terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mais compras bizarras...

Eu sou a única pessoa que conheço que comprou meio aparelho de ar condicionado. Meu filho mais velho chegou em casa e disse:

- Mãe, o Ursão achou um baita negócio na internet, no Shop..., um aparelho de ar condicionado split por R$ 320,00 e ainda pode pagar em doze vezes, vamos ver!

Conectamos, compramos e quando chegou em casa era apenas a parte interna. Fiquei com aquela cara de paisagem e, ao invés de devolver no prazo do Código de Defesa do Consumidor, deixei e está na caixa até hoje, não tendo eu a menor paciência para procurar a parte externa e até acredito que o molho sairia mais caro que o peixe.

Agora, já no "ano sem compras", eu muito feliz no shopping falei para meu filho mais novo:

- Vou comprar uma coisa para nós dois!!!

Entrei no Boticário e comprei um creme para as mãos, porque afinal está entre os itens permitidos. Hilária a fisionomia da criança ao ver a mãe insana dizendo que ia comprar algo maravilhoso e sair da loja com um creme para as mãos.

Acho lindo as pessoas que dizem:

- Alcança minha bolsa!

E dessa bolsa retiram e passam creme para as mãos! Ocorre que eu não uso creme para as mãos porque me dá uma sensação de mão suja, melada, sei lá, uma sensação ruim.

Resultado, dei para minha irmã que adora este creminho! Acho que eu estava tentando burlar o "ano sem compras".

Houve a vez da blusa amarelo ovo, de tecido fininho, com bolinhas pretas e cintura preta. Um horror! Comprei e já fui trabalhar achando que estava linda! 

Depois, fiquei brava com uma amiga que disse que só me apresentaria determinada pessoa depois de dar uma "garibada ni mim". Morrendo de rir hoje, é claro que eu precisava de uma overdose de "simancol".

E a flauta? Em uma viagem turística comprei uma flautinha indígena, de cerâmica e achei que ia aprender a tocar. Bem, está na gaveta até hoje e vou me desfazer dela. Já pensou eu tocando flauta indígena? Costumo dizer que não toco nem pedrinha na água.

Houve a fase das violetas. No meu local de trabalho havia um lindo e solitário vaso de violetas. De repente apareceu um copo com água, alguns palitinhos e folhinhas. Aquelas mudas foram crescendo e outros vasos foram surgindo para receber as mudas. Onde era necessário um copo para molhar as plantas apareceu um balde. O maior trabalho até me livrar delas. Ainda bem que hoje tenho apenas quatro vasinhos pelos banheiros e não dá o menor trabalho.

Comprei toda a coleção da Abril do curso de italiano, material maravilhoso que ensina uma pronúncia perfeita! Isto seria bom se a pessoa aqui tivesse um pouco de disciplina para estudo diário, o que não é o caso. Está lá a coleção, falo pouquíssimo italiano e, mais grave, vinha com fitas cassetes e nem tenho mais onde ouvir.

E os porta condimentos! Três porta temperos com oito vidrinhos cada um, local para vinte e quatro tipos de condimentos diferentes! Se eu cozinho? Muito pouco, quase nada! E o que tem hoje são apenas dois vidrinhos - um com orégano e outro com canela. 

Descobri que há um ano não preparo o frango com requeijão e aspargo que é minha única especialidade. Se falo que vou cozinhar, todo mundo que conhece já pergunta: - Aquele frango com requeijão? Agora já nem sei se ainda consigo preparar.

Trabalhando tranquilamente esta semana e quando desço para a Secretaria encontro todos os servidores em volta de sacolas e sacolas de trabalhos feitos com patchwork pela tia de um colega e já confessei minha paixão por este tipo de trabalho. Minha reação física é evidente: meus olhos começam a arder, o que acontece também em shoppings (rs).

Olhei, achei lindo e saí ilesa sem nada comprar apesar da vontade! Chegando em casa comentei com o Renato sobre um porta pratos e talheres que serviria para levar estes utensílios em almoços e jantares onde seja necessário, tendo ele comentado: - Antes você teria comprado!

Teria comprado mesmo, nem que fosse para agradar meu colega! Embora eu não lembre de nos últimos dez anos ter ido a algum evento onde fosse necessário levar pratos e talheres!

Acorda Brasil! O que estava eu fazendo com meu salário durante todos esses anos?

Cristina, Cristina... que mundo é esse que você vivia?

Um mundo meio bizarro mesmo, sem muito sentido, inconsequente e que traz lampejos de loucura até hoje. E vamos que vamos tentando melhorar, nem que seja um pouquinho.

4 comentários:

  1. Minhas compras bizarras consistiram principalmente em maquiagem que eu quase não uso (sombras, base e rímel eu NUNCA uso!), roupas que não têm nada a ver com meu estilo, uma sandália com um salto finíssimo pra noite (nada a ver), um tear (e eu acho lindo as pessoas que tecem com tear, mas nunca tive paciência pra fazer isso, então ele vive num baú na casa dos meus pais até hoje!), bibêlos trazidos de viagens a la flauta indígena (vários...), cintos (nunca usei), creme facial (usei por 6 meses e desisti porque todos eles me deixam com a pele mega oleosa, mesmo os que prometem não fazer isso), entre outros. também já fiz isso com plantas mas o meu caso é mais dramático pois as minhas plantas ao invés de se reproduzirem costumam morrer! Ziula, vc já sabe como viverá após o ano sem compras? Já pensou nisso? Abraço!

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    1. Já fiz um post com a resposta sobre o pós ano sem compras... rs... ficou muito longo para colocar por aqui.

      E hoje em dia tenho feito escolhas conscientes!

      Abraço!

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  2. Bueno! Compras que viraram tranqueiras que já fiz:
    1 - três coleções de livros, comprados em banca - mais de 50 volumes. Não li nenhum
    2 - curso completo de alemão, em revistas, também com fitas k7 audio
    3 - coleção completa dos CDs do Teixerinha e Gildo de Freitas. Não escutei nem a metade
    4 - coleção completa de livros do Monteiro Lobato para as filhas. Elas nada leram....
    5 - Tenho mais de 200 CDs do regionalismo gaúcho, que hoje acho um desperdício... e faz uns quatro anos que parei de comprar...
    6 - coleção completa de fitas VHS dos filmes do 007. Não vi nem 10%....
    Vou parar.... pois a lista já tá grande.... e aí eu vejo, quantos cobres sairam do Bolso da Bombacha.... e foram parar no ralo.

    Abraços

    Valdemar Engroff

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    1. Hoje em dia penso que isso não acontece mais com a gente, não é mesmo?

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