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sábado, 28 de junho de 2014

E as minhocas?

Publiquei um post em outubro de 2012 "Comprei vinte minhocas!" e achei que estava esquecido, mas essa semana a Gabriela quis saber das ditas minhocas.

Acredito piamente que Julia Roberts, mencionada no texto, tenha contratado algum especialista para mexer com esses bichinhos e aquela história de toda bem vestida mexendo na linda composteira foi apenas marketing.

Não funcionou! Na época da sopa até que eu conseguia ver as minhocas lindas e saudáveis e se multiplicando, cumprindo devidamente o papel para o qual foram contratadas: transformar lixo orgânico em adubo.

Quando a composteira foi para o lado da cozinha na casa em Cornélio comecei a sentir um cheiro forte, aquela coisa ficou molhada, as minhocas encharcadas, o chorume não descia para a caixa certa, bichos - larvas, mosquitos, etc - que se proliferavam maravilhosamente bem e nada de indício de adubo ou transformação correta do conteúdo da caixa.

Até que... desisti!!! As caixas passaram a ser usadas para impedir a visão da rua pelas cachorrinhas que assim latiam menos e a última notícia que tive é que foram colocadas para doação.

Então... as minhocas morreram... !!! Continuo separando o lixo, mas todo ele é levado pelo caminhão da prefeitura... rs

terça-feira, 27 de maio de 2014

E ela só queria comprar uma televisão...

Já falei por aqui sobre minha televisão e sua mancha na tela. Não, não vou investir para consertar o que está estragado, mesmo porque as coisas são feitas para ter durabilidade limitada (obsolescência programada) e corro o risco de consertar a tela e outro defeito aparecer fazendo com que perca o dinheiro do conserto.

Venho adiando a compra desde antes de janeiro de 2012, olhem esse post "relação com o consumo". Depois em 20 de agosto de 2012 lembrei porque não fiz a compra e, finalmente, em 25 de agosto de 2012 saiu uma matéria mencionando o blog e a obsolescência programada. A seguir o assunto foi esquecido.

Quase dois anos depois volto ao mesmo assunto e quero realmente trocar o aparelho em razão das novas tecnologias, para ter uma tela sem mancha, para que a televisão seja mais "fina" e esteticamente mais bonita, para poder acessar a internet e assistir netflix ou filmes pelo computador sem ter que ligar outro aparelho na TV, para que o Pedro possa jogar.

Nesse ponto o problema surgiu. Antigamente uma televisão era apenas uma televisão para que pudéssemos assistir filmes e nossos programas favoritos, sendo dessa maneira até há pouco tempo ou pelo menos até que comprei a última em 2007.

Primeiro consulto um amigo sobre o que é smart tv e quanto ao modo de iluminação do painel (tela), concluindo que deveria ser "LED" e com função "internet"(smart).

Descubro então que tem um tal de "interaction ready dual core", "interaction quad core" e lá vai pesquisar o que é isso, embora o Pedro já tenha adiantado que tinha relação com processador. Lê daqui e dali para concluir qual o melhor mesmo sem entender muitos termos técnicos.

A marca, segundo um amigo, deveria ser Samsung, líder no mercado nessas tecnologias há sete anos.

Bem, daí precisa comprar separado o teclado e tem que comprar separado uma câmera. Nem olhei o preço desses acessórios porque sequer entendi como funcionam as ditas "facilidades".

Quantas polegadas? Pesquisa que pesquisa as recomendações para o tamanho da sala, calcula o tamanho de tv que seria a ideal. 42 polegadas, mas a vizinha tem uma de 47 que ficou perfeita. Consulta o arquiteto que diz que 40 está ótimo e se quiser efeito cinema pode comprar 46 ou 47 polegadas. Opta pela 46.

Chega o Renato, no meio de processo de escolha, e menciona ter assistido um filme em uma televisão 3D elogiando muito essa tecnologia e lá veio mais uma coisa a ser levada em conta. Vamos então procurar, além dos itens acima, uma que tenha 3D e que já venha com quatro óculos.

Verifico os preços e estão muitíssimo mais baixos do que quando "sapeei" da última vez, praticamente metade do preço. Algumas lojas, além do desconto que parece ótimo, oferecem mais 10% de desconto para pagamento no boleto bancário.

Consulto o Pedro perguntando se após a Copa as televisões vão baixar de preço e nosso economista de doze anos nem pensa para responder: "estão no preço que valem e não vão baixar".

Pesquisa do preço em loja física e quase R$ 1.000,00 acima do valor da internet. Pesquisa na internet e diferença de até R$ 500,00 entre uma loja e outra mesmo no pagamento com boleto bancário. Logicamente comprando no local mais barato embora o prazo de entrega seja vinte dias e na realidade não tenho pressa.

Boleto bancário ou em única parcela para o vencimento do cartão ou cartão de débito: únicas formas que me permito pagar as coisas atualmente, pois nunca mais quero parcelar nenhuma compra. Então funciona assim, você vai juntando o dinheiro e somente compra quando já tem o valor integral e se ainda estiver interessada no produto.

Os descontos das lojas virtuais para pagar através de boleto bancário já estão chegando a 12% e antes não passavam de 5%, ou seja, as lojas estão admitindo que no parcelamento existem juros embutidos. Será um sinal de volta da inflação galopante de décadas atrás?

Querem saber se comprei a televisão? Sim, depois de muito pesquisar e me informar e conseguir o preço supostamente justo, comprei ontem.

Após decidir conversei com uma colega e ela falou que se eu queria a função "jogos" deveria pensar que o vídeo game do Pedro é Sony, não existindo venda casada em tese, mas então esse vídeo game seria mais compatível com uma tv Sony. Ponderou outras coisas relativas à imagem dizendo que a Sony era muito superior a todas as demais marcas disponíveis no mercado. Enfim, ponderações bastante pertinentes. Ocorre que eu já havia decidido qual eu queria e já havia comprado.

Outra colega falou, que mora em um apartamento pouco maior que o meu, ter uma televisão em cada um dos três quartos e uma na sala, sendo que cada qual assiste o que quer e isso termina por afastar a família.

Pois bem. Eu tinha liberdade até para comprar uma televisão com mais opcionais ou facilidades porque temos apenas uma em casa e conseguimos administrar bem tempo de jogo, tempo de filme, tempo de outros programas, sendo que a única alternativa é todo mundo ficar "amontoadinho" no sofá e a casa seguirá para sempre com uma única televisão.

Você consegue esperar para realizar seus desejos ou precisa satisfazê-los imediatamente? Você realiza as compras sem pensar ou pesquisa antes? Já pesquisou preços e achou grandes diferenças?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Rodo: amor à primeira vista ou por ocasião do primeiro uso...

Uma leitora após ler o post sobre minha imunda cozinha sugeriu um rodo especial, o Mop Bettanin.

Não encontrei na minha cidade da marca indicada. Encontrei outra marca no Carrefour, mas não comprei para não atravessar o shopping carregando um rodo. Ontem encontrei outro similar na Telha Norte, o valor de R$ 44,50 e achei bastante razoável para as maravilhas que nossa leitora prometeu.

Cheguei em casa cansadíssima depois de trabalhar das 08h30 às 18h00, com reduzido intervalo e ainda sair para honrar compromisso com o Pedro de levá-lo para jantar no shopping. Cansada e mesmo assim não resisti ao novo rodo.

Passei na cozinha que já estava "daquele jeito" novamente apesar da recente limpeza. Simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O. Esponja que realmente limpa, aperta-se o dispositivo e a esponja fica limpa em seguida, recolhe todos os resíduos de sujeira, inclusive cabelos.

Nunca mais cozinha suja! Com a vantagem que não tenho que lavar o pano de chão na tentativa vã de deixá-lo branco após limpar o chão imundo. Passa sabão, esfrega, deixa de molho, passa a escova, enxagua e toda aquela via crucis que eu passava com esse famigerado pano acabou para sempre.

Li alguns comentários no google sobre problemas que esses rodos apresentam quando a esponja original é substituída pelo refil e nem isso fez minha paixão diminuir, até acho razoável um novo rodo se a esponja estragar tamanho o benefício para minha saúde física e mental.

Ele ainda fica pequeno para guardar, tem regulagem no cabo. 

Incrível como coisas desse tipo andam me deixando feliz ultimamente, só eu sei o trabalho que certas coisas me dão e quando me livro desse trabalho o alívio é imediato, tal qual aquela propaganda de algum medicamento que não recordo o nome.

Agradeço por ter esse blog, agradeço por ter maravilhosas leitoras, agradeço pelas maravilhosas sugestões e toda a família agradece a cozinha limpa sem esforço. Os únicos pesarosos são os panos de chão que irão sumir, partirão para outra dimensão para nunca mais voltar.

Isso literalmente é minimalismo!

* Isso não é um publipost!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Quem disse que você pode?

Passei dois dias longe do blog. Sábado fiquei de cama em razão de uma anestesia para restauração de um dente. Incrível! Devo estar bem ruinzinha, pois já consegui quebrar a raiz de um dente com uma castanha, fiz o implante e voltei a trabalhar logo em seguida. Uma restauração me derrubou! Lindo!

No domingo era dia das mães, então tempo cem por cento para os filhos em Cornélio. Depois, voltar para Londrina e entrar naquela roda de organizar tudo para a semana.

Mesmo assim meu final de semana foi produtivo. Quando caio na cama consigo ponderar algumas coisas que nem passam pela cabeça na agitação do dia a dia e chego a conclusões por vezes um tanto óbvias, mas que passam despercebidas.

A saga do apartamento "acabou de terminar". Muita viagem e a partir daqui vocês verão as fotos das fases depois da mudança que acontecerá no dia 24 desse mês. Não vai adiantar divagar, ponderar e ficar andando feito uma barata tonta.

O fato é simples: existe um limite financeiro bem pequeno, milhões de coisas para fazer e é preciso estabelecer um orçamento para cada item, parando assim de delirar com coisas mirabolantes. Sim, eu sou assim, consigo delirar com coisas fora do alcance e quando volto ao normal percebo a perda de tempo.

E foi preciso ficar deitadinha, quietinha para me dar conta do que sempre falo aqui: consumo consciente, orçamento, desnecessidade de dívidas (não vou cobrar nada a prazo, definitivamente!), controle financeiro.

É, Ziula, agora chega, né? Devagar se vai ao longe.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Eu odeio passar roupa!!!

Tenho uma colega que seguidamente, com os olhos marejados não sei de vontade de chorar de tristeza ou de raiva, afirma fervorosamente:

- Eu odeio passar roupa e tenho uma pilha desse tamanho para passar - aponta para o chão e faz sinal da altura da mesa de trabalho. 

Continua falando:

- Não consigo empregada, não estou aguentando!

Está certo que passar roupa não é tão prazeroso como lavar louça. Adriana, ainda te convenço que lavar louça é uma terapia e já foi constatado esse fato pelo meu filho mais velho que chegou estressado do trabalho, parou, pensou e disse:

- Vou lavar a louça!

Depois comentou comigo que desestressou completamente.

Pois bem. Em todas as situações da vida você tem dois caminhos: lamuriar-se e fazer as coisas sofrendo ou simplesmente fazer com amor. O segundo caminho é o que leva à felicidade.

Quando vou passar roupas fico pensando na pessoa que vai usar, aliso, faço com carinho, apesar de não ser o que eu gostaria de estar fazendo no momento, mas não adianta ficar reclamando e terminar com uma dor terrível de autoflagelo na coluna.

Minha consciência ambiental nesses momentos desaparece por completo. Bem sei que devemos juntar muitas roupas para compensar a energia gasta com o ferro de passar, mas passo de quatro a seis peças por dia.

Você pode deixar o problema acumular e passar horas tentando resolver ou resolver por partes cada situação que aparece.

Já estou pendurando roupas no cabide para secar, como sugerido por uma leitora, e isso tem diminuído sensivelmente o número de peças para passar. Izabel usa camisetas justinhas que não passo, pois se amoldam ao corpo e são "passadas" com o próprio calor da pele quando usadas (que romântico!). Pedro tem camisetas da escola e só usa camisetas de algodão fora da escola, tem onze anos e não vou impor material sintético. As roupas do Pedro passo todas, afinal um espírito antigo e exigente tem que ser atendido no mínimo de suas necessidades.

Então, lavo roupas todos os dias, passo roupas todos os dias e isso não toma mais do que trinta minutos do meu dia, no máximo.

Sabe de uma coisa? Recuso ficar reclamando da vida, recuso rejeitar mentalmente atividades que devem ser realizadas, recuso sofrer pelo que não tem jeito, recuso ir contra a corrente.

Afinal, o que não tem solução está solucionado! Não tem solução e cabe à você decidir se fará sofrendo ou sorrindo! Prefiro sorrir! Aliás, na viagem o Pedro fez uma observação interessante:

- Nossa, mãe, você está sempre dando risada!!!

E é assim que tem que ser! Seja bom ou ruim, tudo tem um jeitinho menos estressante de fazer!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

E a mudança rendeu uma cortina burgundy

Pois é, pois é, as crianças ainda não viram e ficarão escandalizadas com a casa da luz vermelha. Não me peçam fotos, recuso terminantemente postar como ficou.

Aconteceu o seguinte: quando visitei o apartamento que aluguei deixei de perceber que o sol era da tarde. Essa semana cheguei em casa e fiquei cozinhando na sala, ou melhor, fiquei sentada na cozinha por não aguentar mais cozinhar na sala. Isso já havia acontecido no dia da mudança, mas realmente não pensei que fosse tão sério.

Hoje uma amiga chegou em casa e questionei sobre a disponibilidade de tempo de procurar uma cortina comigo. Cortina de trilho por azar e trilho colocado embaixo de um rebaixamento de gesso. Fosse de varão eu teria. Riachuelo somente tinha cortina de varão, lindas por sinal. Pernambucanas tinha cortinas lindas, também de varão e duas opções para trilho: estampado de lençol parecendo chita e uma burgundy.

Não, não vou investir em cortinas para morar três meses e depois ir para a casa nova. A cortina custava R$ 79,90 e ela mesma foi para casa. Chegando em casa começou o pesadelo para a Adriana, sim porque àquelas alturas eu já estava com a coluna destruída.

Sobe a Adriana na escada e começa a colocar a cortina no trilho. Gente! Tem coisas que deveriam ser proibidas. A cortina é tão simples, tão simples, que o item que vai sendo colocado no trilho é de plástico e o pior é que fica apertado e não deixa a cortina correr, pior também a situação que alguns vão quebrando quando são colocados.

Então, ficou um desastre!!! com pedaços caindo, além da cor horrorosa. 

Comprarei os itens em metal, costurarei na cortina e penso que ela vai ficar um pouco menos pior.

O que ocorrerá com a cortina daqui três meses? Perguntei para a Adriana quem iria gostar daquilo e ela falou que a avó dela adoraria. Pois bem, a avó dela será presenteada com uma cortina burgundy e até pedi que ela já levasse o bandô.

Mudanças, mudanças e improvisações!!! Consumo não tão consciente, mas foi o que se pode arranjar.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Herdeira da compulsão alheia

Isso acontece! Pessoas próximas compulsivas deixam sua herança e depois não sabemos o que fazer com o resultado.

Hoje estava arrumando o quarto da bagunça ou quarto preto (os móveis são pretos e a coisa estava preta). Ainda não terminei e depois posto as fotos.

Uma prateleira cheia de quadros devidamente emoldurados. Molduras já estragadas e aquelas que eram brancas estavam amarelas. Espaço ocupado. Falta de espaço no futuro. Preparação para a venda da casa e depois encontrar uma casa menor para o Renato que permanecerá em Cornélio Procópio. Preciso ter menos coisas.

Quadros e mais quadros, afora os quadros que estão na parede. O Renato falou que no apartamento em Londrina mesmo que eu coloque inclusive nos banheiros não haverá espaço suficiente e ele está coberto de razão.

Tirei da moldura aqueles que havia recebido de presente e com a pergunta persistente se haviam sido colocados em moldura, assim guardo o trabalho e ocupa menos espaço.

Fiz a doação dos quadros que pintei. Pintei? Bem, não foi isso que aconteceu! Quando tirei licença maternidade por ocasião do nascimento do Pedro resolvi fazer aulas de pintura para passar o tempo. Bebê tranquilo, mamava e dormia e eu sem trabalho. A professora praticamente não ensinava, apenas "corrigia" e nessa correção fazia a pintura sozinha, logo, não sinto que eu tenha pintado qualquer quadro.

Aliás, o único que comecei a fazer sozinha em casa levei para ela. Era uma flor e ela perguntou se era um ovo frito. Desisti da carreira de pintora, doei as tintas, cavalete, pincéis e nem vou mais tentar.

Encontrei meu vestido de noiva, usei em 1983, separei em 1992 e lá estava o vestido estendido na caixa. Ia colocar para doação, completamente amarelado. Olhei os bordados. Primeiro pensei que minha vó tinha costurado, depois lembrei que o vestido que ela fez foi para o baile de debut. Mesmo assim fiquei com dó. Chega a Izabel e coloca o vestido dizendo "vou casar com ele". Duvido muito, mas o vestido ficou.

Minha previsão é que a sessão desapego fique muito pior daqui pra frente, pois muita coisa foi embora e ainda existe muita coisa para despertar lembranças, sentimentos e a exigir muita força de vontade para ser dispensada.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O rapaz do mármore

Hoje apareceu o mesmo rapaz que consertou a pia do banheiro do Renato. Lembram? Quebrou a pedra e achei que somente poderia ser trocada por uma nova. Ele consertou! Ficou perfeita e combinando com os demais acabamentos em mármore do banheiro, evitando assim outros gastos.

Pois bem. Agora foi a vez da pia da cozinha, estava vazando, criando risco de terminar com a madeira do armário. Colocava silicone. Voltava a vazar. Panelas molhadas. E por aí vai. O mesmo rapaz se dispos a arrumar. Tirou a cuba, lixou, colou novamente.

Na hora do pagamento ele pediu R$ 80,00 pelo serviço. Desci com uma nota de R$ 100,00 já disposta a dar o valor integral. Ele falou que não tinha troco e perguntou se eu não tinha o valor já trocado. Falei que todo o valor era para ele, que eu muito grata por ele ter arrumado a pia do Renato e cobrado um valor justo, além de ter evitado jogar mais lixo no planeta.

Eu não esperava a reação que ele teve quando eu disse para ele ficar com a nota de R$ 100,00. Encheu os olhos de lágrimas e disse que eu salvei o orçamento dele. Gente! Somente dei R$ 20,00 a mais. Como R$ 20,00 podem salvar um orçamento? Que mundo vivemos onde R$ 20,00 para uns não é nada e para outros é a salvação? O que estamos fazendo com nosso dinheiro? Será que damos valor para tudo que temos?

Só sei que fiquei muito emocionada e falei que sempre que precisar, tanto em Cornélio (onde o Renato continuará morando) quanto em Londrina, chamarei e ele falou que para mim faria qualquer serviço... foi um caso de gratidão mútua.

Ele me contou que sonha trabalhar na bolsa de valores, atender o telefone, gritar, vender ações, mas ainda não terminou o ensino médio. Prometeu que terminaria o ensino médio, disse ter intenção de fazer um curso de logística também e eu pedi para ser informada quando da realização desses sonhos.

Gostei muito do rapaz! Espero que ele tenha forças para realizar tudo que pretende!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Pia do banheiro...

Antes de viajar liguei para cinco marmorarias, ninguém apareceu para fazer orçamento para colocar uma nova pia no banheiro do Renato que simplesmente apareceu com o mármore trincado e depois simplesmente caiu derrubando a cuba. Mistérios do desgaste natural das coisas.

O seu Basílio, meu marido de aluguel, conseguiu arrastar um rapaz da marmoria. Referido rapaz sequer deu orçamento e disse que ligaria depois. Conversamos e ele, sabendo quem eu era, fez algumas observações quanto ao trabalho que ele desenvolvia e alguns problemas que teve na Justiça do Trabalho. Ali fiquei sabendo que eu não teria o orçamento da pia nova e realmente não tive.

Quando cheguei de viagem olhei a pia e estava inteirinha, igual à pia anterior. Pensei que o rapaz que o seu Basílio havia conseguido alguém para fazer uma pia exatamente igual. Ficou ótima, foi a única constatação possível. Até o mármore era igual e isso era uma grande vantagem, pois os demais acabamentos do banheiro são do mesmo mármore.

Somente à tarde fui descobrir que era a mesma pia. O profissional procurado sugeriu que o mármore fosse colado e depois polido, explicando que é assim que trabalham e nem a emenda aparece. Como prêmio ainda tive que pagar um valor bem menor do que pagaria por uma pia nova.

Como é difícil conseguir alguém para fazer pequenos reparos e como fiquei feliz com esse profissional que evitou jogar mais lixo no planeta, consertando a pia estragada e permitindo que eu economizasse.

Parabéns para ele!!! E para o seu Basílio, sempre tão prestativo e resolvendo todos os problemas domésticos que escapam da minha capacidade de solução.

sábado, 24 de novembro de 2012

Louças...

Já se passaram 513 dias do início do primeiro ano sem compras e realmente não comprei mais copos, xícaras, pratos, etc.

Ontem estávamos no mercado e fui olhar pratos rasos. O Renato disse "não gostei desses pratos e são muito caros".

Hoje na hora do almoço começamos a olhar os pratos que estamos usando: pratos promocionais da Nestlé, brancos, com borda bege clara e desenhos de folhas em vermelho, centro com desenhos em bege do Laçador (Porto Alegre - Rio Grande do Sul), Ponte Hercílio Luz (Florianópolis - Santa Catarina) e Jardim Botânico (Curitiba - Paraná). Mesmo com todos esses desenhos representando o sul de nosso amado Brasil, os tais pratos são feios pra danar, grossos, enfim, promocionais mesmo.

Os outros pratos terminaram, deve haver um de cada um dos jogos anteriores, totalizando uns três pratos que não combinam um com o outro.

Tenho um jogo completo, com pratos rasos, pratos fundos, travessas, sopeira, pratos de sobremesa. Não, não consigo colocar no uso diário, me perdoem! Ganhei do pai do Renato. Estou separada há quase vinte anos, mas não consigo pensar sequer em uma peça quebrada e louça quebra muito.

As xícaras? Meia dúzia de xícaras, cada uma de um modelo. Dia desses havia convidado amigas para um chá. Ensaiei ir comprar xícaras iguais, pelo menos seis. Depois pensei que se não usava no dia a dia não deveria comprar para tomar chá com amigas (pareceria coisa de casa de boneca e não vida real). Enfim, elas não vieram e não comprei xícaras.

Origem das xícaras? Cestas de café da manhã que eu ganhava de aniversário, hoje não ganho nem uma flor e isso é engraçado, sim. As xícaras vinham com o desenho do meu nome e data de aniversário, normalmente em tinta prateada e eram guardadas como relíquia, até que percebi que sequer lembrava quem havia enviado a cesta com a xícara "x". Retirei os escritos com álcool e hoje são aquelas usadas.

Espera aí. Usamos mais canecas! Logo, eu não preciso de xícaras novas!

Os copos estão um desastre. No máximo quatro de cada tipo e quando existem quatro certamente são aqueles de plástico que vieram em promoção ou eram vendidos em algum lugar turístico. Certa vez comprei jarra e copos de acrílico, lindo e caro conjunto, ainda estão por aqui, entretanto, cada dia mais riscados. Odeio acrílico!

E daí me encontro divagando sobre todos esses objetos e não vejo razão para aquelas mesas maravilhosas. É claro que adoro olhar fotos, é claro que fico feliz quando vou em algum lugar com mesa toda enfeitada, mas não preciso disso no meu dia a dia, pelo menos por enquanto.

Suas louças estão como as minhas? Devo mudar meu pensamento?

domingo, 28 de outubro de 2012

Tecnologia, consumo e desemprego

Essas mudanças tecnológicas todas me tiram do sério e é por isso que estou bastante nervosa nos últimos tempos, não é a tireóide não!

Lembro da categoria dos bancários, normalmente era a melhor remunerada e com o maior destaque na sociedade. Com os caixas eletrônicos e outras tecnologias de atendimento virtual, verificou-se uma diminuição na quantidade de empregados nessa área, bem como uma derrocada salarial, sendo que os valores recebidos hoje pela categoria são infinitamente menores que aqueles pagos antigamente.

Toda essa corrida por desenvolver novas tecnologias e novos produtos tem como maior objetivo a diminuição do custo dos produtos, entretanto gera desemprego, gera extinção de toda uma categoria de trabalhadores, além de deixar muitos e muitos à margem do mercado do trabalho por conta da impossibilidade de acompanhar e até mesmo aprender como funcionam esses novos meios de produção.

Algumas culturas agrícolas que geravam muitos empregos foram mecanizadas, outras estão sendo mecanizadas, por exemplo o corte de cana. Quanto à este último concordo que não é trabalho para ser humano realizar. Um cortador de cana tem "vida útil" pouco superior a trinta anos, entretanto fico me perguntando o que será feito desses trabalhadores que muitas vezes são analfabetos.

Pois é. Mudamos o modo de produção que era feito para gerar mais produtos e terminava por gerar mais empregos e, por consequência, movimentava a economia através do consumo que era inclusive incentivado. E agora?

Talvez migremos para um sistema diverso do capitalista, onde as pessoas sejam mais cautelosas em relação ao consumo, deixando a "ilusão" do ter cada vez mais coisas para supostamente encontrar a felicidade. 

Já estamos caminhando rumo à modificação dos hábitos, deixando de produzir adrenalina das compras por impulso e passando muitas pessoas a um consumo consciente e somente do necessário.

E como ficará a grande massa desempregada? Não sei!

Aprendi a "datilografar"- para quem não sabe datilografar é utilizar a máquina de escrever de forma correta -, fui obrigada a utilizar máquina elétrica e após uma máquina de escrever eletrônica, depois fui coagida a utilizar o computador e os programas para mim serviam apenas para "datilografar" meu serviço. Depois veio o acompanhamento por computador dos processos e atividades. Há algum tempo trabalho com processo digital no sistema do Paraná e agora mudarei para o PJ-E, sistema nacional.

Olha, é muita mudança para quem veio da máquina de escrever Olivetti ou Facit. E o pior é que essas mudanças vem acompanhadas de alterações salariais (falta de reposição por mais de seis anos, sequer considerando a inflação, apesar da Constituição prever essa reposição de forma anual) e essas alterações atingem diretamente os cargos das pessoas com quem trabalho, com retirada de funções gratificadas e isso gera uma menor remuneração, ficando cada vez mais a carreira pouco atrativa.

E lá vamos tentando adequar o consumo à essas novas realidades tecnológicas e financeiras. O que acontecerá daqui para frente? Parece que antigamente tínhamos possibilidade de sonhar, esperar tempos melhores. Hoje em dia a vida vem atropelando e a cada dia uma novidade nem sempre boa, dificultando planos e até dificultando a forma de trabalhar, pois constantes as mudanças e sequer sendo dado um tempo razoável para adaptação.

O que acontecerá daqui para frente? O que acontecerá com a multidão de desempregados criada pela tecnologia? O que acontecerá com todos nós em termos de consumo?

É preciso antecipar, no mínimo e na medida do possível, mudanças em relação ao consumo. 

Pense nisso!!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Mostra pedagógica e mudanças...

Primeiro deixa eu contar uma coisa engraçada. Quando voltei na academia, acompanhada da Izabel e do Pedro, esse último do alto dos seus dez anos e preocupado com o comportamento que eu teria com o professor aconselhou:

- Mãe, a professora falou que quando uma pessoa é mal educada com a gente devemos ser bem educados, porque daí a pessoa fica com vergonha!

Izabel também estava preocupada, considerando que tenho fama de, no mínimo, ser MUITO brava.

Bem, tive que manter a postura esperada pelas crianças e deu tudo certo, embora eu me sentisse como se estivesse me "fingindo de morta" com aquele sorriso falso.

É isso,  controlar impulsos, desejos e vontades sempre traz bons resultados.

Relatado o fato, chegamos à mostra pedagógica do Pedro que está cursando o quinto ano, antiga quarta série.

Fiquei feliz ao ver os trabalhos feitos sobre o consumo e a reflexão proposta às crianças quanto ao consumismo exagerado. Professores e outros empregados da escola foram entrevistados sobre a relação com o consumo, valores que conseguiram economizar e o objetivo dessa economia, formas de gastar menos com o lanche, tudo isso demonstrando a preocupação com o consumismo se espalhando e a formação de uma nova cultura voltada ao consumo consciente.

Todos os trabalhos foram feitos utilizando muito material reciclado e alguns voltados à consciência da necessidade de preservação do meio ambiente.

A mudança está aí, escancarada, rondando nossas casas. E você o que está fazendo em busca de um consumo consciente? Quais os sonhos você pode realizar economizando valores ao invés de fazer empréstimos? Comece hoje! Comece agora! Sonhe grande, sonhe pequeno, mas tenha sonhos e tome atitudes para realizá-los o mais breve possível!

Fotos da mostra:










terça-feira, 23 de outubro de 2012

Academia, esteira, ioga e outros assuntos...

Recebi muitos comentários no post "Qual a possibilidade de virar cabide ou já virou cabide?", então resolvi responder por aqui.

Parece que sou muito disciplinada, mas as aparências enganam. Tenho muita dificuldade em levar qualquer coisa adiante. Dessa forma,  a atualização diária do blog, o consumo consciente, o "ano sem compras", dentre outros, foram situações que me surpreenderam pela continuidade e persistência.

Analisando tudo que foi dito, vou voltar para a academia na quarta e falarei claramente sobre meu objetivo - caminhar na esteira. Bloquearei qualquer tentativa do professor em dizer alguma coisa, aliás ele teve a capacidade de mentir para o dono da academia e para minha filha que não me mandou embora e não posso responder pelos atos de pessoas que usam mentiras para se defender, somente posso responder por mim.

Quero caminhar, acompanhar meus filhos na academia, deixar de achar desculpas para não fazer exercícios regularmente. Salientando que embora não suporte aquela música alta da academia estou disposta a passar por essa experiência.

Por outro lado, não abandonei a idéia da compra da esteira.

Gostei da idéia de treinar minha determinação e também daquela de fazer outras atividades enquanto caminho na esteira, pois fico em casa atirada em algum canto e assistir um filme ou ouvir uma música mais calma enquanto caminho certamente trará bons resultados, mesmo que o uso seja por vezes menos intenso. 

Tem dias que não saio caminhar porque está frio demais, quente demais, chuvoso demais, apenas chuviscando e nesses dias seria ótimo não parar o exercício. Existem outros dias em que as crianças também não vão para a academia por um motivo ou outro, então seria mais uma possibilidade de me exercitar.

Conversei com meu filho sobre a compra e ele também pensa ser inevitável virar cabide, mas complementou dizendo que todo mundo precisa ter uma para passar pela experiência.

Mesmo assim, envidarei esforços para que não vire cabide e comprarei usada para que o prejuízo seja menor, para que algum desiludido possa passar  sua esteira para outra pessoa, para diminuir o impacto ambiental e para praticar o consumo colaborativo.

Sobre o consumo colaborativo já criei há algum tempo, desde que a Lud fez o bazar, um grupo no Facebook onde as pessoas da cidade podem vender seus itens usados que não mais utilizam e realmente tem um efeito ótimo. 

Muitas das minhas coisas já estão circulando por preço inferior àqueles praticados nas lojas, possibilitando às pessoas a aquisição de bens em ótimo estado e de ótima qualidade por um preço bastante acessível, além de impedir que vão parar no lixo e também trazendo algum retorno para mim que já recebi diversos valores de volta e que haviam sido gastos em coisas que não usava mais.

Voltei a pensar na idéia de voltar a fazer ioga,  somente preciso analisar meus horários, pois com nova filha em casa, um filho pequeno e um filho mais velho que caiu de bicicleta ontem e teria morrido se não estivesse de capacete, somado ao trabalho e mudança para a segunda Vara do Trabalho que será instalada em dezembro, com necessidade de treinamento em Curitiba, está tudo bastante confuso e trabalhoso. Seriam essas mais algumas desculpas para protelar a volta?

Quanto à hidro, acho muito trabalhoso aquela coisa de trocar de roupa, tomar banho, apanhar frio no inverno, o que me faz desistir.

Decididos os rumos próximos, vamos programando os mais distantes.

domingo, 21 de outubro de 2012

Razões para ser minimalista

Ouvi esse final de semana que se todos pararem de gastar a economia para e isso causaria desemprego. Nada mais errado! As pessoas precisam consumir até para a própria sobrevivência, considerando que não vivemos mais na roça e não há possibilidade de produzir sequer o que consumimos em termos de alimentação.

Então, não existe a menor possibilidade da economia parar mesmo que todos resolvam fazer períodos sem compras ou optem por uma vida minimalista.

Precisamos na realidade é manter um consumo consciente, onde a qualidade seja priorizada para que os bens adquiridos tenham maior durabilidade, diminuindo com isso o impacto ambiental e até o financeiro, pois compraremos menos itens.

Impressionante como vemos anúncios de queda de juros e os governos incentivam a aquisição de dívidas por exemplo para a aquisição de casa própria, gerando assim uma falsa sensação de que a pessoa tem dinheiro e pode gastá-lo, quando a realidade já mostrou que estamos longe disto, basta analisar a inadimplência.

O comportamento correto é: tem dinheiro, compre; não tem dinheiro, evite qualquer gasto, principalmente aqueles que envolvem financiamentos mesmo com juros baixos. Faça uma poupança, reserve valores e depois realize seu sonho.

More em casa menor, aproveite todos os produtos comprados até o final, evite comprar se ainda tem do produto em casa, tenha um carro se esse for necessário, mas mantenha em mente que não precisa ser o melhor ou o maior e sim aquele que tiver o melhor custo-benefício. Se for o caso, utilize transporte público, aliás adoro transporte público nos locais que oferecem esse serviço de forma prática, por aqui, cidade do itnerior, ainda não é possível.

Quanto à casa, certamente casa menor traz menos manutenção, tem menos espaço para novos itens e isso ajuda a não comprar.

Tinha eu a mania de manter estoque de produtos para utilizar quando àquele em uso estivesse acabando. Hoje em dia consegui dominar esse costume e somente compro quando efetivamente terminou, o que implica em menos coisas para guardar e menos trabalho para limpar os armários.

Através de um consumo consciente e que priorize a qualidade com certeza teríamos valores sobrando para outras experiências e realização de outros sonhos, o que permitirá a continuidade da circulação de valores, mas agora em produtos e serviços que agregem qualidade de vida e não mais em itens que vão para o lixo em prazo talvez até curto, prejudicando o planeta.

Todo problema desse consumo desenfreado que está por aí tem como causa a dificuldade das pessoas em controlar seus desejos em todas as áreas. É preciso ressignificar o consumo, pensar antes de comprar, fazer uma opção de vida com menos coisas e mais relacionamentos/experiências efetivamente gratificantes, com isso todos teremos mais qualidade de vida e mais sentido em tudo que fazemos.

Pense na economia de tempo quando paramos de buscar mais e mais itens "da moda". Pense na economia de dinheiro quando consumimos somente o que realmente precisamos. Pense na sustentabilidade quando deixamos de criar mais e mais lixo. Pense no desenvolvimento tecnológico quando todas as indústrias descobrirem que a maioria das pessoas está priorizando qualidade. Pense nos tantos e tantos sonhos realizados quando deixamos de comprar "porcarias"  para buscar algo significativo. Pense em toda a disposição que você adquire quando deixa de gastar energia com bobagens.

No início, apenas pense!!! Depois, tome uma atitude!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Apelos de consumo

Todo dia recebemos apelos de consumo. Propagandas. Necessidade dos filhos. Necessidades próprias. Marketing. Pensamentos. Desejos. Vontades.

O diferencial está em ceder aos apelos, consumir exageradamente, preocupar-se em ser valorizado pelo ter ou resistir ao que é desnecessário/supérfluo, consumir conscientemente, saber que é mais importante as conquistas para aprimoramento pessoal, intelectual ou emocional.

É preciso mudar o foco e saber que não precisamos disso ou daquilo para sermos aceitos.

Logicamente não precisamos andar por aí vestidos como mendigos ou morar em um local sem nenhum conforto ou andar em um veículo sem conforto. Claro que não!

Precisamos priorizar aqueles itens que nos trazem conforto, evitam estresse, nos deixem felizes.

Um exemplo pode ser a tesoura na cozinha. Sempre tenho uma tesoura para abrir embalagens e teria muito mais trabalho se precisasse usar uma faca, afora o risco que isso causa. 

Também o box do banheiro. Relutei em colocar no apartamento do meu filho, mas estava impossível ter que secar todo o banheiro após cada banho e ficar pensando antes de tomar banho na trabalheira que teria.

E poderia citar "n" exemplos somente para demonstrar como devemos prestar atenção nas coisas que consumimos e a utilidade/durabilidade que elas tem.

A cada dia as propagandas ficam diferentes, as liquidações acontecem cada vez mais cedo, as tentações estão cada vez mais irresistíveis. Enfim, as pessoas responsáveis pelo estímulo ao consumo desenvolvem novas técnicas e os desavisados terminam por comprar produtos que sequer precisam.

Quando adquiri aquele liquidificador barato aprendi a lição. Durou muito pouco. Foi como se tivesse pego R$ 50,00 e simplesmente rasgado. Assim, não vale a pena comprar coisas baratas e de qualidade duvidosa. Precisamos aprender a esperar, adquirir o que talvez seja mais caro, mas que tenha uma durabilidade maior e com isso colaborar com a preservação ambiental.

Outra atitude importante é manter somente o que realmente usamos e fazer destralhes constantes daquilo que não precisamos, com isso deixando espaço e tempo livres para o que realmente importa.

Procurar atividades que tragam um prazer mais duradouro, crescimento pessoal e mais conhecimento.

Viver de forma mais simples. Procurar minimalizar posses, pensamentos, relacionamentos e tudo que não seja essencial! Como seria?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Comprei vinte minhocas...

Já nem lembro quando comecei a separar a lixo orgânico do "lixo seco", só sei que faz muito tempo. Na dúvida separo todas as embalagens dos restos de frutas, legumes, comida e tudo mais que seja "molhado". Todas as embalagens são lavadas previamente, considerando que o "catador" não merece lidar com lixo reciclável sujo e fedendo.

E qual a relação disso com as minhocas?

Bem, quando fazíamos a sopa aqui na minha casa havia muita sobra de cascas e até de legumes ou verduras que não poderiam ser utilizados e nessa ocasião comprei uma composteira, sonho antigo, afinal eram mais de seiscentos litros de sopa feitos por voluntários, eu cedia a casa, e depois distribuíamos em muitos e muitos bairros de pessoas carentes. 

Depois fiquei doente e precisei cessar o trabalho dentro da minha casa, sendo as atividades possíveis redirecionadas para a Vara do Trabalho e a sopa para uma menina em um dos bairros atendidos.

Aqui cabe um relato de como decidi adquirir uma composteira. 

Desde o início da separação do lixo eu ficava inconformada com o lixo orgânico e o destino dele, sempre pensando em comprar uma composteira e sempre adiando a compra até que vi a Julia Roberts no programa da Oprah, toda produzida, mexendo na composteira que tem em casa. Pronto! Foi o gatilho que eu precisava para a compra e pode até parecer ridículo, mas eu funcionava assim. Tudo isso somado à imensa sobra de cascas/legumes/verduras que havia quando feita a sopa.


Foto retirada da internet e encontrada através do google, mas a minha composteira é igual à essa, sendo que a foto que tirei ficou horrível

Alguns podem dizer que uni o útil ao agradável e que a compra era necessária, entretanto a motivação não foi tão humanitária assim e foi mais levada pela propaganda feita pela atriz que mais gosto.
O vendedor tinha a composteira em diversos tamanhos e a megalomaníaca por certo escolheu o tamanho grande.

Então, como a composteira precisa de minhocas, esses seres estavam muito felizes e se reproduzindo devidamente na época em que recebiam muitos alimentos, estavam gordas e sorridentes. 

Quando paramos a sopa avisei a pessoa responsável pela preparação da comida aqui em casa que levasse cascas e sobras de frutas/legumes/verduras para as lindas minhocas, sempre lembrando que comidas já preparadas não podem ser colocadas pois o sal e a gordura fermentam. A pessoa esqueceu! As minhocas morreram de inanição, certamente morreram tristes após o período de grande fartura. E lá ficou a composteira desativada.

Ao descobrir o massacre dos pobres animais e que a composteira não estava mais sendo utilizada fiquei perguntando para todos onde encontraria minhocas e ninguém me socorria. Por certo que não iria abrir buracos em terrenos para encontrar os bichichos. Até que a Emília falou que o mototaxista dela sabia onde havia minhocas para venda.

Pois bem. Comprei vinte minhocas e coloquei a composteira em funcionamento, só que agora ao lado da cozinha para que elas sejam lembradas e alimentadas devidamente.

Mais um ponto em prol da sustentabilidade e da utilização dos itens comprados, não mais os deixando abandonados quando possuem utilidade imensa!