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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Consumo desenfreado ou "o que você está fazendo com sua família?"

Ano passado uma amiga pediu dinheiro emprestado. Amiga recente. Fiquei pensando o que se passaria na cabeça que pede empréstimo para quem mal conhece. Ponderei que não tinha disponível e ela sugeriu, por acompanhar nossa vida, que emprestasse o dinheiro do carro da Izabel. Dei uma de "João sem braço" e desconversei.

Depois vieram ofertas de roupas e semi-joias. Alguma coisa comprei, mas porque gostei realmente, e foram poucas peças.

Sempre vejo que a situação é bastante complicada. Marido procurando emprego. Esposa autônoma. Por aí vai uma vida sofrida, com muitos atritos. Um filho insatisfeito sempre inventando moda. E vou levando à distância essa amizade.

Por vezes aceito alguns convites e outras simplesmente informo algum compromisso.

Ontem esteve em casa com seu mostruário. Eu disse que estava com alguns compromissos e ainda iria viajar, assim somente na volta decidiria se compraria ou não alguma coisa. Ela ponderou "compre para ajudar sua ajudar sua amiga, estou precisando de ajuda!". Não cedi e deixei para depois.

Estou em uma fase em que compro somente o que quero realmente. Sim, havia peças lindas, mas lembrei da promessa quando da última compra.

Hoje estou em casa e ela liga. "A Izabel vai vender o celular?". Respondi "Não, ela não vai comprar celular na viagem, se alguém do grupo for vender te aviso na volta". 

Ela informou da urgência e que não aguardaria a volta, sendo que compraria hoje um celular para o menino que não tem nem dez anos ainda. "Ele quer um iphone. Acorda e vai dormir falando nisso. Não aguento mais! Tenho medo que ele fique doente!".

Senhor!!! O que é isso? Não é possível levar uma vida desregrada assim. 

Se tivesse dinheiro, não estivesse passando por dificuldades. Eu poderia tentar entender e nem assim entenderia como se pode ceder dessa forma para uma criança. É assustador!!!

E olha que o menino tem um celular que até dá para telefonar... porque na realidade ele fica na internet do celular, em joguinhos, no whatsapp e por aí vai... para que outro aparelho? Para que uma despesa enorme?

Ainda tirou o menino da escola particular e colocou na escola pública, o que demonstra, no mínimo, que a mensalidade estava pesada... e lá vai comprar bobagens!!!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Plano de saúde...

A Samara em um comentário semana passada pediu que eu falasse sobre plano de saúde... vou tentar...

Ela diz o seguinte:

"Gostaria que tu falasses de plano de saúde. Não gosto, não tenho e não acredito neles...rs. Acho que é de muito mais valia a pessoa guardar o valor das mensalidade numa poupança e usar quando e se necessário. Recentemente uma amiga precisou de uma cirurgia, e mesmo pagando quase R$ 1.200,00 por mês, a mesma não foi aprovada. Precisou entrar na justiça com advogado...Em tempo, todo o custo da cirurgia/internação/medicação ficou em 10.000,00. Ela pagava o plano há quase 9 anos. E quase nunca usava. Apenas uma ou duas consultas de rotina ao ano, mais mamografia, ultrasonografia e exames básicos (sangue, urina). Achei uma exploração sem tamanho. Sem contar a grande variedade de médicos e laboratórios se desvinculando dos planos...
Beijos!!!
Samara"

Meu primeiro pensamento foi: quem teria disciplina para guardar o dinheiro do plano de saúde mensalmente em um local "imexível" e resistiria à todas as tentações - inclusive compra da casa própria ou de um automóvel - ao ver o montante acumulado?

Sei lá! Parece-me que não seria possível! Acredito que se eu tivesse o valor do plano de saúde em uma poupança, por exemplo, e surgisse um bom negócio de um apartamento, eu não pensaria duas vezes em retirar... rs... Acredito que a maioria das pessoas agiria assim!

Somado a isso, podem acontecer imprevistos e esse seria um dinheiro supostamente "disponível", afinal temos uma certa dificuldade em pensar na doença, na morte e nas falhas da nossa máquina humana durante a existência.

Durante minha infância e adolescência minha mãe ficava muito doente, muito mesmo. Lembro de uma vez em que deitaram o banco dianteiro de uma brasília e colocaram minha mãe nesse lugar - não havia ambulância - para levar para Porto Alegre, havendo "cochichos" de que ela não voltaria viva e quase não voltou. Nessa época ela utilizava o IPE, plano de saúde dos servidores públicos estaduais, era professora. Fico pensando se não houvesse esse plano e com o tanto de incidentes que havia, teríamos passado fome se dependêssemos do salário dela e do meu pai para custear as despesas de saúde.

Plano de saúde é como seguro de vida: fazemos pensando em nunca usar, mas podem ser muito necessários em determinado momento. A cirurgia da amiga de Samara custou R$ 10.000,00 e ela pagava plano de saúde há dez anos, aqui cabe imaginar se não fosse somente a cirurgia e se fosse necessária uma continuidade do tratamento com sessões caríssimas.

Sabe de uma coisa? A gente não sabe até que ponto a máquina pode apresentar problemas... não sabemos a gravidade do que poderá nos acometer um dia...

Quando eu advogava não tinha plano de saúde... uma temeridade, penso hoje! Logo que passei no concurso me foi oferecido um plano em convênio com os juízes estaduais. Pois bem, hoje em dia apenas 62 juízes do trabalho do Paraná tem esse plano porque o convênio foi desfeito e eu sou um deles. O plano tem uma série de benefícios: atendimento pela Unimed, médicos não conveniados tem reembolso de parte da consulta, exames, convênios com diversos ótimos hospitais.

Anos atrás utilizei muito o tal plano de saúde. Família toda fazendo terapia, um grave problema de saúde que tive (está certo que depois não se mostrou tão grave... rs... mas recebi um diagnóstico de câncer na coluna, com visão do câncer na ressonância feita em razão da dor e dias depois descoberto em hospital público que eu tinha apendicite, para o primeiro diagnóstico em hospital particular - Moinhos de Vento - gastei R$ 14.000,00 há quatorze anos e esse valor foi devidamente reembolsado pelo meu plano), tive dois filhos com todas as consultas pré e pós parto, enfim... teria gastado muito com saúde não fosse o plano.

Hoje em dia meu uso do plano de saúde é esporádico, muito esporádico mesmo e principalmente para exames periódicos, entretanto jamais pensaria em cancelá-lo porque não sei o dia de amanhã.

E vocês, tem plano de saúde ou nunca teriam? Já passaram por alguma situação em que se mostrou vantajoso tal plano? E as desvantagens?

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Experiência compartilhada - empréstimo consignado

A Gabriela vendo que esse espaço foi abandonado na semana que passou mandou por e-mail o seguinte comentário que vou dividir com vocês apenas retirando as referências profissionais:

"Oi, Ziula! está sumida,  tudo bem?

Hoje fui almoçar com uma colega de trabalho, coisa que não fazia há tempos, pois os horários não batem e fiquei em estado de choque com as contas que ela me apresentou.

A colega ganha mais do que eu pois tem 19 anos no cargo e, além disso, o marido também tem um excelente cargo. Considerações à parte das defasagens salariais no governo federal, podemos dizer que  em tese a família tem uma boa renda mensal, mesmo com o marido pagando uns 15% do que ganha acordado de pensão para a ex-mulher e dois filhos.

Só que não! Ela me contou que o marido tem desconto de 4 mil reais por mês de empréstimo consignado e já "esticou" a dívida. Ou seja, o desconto mensal era ainda maior. E eu fiquei argumentando que não era possível, não era possível, mas eu nunca posso falar nada sobre dinheiro com ninguém pois sempre falam que eu "tenho dinheiro" porque eu não tenho filhos! Aí ela foi me falando de todos os gastos da família, realmente estrondosos, mas não fez nenhuma menção à "corte de gastos".

Também me falou de vários colegas (que eu conheço só de nome) com empréstimos consignados de R$8.000,00 por mês, bem como uma outra colega que conhece também com o mesmo valor descontado mensalmente e que também "esticou" a dívida.

Eu fico imaginando quanto foi o valor que essas pessoas pediram de empréstimo para estar pagando uma parcela desse tamanho e por prazos longos, "esticados" (ou seja, renegociou para abaixar o valor e aumentar o prazo).

Uma vez eu peguei um empréstimo consignado no valor de R$20.000,00 pois ia viajar para o exterior e queria limpar totalmente meu cartão de crédito antes de ir, quitando parcelas e valores que ainda iam ser debitados, de forma que eu pudesse usar todo o limite do cartão de crédito no exterior, caso fosse necessário. A prestação era 950,00 mensais, acho que era em 24/30 meses. Quando recebi o adiantamento do 13º junto com as férias eu fui lá e quitei o empréstimo consignado. Nem sei se economicamente falando era o mais rentável a fazer, mas só de pensar de ficar sendo descontada me dava nervoso.

Eu ainda argumentei com a colega que o marido iria ganhar uma outra parcela em futuro próximo, mas parece que já está comprometido pois o marido realmente trabalha fora da cidade e precisa dormir fora. Anteriormente (eu já falei no blog dos gastos dessa colega com salão de beleza para ela e as filhas) eu já tinha sugerido que ela cortasse a empregada doméstica (R$1.400,00)já que as filhas são adolescentes e podem ajudar e o marido almoça na rua ou dorme fora, para que sobrasse algum dinheiro para ela própria, mas ela também acha que é imprescindível. Aí encerrei meu repertório de conselhos pois não saberia mais em que cortar, porque, como não tenho filhos, eu "tenho dinheiro". Ah, ela me disse que o marido diminuiu a pensão da ex-mulher em R$300,00 para "sobrar algum dinheiro para ele".

Ainda falei com ela que olhei por acaso no MSN dinheiro que colocando um valor mais ou menos de R$580,00 por mês na poupança que já tivesse R$10.000,00 em vinte anos seriam R$300.000,00, mas ela também não tem nem esse valor que considero pequeno para depositar (bem menos que 5% do salário líquido dela).

E eu achando que gastava demais e ficando constrangida em comentar no blog enquanto vocês falam de economias diversas. Perto das coisas que ouvi da colega e também do que ela disse de outras pessoas eu sou supercomedida e agora entendo porque o banco fica loucamente me ligando me oferecendo produtos e empréstimos diversos e eu nunca quero nada. Desde que entrei no cargo eu coloco valores na poupança. No início era 50%, depois caiu para 10% e tudo que entra a mais como 13º e restituição de imposto de renda. E é sempre na poupança porque não entendo de nada e não quero me preocupar.

Eu acho que essas pessoas cheias de empréstimos consignados chegaram ao "fundo do poço" pois o que deveria ser uma opção para emergências virou um saldo negativo no salário mensal por um prazo tão longo e tão alto que inviabiliza qualquer investimento, planejamento e mesmo o dia-a-dia. Será que tem alguma salvação?

Um beijo para você!"

Pois é... a situação da família relatada não é exceção no meio onde convivo, pois muitas pessoas vivem assim... de consignado em consignado...

A menção feita ao pagamento antecipado do empréstimo consignado pela Gabriela é realmente a atitude que as pessoas deveriam ter: houve uma emergência, precisou pedir esse dinheiro com juros mais baixos do mercado, recebeu um outro valor, vai lá e quita com desconto porque sempre vale a pena.

Certa feita precisei comprar um carro com certas "facilidades" para diminuir minhas dores na coluna e realmente não havia poupança, dinheiro sobrando e nada que pudesse ajudar, somente uma dívida com um apartamento em construção que a cada dia me levaria mais dinheiro porque a construção estava sendo feita pelos próprios moradores e ainda faltavam elevadores, isso sem contar todo o acabamento. Enfim, não era efetivamente um bom negócio e eu precisava realmente do carro.

Resultado? Consignado no valor que faltava para a troca do carro. Já de posse do carro comecei a procurar alguém para comprar o apartamento e logo apareceu uma pessoa. Dinheiro do apartamento para quitação do consignado e o restante do valor imediatamente aplicado na compra de um terreno. Foi o que eu pude fazer e foram as melhores opções na época porque eu não ficaria pagando um consignado, mais uma obra dispendiosa por muito tempo... com certeza surtaria antes!!! rs

Penso que para qualquer empréstimo feito deve haver uma estratégia para quitação antes do prazo e além do pagamento da parcela mensal deve ser buscado economizar outros valores para esse pagamendo antecipado e não ficar vivendo como se não houvesse amanhã só porque o banco disponibiliza valores a juros baixos, até porque juros são juros e sempre representam dinheiro jogado fora e que poderia ser utilizado no seu orçamento mensal.

Alguém por aqui já fez uso de consignados? Como foi a experiência?
 

nnnnn
 

domingo, 26 de outubro de 2014

E os recebimentos... pode uma pessoa não saber?

No post "Como está sua vida financeira nesse exato momento" prometi que daria notícias da pessoa em recuperação. Falei novamente no post "Compradora compulsiva".

Hoje vim aqui para contar mais um pouquinho. 

A proposta era que eu ajudasse e monitorasse débitos, créditos, conta corrente e assim fui fazendo, costumo cumprir o que promete e vou até o final com essa pessoa, até que ela realmente esteja equilibrada, com dinheiro indo para a poupança e todas as contas pagas, inclusive empréstimo com juros mais baixos que foi feito para salvar a situação momentânea.

Estavam proibidos os presentes, mas a pessoa terminou por comprar um único no mês, com uma boa justificativa e ainda dizendo que o presente foi comprado com valores extras que tinha recebido.

Conferi o extrato e vi que a conta continua negativa, a pessoa retruca que a conta não está negativa... daí tenho que explicar novamente como funciona o extrato e solicitar que nenhum outro gasto seja feito. Está certo que o presente não causou grandes estragos na programação, mas poderia ter sido evitado.

Além disso, constatei ontem que, apesar do acerto que tem com outra pessoa de pagamentos semanais, os valores não estavam sendo depositados desde setembro.

Quando comunico o fato, após análise do extrato de outubro e solicitação do extrato de setembro, ouço um grito "como é que não percebi isso???"... bem, olhem o ponto a que as coisas chegam... a pessoa combina o recebimento, acredita que os depósitos estão sendo feitas, inclui o valor no orçamento, paga contas acreditando que o combinado foi cumprido e... há dois meses o acordo não era cumprido.

Respirei fundo... procurei paciência e calma... pensei que realmente nunca ninguém ensinou o que era uma conta corrente, o que são débitos e créditos, que não se pode confiar cegamente em ninguém, que é preciso conferir lançamentos... e expliquei que tudo deve ser monitorado, fiz uma nova planilha, bem como o levantamento dos valores que devem cobrados da pessoa que não cumpriu o compromisso... agora é esperar para ver o que acontece...

Você já deixou de conferir valores que deveriam ser depositados em sua conta? Teve algum problema com isso?

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Experiência compartilhada - orçamento sob controle ou não...

Mais um comentário, dessa vez da Keila no post "sobre compras parceladas":

"Olá!
O que me ajuda: orçamento mensal, ter uma lista das coisas que quero comprar e planejamento das contas anuais. Não adianta comprar um monte de roupas com o 13º e depois não ter dinheiro para pagar o IPVA.
Uso cartão de crédito para o que preciso comprar. Já que preciso comprar algo, faço no cartão onde posso acumular milhas. As vezes parcelo compras maiores que vão constar no orçamento dos próximos meses. E NUNCA pago somente o mínimo do cartão. É uma regra de ouro para nós.
Ah! Tenho um costume um pouco engraçado: as parcelas não podem passar de dezembro do ano atual. Detesto entrar janeiro com dívida! :)
Parece tudo muito perfeitinho, não é? Mas as vezes falha. E falha mesmo! Aí tem que analisar o que aconteceu e voltar para os trilhos. Mas se não tiver um plano fica difícil voltar para os trilhos. Planejamento é fundamental.
Bjs,
Keila"

Isso me fez lembrar de algumas vezes em que a coisa não funcionou tão perfeitamente e como é possível, quando há o efetivo controle, identificar rapidamente onde "pisamos na bola" e voltar a ter o equilíbrio com a reposição desses valores na poupança se de lá saíram para cobrir a conta ou voltar a economizar aquele valor que sequer foi para a poupança e deveria ter ido.

A provisão para pagamento de contas anuais também é necessária porque dificilmente conseguimos encaixar no salário mensal, sem parcelar, IPTU, IPVA, matrícula na escola dos filhos, material escolar, tudo isso somado às despesas das festas de final de ano e eventuais férias. 

Quanto à essas despesas anuais somente consigo pagar no início do ano, à vista e com desconto, graças ao esforço feito especificamente para esse fim durante o ano todo.

Pagar o mínimo do cartão é o primeiro passo para a insolvência considerando os juros exorbitantes cobrados, por isso falo: se não pode comprar à vista, não compre parcelado, espere e faça uma economia. Acaso precise efetivamente do bem até compre parcelado, isso é muito pessoal, mas tenha claramente delineado se isso cabe no seu orçamento mensal e evite compras por impulso.

Você faz um controle de despesas e receitas? Nesse controle estão incluídas as contas anuais?


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Experiência compartilhada - cuidar do orçamento

A Andrea deixou o seguinte comentário no post "Como está sua vida financeira nesse exato momento?":

"Pra te ser sincera, eu sei exatamente quanto ganho e quanto gasto (desde que comecei a trabalhar, anoto meus gastos), mas eu não tenho controle do meu orçamento. (Bem, vamos dizer que não tinha, porque estou mudando.)

Eu sou (era) do tipo que comprava bastante em parcelas e ficava, "aaah mas essa prestação é pequena, posso fazer", "está em promoção!", "eu vou receber um dinheirinho a mais, posso usá-lo pra pagar isso" e, por último, "vou comprar e, se não conseguir pagar, pego empréstimo no banco". Juro que pensava assim!

Pelo menos, nunca usei limite especial nem paguei mínimo no cartão de crédito, mas eu ainda vivo de pagamento em pagamento. Meu dinheiro dá pra pagar as contas, mas não sobra pra passar o mês. E eu tenho prestações a perder de vista! (Sabe o que é pior? Tem coisa que eu comprei em várias prestações e passei pra frente quase imediatamente porque não me serviu. =/)

Uma das minhas táticas foi quebrar meus dois cartões de crédito. Foi radical, mas eu precisava de um baque. E foi libertador também porque eu saio de casa, olho algo que quero comprar e lembro que não estou com o cartão e não tenho dinheiro, então não posso levar. E simplesmente sigo em frente. Ainda gasto um pouco na internet porque sei o número de cor deles (¬¬'). Sorte que eles vencem esse ano e não desbloquearei os novos, por enquanto".

Penso que essa anotação das receitas e despesas sem obedecer a um orçamento definido é um ato quase que inconsciente de controle de gastos, embora não tenha servido para mim no começo dessas anotações.

Desde que me conheço por gente faço essas planilhas de receitas e despesas, mas somente após o ano sem compras elas serviram efetivamente para controlar gastos e evitar compra de itens desnecessários e supérfluos, antes eram apenas anotações talvez até sem sentido.

Cheguei a comprar um tênis em doze prestações, televisão em dez prestações, e por aí a coisa ia. Quando chegava no final do mês e ia somar todos esses "pequenos valores" o bicho pegava porque muitas vezes ficava acima do que eu recebia, já recorri a empréstimo consignado, cheque especial, etc.

Aliás cheque especial eu abusava com força. Quando entrava meu salário simplesmente cobria o "negativo" da conta e a partir do dia seguinte já começava a "negativar" novamente.

Quebrar os cartões como fez a Andrea é uma boa medida. Outra coisa que pode salvar o orçamento é simplesmente parar de comprar até equilibrar efetivamente as despesas/receitas e as receitas serem superiores ao que se gasta. Feito isso, adquirir o hábito de pagar-se primeiro, isso venho fazendo há algum tempo e é impressionante como você acostuma a viver sem esse valor da poupança. Faço de conta que nem recebo esse valor, como também faço de conta que não são meus os valores extras que entram (restituição de imposto de renda, terço das férias)... 

É uma questão de acostumar a manter uma conexão com sua vida financeira, isso faz com que os gastos sejam mais conscientes e muitos itens deixem de entrar em casa.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O post que não foi - a coisa não estava feia...

Esse post seria de como "meti o pé na jaca" e esculhambei meu orçamento... felizmente minha previsão estava incorreta...

Ainda não tinha conseguido fechar o mês de agosto e setembro, finalizar as planilhas. Motivo? Medo... viagem para o Paraguai com algumas compras, depois Porto Alegre para a formatura, depois São Paulo para o visto... daí emendou outubro com viagem para Porto Alegre novamente e depois Rio de Janeiro... então, bateu o pânico e eu nem queria saber o que gastei.

Conta aparentemente sob controle pois o saldo ainda era "azul", mas... pensei que teria que mexer na poupança e que não teria valores para repor a poupança e outros que deveriam ir para lá não poderiam, o que prejudicaria o plano de colocar todos os valores que não eram salário (ação da TAM, terço das férias, restituição do imposto de renda, etc) na poupança.

Dessa forma eu ia adiando a tarefa e sempre incomodada com isso. Aliás, achei que não fechava as planilhas desde junho de tão assustada e mantendo distância das anotações.

Ontem tomei coragem e enfrentei a situação. Agosto faltava apenas finalizar, setembro precisava de todos os lançamentos e outubro fiz as anotações até o dia 15 (data do último extrato). Qual não foi minha surpresa ao verificar que "devo" pouco para mim mesma dos valores que me dispus a economizar, as viagens estão todas pagas porque feito o pagamento à vista ou para o vencimento do cartão cuja fatura já chegou. 

Assim, mais uma vez gastei energia mental com o que não precisava. Se tivesse sentado já no final de agosto e fechado aquela planilha teria poupado muita preocupação.

Penso que o resultado decorre do trabalho desses últimos anos. Acostumei a não gastar e termina sempre por sobrar alguma coisa no final do mês e os valores inesperados vão integralmente para a poupança.

Está certo que terminei por gastar nesse período em alguns itens que não posso mencionar como estritamente necessários, mas é preciso também realizar um ou outro sonho de consumo.

Você já chegou a sentir medo e deixar de fazer as planilhas por essa razão?

sábado, 18 de outubro de 2014

Sobre compras parceladas...

Responda: se você não tem dinheiro para comprar alguma coisa à vista, você deveria comprar esse item de forma parcelada?

Minha resposta atual, e já comprei muito parcelado, é "não" e por diversas razões.

A compra parcelada muitas vezes é uma compra por impulso, simplesmente você vê aquilo, olha apenas o valor da prestação e leva para casa. No dia seguinte, outro desejo imediato satisfeito e mais uma parcela. Chegando ao final de um mês, porque não temos mais noção de tempo pela forma como está passando rápido, você estará com seus rendimentos comprometidos e na maioria dos casos sequer tem consciência disso.

Somente quando para ou quando alguém chama a atenção e pede para que sejam somados os valores é que vem o choque de realidade, passando a perceber que os valores das prestações realmente não cabem no seu orçamento, que aquilo que foi comprado nem foi usado ou era simplesmente um desejo de algo sem utilidade ou passou a febre do uso, enfim... compras sem necessidade alguma e conta corrente estourada, orçamento bagunçado e vida financeira que virou um caos.

Uma boa tática para evitar essas compras por impulso é o uso da velha e boa caderneta que deve ficar na bolsa ou no bolso. Passei por uma vitrine ou estou na internet, vi algo que desejo, anoto, pesquiso preço, faço uma provisão de valores, economizo e depois realizo a compra à vista e sempre com desconto, até sites dão desconto para pagamento no boleto.

Adiar sonhos e desejos de consumo é o melhor que podemos fazer por nossa saúde mental. Ninguém vive em paz com dívidas, prestações, pagando juros e isso afeta inclusive nossos relacionamentos mais próximos, pois ficamos nervosas e acabamos descontando inconscientemente nas pessoas mais próximas.

Comigo é comum acontecer de anotar a tal "compra", até realizar a pesquisa de preços, fazer a economia para a compra e quando chega no momento de "fechar negócio" simplesmente a coisa não me interessa mais e o dinheiro vai ficando lá guardado e rendendo juros.

Qual a forma que você usa para controlar as compras? Realiza muitas compras por impulso? E as parcelas somadas cabem no seu orçamento ou não teriam sido incorporadas se fosse um ato consciente?

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Como está sua vida financeira nesse exato momento?

E nesse horário estou partindo em férias para o Rio de Janeiro...

Aqui uma reflexão: como está sua vida financeira agora? Nesse exato momento você tem idéia se possível realizar algum sonho? Tem alguma poupança? E as dívidas e prestações?

Certa feita pedi para uma pessoa que, após tomar seu café recém coado, sentasse em uma mesa e anotasse todas as suas despesas  mensais fixas, variáveis, prestações, enfim tudo que gastava em um mês, sendo que isso deveria ser feito sem consultas, somente utilizando a memória, entretanto algumas consultas foram necessárias para verificar valores exatos.

O pedido decorreu da verbalização de um empréstimo que fez ano passado e que poderia acarretar alguns prejuízos irreparáveis.
Terminada a tarefa de anotar, solicitei que fosse tudo somado. Depois, foram feitas anotações dos "créditos mensais" com seus exatos valores. Tomados os valores dos créditos e deduzidos os débitos anotados ainda sobrava um valor equivalente a quarenta por cento dos rendimentos mensais.

" Ótimo! Então, você pode resolver aquela dívida que está lhe preocupando em pouco tempo, aquela cujo valor dos juros foi somado,  mas não o valor dela integral."

- Mas... escuta.. vi você guardando uns papeizinhos na carteira e dizendo que não podia jogar fora. Qual a razão?
- Prestações da loja de departamento "x", mas é coisinha pequena, nem vale a pena anotar.
- Vamos lá! Coragem! Precisamos do quadro real!
- Está bem, somando importa no valor "n"- e esse valor era equivalente a 6% do recebimento mensal - Nossa! Nunca imaginei! São prestações pequenas, tem uma até de R$ 18,00.
- É! Pequenas, mas que somadas chegam a esse absurdo em relação à sua renda. Anote na planilha!

- Verifiquei na planilha que tem dois lançamentos, com valores diferentes, referentes à mesma rubrica!
- Assim, ano passado não consegui pagar, então parcelei no cartão de crédito esse ano! E agora tenho o ano passado e esse para pagar, sendo que o mês passado já não paguei o desse ano, somente consegui pagar o cartão.
- Entendi! Pelo menos está lançado!

- Nossa! - diz a pessoa - que absurdo minha conta de luz! - valor de 5% dos recebimentos totais.
- Vamos "ler" essa conta de luz. Pegue esse papel e leia.
- Ah! Tá! Tem o valor do mês passado e desse mês, é que mês passado não paguei, mas nunca deixo cortar a luz.
Vamos para o segundo passo. Abra seu internet banking. 

- Qual seu saldo? 
- Meu saldo é "x", mas vai entrar "y", bla, bla, bla!
- Calma! Qual seu saldo efetivo hoje? Quanto você tem na conta ou está negativa?
- Ok - desanimada - está negativa em "z"!

O saldo negativo era equivalente a um valor total dos créditos de um mês mais 10%, ou seja, mesmo entrando todos os créditos ainda assim ficaria 10% negativada no banco, ainda, estava pagando juros de cheque especial sobre todo esse valor e durante o mês inteiro e todo mundo sabe que juros de cheque especial são capazes de levar à insolvência em curto prazo.

- Como será que aconteceu isso?
- Sei lá...
- É que funcionava assim: eu tinha saldo positivo durante quinze dias do mês, depois durante dez dias e depois durante cinco dias... 
- Pois é, aconteceu exatamente assim, você foi simplesmente ignorando os fatos e comprou isso e aquilo sem que tivesse dinheiro, somado aos juros do cheque especial a coisa foi crescendo e agora você está indo para o ponto de não ter dinheiro nem mesmo quando entram todos os créditos, fica tudo para o banco.

Vamos continuar nessa análise do extrato bancário. 

- Quanto você paga de juros?
- Onde que se vê isso?
- Na rubrica "juros" do extrato!

Procura daqui, procura dali e bingo! 10% do saldo devedor é claro!

E a coisa toda não parou por aí. Havia lançamentos de um crédito que o banco fornecesse automaticamente e a pessoa escolhe o número de prestações no terminal, depois os valores vem debitados em conta corrente.

- O que é esse crédito? Porque você o utilizou?
- Sabe como é... a gente não tem dinheiro e daí termina por usar.
- Pois é, mas se a gente não tem dinheiro, simplesmente não gasta, exceto se for alguma emergência fatal... se não dá para comer carne, come ovo... se não dá para comprar o pão, faça o pão em casa que é mais barato... se não tem dinheiro, não tem que comprar mais nada que não seja o estritamente necessário.

E depois vinham taxas bancárias que, no meu entendimento, não poderiam ser cobradas e estavam perdidas no meio dos lançamentos.

Feito o diagnóstico, já era hora de tomar providências!

- Esquecer a dívida que gerou o levantamento, aquela que estava incomodando e continuar pagando os valores mensais dela porque os juros não eram exorbitantes.

- Procuramos um empréstimo com juros mais baixo e foi feito no valor de "um valor total mensal" para cobrir a conta corrente, sendo que o valor da prestação é inferior àquele que vinha sendo pago a título de juros.

- Começar a usar a planilha e ensinei como deveria ser feito do meu modo "tosco". Manter uma caderneta na bolsa, anotar todos os créditos durante o mês, anotar todos os débitos durante o mês, não fazer compras, exceto do que for essencial (comida, remédio), no final do mês somar os valores e ver o resultado anotando na planilha maior.

- Eliminar o cartão de crédito! "mas, vou pagar tudo à vista?", "exatamente, começando pelas fixas e administrando as variáveis que devem ser diminuídas".

- Monitoramento da conta corrente que foi sendo feito também por mim no intuito de ajudar a controlar.

Chegando no final da coisa toda, a pessoa estava pasma, chorou, disse que era uma "m%$#@$##" essa situação a que chegou e não tinha nem ideia de que sua situação financeira era essa. 

Ponderei que somente havia uma culpada na coisa toda e era a própria pessoa, ressalvadas algumas situações pessoais, eu até compreendia como chegou nesse ponto, somado ao fato de que jamais alguém ensinou como verificar ou controlar as despesas mensais.

Bem, esse post já ficou longo demais, a coisa toda teve desdobramentos que vou contando por aqui em outras ocasiões.

Se você teve a paciência de ler esse texto até o final, conte-me quais foram suas reflexões, se você tem ideia das suas despesas/créditos/dividas, como controla seu orçamento doméstico...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Desafio das Netas e eu continuo...

Sugerido pela Selma no grupo "Consumo consciente, organização e decoração" o "Desafio das Netas" que consiste em retirar uma caixa de coisas sem uso e eu resolvi aderir, mas já comecei com a ressalva de que "depois de todo o destralhe dos últimos anos terei pouca coisa para retirar".

Ledo engano!

Na primeira semana e um pequeno destralhe. Camisa e terno que não usava mais. Potinhos guardados sabe-se lá a razão. Toalha de bebê. Saboneteira quando agora usamos somente sabonete líquido. Contas e botões da caixinha de costura. E assim eu ia guardando uma coisa aqui e outra ali:










Na segunda semana uma uma caixa e dessa vez com a ajuda da Izabel. Uma porção de tranqueiras teve novo destino e mais roupas não usadas. E mais espaço sendo desocupado.
 









Na terceira semana mais uma caixa e uma mala com a alça quebrada que segundo a Izabel já havia alcançado seu tempo de uso e "se pagou". Roupas que acho lindas e não uso, cada vez que coloco tenho pensamentos que se repetem, sempre a mesma coisa e sempre o mesmo resultado: trocar a roupa por outra. Mas... e foram caras... mas e se um dia eu usar... mas e se eu precisar. Deixados os "mas" de lado e roupas na sacola já tiveram outro destino.




Você costuma fazer destralhes constantes ou deixa as coisas se acumularem até desanimar só de pensar em começar?

Por vezes algumas pessoas acham bobagem, desnecessário e falta do que fazer ficar preocupada com destralhe, com retirada de coisas e ainda dividir isso em público. 

Pois bem. Se soubessem quantas pessoas já entraram nesses desafios, quantas pessoas mandam e-mails contando como suas vidas mudaram quando começaram a destralhar e/ou controlar sua vida financeira, talvez tivessem outra idéia sobre todo esse processo.

O destralhe de coisas que não usamos não é apenas um processo físico, não visa apenas ter mais espaço nos armários, não tem por finalidade unicamente manter a casa mais fácil de ser organizada.

A retirada de coisas físicas muda a energia de toda casa, das pessoas, traz reflexões profundas das razões dos gastos feitos um dia sem pensar, sem usar a razão e sem necessidade, ou seja, é um processo muito mais complexo e com resultados que muitas vezes sequer esperamos.

Então, destralhe! Experimente! Organize-se e depois venha aqui mais uma vez contar o que está acontecendo na sua vida!

E

Todas as semanas precisamos retirar de nossa casa uma caixa cheia destes objetos que estão parados. Parte pode ir para doação, outra para o lixo, reciclagem etc. O objetivo é a gente conseguir se livrar desta bagunça! - See more at: http://netasdamaria.com/?p=2416#sthash.Qco0Ks6F.dpuf

terça-feira, 29 de julho de 2014

Como controlar a vida...

Quando assisto o programa "Acumuladores", e gosto de assistir para entender o que se passa na mente dessas pessoas, fico impressionada com o significado que dão para as coisas. A maioria dos apegos não faz nenhum sentido para mim e na mente da pessoa a "necessidade de manter" é patológica. 

Certo que existe um problema muito sério com os acumuladores e eles até fazem movimentos para mudanças desse comportamento. A maioria dos participantes consegue, mas agora descobri um outro programa "Obsessivos Compulsivos" no canal Viva e nesse relatam histórias de pessoas que tem mais fracassos do que sucessos.

Minha experiência com acumuladores até aqui tem sido feliz. Recuperei, pelo menos aparentemente, um acumulador e ele até tomou gosto pela organização da casa. Já estou recuperada... rs... pelo menos a cada dia com menos dificuldade para me desfazer das poucas tralhas organizadas que ainda me restam.

Semana passada tive uma lembrança ótima de uma senhorinha com quem convivi. Sempre a visitava, ela não falava e a comunicação era unicamente com gestos, sabia quem era as pessoas somente de sentir a energia, lia almas eu acho, não usava sapatos e somente o fez uma vez quando foi almoçar na minha casa. E toda aquela situação que ela vivia me levou a pensar muitas coisas, inclusive nas pessoas que terminam a vida em um asilo, sem nenhum bem material significativo, sem posses, sem nada.

Isso me fez ver que não faz sentido manter algumas coisas. Por exemplo, para que eu preciso de uma caixa com DVD's se nem mesmo tenho um aparelho onde possa assistir os filmes, documentários e shows musicais? E mais para o final da semana a caixa irá para doação e dessa vez a caixa inteira mesmo, porque não utilizarei a caixa vazia para coisa alguma e para nenhuma outra acumulação futura. E não, não vou vender, vou simplesmente doar para quem possa aproveitar esses filmes utilizando-os para várias pessoas conseguirem um pouco de lazer.

Essa semana também roupas irão para o destralhe e passarão a ser úteis para outras pessoas.

A Izabel essa semana se superou: mala, algumas peças quase novas, necessaire, bolsa e acredito que ela tenha ficado mais leve. Quero ficar mais leve também!

É preciso trabalhar diariamente para se livrar do hábito de acumular, do hábito de comprar coisas desnecessárias e supérfluas. Algumas pessoas já estão desapegadas por natureza e para elas é fácil deixar com que as coisas sigam para outro local. Outras pessoas passarão a vida tentando manter o controle e acho que esse é o meu caso: um dia de cada vez, uma caixa de cada vez e já estou há mais de três anos destralhando, evitando comprar outras coisas e ainda tenho coisas para destralhar.

Certo! E porque é importante destralhar? Fácil! Menos trabalho, menos armários, menos trabalho para organizar, menos dinheiro colocado fora. Tudo isso faz com eu me sinta mais forte e veja como é possível partir de um desafio para o outro e na maioria das vezes obter sucesso... penso que está quase chegando a hora de enfrentar um outro grande desafio para o qual me acho incapaz, quem sabe!!!

É preciso encontrar forças para mudar e algumas pessoas para mim hoje parecem estranhas porque sequer pretendem mudar algumas coisas das quais reclamam diariamente ou falam pesarosamente todos os dias. "Nossa, meu cartão estourou!" e ponto, nenhuma mudança. "Nossa, minha casa está um bagunça!" e ponto, nenhuma mudança.

Se uma coisa lhe causa uma sensação ruim quando você pensa nela é porque certamente ela não é boa, então o que nos impede de mudar? Algum prazer associado a ela? Conexões neurais difíceis de enfrentar?

Dia desses li alguma coisa sobre a possibilidade de alterar o DNA com o pensamento, não lembro detalhes, mas se até isso é possível mudar, é certo que podemos enfrentar nossos condicionamentos e mudar os comportamentos que não nos fazem bem, seja qual for a razão pela qual a atitude não nos faz bem.

Há uma grande diferença entre prazer e bem estar. 

Prazer é apenas uma satisfação imediata com resultados nem sempre satisfatórios. O bem estar pressupõe ordem e disciplina, organização e a constante busca para chegar ao que nos traga as melhores sensações com os melhores resultados ou pelo menos dar um passo de cada vez nessa direção.

Uma pequena caixa destralhada. Apenas uma pessoa, dentre tantas, afastada por não nos fazer bem. Uma fruta pela manhã. Uma "graminha" no almoço mesmo que a contragosto. Uma boa ação. Um sorriso. Um passo. E assim a vida toda passando com passos visando uma vida melhor.

Tudo é um processo. E não é só no trabalho que lido com processos, com conjuntos ordenados de atos. A vida financeira é um processo visando a saúde financeira, a eliminação do estresse gerado por dívidas sem fundamento, por tralhas acumuladas e por compras que no final somente trazem frustração. A casa, habitada por seres que criam a desordem, necessita de um processo de organização, um conjunto ordenado de atos para que tudo fique no lugar.

E aqui a observação quanto aos seres que criam a desordem não é nenhuma crítica! Você precisa lavar as roupas que seu corpo sujou ou deixou odores. Você precisa sujar a pia para fazer uma refeição e às vezes sujar muita louça. Enfim, é preciso criar a desordem para viver, mas também é preciso ter método para que ela seja mínima e seja possível de organizar assim que atendidas as necessidades básicas.

É preciso tentar e tentar todos os dias mesmo que tenhamos mais falhas do que sucessos. É triste a acomodação!!!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Entrando no quarto ano...

Ontem entrei no quarto ano de consumo consciente, sendo que o primeiro ciclo - 01.07.2011 a 30.06.2012 - foi dedicado ao ano sem compras.

Tenho ensaiado iniciar um novo ano sem compras, afinal meus projetos finalizaram com pagamento de todos os investimentos, o carro da Izabel foi comprado, roupeiros destralhados, cozinha somente com o essencial, mas ainda faltam algumas coisas no apartamento, principalmente o móvel da sala de tv e a finalização da sala de jantar ou espaço de jantar já que é tudo integrado mesmo!

A pedido da Izabel segue a foto dela com o carro. Viu, Gabriela, como ela posa para as fotos? rs
 




E quero registrar por aqui que durante muito tempo fiquei com medo de não conseguir atingir os objetivos e ter que contar para vocês por aqui como eu fracassei, entretanto fico muito feliz de ter conseguido e foi uma surpresa muito grande ter vencido o período de 366 dias sem compras, isso! escolhi um ano bissexto.

No começo foi muito difícil, tive direito até às crises de abstinência no shopping como já contei, hoje em dia tenho é um certo pesar de não conseguir comprar nem o que é necessário. Certo que por vezes compro alguma besteira e certo também que essa compra é rara e normalmente tomada a decisão por alguma razão considerada importante.

Outra situação que me leva a pensar por vezes é a idéia que as pessoas fazem de mim. Falo sobre destralhe, arrumação, organização, limpeza, bons hábitos e nem sempre minha casa está essa maravilha. Para diminuir a culpa posto fotos da bagunça mesmo a fim de demonstrar que perfeição não existe.

Repito: casa é um ser vivo e por mais que você a limpe/arrume, ela sempre se desarruma até o final da manhã ou até o final do dia ou mesmo durante a noite. Parece aquele filme "Toy Story" sem os brinquedos falantes e bagunceiros, no lugar deles temos louças, cobertas e roupas que se movem pela casa como se vida tivessem.

Também não é fácil firmar algum hábito. Acostumei a lavar a louça e depois fui passando de estágio - parece vídeo game - para também secar e guardar, também para deixar a pia seca o dia inteiro. Pode parecer bobagem, mas são coisas que fazemos em busca de organização e também de melhores hábitos de higiene, garantindo a saúde daqueles que usam a tal cozinha - sem mofo, mais saúde. Quanto tempo demorou isso? Bem, estou em Londrina há um ano e meio e somente aqui passei a cuidar da casa sozinha, então foi exatamente isso: um ano e meio para chegar ao ponto em que estou.

Constantemente é preciso achar novas motivações, novas forças que por vezes não sabemos de onde vem.

É um trabalho diário correr atrás do tal minimalismo e cada qual tem sua medida. Muita coisa foi e muita coisa ainda está presa talvez por sentimentos e o caminho é longo, sendo percorrido com muita paciência comigo mesma e um dia chegou no meu ideal - ainda falta muito.

O blog - tenho procurado atualizar diariamente e no último mês estou mais devagar por diversas razões. A média das pessoas que visita o blog continua a mesma, mas não sei se as pessoas querem ouvir as mesmas coisas todos os dias e é isso que acontece porque é uma luta diária. Por vezes não tenho assunto nem para as mesmas coisas. Entretanto, disso tudo sou muita grata a todos que por aqui passam. Pessoas educadas comigo e com os demais leitores. Pessoas delicadas e que sempre se tratam com respeito mesmo com opiniões diferentes. Pessoas que me ajudam demais nesse caminho todo e que sem elas eu não estaria ainda nesse caminho nem mantendo esse espaço.

Meus filhos participam, acompanham e pedem alguns textos, adoram as fotos de organizações e destralhe, além de terem aprendido comigo nesse caminho todo e eu aprendo todos os dias com eles e suas observações.

Sei que não sou perfeita e já frustrei alguns leitores quando voltei a fumar, mas não é do meu feitio mentir ou dizer que tive sucesso quando a realidade não é essa. Então, honestidade é o que vocês encontrarão por aqui, tanto para notícias boas quanto para notícias nem tão boas assim.

Todos os dias eu procuro melhorar e fazer o meu melhor. Não, não é fácil! E esse espaço e todos vocês são meu maior incentivo.

Digo uma coisa e em outros dias digo outra. Metamorfose. Mudança. Eu me tornando outra pessoa ou diferente em determinado aspecto. Ninguém é igual todos os dias. Podemos tentar seguir uma linha reta e certamente não conseguimos porque a cada dia somos diferentes ou estamos diferentes ou estamos felizes demais ou estamos tristes demais e todos esses estados vão alterando a forma de realizar as coisas ou de pensar as coisas.

Sou muito grata por todos que passam por aqui, comentando ou não! Sou grata pela família que tenho e que me apoia muito! Sou muito grata à Marina que me colocou nesse caminho e me trouxe a idéia do primeiro ano sem compras! Sou muito grata à Adriana que quando viu o blog indo para o esquecimento me chacoalhou e ficou inticando até eu voltar! Sou muito grata à Zilda, Ana Margarida, Andrea, Gabriela, Maria Zinom, Cristina, Maria José e todas as outras leitoras que sempre me levam à reflexão com seus comentários!

Sou muito feliz por vocês estarem na minha vida! Obrigada!.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Experiência compartilhada - CECILIA e suas roupas...

Mais um comentário que trouxe reflexões:
"E o minimalismo de fato faz parte de um processo que envolve conhecimento e auto consciência. 

Com o tempo vai ficando mais claro o estilo, seja em relação a objetos ou vestuário, além disso vai se adaptando para um estilo de vida diferente. 

E temos que ter paciência com nós mesmos no destralhe, compreendendo que algumas coisas serão mais difíceis de desfazer do que outras. 

Um dos itens que tenho dificuldade de desfazer são as roupas. Pensando nisso, há uns 2 meses comecei a usar todas as minhas roupas na forma de rodízio. Assim, quando uso uma calça, por exemplo, coloco ela em um pilha. As que ainda não foram usadas em outra pilha. E faço este mesmo processo com todos os itens (blusas, vestidos e saias). 

O que eu descobri é que pude fazer combinações inusitadas, que ficaram muito bacana e nunca tinha pensado em fazer. Além disso, ficou muito claro as roupas que realmente não fazem parte do meu estilo, pois nunca conseguira combiná-las com nada ou quando colocava, não achava que ficava legal. 

Outra coisa é que ficou nítido os itens que tenho demais e os que preciso comprar mais algumas peças. Enfim, tem valido muito a pena este método, estou usando muito mais combinações e conseguindo finalmente definir melhor o meu estilo. grande beijo e sorte na empreitada. Cecília."


O caminho é realmente esse. Já percebi muitas diferenças, realmente consumia algumas coisas somente por consumir ou para ajudar na comissão da vendedora (rs) e depois não podia nem enxergar e depois ficava com dó de jogar fora e assim tudo ia se acumulando. Ainda bem que é uma fase que já passou... parei de consumir bobagens e consigo jogar fora mais facilmente, embora ainda haja coisas a destralhar...
 
Por falar em destralhe realmente é uma necessidade constante. É aquela caixa de algum artigo, tão bonita quanto inútil. Roupas que você pensa que em um dia ensolarado lá no Japão você poderia usar, mas você nem pensa e nem pode ir para lá e lá seria o único local possível de vestir tal vestido vermelho com estampa de dragão. E por aí vai com as bobagens que compramos em momentos de total ausência de razão.
 
Foi preciso muita paciência e ainda é preciso muita paciência comigo mesma porque algumas coisas ainda são difíceis, mas estão indo embora bem mais facilmente.

Adotei quanto às blusas e vestidos o método do cabide, coloco o cabide virado e vou desvirando conforme uso, por incrível que pareça quase todos já estão desvirados, e os virados são os famigerados "terninhos" e "blazers" que ainda preciso usar ou me desfazer...

Essa semana fui assombrada pelo meu passado de consumo. Fomos eu e Izabel na Tok & Stok, eita loja que me faz cair em tentação! Precisávamos de uma cadeira para o quarto. Eu estava adiando porque trouxe a antiga da Izabel de Cornélio e comprei uma para o Pedro que não tinha. Pois bem. Ela pegou a cadeira do Pedro emprestada para estudar e o Pedro reclamou de dor nas costas ao ficar sentado na cadeira antiga.

Compramos a cadeira, igual à do Pedro e ficamos circulando... Izabel escolheu duas plaquinhas para a porta do quarto dela e do irmão, eu um pinguim vermelho - eu tinha um casal sobre a geladeira e em uma das mudanças um deles quebrou - e um quadrinho para a cozinha que inclusive estava em promoção. Vimos espírito santo com e sem esplendor - queria muito colocar na cabeceira da cama - e consegui resistir. Cestinhas de crochê que eles colocaram algum produto para ficar bem firme, lindas e que ficaram por lá. Copos, pratos e aquilo foi girando na minha cabeça.

A intenção era gastar R$ 100,00 em "coisinhas" e terminei por deixar R$ 150,00 na loja.

E a coisa não parou por aí. Promoção de sapatos da schutz na privalia - site de compras coletivas. Enchi o carrinho com pelo menos quatro pares de sapato até ter um momento de lucidez e perceber que sequer tenho onde guardar os ditos sapatos. Página fechada e compra não feita.

Roupas. Não preciso de mais roupas do que já tenho. Aliás, ainda preciso destralhar. E lá foi a pessoa para o site encher carrinho de roupas e fechar.

O que foi muito chato foi perceber estar tentando retornar a um padrão anterior. Logicamente consegui controlar meu impulso de compra e consumo, mas passei a semana com uma sensação muito ruim.

E vamos caminhando e controlando essa vida cheia de altos e baixos...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Qual o limite do destralhe?

Impossível manter uma casa organizada se você tiver tralhas guardadas em todos os lugares e isso todo mundo já sabe, pois além de ser impossível guardar tudo que queremos ainda surge a dificuldade da limpeza e manutenção.

A questão é saber qual o limite do destralhe e aqui o número de itens varia de pessoa para pessoa, mas não devemos esquecer que o ideal seria ter somente aquilo que é usado efetivamente.

Já falamos por aqui do jovem que resolveu viver com quinze itens, incluídas roupas, escova de dentes e todas as coisas com as quais ele transita pela vida. Bem, no meu caso tenho muitíssimo mais do que isso e tenho apenas tido o cuidado de não trazer para minha casa o que não me apaixono seja uma roupa ou um enfeite, sempre respeitando o espaço, assim para determinadas coisas tenho que retirar uma antiga para achar lugar para eventual nova comprada.

Destralhei muito nos últimos três anos e muito ainda há para ser feito, entretanto é preciso respeitar o próprio tempo e as próprias limitações emocionais.

Quando fiz o destralhe dos CD's e DVD's, por exemplo, tinha inicialmente quatro caixas e atualmente duas guardadas na área de serviço. Confesso pesarosa que se as caixas sumissem misteriosamente, não fariam a menor falta e mesmo assim não consigo me desfazer das famigeradas no momento.

Dar a cada um o que é seu também é uma boa medida e foi isso que fiz com as fotos. Carregava eu dez álbuns de quatrocentas fotos, mais alguns álbuns para fotos maiores, mais caixas com fotos que não cabiam em álbum algum. Hoje tenho uma pequena prateleira no roupeiro com minhas fotos e o restante foi distribuído para que cada filho ficasse responsável por suas próprias fotos.

Potes? Potes, potes e mais potes plásticos. Embalagens. Vidros de geléia. Vidros de qualquer coisa. Recipientes diversos que vinham em alguns produtos. Tudo ocupando um espaço imenso e criando uma bagunça sem precedentes. Isso acabou! Substituí todos os potes que tinha por potes de vidro com tampas e quadrados que ocupam menos espaço na geladeira e no armário, obedecendo o número suficiente para atender minhas necessidades. Eliminei dezenas de tralhas. Não há razão para ter dezenas de potes de uso no dia a dia em torno de vinte ou menos.

Roupas? Procuro verificar o que me caí bem. Experimentei e não gostei, guardo para outro dia e novamente experimento, se realmente não vou usar a solução é retirar e doar/vender/trocar e se estiver em petição de miséria o destino é virar pano de chão ou ir para o lixo.

Livros? Esses passam por uma fase ainda difícil. Consigo retirar poucos por vez, mas sempre tirando um sempre que possível até que permaneçam somente aqueles realmente importantes.

Mantimentos? Uma embalagem de cada coisa ocupa menos espaço. Está terminando? Vai para a lista de compras e busco no mercado apenas quando preciso realmente. Dessa forma as embalagens não criam bichos, não preciso de muito espaço e fica muito mais fácil encontrar o que preciso. Isso também se aplica a itens de higiene e limpeza.

Antigamente tinha estoque de cremes, shampoos, condicionador, sabão em pó... ah! o sabão em pó... eu não podia ver uma promoção de sabão em pó que saía comprando e não me perguntem a razão. Consigo me livrar da fascinação! rs... agora só quando está acabando mesmo!

Como você organiza suas compras? Costuma manter estoque de alguma coisa? Precisa de muito espaço? Destralha constantemente?


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Compra de carro e... quando o normal e aceitável é financiar...

Finalmente a Izabel realizou seu sonho. O Renato com dezoito anos ganhou seu carro e ela, por razões alheias à nossa vontade e falta de planejamento do valor total, teve que esperar praticamente um ano a mais e ainda economizar como está nesse post.

Quarta-feira fizemos o pagamento e o resultado foi uma crise de coluna desencadeada por estresse que levou a menina para o hospital ontem pela manhã. Eu não sabia se ria ou se chorava. Agora ela já está bem e se preparando para os três exames finais na faculdade.

Dez por cento do valor ainda faltava. Alertei que empréstimo para mim tinha juros muito altos e ela respondeu "quer fazer o financiamento no meu nome?". "Não, amada, não é nada disso. É que vou emprestar de mim mesma, de poupança reservada para outra finalidade, e vou devolver para mim com juros mais altos que qualquer financiamento, então nos próximos meses precisará ter paciência com o que precisar comprar".

E ainda tivemos que ouvir que "a mãe está ficando rica!", outras pessoas olharam espantadas, o rapaz da concessionária inicialmente disse que não poderia fazer diferença alguma além da já feita, mesmo sendo o pagamento à vista, porque tanto fazia receber do financiamento ou do próprio cliente. No final passei uma outra proposta que eu tinha e consegui mais desconto ainda, exatamente aquele que ele não poderia dar juntamente com o pagamento pela concessionária do insulfilm e emplacamento.

Para instalar o som os valores da concessionária variavam de R$ 1.000,00 a R$ 1.800,00 sem entrada USB. E quando a menina tem sorte, tem sorte, pois seu irmão estava em Salto Del Guairá e trouxe um aparelho muito melhor com as caixas de som por R$ 300,00. Para instalar o rapaz da concessionária cobra entre R$ 40,00 e R$ 50,00.

Ainda não retiramos o veículo porque somente faço isso quando o seguro já está vigente e estamos apanhando com os valores. Menor entre 18 e 25 anos. Cidade grande. Tipo do veículo - um palio. Uso na faculdade e no trabalho. Tentando com várias seguradoras para decidir o que faremos.

E fico aqui pensando: as pessoas normalmente pensam se a prestação do financiamento cabe no orçamento e sequer percebem o tanto de juros e taxas que pagam juntamente com essa prestação, deixando de verificar o valor final do carro com esse empréstimo bancário.

Seria muito melhor se pensassem se a economia cabe no seu orçamento, se o valor que precisa ir para a poupança é possível e adiar a realização do sonho. Estranho: gastos cabem no orçamento ou as pessoas tem a ilusão que cabem e poupança parece uma realidade para pouquíssimas pessoas.


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terça-feira, 10 de junho de 2014

Experiência compartilhada - vamos enfrentando o destralhe!!!

E a Fernanda deixou o comentário abaixo e resolvi compartilhar porque me enxerguei fazendo as mesmas coisas durante muito tempo. Assim, o importante é perceber que podemos e vamos mudando e vamos sendo mais felizes e a esperança vai tomando conta dos nossos dias.

"Olá Ziula, é a primeira vez que escrevo aqui. Lendo o seu post, me animei a fazer um relato sobre minha vida atual. 

Depois de passar anos me lamentando sobre como gostaria de ter uma casa mais arrumada, ter mais tempo para assistir filmes, tomar vinho, um café, ficar mais com minha filha e entrava ano e nada ... médicos, pequenas cirurgias pendentes e a sensação de que o ano passou e não fiz nada .. e só comprando coisas e entulhando a casa ... 

Por acaso, pesquisando na internet sobre organização de escritórios, de repente, fui acessando alguns sites que falavam de orgazação, destralhe, minimalismo ... 

Como estava passando meio que por uma crise comecei a ficar entusiasmada e, de repente, isso me deu um ânimo de vida. 

Comecei este ano a fazer um destralhe. Não é fácil. A sala parece uma zona de guerra. Tenho colocado tudo lá ... coisas que não quero, coisas para doar, coisas que deverão ser guardadas, caixas, sacos, sacolas ... Às vezes fico perdida e me pergunto o que estou fazendo. 

Abri a caixa preta e agora não sei o que faço. Às vezes fico pensando que deveria ter deixado tudo como estava. Não sabia que era tão cansativo e demorado. 

Eu trabalho o dia todo e chego exausta, tenho uma filha pequena que me dá muito trabalho e marido que não ajuda em nada. Tenho rinite alérgica e crises de sinusite que pioram bastante a cada arrumação. Mas fico pensando que é horrível vc ter uma casa mas não ter controle sobre ela nem sobre as coisas que tem dentro. Tinha e ainda tem tanta coisa guardada... se eu pudesse jogava tudo fora mas na hora H vejo que não dá para fazer isto. 

Um enxoval de casamento grande ... fui fazendo e ainda tenho lençóis e toalhas que nunca usei ... mantas, colchas, para quê, se moro em um lugar que faz calor boa parte do ano? milhões de copos, conjuntos de prato fechados (vendi todos que estavam fechados, sobrou 1 que quero vender também), talheres. 

Se alguém tivesse me avisado na época que não deveria ter comprado tanto ... 

E roupas, sapatos, bolsas, várias compradas em liquidações "ïmperdíveis". Coisas que depois a gente se pergunta porque comprou, que não vestem bem na gente, que são de qualidade duvidosa... livros, trabalhos de escolas, garrafas, etc. 

Resultado, tirei muita roupa do armário, sapatos, bolsas, milhões de bijouterias, coisas de casa, enfeites (para quê tanto enfeite?), sacolas de papelão, sacos para usar quando precisasse, papéis, revistas livros, potes, vasilhas, batons, hidratantes... 

Mesmo assim, parece que a casa continua cheia... toda hora volto nos mesmos lugares e sempre tem mais coisa. Sinto agonia de tanta coisa e de não ter tempo para fazer tudo. 

Sem falar no lixo de todo dia. Todo dia tem caixa de remédio vazia, todo dia tem panfleto, revista velha ... 

CD´s, DVD´s, eu fazia coleção, tirei mais de 70 CD´s, mais de 70 DVD´s mas ainda tenho muitos ... e não consigo me desfazer... Sacolas recicláveis que guardo para um dia usar, embalagens de presente, não sei quantas bolsas, brincos, biquinis, uma mala com roupas de frio que só são utilizadas raramente. 

Outro dia me dei conta que comprava batons e hidratantes mesmo tendo outros fechados, sem nunca ter usado. Não faço mais este tipo de coisa.
 

Mas o que me faz seguir em frente é a busca por um dia poder ter tempo para ficar sem fazer nada em casa, se eu quiser ... quando penso em desistir me imagino sentada no sofá, com as pernas estiradas no pufe, assistindo um filme ou sentada na poltrona tomando um café, olhando para a rua ... Isso me move. Me sinto como aquela pessoa que está no deserto em busca de um oásis."

Devagar a pessoa chega onde quer a única coisa que eu faria diferente no momento atual é me livrar definitivamente do que está sendo colocado na sala: doar para o porteiro ou moça da limpeza ou instituição de caridade; acaso não morasse em condomínio levaria para o trabalho ou colocaria em frente de casa e essa última solução funciona: em minutos tudo some!!!

É preciso mandar esse passado embora e para bem longe!!!

Quanto à retornar ao mesmo cômodo e ter mais ainda para destralhar, quem acompanha o blog sabe quantas vezes destralhei meu quarto em Cornélio, quantas vezes destralhei o tal quarto preto, quantas vezes eu e Izabel fizemos limpeza no quarto dela aqui em Londrina e em Cornélio. O que me dá ânimo para continuar é que depois de um destralhe no próximo sempre tem menos coisas para tirar e um dia ficará somente o essencial.

É preciso perseverar e destralhar as coisas conforme for possível já encaminhar para algum lugar! Algumas coisas são muito difíceis mesmo e essas vieram comigo para Londrina, muitas já foram e outras continuam, mas um dia partirão, quando eu estiver preparada!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vício em compras pela internet...

Adoro comprar pela internet. Comprei a tv dia 26 de maio e todo processo de escolha está aqui. O prazo de entrega era de dezoito dias e já no dia 04 de junho foi entregue e para completar justo nesse dia fiquei em casa para que um rapaz colocasse alguns quadros na parede e o mesmo rapaz também colocou a televisão na parede e programou. Chegaram juntos o rapaz e a televisão. Foi muita sorte! Sinceramente eu nem saberia ligar sozinha!

Se me arrependi da tv? Claro que não! Mas... e tudo tem um mas... o Pedro não conseguiu jogar ou assistir tv com os óculos 3D porque disse que ficava tonto, também não conseguiu jogar vídeo game e levou o aparelho de volta para o quarto, segundo ele a tv é muito grande e ele está acostumado com tela menor.

Afora isso, é possível assistir diretamente do youtube filmes e shows, acessar o netflix sem precisar trazer o vídeo game para a sala e a imagem é simplesmente sensacional. Considerando o desconto que consegui acredito que não teria sido muito mais barata uma televisão sem 3D.

E essa coisa de adorar comprar sem sair de casa não é de hoje!

Antes da internet eu comprava em leilões da tv. Não sou muito de sair de casa e esse era meu divertimento. Entrava sério nas disputas de obras de artistas até então desconhecidos para mim e comprava outras coisas: caixinha de jóia de chifre de rinoceronte do alaska (rs), bonecas alemãs com cadeirinha vime, tapetes persas e por aí andava a vida.

Depois veio a possibilidade de comprar pela internet e o estrago foi grande. Certo que não cheguei ao ponto de ficar insolvente, mas gastava muito em compras pela internet, de coisas inimagináveis, livros, CD's, coletâneas de CD's, trilogias de DVD's, gravuras, roupas, sapatos, jóias, bijouterias, bonecas de porcelada e tudo mais que você possa imaginar.

Em determinada época, muito tempo atrás, parei de fazer isso, mas o vício era tanto que até hoje perdura. A diferença é que houve compro somente o que realmente preciso e uso uma tática boa para controlar a vontade, pelo menos para mim é boa:

- entro nas lojas virtuais, encho o carrinho com tudo que eu imagino que quero e, antes de proceder ao pagamento, fecho a página e vou fazer outra coisa. Assim, tenho a sensação de comprar e não gastei centavo algum.

Pode parecer ridículo procedimento acima e somente o entenderá quem já teve o vício de comprar compulsivamente pela internet.

É preciso achar saídas para a mudança de hábitos, mesmo que a saída seja não estirpá-lo totalmente e sim simplesmente agir de forma diferente quando chega no final do processo, se é que me entendem!

Acredito que chegará uma hora, e parece que já está próxima, em que poderei abandonar esse ritual de encher o carrinho e fechar a página antes da compra.

domingo, 8 de junho de 2014

Planilha de controle dos gastos mensais...

Que tal fazer uma planilha mensal começando hoje? Apenas uma tentativa de trinta dias para que possa ter uma idéia de como anda sua vida financeira.

Durante esse período anote tudo que gastar, até aquele cafezinho no meio da tarde. Separe por rubrica "alimentação em casa", "alimentação fora de casa", "aluguel ou financiamento", "condomínio, água, luz, gás", "despesas com educação", "despesas com transporte", enfim faça uma lista das suas despesas e divida por categoria conforme lhe agradar e for de melhor entendimento.

Passado esse tempo tire alguns minutos para analisar o resultado.

- os valores mensais recebidos foram suficientes para as despesas?

- você entrou no vermelho - cheque especial ou parcelou o cartão ou ficou devendo para alguém ou atrasou o carnê de alguma loja? verifique os juros que está pagando nessas dívidas e negocie com a instituição financeira talvez um empréstimo com juros menores e quite todas essas dívidas, ficando apenas com essa do empréstimo, pois o valor concentrado em uma única dívida lhe trará mais clareza e menos gastos com despesas bancárias;

- você não entrou no vermelho, mas sobrou algum valor para a poupança? No mínimo dez por cento da nossa renda deve ser guardada para termos um respaldo em caso de necessidade ou mesmo para realizar algum sonho. Não sobrou? O que você pode cortar no próximo mês para que sobre esse valor para poupança? Quem sabe deixar de jantar ou almoçar fora, quem sabe diminuir o número de compras pessoais, quem sabe transferir aquela manicure de uma vez por semana para uma vez a cada quinze dias. Pequenos gastos realmente levam nosso dinheiro.

Crie o hábito de controlar as despesas e devagar vai conseguir enxergar como existem muitas possibilidades bem melhores para aplicar os valores da sua renda mensal do que sair gastando sem nenhum critério.

Boa sorte!



sábado, 7 de junho de 2014

Mais do mesmo consumo...

Algumas pessoas perguntam porque fiz o "ano sem compras" e outras acham engraçado pagamentos à vista ou mesmo a poupança programada: valores que são poupados antes do pagamento das contas mensais. Ouço frases do tipo "tinha que ser você para comprar no boleto", "não consigo fazer isso", "quem sabe um dia", tudo acompanhado de um sorrido de acomodação e vontade de ficar na zona de conforto.

Talvez as pessoas se conformem ao consumismo desenfreado em razão de ser muito difícil sair ou agir fora do sistema adotado pela maioria das pessoas. Difícil porque fomos acostumados a consumir sem pensar. Difícil porque parecemos estranhos aos olhos do mundo. Difícil porque achamos que temos necessidade de coisas supérfluas. Difícil porque devemos acompanhar as inovações tecnológicas e caí nessa com a televisão, mas ainda bem que minhas escorregadas tem sido poucas. Difícil porque sai do lugar comum.

A lógica do mundo atual é consumir mais a cada vez mais. Já viram a propagando da lava-louça? Lavar loucas a mão é o mesmo que cortar grama com um carneiro ou coisa assim, vi de relance. A maioria das pessoas não gosta de lavar louça, não posso dizer que gosto, mas faço de bom grado somente para ver a pia limpa e a cozinha organizada. Não consigo imaginar ir colocando a louça na maquina após limpar com guardanapo e depois esperar encher para somente a partir daí lavar, somado a isso o fato de que é uma tarefa muito rápida, nao levo mais do que quinze minutos para deixar tudo do jeito que gosto. Está bem! A pessoa tem uma família de dez pessoas e aqui em casa são somente três pessoas: aí que entra o bom senso e no caso de uma família imensa talvez seja uma boa e consciente pedida.

Mas... eu preciso de uma lava-louça sob pena de ser considerada pré-histórica pela propaganda. Não, definitivamente não quero uma máquina dessas no meu momento atual.

Viver com menos. Consumir o essencial. Caminho árduo e que para ser seguido depende de muita perseverança e também de muita coragem.

Tantos equipamentos desnecessários, tanto espaço que se faz necessário para guardar tudo, tanta coisa para limpar, muito trabalho para ganhar todo esse dinheiro que vai ralo abaixo.

Semana passada em um grupo do facebook discutiam as donas de casa sobre a forma de guardar potes, sobre os duendes comedores de tampas e lá pelas tantas uma postou que queria saber como as pessoas que moram naqueles apartamentos minúsculos que da porta de entrada até a área de serviço tem um corredor que "chamam" de cozinha fazem para organizar as coisas. Ora, é muito simples... basta ter o essencial e o que é usado, ou será que preciso de uma casa imensa para deixar todas as tralhas guardadas?

Nesse caminho todo e importante encontrar os seus limites, suas reais necessidades e isso varia muito de uma pessoa para a outra.

Seguidamente vejo pessoas mudando para uma casa maior. Preciso de mais espaco. Preciso de mais conforto. Será que se dão conta de que terão mais despesas, mais lugar para juntar tralhas, mais espaço para limpar? 

Dia desses uma pessoa que está vendendo uma enorme casa em um Alphaville da vida mencionou sobre esse sonho da casa grande. O que sera que passa na cabeça das pessoas quando querem uma casa grande e realizam esse sonho? Nem mesmo sei o que passou na minha cabeça quando realizei esse sonho, foi algo repentino, embora não tenha me levado a financiamento e não tenha tido esse incômodo para resolver.

Um lugar menor está me trazendo maior clareza, mais tempo, menos despesas e está sendo uma forma de enxergar algumas coisas erradas que eu estava fazendo sem sequer perceber em termos de assumir algumas coisas que não eram minhas ou não deveriam mais ser minhas.

Precisei radicalizar com o "ano sem compras" para poder desautomatizar hábitos há muito arraigados, para poder enxergar o que realmente era importante, mas a maioria das pessoas não precisa chegar a tanto, basta começar a olhar a sua volta de uma forma diferente, retirando o que incomoda, retirando o que não é usado, deixando somente o essencial, coisas que também fiz durante o primeiro ano sem compras, somente esse passo de retirar as coisas ja traz bastante clareza e se torna uma constante, mesmo porque perfeição não existe.

Depois e preciso avançar para aquelas coisas que tem um apelo emocional forte e penso que é a parte mais difícil, embora não impossével, e a parte mais demorada, sendo que estava meio "estagnada"  nela e melhorei bastante nos últimos meses.

Tão fácil falar para os outros que determinado item não importa e deve ser descartado! Difícil é fazer isso quando a coisa nos pertence, dai os papéis invertem e as pessoas é que não nos entendem.

Assim, no início do caminho temos que traçar um plano mesmo que mentalmente e descobrirmos porque queremos uma vida uma mais simples e o que isso trará para nosso dia a dia.

Normalmente as pessoas que escolhem esse caminho pensam que ele é o melhor e tentam impor para as pessoas próximas o mesmo comportamento em atitude completamente incorreta. Ora, se eu decidi ser minimalista ou tem uma vida simples não quer dizer que minha família tenha obrigação de pensar da mesma forma, talvez aprendam e decidam por isso pelo exemplo, jamais pela imposição.

Seguindo esse caminho terminei por descobrir que alguns relacionamentos não valiam a pena, outros precisavam ser fortalecidos, alguns compromissos devem ser evitados e outros precisam que realmente um tempo deve ser reservado. Assim, tenho todo tipo de lixo a ser trabalhado e devagar as coisas vão ficando claras.

Ora, se a vida mais simples está sendo vivida menos dinheiro será necessário e mais tempo sobrará para ser dedicado ao que realmente se gosta e dá prazer.

Procure um caminho, tente, persevere e seja feliz!!!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

E o recebimento parcelado... e a mudança nos hábitos?

Sempre falo por aqui a respeito de evitar compras parceladas por diversas razões, por exemplo:

- você acumula diversas "parcelinhas" e no final do mês quando chega a fatura tem um valor que muitas vezes não consegue pagar ou compromete as demais despesas ou impede que você inicie ou continue uma poupança;

- o famigerado valor à vista sem juros é uma farsa, sempre há juros embutidos, tanto que nas compras pela internet a maioria dos sites já está concedendo desconto de 12% (DOZE POR CENTO) para compras pagas através de boleto bancário ou débito em conta;

- quando não tem o valor guardado você acaba comprando por impulso, ou seja, não pensa, afinal é só mais uma parcela mensal, mas... se você pensar no produto e guardar mensalmente o dinheiro da parcela para comprar à vista quando alcançar o valor com a poupança pode ocorrer algo muito diferente: você desistir da compra por ter concluído que não necessita ou não quer aquele item;

- crianças percebem que os pais compram parcelado, não adiam desejos e criam hábitos de consumo semelhantes com prejuízos para toda a vida financeira futura desses pequenos seres.

Nunca falei sobre o recebimento parcelado. Algumas vezes temos créditos para receber de terceiros e, por uma razão ou outra, a proposta é de parcelamento. Para não perder ou pelo menos ter a esperança de recebimento rs terminamos por aceitar.

Ocorre que o valor pode ser muito bom, mas se você receber em pequenas parcelas elas acabam se incorporando nos gastos mensais e nem a cor do dinheiro é vista. Então, dia desses sugeri para uma pessoa que colocasse o valor das parcelas em uma poupança, como se não estivesse recebendo naquele mês, sendo que no final do parcelamento decidiria o que fazer com o total que, para felicidade de quem poupa, ainda estaria acrescido de juros e correção monetária da instituição financeira (pequenos valores a esse título, de qualquer forma melhor que nada!).

A pessoa olhou para mim com cara de "essa mulher é louca" e falou "não consigo fazer isso", terminando a conversa pela opção de receber as parcelas em conta corrente com disponibilização imediata desse valor da parcela, o que na minha opinião vai acarretar pequenos gastos e pouco investimento no que realmente importa. 

Comentando com outra pessoa sobre o ocorrido ela exclamou rindo "essa é das minhas!!!", ou seja, está inserido na mente de muitas pessoas que não adianta economizar, que é preciso gastar, que é necessário ter todo e qualquer valor disponível para gasto imediato. 

Realmente essas pessoas jamais saberão o que é ter uma vida financeira equilibrada e jamais terão paz quando chegarem no final do mês e continuarão com a mesma conversa, rindo da poupança, do consumo consciente, da necessidade de planejamento e orçamento familiar e ao mesmo tempo reclamando ou informando a todos que estão sem dinheiro, que não sobra nada após receberem o salário. E, o pior, essas últimas informações são dadas rindo porque não conseguem tomar nenhuma atitude que mude a situação em que se encontram.

É preciso não atender aos apelos de satisfação imediata. Como dito acima, é preciso adiar desejos, ponderar se realmente são importantes e somente depois, se for o caso, realizar tais desejos. Planejar o futuro e o que queremos, aliás falando em termos financeiros, "o que você quer daqui um ano" e "daqui a dois anos" e "daqui cinco anos"?

Pois é. Muitos não conseguem responder essa pergunta porque simplesmente vão vivendo e levando as coisas como sempre fizeram: sem planejamento. Para ser bem sincera, nem mesmo limpeza e organização de casa funciona sem planejamento e vida financeira sem orçamento, sem poupança, sem um plano de ação, termina por virar o caos e trazer estresse.

Já falei também por aqui do meu antigo prazer em andar com sacolas pelo shopping, receber atenção daquela vendedora tão solícita e achar que isso me dava algum prazer na correria do dia a dia. Horas de lazer gastas em shopping em busca de uma satisfação inexistente ou pouco duradoura, tendo a satisfação pelos poucos minutos que lá estava e quando chegava em casa sequer abria as sacolas ou usava o produto. 

Pura associação de consumo com prazer. Nada mais errado e ainda bem que mudou!!! É muito mais prazeroso ter valores disponíveis, atender necessidades e até alguns desejos sem comprometer a saúde financeira. 

Hoje em dia consigo fazer muita coisa que antigamente nem imaginava ser possível sem um parcelamento ou sem um consignado ou sem entrar no vermelho. E isso realmente vale a pena. Tenho muito menos estresse financeiro e isso leva a uma qualidade de vida melhor.

Antes de entrar aqui para escrever resolvi mandar um presente para meu pai e minha mãe. Certo que desde que iniciei o primeiro "ano sem compras" estou muito devagar com presentes, mas como era um pensamento recorrente e levou algumas semanas de pesquisa sem que a vontade passasse rs fiz um agrado para os velhinhos e mandei uma televisão porque a que dei anteriormente tem mais de dez anos. Mais uma vez pesquisando e diferenças de R$ 500,00 entre um site e outro mesmo pagando à vista. Alguma coisa está acontecendo na economia desse nosso País! E olha que o valor foi menor do que aquele que paguei pela minha, o espaço deles para colocação da tv é menor, e a diferença foi parecida comparando somente os preços da internet.

Pois bem. Qual a razão de estar comentando esse presente? Fosse há muito tempo e eu nem pensaria porque dependeria de parcelamento ou de outras formas de pagamento com juros ou deixaria de fazer alguma coisa para mim.

E as pessoas dizem "não consigo fazer isso". Claro que eu pensei que também não conseguiria, afinal fomos criados dessa forma e para o consumo e para atender desejos e para pensar que temos prazer no consumo.

No começo, quando me dispus a mudar, foi muito difícil e quem acompanha esse blog sabe o quanto foi difícil e consegui até alguns sintomas físicos, mas é preciso perseverança, é preciso desenvolver uma disciplina e ir saindo da roda vida do consumo. Consumir? Sim, mas racionalmente e não mais movida por emoções que nada tem a ver com o item que entra em casa.

Você já mudou algum hábito de consumo ou acha que é incapaz de fazer isso?