de acomodação e vontade de ficar na zona de conforto.

Talvez as pessoas se conformem ao consumismo desenfreado em razão de ser muito difícil sair ou agir fora do sistema adotado pela maioria das pessoas. Difícil porque fomos acostumados a consumir sem pensar. Difícil porque parecemos estranhos aos olhos do mundo. Difícil porque achamos que temos necessidade de coisas supérfluas. Difícil porque devemos acompanhar as inovações tecnológicas e caí nessa com a televisão, mas ainda bem que minhas escorregadas tem sido poucas. Difícil porque sai do lugar comum.

A lógica do mundo atual é consumir mais a cada vez mais. Já viram a propagando da lava-louça? Lavar loucas a mão é o mesmo que cortar grama com um carneiro ou coisa assim, vi de relance. A maioria das pessoas não gosta de lavar louça, não posso dizer que gosto, mas faço de bom grado somente para ver a pia limpa e a cozinha organizada. Não consigo imaginar ir colocando a louça na maquina após limpar com guardanapo e depois esperar encher para somente a partir daí lavar, somado a isso o fato de que é uma tarefa muito rápida, nao levo mais do que quinze minutos para deixar tudo do jeito que gosto. Está bem! A pessoa tem uma família de dez pessoas e aqui em casa são somente três pessoas: aí que entra o bom senso e no caso de uma família imensa talvez seja uma boa e consciente pedida.

Mas... eu preciso de uma lava-louça sob pena de ser considerada pré-histórica pela propaganda. Não, definitivamente não quero uma máquina dessas no meu momento atual.

Viver com menos. Consumir o essencial. Caminho árduo e que para ser seguido depende de muita perseverança e também de muita coragem.

Tantos equipamentos desnecessários, tanto espaço que se faz necessário para guardar tudo, tanta coisa para limpar, muito trabalho para ganhar todo esse dinheiro que vai ralo abaixo.

Semana passada em um grupo do facebook discutiam as donas de casa sobre a forma de guardar potes, sobre os duendes comedores de tampas e lá pelas tantas uma postou que queria saber como as pessoas que moram naqueles apartamentos minúsculos que da porta de entrada até a área de serviço tem um corredor que "chamam" de cozinha fazem para organizar as coisas. Ora, é muito simples... basta ter o essencial e o que é usado, ou será que preciso de uma casa imensa para deixar todas as tralhas guardadas?

Nesse caminho todo e importante encontrar os seus limites, suas reais necessidades e isso varia muito de uma pessoa para a outra.

Seguidamente vejo pessoas mudando para uma casa maior. Preciso de mais espaco. Preciso de mais conforto. Será que se dão conta de que terão mais despesas, mais lugar para juntar tralhas, mais espaço para limpar? 

Dia desses uma pessoa que está vendendo uma enorme casa em um Alphaville da vida mencionou sobre esse sonho da casa grande. O que sera que passa na cabeça das pessoas quando querem uma casa grande e realizam esse sonho? Nem mesmo sei o que passou na minha cabeça quando realizei esse sonho, foi algo repentino, embora não tenha me levado a financiamento e não tenha tido esse incômodo para resolver.

Um lugar menor está me trazendo maior clareza, mais tempo, menos despesas e está sendo uma forma de enxergar algumas coisas erradas que eu estava fazendo sem sequer perceber em termos de assumir algumas coisas que não eram minhas ou não deveriam mais ser minhas.

Precisei radicalizar com o "ano sem compras" para poder desautomatizar hábitos há muito arraigados, para poder enxergar o que realmente era importante, mas a maioria das pessoas não precisa chegar a tanto, basta começar a olhar a sua volta de uma forma diferente, retirando o que incomoda, retirando o que não é usado, deixando somente o essencial, coisas que também fiz durante o primeiro ano sem compras, somente esse passo de retirar as coisas ja traz bastante clareza e se torna uma constante, mesmo porque perfeição não existe.

Depois e preciso avançar para aquelas coisas que tem um apelo emocional forte e penso que é a parte mais difícil, embora não impossével, e a parte mais demorada, sendo que estava meio "estagnada"  nela e melhorei bastante nos últimos meses.

Tão fácil falar para os outros que determinado item não importa e deve ser descartado! Difícil é fazer isso quando a coisa nos pertence, dai os papéis invertem e as pessoas é que não nos entendem.

Assim, no início do caminho temos que traçar um plano mesmo que mentalmente e descobrirmos porque queremos uma vida uma mais simples e o que isso trará para nosso dia a dia.

Normalmente as pessoas que escolhem esse caminho pensam que ele é o melhor e tentam impor para as pessoas próximas o mesmo comportamento em atitude completamente incorreta. Ora, se eu decidi ser minimalista ou tem uma vida simples não quer dizer que minha família tenha obrigação de pensar da mesma forma, talvez aprendam e decidam por isso pelo exemplo, jamais pela imposição.

Seguindo esse caminho terminei por descobrir que alguns relacionamentos não valiam a pena, outros precisavam ser fortalecidos, alguns compromissos devem ser evitados e outros precisam que realmente um tempo deve ser reservado. Assim, tenho todo tipo de lixo a ser trabalhado e devagar as coisas vão ficando claras.

Ora, se a vida mais simples está sendo vivida menos dinheiro será necessário e mais tempo sobrará para ser dedicado ao que realmente se gosta e dá prazer.

Procure um caminho, tente, persevere e seja feliz!!!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Economizar para que?

Desde o ano sem compras as pessoas estranham a economia, a ausência de compras e algumas até perguntam: "vai fazer o que com o dinheiro".

Bem, confesso que não imaginei exatamente onde o "ano sem compras" iria dar, comecei por pura curiosidade e por ser um desafio, queria saber qual era a sensação de nadar contra a corrente.

Antes mesmo de terminar o primeiro ano sem compras, em 30.06.2012, comecei a sentir resultados financeiros especificamente, apesar das minhas crises de abstinência de consumo e dos meus dilemas internos.

Esses resultados foram se tornando mais efetivos e maiores com o decorrer do tempo, pois mesmo depois do término do desafio - e nesse período radicalizei mesmo - continuei praticamente um consumo consciente na medida do possível.

Será que escorreguei algumas vezes? É claro! Afinal crescemos sem respeitar compras necessárias, atacadas incansavelmente pelo marketing e achando que tínhamos uma porção de necessidades imaginárias, mas nenhuma dessas escorregadelas causou prejuízos maiores ou prejudicou o caminho que resolvi seguir espero que pelo resto da minha vida.

Então, para que serve mesmo economizar?

1) realizar sonhos

2) investir

3) atender imprevistos

4) ter saúde física e mental

5) atender as necessidades próprias e da família sem parcelar aquisições

6) viajar

7) passear 

8) adquirir cultura

9) ter qualidade de vida

Quem acompanha o blog viu o dilema da chaleira (rs). Só que na realidade eu não queria a chaleira Le Creuset. Eu queria uma panela Le Creuset. Como eu achava que não teria jamais condições de comprar uma panela, nesse caso pelo valor que eu recusaria a pagar (média de R$ 800,00 a R$ 1.200,00) tanto no Brasil como fora dele, resolvi desviar para a chaleira que tinha um preço mais razoável (em torno de R$ 300,00) e eu nem queria a chaleira.

Pois bem. Final de semana fomos para Salto Del Guaira, no Paraguai, sem intenção de uso do cartão de crédito e com dinheiro em espécie para as compras. Quando vejo em uma prateleira as panelas do tamanho que eu queria (somente cozinho para três pessoas e raramente para mais), da marca que eu queria e por um preço extremamente convidativo (R$ 200,00). Deviam estar encalhadas pela cor - cinza. E quando falei em levar a vendedora ofereceu até desconto. Sonho realizado por um valor razoável, panela com a cor da minha cozinha, do tamanho ideal e com valor que estava disponível para compras. Enfim, tudo conspirando!










Vocês também já sabem que minha filha foi agredida e assaltada e ficou sem o celular. Precisava comprar outro. Encontrei no mesmo local por praticamente a metade do valor que pagaria no Brasil. Também estava na programação pelos valores levados. Mais uma oportunidade que eu não poderia perder.

Eu também queria continuar meu quarto e precisava de papel de parede. Aqui eu estava pagando R$ 200,00 o rolo de papel de 0,5 metro por 10 metros, lá paguei esse valor por um rolo de 1,00 metro por 16 metros, ou seja, praticamente três rolos pelo valor de um. Compra programada para ser feita lá e que deu certo.

Viajamos esse mês, os investimentos que fiz sem financiamento vocês já conhecem e outros sonhos estão para ser realizados até o final do ano.

Tudo que aconteceu mês passado e está acontecendo esse mês não está fazendo qualquer rombo financeiro, muito pelo contrário e foram compras que me deixaram bastante satisfeita, algumas vinham sendo adiadas há anos, como era o caso das panelas.

Agora quando as pessoas me perguntam porque economizar e qual a razão de não gastar, eu poderia dar todas as respostas acima, mas de nada adiantaria considerando que é uma opção muito pessoal e até sair do modo como estamos acostumados a viver certamente sofremos muito, como eu também sofri.

Por isso repense o que está fazendo da sua vida. É muito melhor não ter dívidas, não perder o sono, não estressar com prestações, não ficar nervosa com conta negativa... sem estresse, sem preocupações financeiras certamente vivemos de forma mais saudável e com mais paciência para conviver com as pessoas com muito mais serenidade .

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Regina...

Estava indo deitar e li seu comentário, não pude deixar passar a emoção que senti.

Regina significa rainha, seja senhora do seu próprio destino!!!

Nós podemos controlar o consumo, é fácil e providencial.

Nós podemos ser felizes sem essa preocupação financeira, afinal já temos tantos problemas na vida que dependem da nossa energia e essa energia deve ser poupada com aquilo que realmente importa: nosso bem estar!

Precisamos de qualidade de vida. Precisamos nos dedicar ao nosso crescimento pessoal. Precisamos nos dedicar a viver com o essencial e deixar espaço para o novo. Precisamos de mais vida e menos coisas.

Então, comece nesse exato momento! Faça da mesma forma como aqueles que param de beber: SÓ POR HOJE NÃO COMPRAREI! Deixe de comprar agora, comece a ressignificar sua vida e seu relacionamento com o consumo.

Somente para ter idéia de como é fácil controlar o consumo, já estou há 501 dias sem comprar desnecessários e supérfluos. Os primeiros trinta dias foram os mais difíceis e com seis meses ainda tinha vontades e cometi alguns equívocos. Hoje, porém, não consigo, simplesmente não consigo trazer tranqueiras para casa, comprar coisas que não sejam absolutamente necessárias.

É tão mais fácil controlar o consumo! Basta tentar!

Agora, tenho uma confissão para fazer e não estaria sendo honesta se omitisse essa informação por aqui: voltei novamente a fumar em algumas oportunidades, a ansiedade foi muito mais do que eu pude suportar, essa incerteza sobre o que acontecerá amanhã, sobre a forma como meus filhos vão encarar eventual mudança, sobre a forma como vou me adaptar se a mudança der certo.

Peço desculpas a todos que acreditaram que dessa vez eu pararia de fumar! Somente informo que ainda não desisti e que esse será mais um vício vencido em breve.

E em relação ao consumo, foco principal desses últimos tempos, fico orgulhosa de mim mesma. Também tenho orgulho da forma como estou conseguindo me desapegar das coisas e se consigo tudo isso com certeza conseguirei me empenhar novamente em largar o cigarro.

Continuarei trazendo informações sobre essa batalha contra minha doença: tabagismo!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Academia, esteira, ioga e outros assuntos...

Recebi muitos comentários no post "Qual a possibilidade de virar cabide ou já virou cabide?", então resolvi responder por aqui.

Parece que sou muito disciplinada, mas as aparências enganam. Tenho muita dificuldade em levar qualquer coisa adiante. Dessa forma,  a atualização diária do blog, o consumo consciente, o "ano sem compras", dentre outros, foram situações que me surpreenderam pela continuidade e persistência.

Analisando tudo que foi dito, vou voltar para a academia na quarta e falarei claramente sobre meu objetivo - caminhar na esteira. Bloquearei qualquer tentativa do professor em dizer alguma coisa, aliás ele teve a capacidade de mentir para o dono da academia e para minha filha que não me mandou embora e não posso responder pelos atos de pessoas que usam mentiras para se defender, somente posso responder por mim.

Quero caminhar, acompanhar meus filhos na academia, deixar de achar desculpas para não fazer exercícios regularmente. Salientando que embora não suporte aquela música alta da academia estou disposta a passar por essa experiência.

Por outro lado, não abandonei a idéia da compra da esteira.

Gostei da idéia de treinar minha determinação e também daquela de fazer outras atividades enquanto caminho na esteira, pois fico em casa atirada em algum canto e assistir um filme ou ouvir uma música mais calma enquanto caminho certamente trará bons resultados, mesmo que o uso seja por vezes menos intenso. 

Tem dias que não saio caminhar porque está frio demais, quente demais, chuvoso demais, apenas chuviscando e nesses dias seria ótimo não parar o exercício. Existem outros dias em que as crianças também não vão para a academia por um motivo ou outro, então seria mais uma possibilidade de me exercitar.

Conversei com meu filho sobre a compra e ele também pensa ser inevitável virar cabide, mas complementou dizendo que todo mundo precisa ter uma para passar pela experiência.

Mesmo assim, envidarei esforços para que não vire cabide e comprarei usada para que o prejuízo seja menor, para que algum desiludido possa passar  sua esteira para outra pessoa, para diminuir o impacto ambiental e para praticar o consumo colaborativo.

Sobre o consumo colaborativo já criei há algum tempo, desde que a Lud fez o bazar, um grupo no Facebook onde as pessoas da cidade podem vender seus itens usados que não mais utilizam e realmente tem um efeito ótimo. 

Muitas das minhas coisas já estão circulando por preço inferior àqueles praticados nas lojas, possibilitando às pessoas a aquisição de bens em ótimo estado e de ótima qualidade por um preço bastante acessível, além de impedir que vão parar no lixo e também trazendo algum retorno para mim que já recebi diversos valores de volta e que haviam sido gastos em coisas que não usava mais.

Voltei a pensar na idéia de voltar a fazer ioga,  somente preciso analisar meus horários, pois com nova filha em casa, um filho pequeno e um filho mais velho que caiu de bicicleta ontem e teria morrido se não estivesse de capacete, somado ao trabalho e mudança para a segunda Vara do Trabalho que será instalada em dezembro, com necessidade de treinamento em Curitiba, está tudo bastante confuso e trabalhoso. Seriam essas mais algumas desculpas para protelar a volta?

Quanto à hidro, acho muito trabalhoso aquela coisa de trocar de roupa, tomar banho, apanhar frio no inverno, o que me faz desistir.

Decididos os rumos próximos, vamos programando os mais distantes.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Compras do mês...

Já falei por aqui que esse não é um blog de ausência de consumo e sim de consumo consciente, dessa forma compras necessárias são totalmente permitidas.

Não sei se falei em algum post ou comentário que praticamente todos meus vestidos de verão foram embora, seguiram seu caminho. Vestidos de malha que após mais de cinco anos deixaram de ter o caimento ideal ou não mais serviam para o corpo que tenho hoje.

Precisava de um ou mais vestidos leves, para assistir televisão, ficar em casa, ir ao mercado e não passar calor. Andei em todas as lojas que uma pessoa possa imaginar e sempre acompanhando minha filha que precisava de alguma coisa, aproveitando para ver se achava o vestido ou os vestidos que pudessem substituir àqueles que foram passear.

Somente no dia que saí sozinha e fui em uma loja que há anos não frequentava é que achei UM vestido exatamente com as características propostas. Ele não era muito barato, talvez um pouco salgado se comparado com àqueles que eu comprava antigamente para essa finalidade, mas ficou lindo e sempre tenho no armário um vestido preto e branco com estampas geométricas.

Então, o objetivo foi alcançado e exigiu tanto esforço que dá preguiça de procurar os outros vestidos, pelo menos mais dois. Logo, se eles me encontrarem tudo bem, caso contrário deixarei de ir atrás.

No mesmo dia procurei a calça preta. Durante todo esse tempo sem comprar aquela que eu tinha foi para a costureira algumas vezes trocar o zíper, estava feia e "engordei" deixando o caimento sofrível. Mais uma necessidade. Chegando na loja constatei que nenhuma preta servia e comecei a pensar nos garçons que sempre usam calças pretas. Encontrei uma chumbo maravilhosa, justa e que combinava com muitas peças. 

Saí do preto, aliás estou cada vez mais evitando roupas totalmente pretas. Afinal, se durante o Projeto 333, o qual cumpri apenas 45 dias e não 90 dias, eu queria um arco íris, certamente devo partir para outras cores.

E o liquidificador! Lembram que comprei um de R$ 50,00? Pois é, durou pouquíssimo tempo. É essencial. Então, dessa vez parti à procura de informações. Tenho um amigo que sempre indica os melhores produtos. Então, ele indicou um de R$ 1.500,00 e outro de R$ 90,00. Comprei o último e vamos ver quanto tempo dura!

Assim vou caminhando, pensando, analisando e deixando de praticar aquele consumo desenfreado. Somente saio em busca do que preciso e faz falta!!! Espero que continue assim!!!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Propósito: ficar sem comprar!

Hoje encontrei essa frase na origem de tráfego do blog "propósito ficar sem comprar". O primeiro pensamento que tive foi de que a pessoa estava em apuros financeiros, considerando que normalmente as pessoas fixam esse propósito quando já estão atoladas até o pescoço em dívidas, embora não tenha sido meu caso, pois há muito controlava os "gastos".

Certo, olhem bem, controlava as dívidas e não controlava o consumo, ou seja, desde que os valores recebidos cobrissem as dívidas não importava muito o que era adquirido e poderia ser até uma composteira ou uma panela elétrica de arroz ou uma roupa nova desnecessária ou mais um vidro de perfume ou... poderíamos chegar ao infinito.

Quando comecei o "ano sem compras" as pessoas sempre perguntavam se eu havia feito uma "intenção", no sentido de "promessa", tipo aquelas "Deus, se acontecer isso, prometo que faço aquilo" e não era nada disso, na realidade tudo se resume à busca de algo diferente e mais significativo.

"Intenções" e "propósitos" são frágeis. Quantas vezes prometi que se meu filho ficasse curado eu pararia de fumar e isso não se mantinha, é claro, pois não havia um comprometimento maior comigo mesma.

Para que o consumo desenfreado cesse é preciso primeiro que você se ame, encontre o valor em si própria, dê importância ao trabalho que você desenvolve, considerando que ele é a origem dos valores que você ganha e não tem sentido ficar desperdiçando seu trabalho/dinheiro em coisas desnecessárias e supérfluas.

Aliás, quando isso acontece você também desperdiça seu tempo de lazer, sua oportunidade de ficar com família e amigos, a chance de ter uma vida sem estresse. Claro que dívidas trazem estresse e infelicidade que não compensam a alegria momentânea de uma aquisição. Claro que mais e mais itens somente levam à perda de energia preciosa, pois precisamos organizar, manter, limpar e até tomar a decisão de dispensar o que não mais nos serve. Dispensando coisas e destralhando estamos sim jogando dinheiro fora.

Pense bem, aquela blusa que custou apenas R$ 50,00 e você não suporta mais ver, vai embora por R$ 10,00 se conseguir vender ou vai para doação e é como se você tivesse simplesmente rasgado o valor da compra. Serviu para outra pessoa? Que bom! A pergunta que faço é: você precisaria realmente ter comprado?

Existem muitas maneiras de ajudar o próximo além da doação de itens que para você já se tornaram desnecessários e supérfluos! Aliás, a caridade do tempo é a melhor, ter tempo para visitar um lar de crianças e idosos, dar carinho, receber carinho, dar atenção, receber atenção, sorrir, brincar, ser útil com o seu tempo.

Lembrei de uma pessoa que sempre pedia dinheiro "emprestado". Eu sabia que não seria empréstimo e foram anos de terapia até conseguir resistir ao apelo. 

Pois bem, certa manhã recebi um telefonema desesperado solicitando valores, caso contrário... (omissão quanto às consequências por ser muito pessoal). Preocupada fui até o banco e, mesmo sem dispor de numerário, utilizei o cheque especial para salvar aquela alma.  À tarde recebo um telefonema animado da mesma pessoa comunicando que havia comprado um computador em vinte e quatro vezes sem juros. Concluam o que quiserem, mas a terapia somada à esse fato levou à recusa total de ajuda financeira para sempre.

Quando ajudamos financeiramente uma pessoa compulsiva por compras estamos apenas alimentando a doença e não ajudando. Então, cuidado!!! Você pode ter boa intenção, mas a pessoa não está preparada para ser ajudada e a ajuda deve ser de outra forma que não o estímulo a mais consumo.

Uma pessoa dessas deveria e foi aconselhada a ficar sem comprar, entretanto há casos extremos que somente tratamento pode resolver e nós, leigos, quase nada podemos fazer. A única ajuda é não atender aos apelos e tentar ensinar pelo exemplo, o resto é atribuição do pessoal da área da saúde!

Se você estava procurando "propósito ficar sem comprar" certamente já está mais evoluída e consciente de seu problema, então NÃO ADIE e comece hoje. Não compre, faça uma planilha com receitas e despesas, tente um empréstimo a juros menores para quitação das dívidas e, principalmente, não compre e não gaste com nada que seja desnecessário e supérfluo.

Acaso queira conversar, mande um e-mail (visagem26@hotmail.com) e podemos trocar experiências, podemos nos fortalecer mutuamente, podemos seguir um mesmo caminho pelo consumo consciente e pela sanidade financeira, levando a uma melhor qualidade de vida.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Vida minimalista

Você já pensou no que é um estilo de vida minimalista? 

É simplificar ao máximo, reduzir ao essencial tudo que faz parte da sua existência, efetivamente deixar na sua vida somente o essencial.

Dívidas ruins representam dor de cabeça, pois além do dinheiro "rasgado" você terminou por trazer para sua casa mais e mais coisas que dependem de manutenção, organização, além de causarem distração desnecessária no seu cotidiano. 

Pessoas à sua volta cujo relacionamento não seja satisfatório, quando todas as providências já foram tomadas para mudar, toda sua tolerância já foi usada e não adiantou, representam desconforto, irritação, frustração e infelicidade.

E-mails em excesso, listas de discussões profissionais ou não, redes sociais, representam tempo desperdiçado e que poderia ter sido utilizado em atividades que pudessem trazer efetivo prazer e evolução pessoal.

Armários e gavetas cheias de coisas que não são utilizadas devem ser "destralhadas", o feng shui já fala que tudo que não estiver em movimento representa energia parada e pode estagnar sua vida em todos os setores. Ainda, o que não serve  mais para você pode ser muito útil para outra pessoa, pode ser doado, vendido, reciclado, emprestado, a fim de que seu trabalho diário em casa seja minimizado e seu ambiente não fique poluído visualmente.

Casa bagunçada, com coisas atiradas, faz com que a depressão se instale, a insatisfação se mostre, a irritação apareça e, finalmente, a total falta de reação se instale. Matenha ambientes limpos e sua energia pode ser direcionada para o que realmente importa - bons relacionamentos, qualidade de vida, evolução espiritual, afinal, o que se leva dessa vida são as coisas imateriais, todas aquelas materiais ficam por aqui mesmo!

Trabalho realizado sem qualquer metodologia somente vai cansar e não será produtivo. Reduza ao máximo as distrações, programe ao máximo o que deve ser feito e faça logo, ficando com a mente liberada para outras atividades.

O "ano sem compras" terminou por me levar à uma consciência maior sobre todas as atitudes. 

Economizar não representa ser sovina. Economizar e deixar de consumir desnecessários e supérfluos leva à uma maior preocupação ecológica, inclusive com a forma de descarte dos produtos que uso. 

As relações familiares e também as amizades ficaram mais fortalecidas, pois o tempo que era gasto com pesquisas de preços e compras agora é destinado para ficar com quem amo e até fazendo coisas gostosas na cozinha para uma bela refeição em família ou com amigos.

A eliminação de tralhas, embora seja um processo constante, começa a diminuir, considerando que novas tralhas param de entrar e o tempo utilizado em organização diminui muito. 

Pensando mais sobre a vida, a alimentação começa a se equilibrar e se torna importante, diminui a ansiedade com reflexos em hábitos nocivos que tinha, por exemplo, parar de roer as unhas ou fumar.

E, com mais tempo e uma maior reflexão, você percebe quanta tralha mental existia e vai buscando, mesmo que devagar, livrar-se dela também, mantendo somente o que nos leva aos objetivos traçados e a uma vida melhor, deixando de adiar atitudes, passando a executar as tarefas com maior precisão e rapidez com o objetivo de poder se dedicar também ao que foi estabelecido como essencial.

Para mim está parecendo um caminho sem volta. 

Jamais quero voltar à loucura de uma vida não minimalisma. Depois dos constantes destralhes, da simplificação, com manutenção apenas de objetos essenciais, comunicados virtuais importantes, além de eliminar relacionamentos prejudiciais e tudo mais que pudesse trazer "poluição" mental totalmente desnecessária na vida, somente encontrei situações mais benéficas e passei a viver de forma mais significativa.

Claro que não estou no estágio ideal, se é que ele existe, pois é um processo para uma vida inteira, no qual devemos nos empenhar diariamente.

Então, minimalizar significa ter menos coisas e também realizar menos atividades, preferencialmente realizando aquelas que dão prazer e, acaso não seja possível fazer somente essas últimas, realizando as obrigações de forma mais rápida e eficiente, deixando tempo para realizar aquelas feitas por puro prazer, diversão ou crescimento pessoal.

Precisamos parar de pensar em consumir, não precisamos de tantas coisas para encontrar a felicidade e compras não resolvem qualquer problema, pelo contrário, criam problemas financeiros a curto, médio ou longo prazo. 

Outra coisa, não precisamos estar ocupados o tempo todo, não precisamos estar "on line" vinte e quatro horas por dia, precisamos sim é de tempo para nos desenvolvermos como pessoas conscientes, felizes e completas.

Lembre sempre: o que é essencial varia de pessoa para pessoa. Encontre o seu essencial, o seu limite para o minimalismo, porque de nada adianta seguir receitas ou pessoas, é um aspecto bastante subjetivo a ser descoberto a cada dia. Assim, seu essencial hoje, amanhã poderá parecer desperdício.

Vá devagar e sempre, pois cada dia reserva uma nova descoberta nesse caminho do minimalismo! 

domingo, 23 de setembro de 2012

Economizar!!! Inclusive espaço virtual...

Há mais de dois meses descadastrei os e-mails de propagandas e agora também estou com todos os marcadores do blog organizados e minimalizados... O que acharam dos novos marcadores?

Falta retirar mais algumas coisas da barra direita desse espaço, deixando somente os blogs que atualizam com mais frequência e alguns outros poluidores do visual devem ir embora, mas é trabalho para outro dia, bem como faltam imagens em muitos posts e nesse caso está difícil porque gosto de utilizar imagens que criei e não tenho relacionadas a todos os posts.

Mais ainda, impossível entrar no "ano sem compras" e não economizar! Como disse para a Marisa, pode ser que não verifique este fenômeno nos primeiros tempos, mas com o desenrolar do projeto é uma consequência natural!

Você deve estar pensando que isto é o óbvio, mas eu duvidei!

Passei a pensar que fazer compras é como cavar um buraco, vamos tirando terra, ou seja, tirando dinheiro da conta e o "buraco" financeiro vai ficando imenso, podendo virar um poço ou bater em uma pedra, neste último caso quando chegamos no limite de não ter mais de onde tirar o dinheiro.

Ora, se começamos a quitar as dívidas, a começar por aquelas de juros mais altos - cartão de crédito parcelado, por exemplo -, vamos recolocando terra (dinheiro) dentro deste buraco, aos poucos. E, na medida em que não temos dívidas e os juros param de sair na forma de porções e mais porções de terra, certo que já é o primeiro passo para não fazer água no poço nem chegar na pedra.

Continuando no intento, à medida que paramos de tirar terra, esta vai se acumulando por não estarmos comprando supérfluos, primeiro na forma de poeira (moedas) e depois na forma de muita terra (dinheiro em valores significativos) - economias.

O dinheiro que não gastamos vai se acumulando e quando percebemos o buraco está fechado e até formando pequena montanha, visível até para os desavisados.

Processo lento e que depende de muito estudo, organização, controle tanto financeiro como emocional, mas posso garantir que em determinado ponto a gratificação de olhar para cima, enxergando montanhas, é imensa, mesmo porque paramos de olhar para o escuro do "fundo do poço" e tudo fica mais colorido.

Neste ponto, já é possível realizar antigos sonhos que pareciam impossíveis!.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Projetos paralelos...

Realmente preciso de muitos projetos paralelos para abstrair o fato de estar sem comprar há mais de ano, mais especificamente há 379 dias.

Pudera, minha vida toda fui condicionada a pensar que itens novos resolvem qualquer problema, curam qualquer frustração e trazem felicidade.

Hoje sei que não é verdade, pois compras e mais compras somente trazem um alívio muito rápido na hora em que feitas e uma ansiedade muito grande para poder quitar os valores, além de uma frustração ainda maior ao lembrar o tanto que trabalhei para ganhar aquele dinheiro que "joguei fora" em compras inúteis.

Sempre procuro a origem das coisas e hoje estava lembrando de um Natal onde ganhei a boneca Mãezinha, minha irmã do meio a Tippy (com bicicleta e cavalinho) - não sei se é assim que escreve, minha mãe uma "escrava" (pulseira de ouro) muito larga e que depois foi perdida em um baile de carnaval e minha irmã menor não lembro o que ganhou.

Bem, esse Natal foi uma grande farsa, com grandes presentes para compensar um grave problema que houve na família. O ano era 1973 ou 1975, a memória continua não me favorecendo quanto às datas, mas o fato ocorrido que gerou o Natal diferente tem reflexos dramáticos até hoje.

Qual a razão desse comentário tão particular? Penso que identifiquei as razões de pensar que compras e presentes resolviam todos os problemas do mundo e isso ajuda a constatar que nenhuma compra de itens desnecessários e supérfluos pode ajudar, pelo contrário, somente pode piorar nosso estado de ânimo quando chega a fatura.

Enquanto vou elaborando meus "supostos traumas", vou arrumando a casa, destralhando, ajeitando tudo, cuidando dos meus filhos, cozinhando, pesquisando sobre minimalismo, mas tudo isso ainda é pouco, preciso de coisas diferentes ou das mesmas coisas que me consolaram sempre: livros!!!

Quero ver se consigo voltar a ler!!! E esse final de semana será o termômetro da minha capacidade de ainda me deliciar com livros.

terça-feira, 3 de julho de 2012

RELATÓRIO FINAL DO PRIMEIRO "ANO SEM COMPRAS"

O primeiro "ano sem compras" terminou no sábado, dia 30.06.2012. Eu estava viajando e por isso foi impossível comemorar com um post nesse dia.

Devo comemorar, com certeza!!! Nem eu acreditei que chegaria tão bem ao final.

Foi perfeito? Não, não foi.

Tive alguns "supostos" deslizes? Com certeza.

Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena, segundo Fernando Pessoa. E valeu cada minuto, cada surto, cada dúvida, cada comentário que recebi, cada empurrão para continuar, cada crítica mesmo que não construtiva, cada crise de abstinência, cada dúvida sobre o real objetivo, cada texto que escrevi, cada experiência que dividi, cada pessoa que de certa forma ajudei.

Durante o "ano sem compras" descobri o minimalismo, que alguns dizem ser uma "onda", talvez no sentido de ser passageiro. Minha irmã diz que é "moda", quem sabe na esperança de que fique ultrapassado, considerando que gosta de guardar algumas coisinhas.

Vou contar algumas coisas que aconteceram!

ITENS QUE DEIXEI DE COMPRAR E ITENS QUE RETIREI

Eu tinha 60 pares de sapatos quando comecei o projeto, hoje tenho aproximadamente 30 pares e espero diminuir ainda mais.

Antes eram dez vidros de perfume abertos, atualmente apenas dois e está mais fácil deixar de lado ou colocar para doação aquele que não gosto.

Minha maquiagem está reduzida ao essencial, somente tendo na caixinha o que é usado diariamente e algumas poucas coisas que uso para uma maquiagem mais "produzida", o mesmo tendo acontecido com os demais itens de cuidados com a pele, beleza e higiene.

Usava sabonete em barra no banho, passei a usar esponja e sabonete líquido, acabando com a necessidade de comprar sabonetes em barra de todos os tipos e formatos. Agora somente compro sabonete líquido quando ele está acabando e coloco no mesmo frasco do anterior para não cair em tentação e começar a gostar de "formatos diferentes de frascos".

Tinha mania de comprar isqueiros. Era um evento limpar a bolsa, havia até platéia para ver quantos isqueiros eu tirava dela. Nesse ano utilizei todos os isqueiros, nunca mais comprei e, quando o último deu o suspiro final, meu filho mais velho lembrou que eu tinha "zippos" guardados, inclusive um rosa choque ele me deu de presente. Como ele tem pedras e fluído, com certeza não comprarei mais isqueiros e usarei os que tenho, deviamente recarregados por ele, até o dia em que parar de fumar.

Cancelei assinatura de jornal, bloqueei ligação de telemarketing, parei de comprar livros e revistas.

Não contei, e deveria ter contado, quantas peças de roupa eu tinha. A única certeza que tenho é que mais da metade já foi embora e outras estão prestes a sair. Todo dia constato alguma coisa que não uso e com o "Projeto 333", iniciado em 01.07.2012, serei levada a simplificar ainda mais meu guarda roupa.

Deixei de ter estoque de produtos e somente passei a comprar quando eles terminam.

A abstinência de compras de supérfluos teve reflexos em outras despesas, inclusive naquelas não incluídas no projeto, olhem os percentuais gastos a menos comparando o período de julho/2010 a junho/2011 e julho/2011 a junho/2012:

despesas bancárias - 54,2%
água - 41%
luz - 15,5%
telefone - 43%
empregadas/INSS - 20,5%
gastos pessoais - 70%
filho 1 - 70%
filho 3 - 4%
livros/jornais/revistas - 89%
presentes - 42%
manutenção da casa - 81%
viagens - 18%

Outras aumentaram e aqui os percentuais a mais:
seguros/IPVA/IPTU + 88%
mercado + 50,5%
sky/locadora + 12%
filha 2 + 2%
saúde + 56%
lanches/almoços/cinema + 57%
cachorros + 2,15%
gasolina/manutenção carro + 13%

Os percentuais a mais e a menos não foram programados e ocorreram naturalmente, demonstrando a troca de compras por comida, por exemplo, coisa que preciso ficar muito atenta e já está melhorando considerando que estou cozinhando mais em casa.

As despesas com seguros/IPVA/gasolina aumentaram em decorrência da troca do veículo em dezembro de 2011 e tal troca se mostrou desnecessária, mas não vou ficar falando porque o que está feito, está feito! Serviu de lição e será corrigida com mais um "ano sem compras"!

Muito aprendi e muito tenho a aprender em relação ao consumo consciente!

Realmente fiz algumas compras no ano sabático e a maioria delas se mostrou essencial: aparelho de ar condicionado, liquidificar, batedeira e câmera fotográfica.

Outras podem ser consideradas totalmente equivocadas:

- no comecinho do projeto comprei um mini aparelho de fondue, isso tudo para adquirir o chocolate e o aparelho vinha junto. Detalhe importante é que poderia ter comprado somente o chocolate, havia essa opção.

- surtei, também em dezembro, quando fui arrumar as roupas de cama e banho, o resultado foi comprar dois jogos de lençol de solteiro e dois de casal, tendo o tempo mostrado que não era imprescindível. Sim, não sou perfeita! O importante é que não desisti do projeto!

- depois vieram as sacolas retornáveis que custavam apenas R$ 2,50 cada uma, isso se você comprasse não sei quantas trufas. Bem, chocolate é necessário e essencial para meus filhos, não obstante comam moderadamente, mas convenhamos! eu comprei as duas sacolas.

- e, finalmente, uma falta de atenção. Fui para um resort e achei que tinha esquecido minhas havaianas, comprei outro par por R$ 19,00. Quando cheguei em casa achei a que eu tinha levado em um saquinho sem visor. Lição para levar em viagens somente saquinhos com visor, os demais já foram descartados.

O que comprei, exceto o carro logicamente, importou em menos de 15% do que eu gastaria somente comigo e em itens pessoais no período de um ano, sem contar tudo de novo que eu comprava para a casa cujo valor era quase três vezes superior ao que gastava comigo. Observe que os gastos foram praticamente com itens de uso comum.

Gastos com imprevistos deixam a pessoa meio tonta! E desses não escapei! O importante é ter alguma reserva, caso contrário é possível que tivesse sentido que fracassei na administração de meu dinheiro.

Fechados os dois períodos anuais - 01.07.2010 a 30.06.2011 e 01.07.2011 a 30.06.2012 - em termos de valores, deixei de gastar 2,66 salários (comparado somente ao valor mensal que recebo, sem considerar férias e décimo terceiro) e acho pouco em termos de economia.

Por outro lado, fico pensando que se tivesse gasto esses valores ou continuasse com as despesas no mesmo patamar estaria no vermelho ou fazendo empréstimos, pois a prioridade é com os investimentos que são os primeiros que pago quando recebo o salário. Esses investimentos poderiam ter sido quitados, isso se eu não tivesse "pisado na bola" quando resolvi trocar de carro.

Só posso dizer que constatei ter muito ainda a fazer. É necessário buscar a melhora em muitos aspectos e, principalmente, ficar atenta às reais necessidades, bem como às formas mais econômicas para fazer as coisas. 

Acredito que o segundo "ano sem compras" será bem mais produtivo em todos os aspectos, pois as lições sobre o minimalismo ainda estão no início e devo continuar colocando em prática tudo que aprendi durante o primeiro "ano sem compras" no que se refere ao consumo consciente!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cinco dias...

Faltariam apenas cinco dias para terminar o "ano sem compras" e eu deveria estar fazendo planos mirabolantes a essas alturas do campeonato.

Lembram que até comecei uma lista? Dias atrás olhei o sapato que queria comprar e fiquei pensando com o que usaria, concluindo que não combina com quase nenhuma peça que tenho. Quanto à calça preta, acredito que as que tenho aguentem mais um ano e acaso não suportem, procurarei uma e falarei por aqui.

Dessa forma, não tenho nenhum plano de compras, até porque embarcarei em mais um "ano sem compras" agregando aos trës primeiros meses desse novo ano o "Project 333".

Jamais imaginei no início que suportaria tanto e uma amiga até comentou que não acreditava que eu chegaria ao final do desafio.

Tantas coisas aconteceram, tantas coisas mudaram, cheguei a tantas conclusões sobre meus padrões em relação à muitas coisas e não somente em relação ao consumo, que vale a pena permanecer mais um tempo em abstinência agora não mais me impondo e sim já acostumada, com objetivos pessoais ainda maiores.

Nesse caminho encontrei o minimalismo, fiz muitas amizades, consegui desapegar de tantos itens em relação aos quais me parecia impossível viver sem, reduzi o consumo dos necessários e essenciais às compras quando realmente não existe outra possibilidade, descobri o prazer de voltar a cozinhar e deixei de sair para lanchar/almoçar/jantar em restaurantes com tanta frequência. 

E, acreditem, mudei o padrão de consumo de pelo menos duas pessoas muito importantes para mim, não havendo uma mudança imposta e sim uma alteração de comportamento por ver meu exemplo, discutindo e argumentando comigo o porque de não ter comprado determinado item.

Assim, sem partir para exageros e sem privações extremas, priorizando somente o que é realmente indispensável, vamos vivendo na minha casa cada vez mais felizes e equilibrados.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Project 333 - Divagações sobre o minimalismo

Poucos dias para iniciar um período com poucas roupas, sapatos e acessórios! Ainda despreparada para ser minimalista, mas no caminho de uma vida mais simples.

De qualquer forma, tudo isso me parece estranho e pouco confortável se analisado sob o enfoque da minha pouca experiência no assunto.

Meus paradigmas são de consumo, estou ainda condicionada a ter muitas coisas, apegada a muitas lembranças físicas do passado e que não tenho condições de abrir mão por enquanto.

Desde o início do "ano sem compras" vejo as pessoas me olhando de forma esquisita e muitas fazendo piadinhas sobre minha decisão. Não, isso não me afeta e também não me afasta dos objetivos que tracei, entretanto, o risco é concluir que essas pessoas tem razão e que o mundo do consumo é mais atrativo do que o mundo do não consumo.

Penso que dificilmente isso ocorrerá, ou seja, jamais voltarei a ter o mesmo comportamento e acaso volte próximo ao que era antes, certamente o resultado emocional não será nada agradável, será uma espécie de fracasso em relação a um objetivo maior de busca da felicidade, de mudança radical de comportamento para servir de exemplo para meus filhos e família, bem como para outras pessoas que precisam também de ajuda e conscientização através do exemplo e troca de experiências.

As dúvidas que surgem especificamente em relação ao Project 333 são até infantis, por exemplo, o que as pessoas pensarão ao constatarem que estou vestindo as mesmas roupas todos os dias. E não podemos ignorar o fato de que as pessoas prestam muita atenção nos outros e principalmente nas mulheres com as últimas tendências da moda.

Boa! Vou deixar de ser assunto!

Por outro lado, serei assunto pejorativo? Acharão que enlouqueci ou pensarão que empobreci?

Como se pode perceber, tudo isso que penso e depois chego à conclusão que não tem importância, realmente não tem qualquer sentido. Não podemos deixar que as pessoas ditem como devemos viver, vestir, comer ou morar.

Desconheço se até hoje vivi a vida que eu queria viver ou se vivi conforme as expectativas que colocaram em mim desde a infância. Sempre fui a mais inteligente, a que foi bem sucedida, aquela que tem o melhor carro e uma imensa casa (quando vi minha casa pela primeira vez e decidi comprá-la o sentimento que tive foi de que estava em um filme de hollywood).

Hoje parece engraçado, porque vivemos em três pessoas em uma casa imensa, que exige cara manutenção e todo esse espaço parece bizarro, pelo tanto que amadureci e pelo sentido que as coisas materiais estão tomando na minha vida.

Confesso que já senti culpa pelo padrão de vida que tinha, pensando em todos aqueles desafortunados que desfilam pela vida sem chances (isso é matéria para outro post, porque conclui que chance e oportunidade é você quem faz). Atualmente, a culpa passa longe e sei que tudo o que conquistei em termos materiais foi devido ao meu próprio esforço e mereço tudo que tenho.

Mas, e sempre existe um mas, o que tudo isso trouxe em amadurecimento? Realmente não sei, porque quando comecei a me desfazer das coisas e buscar uma vida mais simples, com mais sentido "humano" - se é que posso chamar assim - essas mesmas coisas pareceram desnecessárias.

Tanto marketing dizendo que eu precisava comprar para ter uma boa imagem, precisava de um carro de "n" dígitos porque tenho uma posição social, precisava de uma casa imensa para mostrar/receber amigos, tudo me levando ao consumo de itens cada vez mais caros e tudo terminando em um vazio emocional imenso.

Bem, voltemos ao que interessa e a pergunta que fica é até quando conseguirei manter os objetivos de simplificar, não me importar com expectativas alheias, viver mais simples e buscar situações/relacionamentos/passatempos que tornem minha vida significativa.

Decidi já faz algum tempo que quero uma vida diferente, que tudo seja diferente de agora em diante e faço um esforço diário para mudar hábitos, buscando novas e saudáveis formas de viver.

E quanto aos outros? Como diz a música: os outros são os outros e certamente ninguém terá um acesso de raiva por eu ter resolvido viver de uma forma não convencional.

Falta muito, talvez uma vida inteira, entretanto, o pouco que eu fizer no dia a dia, se trouxer mais paz de espírito, evolução, amadurecimento e menos preocupação com coisas materiais, terá valido a pena esse exercício absurdo de nadar contra a corrente, não importando para onde os outros querem ir ou querem que eu vá!.

Os outros somente estão atualmente nos meus planos no sentido de poder ajudar a quem precisa, ser útil de alguma forma, praticando a caridade e recebendo a caridade do carinho alheio quando precisar. Afora isso, pretendo viver da forma como acho conveniente, respeitando sempre os limites das outras pessoas, mas nunca me rendendo novamente ao modo como essas pessoas acham que preciso viver.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Estranhamento...

Certamente devem estar estranhando minha constante presença por aqui, isso em razão de meu comentário sobre sumir esse mês por excesso de trabalho.

Bem, aqui vem a boa notícia! Tudo está andando melhor do que a encomenda, tanto para mim quanto para meu colega que topou a empreitada! Aliás, acho que melhor para ele do que para mim (rs), mas o que importa é a intenção e o atingimento de metas.

Metas! Metas! Metas! No trabalho temos metas! Não posso reclamar, consigo cumprir, embora às vezes me sinta pressionada demais.

Apesar de todo esse trabalho (lindo que estamos fazendo esse mês), estou conseguindo manter o foco na melhora do relacionamento com o consumo, tornando-o cada vez mais consciente. Adorei a experiência do grupo no Facebook e estou cá a buscar coisas para continuar a intenção de destralhar o máximo possível minha casa.

Projetos novos para o apartamento do meu filho que fica pronto em agosto (que orgulho!) onde fiquei de ajudar, só que dessa vez está sendo diferente, consciente, pesquisado, buscando orçamentos e fazendo tudo de forma minimalista.

A incerteza do funcionamento de dois anos sem compras, mas esperançosa em que seja leve, porque costumo brincar que esse segundo ano é de "penitência" (rs) por uma escolha errada em termos de consumo.

Enfim, muito animada para tocar essa vida que tanto exige e que tanto tem me dado em troca. Ainda essa semana falei para meu filho que existem dois problemas que aceito tenhamos dificuldade para lidar: doença e morte! Graças a Deus nenhum desses está sequer perto, portanto, o resto vamos administrando da melhor maneira possível e sempre aprendendo, mesmo que seja necessário aprender com os erros.

Um feriado iluminado para todos (as) !!!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Revistas...

Já solicitei diversas vezes, clicando no link que consta abaixo do e-mail, o cancelamento do envio de mensagens oferecendo assinatura de revistas em promoção.

Como não param de chegar, sempre deleto sem ler, mas hoje bateu a curiosidade e abri a mensagem que dizia:

"Olá, Ziula! Que coisa boa falar com você para dar duas excelentes notícias!"

E agora pergunto: - Eu te dei essa intimidade toda? Pedi para ter esse tipo de boas notícias? Afinal, boas notícias, em termos de consumo, são aquelas que oferecem amostras grátis ou qualquer coisa sem custo, também quando você é premiado em dinheiro ou tem reconhecido seu direito à reposição salarial (no mínimo! nem falo em reajuste salarial).

Bem, o simpático vendedor oferecia uma revista que assinei há muito tempo com 50% de desconto e ainda repetiu "Isso mesmo: você só paga metade da assinatura. A outra metade é presente nosso."

Ainda, o frete é grátis e eu aproveitaria essa facilidade da vida moderna de receber o produto em casa. Ah! Tudo certo! Que maravilha! Isso se eu houvesse pedido alguma informação, mas não perguntei nada!

Já exclui as revistas, tanto assinaturas como aquelas compradas em bancas e livrarias, desde o início do ano sem compras e não pretendo incluí-las novamente dentro os itens de consumo.

Não satisfeito, ele ainda oferece uma segunda assinatura de revista também com 50%. Desta forma, a assinatura anual da primeira revista ficaria em "apenas" 6 x R$ 12,00 e quanto à segunda revista sequer é informado o valor da assinatura, mas ele afirma que vou economizar R$ 257,40.

Vou economizar tudo isso??? Nossa, como vocês são bonzinhos. Só faltou dizer o quanto vou gastar e quem sabe prestem essa informação direto no cartão de crédito ou quando debitarem em minha conta corrente.

Sim, somente as duas formas de pagamento acima mencionadas permitem tanta bondade e você sabe a razão? Depois é um inferno cancelar a renovação, porque renovação automática também está prevista nos termos propostos.

E quantas vezes acreditei nisso e quantas vezes renovei!!! Agora, por favor, chega de mandar ofertas que somente beneficiem à vocês. Ops! Esqueci! E-mail promocional não admite resposta e cancelar não é possível, o site diz que vai cancelar e não cancela.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Objetos de desejo !!!

Existem algumas conclusões sociológicas que assustam qualquer ser humano, menos é claro àquelas pessoas que não se importam com os valores gastos ou acham que o consumo é uma forma de suportar as frustrações do dia  a dia.

Passeando pela internet encontrei uma reportagem sobre um objeto de desejo das mulheres e a pergunta era "o que elas (bolsas) tem para nos fazer pirar desse jeito?". Como assim??? Foi o primeiro pensamento, mas depois parei para analisar meu comportamento de consumo antes do "ano sem compras" e é assim mesmo: "nos fazem pirar!!!!

Não somente as bolsas! Qualquer objeto de consumo que desperte desejo e vontade de comprar termina por interferir no funcionamento do cérebro (rs), só pode ser isso.

Passei por uma experiência, aliás recorrente, com determinado item. Quebrei a cara! Na segunda vez, quebrei a cara! Na terceira, novamente! E, no momento da aquisição parece que o mundo todo para e nenhuma razão é trazida à tona, nada efetivamente vinha à mente que me fizesse recuar, nem mesmo o adiamento da satisfação do desejo, pois terminava por realizar a compra.

Atualmente, parando para pensar, cheguei a tentar me recriminar, chamar minha própria atenção, entretanto, somente uma coisa é certa, respondi nàquela época ao que me era possível, com o condicionamento que tinha desenvolvido desde a infância, efetivamente não poderia ser diferente.

Passada a culpa e após perdoar a mim mesma, vejo como é necessário tratamento de choque para o consumo! Fico feliz porque tive a coragem de sentar na "cadeira elétrica" do não consumo, resolvendo uma série de problemas internos e desenvolvendo uma relação diferente com o mundo que me cerca desde o nascimento, embora não isenta de alguns surtos de desejo de ter algo novo sem satisfazer essa vontade.

Utilizava o consumo como paliativo para o sofrimento e frustrações, o consumo como forma de desviar a atenção do que efetivamente estava acontecendo, o consumo para esquecer do mundo naquele momento, enfim... o consumo inconsciente e que realmente não trazia qualquer satisfação duradoura, pois o problema lá continuava, lindo!, para ser resolvido.

Enfim, acho que algumas pessoas estão pensando quando passo: - lá vem a chata que não consome e fica enchendo a paciência dos outros!

Ishi! É isso mesmo! Ando com dó de ver dinheiro desperdiçado, gostaria que todas as pessoas do mundo acordassem para uma forma de viver mais simples e, com certeza, mais tranquila em termos financeiros com reflexos em todas as outras áreas da vida.

Ontem ainda presenciei uma cena bastante difícil, pois ao mesmo tempo em que estava feliz por ter conseguido superar os problemas de "abril" e ainda fazer uma reserva, uma pessoa muito próxima estava fazendo compras a contragosto, de produtos com valores elevados porque as outras duas pessoas que dela dependem não aceitavam produtos mais baratos. 

Depois, quando falei em economia no valor do papel higiênico, foi hilário, pois parece absurdo você controlar o número de metros do rolo para verificar qual o mais barato. É claro que não compro de baixa qualidade, mas não deixo de pesquisar o preço de tudo e não somente do papel. E os argumentos contrários eram do tipo "eu não economizo nisso, porque tenho pelo menos que ter um certo conforto". Sem contar que a conversa do papel higiênico foi pública e dentro de uma agência bancária, está parecendo piada, mas não é!!!

Está certo, vou tentar me controlar e falar sobre isso somente por aqui, porque ninguém merece ouvir uma pessoa que descobriu o paraíso fora do consumo, até porque tudo ocorre na hora certa para cada pessoa, não adianta forçar, não é mesmo?

Quanto à reportagem das bolsas, iria falar mais e desisti, pois não faz qualquer sentido para mim a dimensão interna e externa da bolsa para a personalidade feminina, nem como minha relação com ela possa ser comparada a uma relação homem/mulher ou como pode contribuir na construção de uma identidade social. Se você tiver mesmo interesse dê uma procurada no google! rs

quarta-feira, 30 de maio de 2012

É fantástico...

Já vou comunicando que não terminei o "ano sem compras" e, dizendo o contrário do que disse antes, vou fazer mais "um ano sem compras".

A Colorada pediu que fizesse um levantamento de como foi esse ano em termos financeiros e com medo de não conseguir terminar até o dia primeiro de julho, aproveitei a insônia e fiz os cálculos dos períodos julho/2010 a junho/2011 e julho/2011 a abril/2012, pois por óbvio ainda não fechei os meses de maio e junho de 2012.

Feito isso, fiz uma média dos valores de 07/2011 a abril/2012 dividindo por 10 e multiplicando por 12 - já que as despesas não variam muito de mês para mês (sim, eu não tinha mais nada para fazer e não conseguia dormir) - chegando ao valor anual para o ano sabático.

Comparado o ano anterior e o "ano sem compras" conclui que gastei nesse último ano 70% dos valores que gastei de julho/2010 a junho/2011, portanto, uma economia geral de 30%.

Somente comparei as seguintes despesas: taxas bancárias, água, luz, telefone, seguros, IPVA, IPTU, licenciamento de veículo, empregada, INSS, mercado, sky, locadora, despesas pessoais, despesas com filhos, gasolina, manutenção do carro, livros, revistas, jornais, presentes, saúde, doações, refeições fora de casa, cachorros, manutenção da casa e viagens.

Deixei de fora a troca do carro e os investimentos.

Não sei como, mas a maioria das despesas diminuiu. Aquelas poucas que tiveram os valores majorados, não representaram valores significativos na diferença anual.

Outra despesa não utilizada como parâmetro e que teve um pequeno aumento, será eliminada já em agosto de 2011, com o que poderei ter uma noção mais real da minha vida financeira, considerando que somente ela ultrapassa um pouquinho 10% dos meus rendimentos.

Vou continuar nesse período sabático por ter constatado efetivamente onde errei, quais as coisas que não posso mais fazer, as conversas que não posso mais ouvir e as chantagens que não vão mais me emocionar.

De julho de 2011 para cá ainda tive que pagar alguns valores que haviam "quicado" do período em que ainda comprava, então o aproveitamento não foi de 100% e quero ter uma idéia real, sem loucuras impensadas, sem compras impulsivas e sem "restos", porque agora não tenho nada parcelado.

Certo que não será tão radical, mas compras necessárias e úteis serão devidamente analisadas, pensadas e, acaso efetuadas, farei um post por aqui, o que servirá como espécie de freio para aquelas compras por impulso.

Fiquei feliz com o resultado matemático, preocupada com meus pontos "cegos" e ao mesmo tempo estimulada em efetivamente melhorar todos os itens da minha tabela. 

Não virei sovina, somente quero é usufruir melhor dos valores que recebo pelo meu trabalho, cansei de "pingar" por aí, não só em compras para mim, mas considerando também todos os demais pequenos gastos diários que somados anualmente chegam a valores que poderiam ser melhor aproveitados.

Esse post está ficando imenso em razão da minha euforia, então paro por aqui e volto depois para contar algumas surpresas em relação a alguns itens da planilha que não teriam razão para diminuir e diminuíram misteriosamente.

Obrigada, obrigada e mais obrigada para todos que acompanham, comentam e acreditam que é possível viver sem consumir desenfreadamente.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Comentário que virou post...

Tenho recebido muitos comentários produtivos e resolvi dividir esse com vocês na forma de post para que não se perca e em razão da minha felicidade em ter ajudado pelo menos uma pessoa. 

Comentário da "Colorada":
Motivo pelo qual venho ler constantemente este blog:

Caí aqui muito por acaso, lendo uma matéria via twitter no celular de um site sobre “um ano sem zara”. Fui lá, depois cai em “um ano sem compras” e cai no teu, por ter textos mais curtos foi esse que li e acabei achando bem produtivo.

Posso dizer que tenho minha vida antes disso e depois disso. Agora valorizo mais as minhas compras, são bem moderadas e pensadas. Não compro mais qualquer baratilho pois aprendi na prática que isso não compensa. Ao menos pra mim. Não que eu compre só coisas caras, isso não posso fazer. Mas um meio termo. Juntar para comprar, esperar , palavras que antes não existiam no meu vocabulário depois que conheci o mágico cartão de crédito.

Sempre fui uma pessoa que criticava o crédito e quem me falava que viajou em 12 x, etc. Falava que era um absurdo, que seria inesquecível mesmo pois todo mês teria a “lembrança” da viagem, etc. Eis que um dia caí nisso e acabei fazendo o mesmo. Pior, quando um cartão chegava ao fim, eu tinha outro. Aliás tinha “alguns”. Todos com alguma compra. Num dia resolvi cancelar vários, mas fiquei com 3. E usava ainda os 3, evidentemente não todo limite e tal, mas fazia as tais compras “burras”. Nesse momento que caí neste blog e agora atualmente estou assim:

1cartão que era só para gasolina está zerado desde o inicio do ano. E não pretendo utilizá-lo. Só não cancelo pois não tem anuidade e está muito bem guardado. Mas a tendência é cancelar porque realmente não vou usar.

Outro que vinha pagando só parcelas de compras anteriores (as famosas infindáveis prestações). Hoje ele está com pouquíssimas compras próximo a ficar zerado. Deixo pois para viagem internacional pode ser útil por ser o mais antigo, mas também nem sai de casa. Fica lá muito bem guardado.

E o que uso atualmente pra tudo, inclusive se vou comprar algo parcelado é o único que me permito usar. Tem um limite exato do que recebo e se tiver compras parceladas vai reduzir o que vou comprar, e nem em pensamento posso comprar com ele qualquer coisa “maior”. Dai acho melhor que pagar em dinheiro pois ele vai juntando pontos para um dia viajar ou trocar por algum produto do catálogo daquele programa. Acho que estou caminhando para o caminho correto, mas meu sonho seria ter a mente que tem esse teu guri. Parabéns pelo filho, isso é raríssimo. Eu não tenho ainda nenhum, mas se tivesse gostaria que fosse assim!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

300 dias !!!

Só agora me dei conta que hoje completo 300... é isso mesmo TREZENTOS... dias sem comprar e como fizemos um balanço aos 219 dias, vamos relembrar o que entrou na minha vida nesse tempo todo.

Comprei:
- aparelho de ar condicionado
- liquidificador
- batedeira
- câmera fotográfica

Deve ser registrado que todas as compras foram feitas à vista, com ponderação, após muita pesquisa de preços e somente após concluir que eram realmente necessárias e imprescindíveis.

Ganhei:
- caixa de papelão com borboletas em alto relevo
- camiseta do grêmio
- sanduicheira
- perfume
- sapato vermelho
- vestido
- duas canecas
- estojo de maquiagem
- desodorizador de ambientes
- sabonete líquido
- sapato e bolsa da cor "burgundy"
- camiseta listrada
- três cintos

Todas as compras e presentes estão devidamente registradas nas postagens anteriores, só não consegui listar o post correspondente a cada item porque hoje a conexão está uma droga.

Curei minha compulsão por organização. Bem, não foi bem isso! De tanto organizar as coisas no início do desafio, tirar aquilo que não queria mais e deixar de colocar mais coisas dentro de casa, terminei por não precisar organizar mais nada, continua tudo no mesmo lugar e sem novas tranqueiras.
Muitos e muitos itens, inclusive roupas e sapatos de estimação foram para doação, no início com dor no coração e, passado o trauma, com um alívio incomparável ao olhar os diversos lugares vazios. Nesse ponto ainda há muito a fazer, entretanto, está infinitamente melhor hoje e mais fácil de descartar o que não quero mais.
De tudo posso concluir que está valendo muito a pena, em todos os sentidos, por todas as razões, mesmo com todos os surtos e vontades não atendidas.
Agradeço a todos que acompanham o blog! Tenham certeza que sem vocês nada disso teria sido possível!