segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

"As melhores coisas do ano sempre foram aquelas que eu não previ." (Martha Medeiros)

  Para encerrar o ano... texto de Martha Medeiros...

As melhores coisas do ano sempre foram aquelas que eu não previ.

Ano-Novo é uma convenção. Os dias correm em sequência. De 31 de dezembro para 1º de janeiro ocorrerá apenas mais uma sucessão de 24 horas em que nada mudará, tudo seguirá do mesmo jeito. Pois é, sei disso, mas é um ponto de vista sem nenhuma alegria. Sou das que compram o pacote de Ano-Novo com tudo que ele traz em seu imaginário: balanço de vida, reafirmação de votos, desejos manifestos e esperança de uma etapa promissora pela frente.

Faço lista de projetos e tudo mais. Só que, quando chega o fim do ano e avalio o que consegui cumprir, descubro que o inesperado superou de longe o esperado. As melhores coisas do ano sempre foram aquelas que eu não previ. Então tomei uma decisão: nessa virada, não vou planejar coisa alguma e aguardar as resoluções que novo ano tomará para mim, à minha revelia.

Mas poderia dar algumas sugestões?

Ano Novo, anote aí: que as coisas mudem, mas não alterem meu estado de espírito. Não deixe que eu me torne uma pessoa ranzinza, mal-humorada, desconfiada, sem tolerância para as diferenças. Aconteça o que acontecer, que eu me mantenha aberta, leve e consciente de que tudo é provisório.

Não quero mais. Quero menos. Menos preocupações, menos culpa, menos racionalismo. Pode cortar os extras. Mantenha apenas o estritamente necessário para me manter atenta.

Está anotando?

Espero que você esteja com ótimos planos para sua amiga aqui. Lançarei livro novo? Permita que eu seja abusada: dois. Sendo que nenhuma coletânea de crônicas, nem romance. Me ajude a variar.

Que lugares conhecerei que ainda não conheço? Que pessoas entrarão na minha vida que, quando cruzo com elas na rua, ainda não as identifico? Que boas notícias ouvirei das minhas filhas? Quantos shows terei o prazer de assistir? Estou curiosa para saber o que você está aprontando para incrementar os meses que virão.

Prometo que estarei preparada para receber o abraço afetuoso de quem antes me esnobava, para a frustração por tudo o que for cancelado, para voltar atrás nas minhas teimosias, para me dedicar a algo que nunca fiz antes.

Estarei disposta a tirar de letra os espíritos de porco e assumir a responsabilidade pelas asneiras que eu mesma cometer. E estarei pronta também para uma grande surpresa, ou até duas. Três, meu coração não aguenta.

Se a dor me alcançar, que me encontre com energia e sabedoria para enfrentá-la. Que eu não me torne dura diante dos horrores, nem sentimentaloide diante das emoções. Ano Novo, os acontecimentos são da sua alçada. Da minha, cabe recepcioná-los com categoria.

Quais são seus planos para mim, afinal? Talvez nem todos sejam do meu agrado, portanto, que eu não tenha constrangimento em dizer “não, obrigada”, caso seja preciso. Mas que eu me sinta mais predisposta para o sim.

Se estamos de acordo, pode vir.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A recuperação de um acumulador

Ano passado nessa época escrevi sobre "a lógica dos acumuladores" e esse ano tive um grata surpresa ou talvez nem tanto, mas enganou bem o que encontrei.


Estava nesse estado a garagem ou galpão ou seja lá o que for:




 

Agora está assim:
 

Isso me faz concluir que até os piores acumuladores tem jeito. Uma pessoa falou que ele ralou muito antes da minha chegada para deixar tudo organizado e isso é engraçado.

A área de serviço que ano passado estava também o caos esse ano estava completamente organizada, sendo que a cozinha manteve a mesma organização que deixei após dois dias de trabalho em 2011.

Tenho praticamente certeza de que toda a bagunça da garagem foi parar no sítio e isso pelo me conforta igualmente, pois não está no meio das áreas de circulação da moradia na cidade.

Nessa última viagem resolvi relaxar e não mexi na casa de nenhuma das duas pessoas que me hospedaram. Parece que relaxei um pouco, até deixando minhas coisas (malas, necessaire, etc) um pouco bagunçadas e sequer arrumei a cama pela manhã. Estou meio sem rumo, penso que é isso. 

Nem sei como será exatamente minha vida, o que me leva a também não me preocupar com a vida dos outros em termos de casa organizada.

Até penso que as pessoas gostam mais de mim nesse estado meditativo e pouco participativo, sendo que essa situação retira delas também a obrigação de ficar arrumando, organizando, etc.

Vamos aguardar 2013 e ver o que acontecerá!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A casa que eu quero!

Quem acompanha o blog pode perceber que desde o dia 22 de dezembro não escrevo mais e as postagens devem ser diárias, conforme objetivo estabelecido. Estou viajando e prefiro nessas ocasiões aproveitar o convívio com a família, pessoas que infelizmente vejo apenas uma vez por ano em razão da distância de mil quilômetros que nos separa.

Logo que tenha um tempo publico as postagens atrasadas. Aliás, depois que descobri que existe como programar a data das postagens fiquei bastante animada, considerando que certa vez, para colocar o blog em dia, publiquei diversos textos com a mesma data e ficou tudo meio confuso.

Estou na casa da minha irmã. Uma casa toda preta e branca, exceto a chaleira vermelha em cima do fogão. Linda de viver e de olhar! Entretanto, confesso que em nada me atrai em termos de idéias, pois sinto arrepios só de pensar que todos os enfeites devem ser limpos e organizados de tempos em tempos.

Cada vez mais me convenço do meu objetivo: uma casa minimalista, sem muitas coisas, priorizando apenas o essencial, o útil, o necessário. Parece um caminho irreversível a ser seguido.

As louças são simplesmente maravilhosas, nas cores preto e branco. Todo um jogo de pratos, xícaras, bandeja, com estampa de jornal e alguns pratos lisos para complementar o outro jogo. Copos magníficos em cristal liso ou com listras brancas. Tudo muito organizado, limpo e com cada coisa em seu lugar.

É esquisito vê-la guardando os talheres e contando quantos tem, fazendo o mesmo com pratos e sentindo falta de copos achando que o jogo era de seis e na realidade são apenas quatro. Os dedinhos passando nos pratos para a conferência do número.

Até fiquei com vontade de ter louças novas. E para quem perguntou se já comprei xícaras novas apenas respondo que ainda não e talvez isso só aconteça em agosto quando quito alguns compromissos em relação aos quais não quero fazer financiamento e todos sabem que de pouquinho em pouquinho dinheiro gasto chegamos a um montão que pode realizar alguns sonhos. Prefiro realizar sonhos e estamos sobrevivendo com a louça "calamitosa".

Comentei com minha irmã da rede e ela falou que me daria uma - amarela, quase laranja. Essa cor fecha direitinho com a decoração que pretendo na casa nova. Olha que sorte! E não pretendo mudar minhas cores, apesar de ter cogitado isso em algum texto anterior. Aceitei a rede como empréstimo e farei a devolução no próximo ano, pois não ficarei muito tempo no local onde há lugar para ela.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Estoque e problemas...

Eu e minha tia fomos cozinhar em casa que não era a nossa. Constatamos que o caldo de galinha estava vencido desde 2010 e comunicamos a dona da residência que, no dia seguinte, começou a organizar as prateleiras de alimentos.

Uma sacola grande de produtos vencidos. Molhos, torradas, chás, café, achocolatados, farinha e mais uma infinidade de itens. Tive vontade de somar os valores de tudo que foi fora, mas sequer recordava o valor de algumas coisas e desisti da idéia.

A cada item descartado imaginava dinheiro indo para o lixo, literalmente pareceu que tinha tirado dinheiro da carteira e colocado naquela sacola.

Essa é a razão pela qual não faço mais nenhum tipo de estoque. Somente compro o que já terminou, sequer trago para casa o que será usado quando aquele aberto terminar.

E você? O que está fazendo com seu dinheiro? Tem muita coisa estocada? Quais as razões pelas quais faz estoque?

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

E a sobra sempre sobra pra mim...

Todo ano a mesma coisa. Acho que tudo começou quando percebi há muitos anos que o peru ou qualquer outro animal de pena quando retirado da mesa da ceia ia para a geladeira e de lá direto para o lixo.

Resolvi então quando as sobras são recolhidas juntamente com a louça desfiar o que sobrou do peru e colocar em outro prato separado da farofa, com isso sempre vejo que essas sobras são aproveitadas.

Aliás esse ano foi realmente muito necessário. Para onze pessoas foram assadas duas aves e isso aumentou em muito a sobra, o que gerou no dia seguinte no jantar uma "galinha descabelada" feita com molho de tomate, temperos e creme deleite, sendo que o restante foi para o almoço do outro dia como molho para caneloni.

Detesto ver comida ir para o lixo e o aproveitamento dessas sobras apenas dá continuidade ao que faço durante todo o ano.

A decoração ficou bem bonita quando ele foi para ceia de Natal e não sei a razão mas minha mãe e minha irmã acharam que eu e meu filhos éramos especialistas em assado o que gerou muita risada.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Consumir o essencial

Ontem foi a formatura da Izabel e anteontem à noite ela falou que eu deveria usar vestido longo, exigência para todas as mães dos formandos. Sobrou o vestido que usei no aniversário de quinze anos dela e que foi usado no casamento mês passado. Sobrou o vestido que usei na formatura de direito do Renato e no baile de debutantes da minha sobrinha-afilhada. E só!

Fiquei imaginando as fotos todas sempre com a mesma roupa e isso me incomodou um pouco. 

Convidei-a para procurar um vestido. Ela ponderou que em Cornélio não acharíamos, principalmente com o pouco tempo que contávamos.

Primeira loja: um vestido longo super casual, ela gostou e eu não, pelo valor de R$ 330,00 e um vestido curto preto de renda no importe de R$ 880,00 que fugia da proposta - tinha que ser longo. 

Segunda loja: um vestido preto com branco, até que bonitinho, por R$ 550,00, mas não valia o investimento. 

Terceira loja: a Izabel escolheu para mim apenas um vestido preto com marfim, maravilhoso e que serviu perfeitamente, pelo quase irrisório valor de R$ 100,00 pela locação. Vantagem de não ficar guardado na caixa pelo resto dos dias e ser usado somente mais uma ou duas vezes. Amei!!! Ficou lindo. 

Com essa economia toda finalmente comprei meu peep toe preto, estava realmente precisando, pois o meu já havia ido para doação como contei por aqui, não tinha mais um aspecto muito bonito e usei muito para trabalhar. Agora já tenho um novo para trabalhar e também para ocasiões mais formais. De lambuja para a Izabel um sapato que nem sei o nome, amarrado na perna e com salto de corda. Lindo!

E o presente de formatura? Uma caneta, mas não uma caneta comprada. Uma das minhas canetas e ela adorou! A diferença entre uma adquirida e aquela que ela ganhou: era a caneta da minha mãe. Assim já foi feito com o Renato por ocasião da formatura e até hoje ele mostra orgulhoso a caneta da mãe.

Não precisamos de tantas coisas novas para ser feliz e para deixar as outras pessoas felizes. Concorda comigo?



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Contos de fadas ficam somente na imaginação!

Está certo! Não foi 100% perfeito como coloquei nesse post . Nem poderia ser assim, afinal a vida nunca é perfeita. Entretanto, posso dizer que foi 95% e pode-se somar 5% por conta do suporte de rede na sacada.

Fui ontem conhecer o apartamento que já havia alugado por telefone. Pois é. O negócio foi firmado sem ver o imóvel. Não é sol da manhã, entretanto tem ar condicionado na suíte, o que já me consola. Tem também um suporte de rede na sacada e houve uma época em que tinha uma rede no quarto, chegava a dormir a noite inteira na rede. Fiquei feliz com a possibilidade de dormir ao ar livre. Agora só preciso da rede e vou tentar que alguém me empreste uma para teste.

Havia espelhos na sala e no final do corredor. Odeio corredores. Tenho medo. Minha casa não tem nenhum corredor. Aquele espelho deixou o corredor, que já não é grande, bem menor e a sensação foi ótima.

A cozinha tem um tamanho maravilhoso, comportando até uma mesa para lanche e espaço para fazer muitos cookies, bolachinhas coloridas, cupcakes, bolos e comidinhas gostosas. Pelo menos essa é a intenção.

Enxergo a panetteria (gostou Adriana?) da minha janela. Nossa! Quanta coisa maravilhosa tem nessa panificadora, ops, padaria. Acaso eu consiga seguir meus planos posso buscar pão fresquinho toda manhã e, o melhor, caminhando.

Há também um spa quase ao lado da padaria. Certa vez cheguei a marcar horário para alguns tratamentos, mas nem sabia onde ele ficava, além de não ter ido em razão de problemas de última hora. Agora está quase na porta.

O prédio tem academia com alguns pequenos aparelhos e uma esteira. Logo, não preciso mais comprar essa esteira e colocar em casa ocupando espaço.

Um senão: não fica exatamente em frente à escola do Pedro, mas distante pouco menos de uma quadra. Ainda está satisfatório.

E quanto ao desconto houve um erro de comunicação e terminou ficando no valor original, mas nada preocupante. O valor mensal da diferença não chega a R$ 100,00 e essa diferença e menos do que eu gastaria de gasolina se ficasse perto do meu trabalho e longe da escola, então termina por compensar.

Falta conseguir um caminhão para mudança, pois uma amiga de Londrina fará a mudança para mim e quando eu voltar de viagem vou direto para a casa nova sem ter que encaixotar ou carregar nada.

É, vou dizer o contrário do que disse antes, deu tudo mais de 100% certo!!!


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Agora foi a vez das taças azuis e terminou em religião!

Vi uma foto de um apartamento e na cristaleira havia lindas e imensas taças vermelhas. Acho lindas taças vermelhas, embora não tenha nenhuma nessa cor e as transparentes apenas enfeitam a casa, raramente são usadas.

E de repente, não mais do que de repente, recebo de presente um jogo de seis taças para licor na cor azul. Qual a razão de alguém dar presente azul no Natal? O vermelho não seria mais apropriado? Ah, entendi, os motivos são os mesmos da pessoa que deu o vaso verde, presente verde no Natal.

A essas alturas vocês devem estar pensando em nunca dar um presente para minha pessoa. Mudem de idéia! São apenas reflexões sobre o que está entrando na minha casa.

Talvez e somente talvez esteja na hora de uma mudança nas cores, pois nunca recebi tantas coisas de cores diferentes e minha vida somente não era monocromática graças ao vermelho, laranja e tons terrosos, mas ficava de qualquer forma "meio" monocromática.

Quero deixar registrado o pior presente de Natal, pelo menos para mim: livros religiosos. Não importa a religião, não gosto de receber nem mesmo livros da minha, pois os que me interessam já estão na cabeceira.

Tem uma pessoa que todo ano manda um livro evangélico, esse ano além desse recebi também um católico com citações da Bíblia e para encerrar o Evangelho Segundo o Espiritismo. Ora, quanto ao último tenho três em casa e quanto aos demais fico pensando se a pessoa está tentando me converter.

Costumo brincar com um amigo evangélico que sou caso perdido e imune à conversão. Ainda assim ele não desiste e dia desses mandou um vídeo do youtube com um música dizendo "sonhei que morri e encontrei Jesus", lógico que ouvi somente o início da música e depois comentei com ele que não era assim que ele iria conseguir alguma coisa.

Religião é muito pessoal e cada um tem a sua, alguns não tem nenhuma e todos podem conviver muito bem respeitando as diferenças.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

E o universo conspira... tenha certeza disso!

Resolvida a questão da escola do Pedro. Segundo passo: arrumar um lugar para morar.

Liguei primeiro para uma amiga que conheci pelo blog e pedi um apartamento "x", em tal lugar, com sol da manhã, armários, etc, etc, etc. Totalmente específico e lá foi ela procurar.

Eu sabia exatamente onde queria morar, quanto queria pagar, estava tudo delineado. Penso que foi a primeira vez na vida em que tinha tudo em mente e nada disso funcionou, já vou contar as razões.

Ao mesmo tempo em que minha amiga estava procurando, iniciei minha pesquisa pela internet, mas tenho uma certa mania de não sair da minha zona de conforto e liguei para um corretor que eu já conhecia. Ele trabalhava em uma imobiliária e quando consegui o contato informou que estava trabalhando sozinho. Gentilmente passou o telefone da imobiliária e telefonei para o local. Pedi para falar com uma pessoa e quem atendeu foi outra que eu também conhecia e com quem havia tido há tempos uma longa conversa por ocasião do encerramento de um negócio.

Lá fui eu dando as indicações. Quero o local tal, assim e assado. A moça respondeu que não tinha e que iria procurar, entretanto eu deveria entrar no site em que havia outros apartamentos para locação. Quando acessei nem acreditei no endereço do primeiro apartamento - exatamente em frente à escola que o Pedro escolheu e quando digo em frente é em frente mesmo, só atravessar a rua. Nem acreditei.

E começam as negociações, tento baixar o valor do aluguel. Sem pechincha não consigo fechar nenhum negócio. Ontem ela me liga e diz que o proprietário aceitou a proposta que fiz, pelo prazo sugerido. Nem acreditei.

Não terminou por aí. Precisava de um fiador e pedi para uma pessoa bem próxima que aceitou. Quando vi a lista de documentos estava a declaração de imposto de renda, por razões pessoais e muito pessoais mesmo eu não queria ter acesso à esse documento da pessoa. Abro meu e-mail e a moça da imobiliária estava informando que não precisava de fiança, seguro ou caução, pois eu já havia negociado com eles, bastava pagar três meses de aluguel de forma adiantada. Nem acreditei.

Assim terminou a odisséia. Apenas documentos pessoais e quinta-feira já terei onde morar pelo tempo que eu pretendia e sem incomodar ninguém, como brinde posso atravessar a rua para levar e buscar o Pedro na escola, somado ao fato de estar muito próxima da minha panificadora predileta e do Lago Igapó.

Poderia eu querer mais? Claro que não!!! Obrigada Senhor! Obrigada universo! Obrigada para todas as forças que se uniram para esse desfecho tão feliz! E que venham todas as outras novidades!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cuidado com os presentes de Natal

Ganhei um vaso verde, não é feio, até simpático e totalmente fora do meu padrão de decoração. Se a pessoa que estava preocupada em me agradar conhecesse minha casa ou tivesse prestado a mínima atenção nas poucas vezes em que esteve por aqui não teria feito isso.

Tralha é ruim! Coisas que não combinam com o conjunto deveriam ser evitadas! Presente assim é dinheiro posto fora e já me irritaram profundamente até eu descobrir que poderia fazer o que quisesse com eles, até quebrar se fosse o caso.

Não, não vou quebrar o vaso, daria muito trabalho! É de vidro ou cristal daqueles bem grossos e precisaria jogar muito no chão.

Utilizo na minha casa os tons de vermelho, laranja, camurça, tons terrosos, enfim, de verde somente as plantas no jardim.

Qual a razão desse desabafo? Primeiro para não gastarmos dinheiro invadindo a casa do outro. Depois, para não irritarmos o outro. Finalmente para lembrar que presentes simples, mas que sejam a "cara" da pessoa são os mais recomendados.

Volto a lembrar dos chocolates, panetones, bolos e biscoitos de Natal, sabonetes, até mesmo hidratantes! Evitando sempre o que não temos certeza se a pessoa vai gostar.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Criei coragem e arrumei...

Lembram que falei novamente do meu quarto. É quase um monstro que vai engolindo as coisas e não somente as minhas, pois agora o Pedro acha que mora aqui e dá risada com as coisas dele invadindo meu espaço.

E a bagunça era tanta que eu nem me encorajava a mexer, até porque os últimos meses foram de arrasar em termos de ansiedade, decisões e tudo que possa tirar o foco.

Olhem só do que estou falando. Dá para ver embora as fotos estejam ruins:








A única solução foi colocar tudo sobre a cama para não ter desculpa, ou seja, se não arrumasse não teria onde dormir.




Coisas que foram para o lixo.

No final de tudo ainda sobrou a famigerada caixa de mercado que inclusive veio do quarto da Izabel com algumas tranqueiras e depois foi sendo recheada até com destralhe do Renato. Lá estava a caixa dormindo em um canto. Ficou mesmo após arrumar a cama. Então também despejei sobre a cama e finalmente sobrou apenas uma sacola de roupas para doar e o restante já foi embora.


O tempo necessário não foi assim tão significativo e nessas horas não entendo as razões de ter protelado tanto essa tarefa.

Deixei de colocar fotos do depois, pois idênticas às outras fotos do "depois" publicadas em outro post quando de uma arrumação anterior.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Será que custa tanto mudar???

Ouço muito essa frase:

- Eu quero é ser feliz. Quero gastar. Mereço ter isso ou aquilo, afinal trabalho tanto. Não quero pensar em dinheiro.

Depois de algum tempo a pessoa está preocupada, fazendo empréstimos, olhando quase chorando quando vê outra pessoa equilibrada financeiramente, sem se estressar com dívidas. Esse olhar vem como uma quase inveja e mesmo assim a pessoa não toma nenhuma atitude para mudar sua situação, pensando e fundamentando que é feliz assim. Pura ilusão!

Também tenho ouvido pessoas se queixando de que o limite do cartão está estourado, existir a necessidade de trocar o filho de escola pelo custo, estar o salário comprometido com consignados. 

Ora, ora, ora, no meu caso estamos há seis anos sem a recomposição salarial prevista na Constituição, a defasagem passa de 30% do valor nominal, o que leva à necessidade de readequar despesas, buscar alternativas mais baratas, diminuir a "soberba". Sim, é preciso até que o impasse se resolva passar a viver conforme o que temos e de acordo com nossas condições. Não se pode manter o mesmo padrão? Paciência! E todos da casa precisam colaborar e também diminuir os gastos.

É preciso organização financeira, contenção de gastos, viver conforme a realidade. Porque será tão difícil entender isso?

Talvez pelo fato de que essas alterações podem gerar um certo "sacrifício", levando as pessoas a pensarem que é uma coisa ruim. Não é não, é tempo de pensar, readequar, viver diferente, embora toda mudança cause um certo constrangimento, certamente depois terminamos por nos acostumar e quando as coisas melhorarem já estaremos preparados para uma vida diferente e mais significativa.

É chegada a hora de parar de valorizar o que é fácil, pois a facilidade leva à acomodação que é a pior situação de vida, sem brilho, sem altos, sem baixos, sem objetivos.

Quando parece que não podemos fazer nada é chegada a hora de dar o primeiro passo. É hora de tomarmos uma atitude. O universo está ali esperando para realizar todos seus sonhos, basta que você tome uma atitude em prol de uma vida melhor. Diferente? Com certeza! Mas será que tudo aquilo que você vive e faz nos dias de hoje é o melhor para você? Pense nisso!!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Escola e escolha...

Como já contei por aqui, na segunda-feira fomos conhecer uma escola. Imensa. Cheia de regras. O primeiro local mostrado foi a catraca por onde as crianças entram e precisam passar o cartão. Se esquecer o cartão pode entrar pelo lado, mas se o esquecimento for constante é feito cartinha de ocorrência. Não pode passar para determinado local e há seguranças para impedir a passagem. Não pode ficar na biblioteca no contraturno e durante as aulas somente se a professora levar, confesso que esta restrição eu não entendi. Não pode ficar na cantina no contraturno nem para esperar os pais. Não pode, não pode, não pode.

Nessa mesma escola as provas são aplicadas toda sexta-feira à tarde, duas provas por semana, embora as crianças estudem pela manhã. O aproveitamento escolar deve ser assim e assado. Uniforme é exigido, mas o mais importante é camiseta. O custo da escola é tanto e as apostilas custam tanto, devendo ser pago de uma determinada maneira. Penso que essa escola deve ter mais de 1.500 alunos.

Pude concluir que referida escola está preocupada, como diz minha filha, com números. o aluno é apenas um número, estatística e nada foi falado sobre valores morais e éticos, sobre o trato com a criança se tiver algum problema, sobre o aconchego para aqueles que estão mudando de escola e passando para o sexto ano, antiga quinta série, onde tudo muda e passam a ter um professor por matéria. Tudo muito frio, visando unicamente aproveitamento escolar e preparação para o vestibular. E como fica a formação como cidadão, o crescimento pessoal e a necessidade de colo que essas crianças tem? Nada, somente números.

Considerando que prefiro deixar a decisão com o Pedro Henrique, deixei de fazer esses comentários com ele que já tinha ficado com as mãozinhas suadas e até chorado nessa escola. Fiz a proposta de conhecer outra escola menor e depois ele mesmo tomaria a decisão.

Ontem à noite falei que não era para se preocupar com nada, seria melhor decidir com o coração. Expliquei que devemos seguir o coração e os sentimentos, bastando para tanto verificar a sensação que sentimos ao entrar em determinado lugar, se for boa podemos ficar, se for ruim o melhor é sair correndo.

Hoje fomos nessa outra escola. Uma das sócias nos atendeu com um sorriso. Mostrou a escola. Somente falou das provas porque perguntei. Havia lousa digital e computadores de última geração, bem diferente da escola enorme. Possibilidade de permanecer na biblioteca. Aconchego. Carinho. Ressaltada a necessidade de formação de cidadãos com valores éticos e morais. Preocupação com a criança, com quem era, com as dificuldades pessoais. Apenas 250 alunos. Enfim, tudo o que eu queria. Nem sei o valor da mensalidade, isso porque o assunto estava tão interessante e o pequeno tão valorizado em seu crescimento pessoal que não pareceu importante.

Saímos de lá e fomos para nossa padaria predileta em Londrina, por sinal bem próxima dessa escola. Mais uma vez mantive silêncio quanto às minhas conclusões e preferências. Perguntei o que tinha achado e se já tinha escolhido ou queria conhecer outras escolas. O pequeno grande homem respondeu que queria essa última escola. Perguntei as razões e ele simplesmente disse "eu me senti bem nessa escola, como você falou".

Ufa! Essa situação está resolvida. Agora ainda há uma porção de coisas para resolver e decidir, mas são outras situações menos emocionais, mais práticas e, portanto, menos importantes. Filho quase feliz (ainda está resistente com a mudança), mas tenho a certeza de que estará muito bem acolhido na escola.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Onde foi parar a organização?

Pare o mundo que eu quero descer! Depois desse turbilhão todo de decisões, indecisões, espera, ansiedade, contrariedade, surtos e tudo mais que possa ser gerado por mudança de cidade, logo, mudança de vida, olho para minha casa e vejo uma imensa bagunça.

Onde foi parar aquela pessoa hiper, super, mega organizada? Ainda não sei, mas tentarei encontrá-la nesse final de semana e na próxima semana em que começa o recesso.

Viajarei final de ano e o retorno ocorrerá somente no final de semana anterior ao início do trabalho na nova cidade, então, esse tempo aproximado de uma semana é o que me resta para tentar começar a dar um rumo na vida, na casa e na organização.

Tenho há meses uma caixa de mercado, daquelas de plástico, no meu quarto, recheada com as coisas que sobraram do quarto da Izabel (faz tempo né?) e depois foi recebendo complementos de roupas não usadas por outros membros da casa e outras coisinhas que estão para seguir um rumo bem longe da minha casa.

Então, é chegada a hora de organizar uma peça da casa por vez e tentar eliminar ao máximo as "tralhas" para que seja feita uma transição mais tranquila por ocasião da mudança. Sei, sei, não poderei levar nem um terço das minhas coisas por falta de espaço, entretanto, preciso ir diminuindo gradativamente meus pertences, afinal não preciso de muitas das coisas que tenho.

Você também trava em relação à organização quando precisa tomar decisões e quando sua vida muda?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O que agrega valor à sua vida?

A pergunta título pode levar à uma ótima reflexão principalmente nesse final de ano quando começamos a fazer planos de mudança ou para uma segunda-feira onde a vida sempre começa e todas as decisões tem sua implementação adiada para esse dia.

Qual o valor que suas coisas tem para você? Valeu a pena tanto trabalho, tanto tempo despendido, tanta distância da família, tudo para ter aquele vaso vermelho encostado em um canto ou aquele carro na garagem que traz ainda mais despesas?

Um dos primeiros posts que li sobre o "ano sem compras" foi um escrito pela Marina que falava sobre o flamingo rosa no meio da sala e ainda hoje quando penso em adquirir alguma coisa fico lembrando desse bicho colorido que nada acrescenta e até fica deslocado em algum ambiente. Isso já evitou algumas compras e me faz olhar com alguma estranheza para alguns itens que possuo, aqueles que não mais condizem com meu momento atual e, contraditoriamente, não consigo mandar embora.

Acaso abstraíssemos todas essas coisas e colocássemos no lugar experiências que nos foram produtivas e significativas, o que sentiríamos?

Será que todo o esforço desenfreado para ganhar dinheiro e até para gastar dinheiro podem ser canalizados para aquilo que realmente nos fala ao coração? Como seria se assim agíssemos?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Coleção primeiros passos

Havia uma coleção de livros com esse nome? Parece-me que sim, embora eu não lembre o assunto.

Por aqui primeiros passos para mudar de vida.

Ontem quando comuniquei o resultado para a Izabel recebi um parabéns bem efusivo. Parabéns porque? Sei lá, talvez pela minha coragem depois de quatorze anos estagnada, sim esse é o termo, no mesmo local; talvez para me agradar; talvez porque no fundo, bem lá no fundo, esteja feliz porque vamos morar juntas enquanto ela faz faculdade. Sei lá!

Ligou para o irmão mais velho:

- Vamos jantar para comemorar que a mãe conseguiu ir para Londrina, falei com ela e ela concordou.

Chegamos todos em casa, Izabel e Pedro para tomar e trocar de roupa, Renato já estava e resmungando somente para não perder o costume.

Todos prontos e fomos buscar uma amiga da Izabel. E novamente Renato surtando:

- Comemorar o que? Vou almoçar de segunda a sexta sozinho e somente vou ver vocês no final de semana.

Embora ele não saiba essa mudança e essa liberdade somente poderá resultar em benefícios para ele, o mais velho, quase trinta anos.

Clima pavoroso, energia negativa contaminando. Rezo um Pai Nosso, peço proteção e paz. Finalmente resolvo:

- Olha pessoal, não vamos comemorar nada, vamos apenas jantar fora, pode ser?

Isso foi ontem à noite. Hoje saímos cedo para o primeiro dos muitos primeiros passos: escola para o Pedro e eu havia marcado horário semana passada pois parecia certo que conseguiria a mudança.

Chegando na escola uma moça foi mostrar todas as salas, laboratório, quadras. Avisei que o Pedro estava contrariado e que ela teria que ser muito simpática, claro que falei em tom de brincadeira, mas era muito sério. Ela foi muito simpática e acredito que é o jeito dela mesmo. Pedro de mão dadas comigo. Mãos suando. Renato achando que a moça estava sendo prolixa. Pedro resistindo bravamente.

Entrevista com o coordenador da escola.

- Pedro, você gosta de estudar?

E o Pedro somente assentiu com a cabeça, já não conseguia mais falar.

- Que bom, é difícil criança que gosta de estudar e blá blá blá blá... Daremos todo o apoio para você... Você não lanchará sozinho... Os primeiros tempos são difíceis... Como sua mãe já falou, você não escolha e parece que tem que vir rindo ou chorando, então rindo é melhor...

E o Pedro começou a chorar:

- Não quero sair de Cornélio, não quero deixar meus amigos!

Ufa! Colocou os sentimentos em lágrimas. Adoro lágrimas, pois lavam a alma. Tenho dificuldade para chorar e, por obra do transbordamento dos sentimentos, consegui chorar junto.

Almoço no shopping e pergunto:

- Pedro, o que você quer beber?

- Escolha você, já que me obriga a fazer as coisas!

Comeu, a fome passou, ficou mais simpático.

Voltamos para casa. Eu, Izabel e Pedro no quarto, cada qual no seu computador. Renato entra surtando, sai, volta surtando, sai. Resolvi sair também e antes conversei com o Pedro:

- Olha,  também estou sofrendo e com vontade de chorar, mudanças são sempre difíceis e a única certeza que tenho é que será melhor para nós daqui um tempo. Por enquanto nos resta um chorar no colo do outro, um ajudar o outro, um dar forças para o outro. Vou trabalhar com pessoas diferentes, em local diferente, cidade diferente, trânsito, tudo novo. Vai ser difícil, mas vamos conseguir!

Parece que Pedro acalmou, Renato ainda não acostumou com a idéia de ficar sozinho em Cornélio, Izabel não estava muito bem por outras razões. Tudo muito estressante.

À noite festa de despedida. Ganhei presente, Marisa também. Um servidor falou bonito sobre o tempo que passamos juntos. Somente consegui deixar a certeza de que ainda nos encontraríamos em Londrina para trabalharmos unidos outra vez. Chorei!

Pouco mais de vinte e quatro horas. Furacão. Esperança de calmaria após a tempestade. Criando coragem para resolver coisas práticas.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Vida definida...

Hoje saiu o resultado. Vou mesmo para Londrina.

Por onde devo começar? O que fazer primeiro? Destralhar pensando em mudança? Destralhar pensando em deixar a casa como está? Deixar tudo onde já se encontra? Vender a casa? Construir? Comprar outra lavadora de roupa ou levar a que já tenho e deixar o Renato sem? Quem vai lavar roupa? E a comida? Como manter a casa limpa? E o trabalho será diferente? O quanto diferente?

Olha, hoje dessa cartola não vai sair nenhuma lebre, então boa noite!!!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Final de ano e lista de desejos...

Todo ano a mesma coisa, quando chega no final do ano muitas pessoas fazem uma lista de todos os desejos que querem ver realizados no ano seguinte e uma lista de intenções das atitudes que pretendem mudar. Entretanto, o ano passa muito rápido e já no primeiro ou segundo mês do novo ano tudo fica esquecido e a maioria dos seres passa a se deixar levar conforme as coisas forem acontecendo.

Para amenizar essa situação o "quadro de desejos" é uma boa alternativa, pois colocado em local onde você circule bastante certamente lembrará de seus objetivos com frequência.

De qualquer forma e seja qual for o desejo, o planejamento financeiro é o passo mais importante para aqueles que querem viver uma vida diferente e deveria ser o objetivo primeiro, pois dele depende a realização de todos os demais sonhos.

Se você não possui planilhas de controle, é hora de começar! Se você já controla suas contas, é hora de analisar e verificar se há algum aspecto que possa ser melhorado.

Acaso você pertença ao primeiro grupo, daqueles que não possui nenhum tipo de controle que lhe ofereça um panorama de sua vida financeira, comece já no primeiro dia do ano as anotações das despesas e receitas, para isso não há necessidade de nenhum programa mirabolante ou planilha com todos os requisitos aconselhados por economistas. Simplesmente pegue uma caderneta e comece a anotar até o cafezinho que você toma.

Depois, agrupe essas pequenas despesas em itens - lanches, mercado, presentes, filhos, despesas pessoais, escola, luz, água, livros, telefone, etc. Some as despesas, deduza esses valores de suas receitas e, voilá, você já sabe se está no "azul" ou no "vermelho". Estando no "vermelho" e sabendo exatamente para onde foi seu dinheiro é possível começar a planejar como gastar menos do que ganha, podendo até iniciar uma poupança.

Uma experiência que para mim deu muito certo foi começar a pagar tudo em moeda corrente, eliminando cheques e cartões de crédito/débito. Iniciei no dia 10 de novembro e fechadas as contas desses mês já observei a possibilidade de diminuir muito algumas despesas com as quais eu vinha brigando, por exemplo, alimentação consumida fora de casa e mercado.

Para mim era muito fácil passar o cartão diariamente para levar as crianças para lanchar ou jantar e tornou-se muito difícil tomar a mesma atitude pagando com notas e moedas. Então, foi a solução que eu somente encontrei quase um ano e meio depois de iniciar o ano sem compras.

Toda a ação implementada e devidamente analisada tem me levado a resultados surpreendentes, basta começar e ter disciplina modificando o comportamento.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Só olhando e pensando...

Raramente desço na sala da lareira, aliás nem em dias de frio ela foi utilizada, sendo apenas um enfeite e certa época até reformei para ver se animava, mas ela nunca viu uma brasa ardendo embora moremos aqui há quase dez anos.

Ao lado dessa sala tem outra. Seria uma adega que nunca virou adega por diversas razões, uma delas é o fato de que as duas salas dão acesso à área de lazer e a música alta faria o vinho vibrar e ele estragaria, haveria necessidade de uma porta com isolamento acústico. Enfim, terminou por virar um local para guardar porcelanas, cristais e outras peças que somente são usadas raramente.

E qual a razão de toda essa conversa? Pois é, está quase chegando a hora de ir embora. Dia dez está chegando e as possibilidades são grandes de mudar para Londrina.

Algumas pessoas já falaram sobre a delícia de decorar e comprar coisas para decoração. Sinceramente com todas as coisas que tenho pelos cantos mais escuros da minha casa não terei necessidade de comprar quase nada, exceto móveis planejados.

Fico olhando os quadros. São muitos quadros. Certa época tive compulsão por obras de arte, por gravuras, por fotografias. Muitos e muitos e não haverá paredes suficientes em setenta metros quadrados para colocar todos.

Vendo a casa? Não sei. Compro uma menor? Não sei. Mantenho a casa? Não sei. 

A única coisa que parece uma perspectiva é partir com uma mala de roupas, como fiz quando passei no concurso há quase vinte anos e depois deixar meus objetos preferidos chegarem devagar.

Nessa época minha mãe e meu pai foram morar na minha casa e ficaram com o escritório de advocacia. Meu pai é advogado e ficaram até no apartamento que eu morava. Com o tempo minhas coisas preferidas foram voltando e não consigo lembrar como isso aconteceu, pois somente recordo que não fiz mudança, daquelas mudanças levadas em um caminhão. Comprei todos os móveis e os acessórios vieram.

Outra situação que parece certa é gastar pouco com mudança, organização e decoração, tudo isso em decorrência do consumo consciente e da exata noção da falta de necessidade de muitas coisas que me animariam antigamente se essa situação tivesse ocorrido.

Só o tempo dirá!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Cem anos e a louca do chocolate!

Quem por aqui já foi convidado para participar de uma festa de aniversário em que a idade a ser comemorada era de CEM ANOS?

Pois é. Semana passada tive essa honra e essa deferência, partindo o convite de um amigo antigo, querido, embora pouco nos encontremos, seu pai completaria essa idade.

Logo partimos para o consumo. O que levar de presente? Até coloquei no face pedido de ajuda, mas existem "pessoas" e "pessoas", logo aparecendo aquelas "menos delicadas" com sugestões jocosas, resultando na eliminação do post. Ora, a pergunta era séria!

Quando minha bisavó completou cem anos não pude participar da festa e realmente não lembro as razões que me impediram. Ir ao aniversário de alguém que chegou a completar a mesma idade seria uma forma de resgate por ter perdido um momento tão importante e uma homenagem à minha bisavó Cotinha que hoje já não está fisicamente conosco.

Bem, voltemos ao presente, fui para uma loja de chocolates e perguntei qual a maior cesta que havia, recheiei a cesta com tudo que eu levaria para ela, fico linda e enorme a tal cesta, somente esqueci de fotografar.

Sempre que minha bisavó fazia aniversário os parentes levavam "guloseimas" para ela e só via chegar caixas e caixas com doces, leite condensado, marmelada, chocolates, biscoitos e todas as demais coisas doces dessa vida, acompanhadas as caixas da companhia, carinho e amor que tínhamos, e ainda temos, por ela.

Até aqui estava tranquila quanto ao presente. Depois fiquei pensando na possibilidade do senhor aniversariante ter diabetes ou outro problema de saúde que impedisse o consumo de doces e logo relaxei, pois a família é grande e poderia também aproveitar o chocolate.

Chocolates sempre representam um ótimo presente, mesmo que a pessoa não consuma existe alguém disposto a ajudar!

A festa foi linda, os filhos emocionados e o aniversariante se divertiu muito com todas aquelas pessoas alegres à sua volta.
 
E isso aconteceu mais uma vez essa semana. Queria muito dar um presente diferente para uma pessoa querida e que trabalha comigo há mais de dez anos, considerando que talvez seja o último aniversário dele que passamos juntos. 

Cumpri o mesmo ritual da maior cesta, dessa vez escolhi muitos chocolates sem açúcar, pois é do meu conhecimento a restrição alimentar. Após fazer o pagamento pensei que tinha gasto além da conta. Entretanto, no momento em que entreguei o presente ouvi do aniversariante que ele nunca havia recebido uma cesta daquelas e seu olhar era de gratidão e de quem realmente havia gostado da escolha. Ocasião em que sublimei o pensamento de culpa por ter gasto muito.

Penso que chega final de ano e o bichinho do consumo se infiltra de tal maneira que é preciso ter cuidado, mas pelo que foi relatado não precisa ser um cuidado excessivo desde que você não entre em dívidas impagáveis ou que dependam de parcelamento.

Daqui até o Natal não pretendo mais comprar presentes e na festa de Natal faremos amigo secreto. Sei que minha pretensão é difícil, porque na hora "h" sempre surge algum imprevisto. O bom é manter a intenção constantemente no pensamento e somente quebrá-la se for essencial.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Relações sociais e Facebook...

Já falei por aqui que a Izabel cursará Direito na PUC em 2013, passou no vestibular em julho de 2012 e para conseguir validar a matricula precisava terminar o terceirão. Pois bem, aprovada na escola resolveu fazer o chamado "trote" que consiste em um "pedágio" nas ruas onde os calouros pedem dinheiro para as pessoas que passam para custear a festa.

A criaturinha linda teve a idéia de convocar o trote/festa pelo Facebook e quando percebo havia uma multidão dentro de casa, pessoas conhecidas, desconhecidas e todos os tipos de pessoas.

Chegada a manhã, após vigiar a festa toda, converso com Izabel sobre a inconveniência desse tipo de convite e aviso que não quero mais festas convocadas pelo Face nem permitirei tantas pessoas estranhas, pois entendo não existir problema em chamar amigos, mas há um grande problema, pelo menos para mim, em deixar entrar em casa desconhecidos.

Ela pondera que eram todos conhecidos e amigos, quando então pergunto de um e outro que vi sentado aqui e ali, e realmente ela não conhecia.

Gente! Esse mundo virtual é muito esquisito e pode nos colocar em muitas "saias justas", sendo que adolescentes não muita noção dessas coisas. E os relacionamentos também vão mudando e exigindo adaptação.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Décimo terceiro!

Durante muitos e muitos anos a segunda parcela do décimo terceiro entrava na minha conta no início de dezembro e eu nem tomava conhecimento dela, pois servia unicamente para cobrir o saldo negativo do banco.

Ano passado serviu para quitar uma dívida e esse ano entrou essa parcela totalmente livre e desimpedida, servindo unicamente para aumentar o saldo positivo, não há dívida a ser paga e até a viagem de férias já está quitada totalmente.

Confesso que a sensação desse valor ficar "sobrando" é ótima. Não tenho intenção de comprar presentes de Natal e também não pretendo comprar roupas para passar o Natal/Ano Novo/praia. Pretendo apenas nas férias ir para a casa da minha mãe no Rio Grande Amado, também até Porto Alegre e talvez Gramado levar as crianças para ver novamente o Natal Luz e comer muito no Café Colonial Bela Vista, em seguida vamos para a praia, mas para isso os valores já estão separados e o décimo terceiro continuará dormindo em berço esplêndido.

Demorei para chegar nesse ponto de não necessitar desses valores extras e a única coisa que posso garantir à você que está no primeiro estágio - cobrindo o negativo da conta com o décimo terceiro - é a possibilidade de ser diferente, de realmente chegar ao final do ano com folga financeira suficiente para não se preocupar.

Então, se você tem dívidas é possível quitar com esse valor extra e lembrar durante todo o ano seguinte que deve economizar para isso não se repetir.

Outra coisa que devemos ter em mente e sempre é que no início do ano temos despesas extras com material escolar, IPVA, IPTU e outros valores pagos anualmente. É preciso se preparar para quitar esses valores e preferecialmente em uma única vez e não em parcelas mensais distribuídas durante o ano.

Será que aquele presente de Natal ou aquela roupa nova compensam todo o estresse que passamos durante o ano para pagar os valores deles decorrentes? Pense nisso! Quem sabe um belo almoço ou jantar feito com amor e carinho sejam melhores que inúmeros valores gastos em coisas que se transformarão em "tranqueiras" para as pessoas.

Economize para gastar naquelas coisas que realmente valem a pena!!!


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Presentes e estranheza...

Estava em um treinamento semana passada e fui até o shopping para lanchar, além de acompanhar uma amiga que precisava fazer compras.

Quase na hora de ir embora enxerguei uma embalagem com uma pequena cerveja Duff, a lendária cerveja dos Simpsons, um copo, quinze porta corpos e um chaveiro. Lembrei na hora que o Renato havia comentado sobre a tal cerveja e concluí seria um bom presente. Natal? Aniversário? Nada disso! Apenas para dizer: lembrei de você!

E pensei, como chegar em casa com presente somente para um. Sei que cada um é diferente, mas estava realmente com vontade de levar um presente para cada um dos meus filhos, ou seria vontade de comprar? Realmente não sei, mas havia um suporte financeiro, um valor que não faria diferença no orçamento e poderia ser gasto.

Cheguei no hotel e perguntei no bate-papo do face para o Pedro:

- Tem alguma coisa que você queira que a mãe leve?

Ele respondeu rapidamente:

- Como assim?????

Ou seja, não estava entendendo nada, considerando que nunca levo presentes quando viajo. A Izabel teve exatamente a mesma reação do Pedro, o que achei positivo em relação aos dois, sinal que estavam me esperando, queriam minha companhia e não uma "coisinha" qualquer que não substituiria de maneira alguma minha presença.

Adquiridos os presentes, escolhidos carinhosamente e sem qualquer obrigação, cheguei em casa e o  Pedro relutou muito em abrir, repetindo sempre que a única coisa importante era eu estar de volta, que não gostava que eu viajasse, que sentiu muito minha falta.

Izabel que nunca gosta de nada, adorou os brincos e o Pedro amou a Nerf, isso sem deixar de observar que eu não precisava ter trazido um presente tão caro porque não era aniversário, Natal nem dia das crianças. O Pedro é muito engraçado com consumo e realmente não paguei tão caro assim, logicamente procurei um produto em promoção.

Fico feliz que meus filhos sejam assim, porque vejo mães por aí muito preocupadas quando chegam em casa sem nenhum presente depois de uma ausência de alguns dias. Certo que o presente não compensa o tempo passado distante, criança quer atenção, carinho, acompanhamento nas lições e nas dificuldades, além de companhia para os bons momentos que passam entre amigos.

Não compense seu filho e jamais dê um presente que possa parecer um sacrifício financeiro para você. Se é muito caro, certamente não compensará a ansiedade que você vai passar para fazer o pagamento e até o presenteado será prejudicado.




segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A história do "eu mereço"

Marquei no aeroporto com uma amiga. Chego ao local, tomo um café, não a encontro e vou para a sala de embarque. De repente ela chega e já está com uma sacola de uma marca famosa de camisas que agora são vendidas em aeroportos, caríssimas no meu entendimento. Recebo a companhia com um sorriso e olho para a sacola. Ela percebe e faz a seguinte observação:

- É quase meu aniversário, resolvi me dar de presente, eu mereço!!!

Ok. Nem falei nada!

Chegamos ao destino e ela tinha um encontro no dia seguinte. Afirmou que não tinha roupa e precisava de algo assim nem muito chique nem muito casual. Fomos até minha loja predileta, ela compra um vestido e a vendedora tenta empurrar um casaco. Após minha intervenção dizendo que emprestaria o casaco, ficou somente com o vestido.

O encontro foi antecipado e o vestido não foi usado, pois somente ficaria pronto no dia seguinte. Ela pondera que poderá usar em uma solenidade marcada para data próxima. Ok. O vestido era realmente maravilhoso.

Na cidade em que estávamos o frio havia resolvido pregar uma peça. Ela, com uma mala recheada, afirmou não ter roupas de frio para sair. Ofereço minha pashimina. Ela queria um casaco. Novamente shopping e a compra de uma calça, uma jaqueta, uma camiseta. Ok. Ela falou que estava precisando, amou a jaqueta e o dinheiro era dela.

Durante toda essa maratona experimentei muitas roupas e sapatos, entretanto nada que valesse a pena entrar na minha casa ou na minha vida. Terminei ficando apenas com os presentes para as crianças, o que já foi contado por aqui.

Essa semana olho para o braço dela. Não pensem que sou bisbilhoteira, mas temos ficado muito mais tempo juntas no trabalho em razão da alteração no sistema. Bem, vejo no braço um lindo relógio com pulseira marrom e caixa da cor de ouro rose. Adoro dourado com tons puxando para o rosa, até tenho um conjunto de brinco e anel assim. Elogio o relógio e ela responde:

- Era meu aniversário, resolvi comprar, não tinha mais nada depois do assalto e eu mereço!!!

Com certeza merece! É uma pessoa com vida muito parecida com a minha, mas talvez um tanto quanto mais cheia de dificuldades.

E fiquei divagando sobre o "eu mereço" e perguntei a mim mesma o que mereço. A resposta veio rápida. Mereço tranquilidade financeira e com ela posso aproveitar muito mais o tempo e a ausência de estresse para viver a vida e ficar calma por aí desfrutando a companhia dos meus filhos. Não mereço me preocupar com tranqueiras para arrumar, guarda roupa entulhado, contas para pagar, juros correndo soltos. 

EU MEREÇO SER FELIZ e não criar problemas para depois precisar administrar!!!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Preguiça de gastar e pequenas felicidades...

Ontem à noite passei mal e lá veio o Pedro, meu pequeno, dando o diagnóstico:

- É seu fígado, porque você comeu linguiça na hora do almoço. Dorme que amanhã você amanhece bem.

Buscou um copo de água, tomei um remedinho qualquer e fui dormir.

Pela manhã ele queria companhia para o café e eu lá, meio tonta, meio sem vontade, de qualquer forma desci para ver se comeria direitinho. 

Nesse meio tempo fiquei pensando em almoçar fora para não ter que cozinhar e lembrei do congelador da geladeira que está cheio de massas. Sim, cada vez que o Renato visita o pai e a madrasta meu congelador fica assim e nem posso comprar carne para a semana, tem que ser diária a compra pois não há como armazenar.

Fiquei pensando também que havia sobras de dinheiro do mês anterior e não faria mal gastar em um almoço de domingo. E quando vi já estava cozinhando, toda animada e ganhei muito mais do que espaço no congelador e economia.

O Pedro pegou o computador e fico lá comigo fazendo observações:

- Só lembro de você cozinhando no domingo e a comida sempre fica ótima! Nossa que cheiro bom, cheguei a sentir lá de cima! Sua salada de maionese com batatas é muito boa, só uma vez que você deixou os pedaços de batata grandes e quase morri afogado!

Essa última observação é exagero e esquece o menino que existe a mastigação. Pelo sim, pelo não, agora corto as batatas em pedaços bem pequenos.

Dali a pouco acorda o Renato e começa a conversa sobre futebol, afinal hoje é dia de Grenal!!!

Eu e Renato gremistas, Izabel e Pedro colorados. Até torço pelo Internacional quando ele joga com outros times, mas já avisei que não dou essa canja quando tem grenal. Alguém tem que sair chorando.

Mais um tempo e estou cozinhando animada com o hino do Grêmio que o Renato estava ouvindo no último volume, um pouco porque é gremista fanático, outro tanto para implicar com o irmão que logo saiu da cozinha e se recusou a continuar ouvindo.

Para que toda essa história? Na realidade, cozinhar começou pela economia e terminou em uma grande alegria somada à descoberta de que os cheiros e sabores formarão a memória afetiva dos meus filhos.

Você até pode ter problemas com sua mãe, entretanto, sempre terá um prato que ela faz que sempre lhe traz recordações quando sente um sabor ou cheiro semelhante, não é mesmo? Isso se aplica às mães que cozinham, infelizmente muitas mães mantém uma distância imensa da cozinha...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

D.G.N.I.

Escrevi o post "Mais uma tenttiva de controle de contas" no dia 15 de novembro e informando que alterei a forma de pagar as despesas já no dia 10. Passados vinte dias achei interessante colocar por aqui as primeiras conclusões a que cheguei.

Não tente alterar a forma de pagamento quando você não tem uma reserva de valores, apenas vá diminuindo as despesas. Explico com um exemplo: quando você compra com o cartão no mês de outubro os valores somente são computados em novembro; no meu caso em novembro paguei o cartão referente às despesas de outubro com os valores recebidos em novembro; nesse mesmo mês, novembro, passei a retirar dinheiro vivo e pagar os valores gastos no próprio mês de novembro, logo, acumulei despesas de dois meses.

Certamente permaneci no "azul" porque utilizei valores que havia guardado para alguma emergência e no mês de dezembro as despesas serão menores porque não haverá cartão de novembro.

Que confusão! Entretanto, acho que deu para entender.

Essa nova forma de controle, com cadernetinha na bolsa e anotação de cada centavo gasto, me levou a ter menos D.G.N.I (dinheiro gasto não identificado), cujos valores eu distribuía entre cada uma das despesas mensais. Por vezes eu sacava alguma quantia e não anotava os valores, pois a maior parte das despesas era paga com débito em conta, cartão de crédito ou cheque, então esses pequenos valores ficavam perdidos porque eu não usava um método para anotção dessas despesas.

Até as moedas que vão para o cofre consigo identificar com o pagamento de todas as despesas com dinheiro vivo e constatei que nossa bolsa/carteira é o buraco negro de nossas finanças, sendo necessário muito cuidado e controle com o dinheiro que sai para pagamento de qualquer coisa.

Controle financeiro e evitar gastos desnecessários e supérfluos trarão mais qualidade de vida e menos preocupação com juros, prestações, menos coisas para organizar, destralhar e limpar.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O que não tem solução...

Encontro uma pessoa na Vicente Machado, aqui em Curitiba.

- Oi, Ziula, tudo bem?
- Tudo ótimo! Estava fazendo o treinamento do PJ-E e adorei, tem muitas funcionalidades que o sistema atual não tem e é muito fácil de acessar e trabalhar.
- Está todo mundo reclamando, você ainda vai mudar de idéia!

Um sorriso amarelo de minha parte e a despedida. Resposta errada, Ziula. Quando todo mundo reclama, você não pode elogiar. Será que você perdeu alguma coisa, caríssima? 

Só se eu não entendi nada do que foi explicado e isso seria engraçado, considerando que sou uma aluna aplicada e normalmente presto uma atenção exagerada, além de ter boa vontade para aprender.

Não, não é nada disso! Estou apenas conformada com a vida e suas mudanças. Já disse o instrutor:

- Sou apenas uma mensageiro e nada pode ser mudado no programa. Qualquer mudança deve ser feita em Brasília, pois ele será usado em todo o território nacional.

Logo, o que não tem solução, solucionado está.

Ano passado, mais ou menos nessa época, foi anunciado que teríamos que incluir todos os processos em execução da Vara no BNDT (Banco Nacional dos Devedores Trabalhistas). A Vara é antiga e tem muitos processos em execução. Surtei na reunião e me foi dito que somente cabia cumprir a missão, posto que a ordem não comportava reclamações ou recusa. Passei a noite em claro. Surtei no e-mail. Qual o resultado? Toda a tarefa cumprida no prazo determinado e sem erros.

Então, resolvi não sofrer mais e fui para o treinamento totalmente despida de qualquer preconceito em relação ao PJ-E. Dizem que nosso sistema é melhor, mais funcional, já estamos acostumados, etc, etc, etc. E daí? Não poderá mais ser usado por mais que alguns tentem espernear, pois a partir de 03 de dezembro somente haverá PJ-E. 

Adiantaria eu reclamar, me insurgir ou argumentar que qualquer outro sistema é melhor ou mais funcional? Claro que não!

Na minha vida está implantado para sempre o minimalismo e se determinada situação não pode ser alterada certamente devo procurar a melhor solução para lidar com ela, além do fato de que, sinceramente, gostei do programa!

E vamos encarando as mudanças de forma positiva, sem estresse e sem surtar! Muito melhor viver assim!

domingo, 25 de novembro de 2012

E a vontade dá e passa...

O que a pessoa aqui quer no momento, ou melhor, quer há alguns dias é enfiar o pé na jaca, chutar o pau da barraca, meter o pé no balde, jogar tudo para o alto e viver compulsivamente de compras e mais compras. 

Felizmente isso não tem se mostrado possível, pois sequer consigo entrar em uma loja com a efetiva intenção de comprar algo que não preciso e quando entro com minha filha nada me agrada.

Que misteriosa mudança foi essa?

Na tensão dos últimos meses seria interessante produzir um pouco de adrenalina com a aquisição de algumas coisinhas desnecessárias. Sim, seria adrenalina mesmo porque estaria fazendo algo que está proibido, além de estar fora dos meus planos, entretanto daria o prazer que somente as coisas totalmente vedadas podem trazer.

Ocorre que já conheço a intensidade desse prazer, igual a alguns poucos minutos e não quero me dar tão pouco. Preciso de algo mais duradouro e estável. Aquela vida de prazeres efêmeros terminou há muito, muito tempo.

Quero fazer planos para o futuro, mas estou no limbo! Não quero sonhar com o que talvez não possa se concretizar em termos de mudança. Não quero sonhar com o que talvez não possa se concretizar em uma vida diferente no mesmo local em que estou atualmente. Não quero programar nada sem ter um respaldo e falta pouco para esse resultado. 

Dez de dezembro de 2012 está quase chegando e a partir dessa data poderei pensar em termos práticos o que vou fazer da vida. Até lá tenho tanto trabalho que nem teria tempo de pensar em outras coisas que ocorrerão independentemente de qualquer mudança.

Estou cansada! Novamente!

sábado, 24 de novembro de 2012

Louças...

Já se passaram 513 dias do início do primeiro ano sem compras e realmente não comprei mais copos, xícaras, pratos, etc.

Ontem estávamos no mercado e fui olhar pratos rasos. O Renato disse "não gostei desses pratos e são muito caros".

Hoje na hora do almoço começamos a olhar os pratos que estamos usando: pratos promocionais da Nestlé, brancos, com borda bege clara e desenhos de folhas em vermelho, centro com desenhos em bege do Laçador (Porto Alegre - Rio Grande do Sul), Ponte Hercílio Luz (Florianópolis - Santa Catarina) e Jardim Botânico (Curitiba - Paraná). Mesmo com todos esses desenhos representando o sul de nosso amado Brasil, os tais pratos são feios pra danar, grossos, enfim, promocionais mesmo.

Os outros pratos terminaram, deve haver um de cada um dos jogos anteriores, totalizando uns três pratos que não combinam um com o outro.

Tenho um jogo completo, com pratos rasos, pratos fundos, travessas, sopeira, pratos de sobremesa. Não, não consigo colocar no uso diário, me perdoem! Ganhei do pai do Renato. Estou separada há quase vinte anos, mas não consigo pensar sequer em uma peça quebrada e louça quebra muito.

As xícaras? Meia dúzia de xícaras, cada uma de um modelo. Dia desses havia convidado amigas para um chá. Ensaiei ir comprar xícaras iguais, pelo menos seis. Depois pensei que se não usava no dia a dia não deveria comprar para tomar chá com amigas (pareceria coisa de casa de boneca e não vida real). Enfim, elas não vieram e não comprei xícaras.

Origem das xícaras? Cestas de café da manhã que eu ganhava de aniversário, hoje não ganho nem uma flor e isso é engraçado, sim. As xícaras vinham com o desenho do meu nome e data de aniversário, normalmente em tinta prateada e eram guardadas como relíquia, até que percebi que sequer lembrava quem havia enviado a cesta com a xícara "x". Retirei os escritos com álcool e hoje são aquelas usadas.

Espera aí. Usamos mais canecas! Logo, eu não preciso de xícaras novas!

Os copos estão um desastre. No máximo quatro de cada tipo e quando existem quatro certamente são aqueles de plástico que vieram em promoção ou eram vendidos em algum lugar turístico. Certa vez comprei jarra e copos de acrílico, lindo e caro conjunto, ainda estão por aqui, entretanto, cada dia mais riscados. Odeio acrílico!

E daí me encontro divagando sobre todos esses objetos e não vejo razão para aquelas mesas maravilhosas. É claro que adoro olhar fotos, é claro que fico feliz quando vou em algum lugar com mesa toda enfeitada, mas não preciso disso no meu dia a dia, pelo menos por enquanto.

Suas louças estão como as minhas? Devo mudar meu pensamento?

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Black Friday

Gente, o que é esse "Black Friday"??? Nunca tinha ouvido nem falar. Será reflexo das redes sociais?

Tem paciência! Quem acredita em descontos milagrosos? Talvez eu até acreditasse há um tempo, hoje não mais?

Alguém por aqui aproveitou o Black Friday esse ano ou em anos anteriores (se é que existia)? Realmente foi bom? 

Realmente estou adquirindo o estritamente necessário e ainda tenho surpresas no final do mês, imagine se fosse aproveitar ofertas malucas que talvez nem sejam tão boas assim, mas a ansiedade deve tomar conta dos compradores contumazes, afinal: É SOMENTE UM DIA!

Para mim não passa de loucura de consumo!

Vamos passear, conversar, ler um livro, ir ao cinema, assistir um filme e deixe para aproveitar ofertas somente se e quando tiver alguma coisa que seja efevitamente necessária!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Autoflagelo (2)... a continuação

Não gosto de posts longos, embora já tenha escrito alguns, então estou tentando controlar e "dividir" as idéias.

Falei ontem sobre minimalizar e racionalizar o trabalho, sendo que isso não ocorrerá somente se mudar de cidade. Dia 03 de dezembro será instalada a segunda Vara do Trabalho de Cornélio Procópio e passarei a trabalhar nela, espero sinceramente ter aprendido a lição e que o trabalho seja estruturado por mim de forma diversa, sempre sem prejuízo à celeridade.

Quanto à minha coluna vertebral é uma longa história e acho até que já coloquei o histórico aqui. Nasci "tortinha" mesmo e com 15 anos fui submetida a duas cirurgias, logo, tem uma série de detalhes que a tornam incurável, embora administrável. Acreditem! A mente, o pensamento, a força de vontade fazem toda a diferença. Mantenha bons pensamentos. O último médico que consultei disse que não sabe como estou caminhando. Então, todo dia pela manhã quando coloco meus dois pés no chão eu somente tenho a agradecer.

Voltando ao autoflagelo, fiquei pensando também sobre o consumo e a forma como lidamos com ele.

Preservar os recursos materiais é uma forma de amor próprio.

Será que ao gastar todo seu dinheiro de forma desenfreada você está querendo se punir?

Será que você é feliz ao pagar juros bancários?

Será que ao viver em uma casa toda desorganizada, cheia de coisas inúteis e demorando para achar até a roupa pela manhã, você está querendo sofrer?

Pense, porque está agindo assim?

Os pequenos atos do dia a dia demonstram o quanto gostamos de nós mesmos e da nossa família.

Conheço uma pessoa que passa a vida se queixando sobre a falta de dinheiro e comentando os erros alheios. Simplesmente não consegue enxergar sua própria vida, fechou-se para seu mundo interior.

Ora, ora, pouco importa o que os outros falam, comentam, fazem. O que você está fazendo por si mesmo nesse momento? Quais as atitudes que está tomando por uma melhor qualidade de vida? De que modo você pode agir para começar a trilhar o caminho da felicidade? Como pode se organizar em casa, no trabalho e nas finanças?

Pense, reflita, trace uma estratégia e aja nesse exato momento que é o único que você tem, o passado já passou e o futuro ainda não chegou.

Um dia produtivo para todos nós e eu lá vou tentando controlar minha ansiedade porque logo abrirá Londrina novamente e eu entrarei na neurose dos quinze dias até a decisão. 

Estou rindo sozinha agora, considerando que prometi não comentar quando abrisse de novo e meu filho mais velho estava comigo quando recebi a notícia, de uma forma meio "implicante" contou para os irmãos na hora do almoço e a casa já está um alvoroço só, com todos exalando ansiedade e eu tentando manter a serenidade, o que não é fácil.

A Marisa, diretora de secretaria, meu braço direito e esquerdo, meu segundo cérebro, também está que não se aguenta e entrou na sala de audiências ontem apavorada dizendo: "começou tudo de novo?". Pois é, Marisa, começou tudo de novo e sua vida também vai mudar, espero que para melhor, sempre lembrando que preciso de você!

E vamos para mais um dia de trabalho, família, mercado, compromissos pessoais... enfim, mais um dia de vida!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Autoflagelo, será que você está fazendo isso?

Estive pensando muito hoje, observando aquela pauta imensa de audiências, a árvore digital com mais de cinquenta processos para julgamento e que ali entraram há menos de um mês e lembrei de um fato que ocorreu em 1999.

Quando cheguei em Cornélio Procópio ocorriam muitas coisas com as quais eu não concordava e não representavam meu modo de trabalhar. Passei a ficar nervosa, gritar, me insurgir, exigir mudanças, enfim, perdi completamente o equilíbrio.

Resultado? Idas e vindas do hospital, impossibilitada de me locomover e até de levantar da cama, tudo em razão da piora do meu quadro na coluna. Essa situação perdurou até que encontrei um médico japonês que trabalhava com acupuntura e outras terapias, sendo que até um soro que me deixava exalando cheiro de milho eu tomei.

Pois bem. Ele conversava muito comigo e explicou como funcionava o organismo quando eu ficava nervosa. Não lembro das palavras científicas, só lembro que ele disse que toda vez que eu perdia o equilíbrio os nervos se retesavam e rompiam deixando escapar um líquido com uma espécie de sal, esse sal secava e formava uma pedra que ficava comprindo o nervo. Nunca pesquisei sobre a veracidade científica dessas afirmações, mas procurei me acalmar, respirar pelo nariz e soltar pela boca, pensar antes de responder, analisar antes de reagir.

Resultado? O tratamento com acupuntura, soro, conversa e uma erva chinesa que tem o mesmo efeito de morfina terminaram por praticamente curar minhas dores e nunca mais travei. A erva sempre tenho em casa, sinto segurança somente em olhar o frasco, mas há anos não tenho necessidade de tomar e nunca mais fiquei inválida em uma cama.

Porque essa conversa toda? A pauta e o número de processos para julgamento. Fico tentando resolver o mundo, diminuir a pauta e marco mais do que consigo fazer sem um desgaste físico e emocional muito grande, em prejuízo inclusive da família, sendo que talvez seja a forma que achei de me autoflagelar sem passar dores na minha coluna.

Será que gosto desse sofrimento todo? É claro que não. Então, pensando mais um pouco, quero mudar sim para outra cidade, descontruir o que construi profissionalmente e começar tudo de novo, de uma forma diferente, que atenda efetivamente o jurisdicionado, mas que também atenda meus apelos por qualidade de vida.

É isso!!!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Coisas estranhas e talvez até óbvias...

Vocês devem lembrar quando terminei o primeiro ano sem compras em junho de 2011 e constatei que apesar de não estar focando nas demais despesas terminei por diminuir muito as despesas no geral, não somente àquelas referentes aos meus gastos pessoais. Leiam aqui, observem também o equívoco quando achei que de sessenta pares de sapatos haviam sobrevidido apenas trinta e nesse post, analisando com mais cuidado, concluí que ainda tenho quarenta e três pares.

Bem, aqui é para concluir que, mesmo equivocada no número de pares de sapatos, a gente muitas vezes atira no que vê e acerta no que não vê.

Também no primeiro trimestre, e conto os trimestres a partir de julho, não queria fechar as contas porque achei que não havia economizado e o resultado foi uma maravilhosa economia que ainda pode ser melhor. Para lembrar leia aqui.

Pois bem. Todas essas lembranças somente porque hoje pela manhã entrei na cozinha e minha bandeja com produtos para café estava quase vazia, contendo apenas o essencial, o que demonstra que o minimalismo e o consumo consciente vão se incorporando de maneira irreversível e você começa a minimalizar mesmo sem intenção.

Quando mexi pela última vez na prateleira com a bandeja estava assim. Vou até replicar as fotos:








Ficou assim:










E hoje pela manhã estava exatamente conforme foto abaixo:










Adorei ver o espaço quase vazio e somente com o que realmente é usado. Isso já aconteceu com você, ou seja, destralhar um local e depois ele continuar o destralhamento sozinho?