quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mundo cruel do consumo...

- Nossa, como você está magra!

Ouvi de diversas pessoas essa semana que emagreci muito. Não emagreci, apenas mudei o modo de vestir e percebi que minha dismorfia realmente estava causando estragos na minha imagem. A postagem que coloquei o link é de outubro de 2012, portanto mais de um ano para encontrar a forma certa de vestir.

Certamente fico dizendo que a opinião das pessoas não importa, mas vivemos em um mundo onde o pensamento alheio importa sim pelo menos para melhorar nossa autoestima.

Eu estava me sentindo gorda, não me arrumava mais, não me maquiava mais, não me ajeitava mais. Peguei a menina que existe dentro de mim e joguei em um canto, raramente lembrava da minha própria existência.

Arrumar a casa, limpar a casa, decorar a casa, cuidar dos filhos, propiciar lazer aos filhos, ajudar em trabalhos escolares, trabalhar e mais trabalhar. E lá ia a pessoinha sem um brilho, com ar cansado, nem um batom tinha tempo de passar.

Tempo é questão de prioridade. Vivemos em contato com muitas pessoas e as exigências sociais terminam por ter alguma influência na imagem que temos de nós mesmos.

É possível achar um meio termo? Com certeza, embora isso leve muito tempo e para mim levou tempo demais.

Terminei usando praticamente as mesmas roupas desde 01.07.2011 e o pior é que eram as roupas erradas, sem graça, sem brilho e que não combinavam comigo. Demorou muito tempo para encontrar o que eu poderia considerar roupa certa.

Poucas peças de ótima qualidade misturadas com as antigas e tudo tomou novos rumos. Confesso que minha satisfação ao ouvir das pessoas que emagreci me causou uma certa estranheza, pensei que isso não importava.

Então, quem está pensando em começar o controle de consumo de vestuário e calçados tome um pouco mais de cuidado. Procure seu ideal, retire tudo que lhe faça sentir gorda, velha e feia, faça isso sem dó nem piedade porque não sentirá falta dessas peças.

Quanto às novas, pense muito antes de adquirir, olhe-se de todos os lados, pondere todas as possibilidades, encontre-se de forma racional e não movida por uma paixão momentânea por uma peça exótica. Fuja de liquidações. Em liquidações somente são vendidas roupas e sapatos que ninguém mais quis. Escolha pensando no seu bem estar e na sua saúde financeira.

Sei lá, acho que estou meio confusa, deve ser esse turbilhão de contas para pagar em janeiro e põe turbilhão de contas, parece que nunca paguei tantas contas e estou driblando o parcelamento, adiando algumas aquisições necessárias para conseguir pagar tudo sem parcelamento, nem as apostilas não parcelei e estou sentindo uma certa ansiedade para que janeiro termine de uma vez.

Por outro lado, estou me sentindo muito bem ao cuidar da maquiagem pela manhã, ao escolher peças novas misturadas com peças que já tem anos e me sentir bem ao ir trabalhar e isso é trabalhoso, embora todo o esforço esteja sendo recompensado pelo meu bem estar.

Não estou encontrando tempo para responder aos comentários. Tenham um pouco de paciência e logo coloco tudo em dia. Está bem corrido, muito corrido e nem minha casa está como eu queria em termos de limpeza e organização, espero que esse cansaço passe logo e eu consiga retomar tudo em um ritmo mais ameno.

13 comentários:

  1. Gostei bastante de ler esse texto! Muitas pessoas não dão o devido valor a uma roupa adequada ao corpo, e como você comprovou, muda bastante a percepção do próprio corpo. Vou prestar mais atenção nisso.

    Beijos!

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    1. Vamos deixando a vida nos levar como diz a música e por vezes nos esquecemos de nós mesmas! É hora de lembrar que estamos por aqui para nos sentirmos bem e fazermos alguma coisa para isso!
      Beijos

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  2. Seria o mundo cruel do consumo um vilão mesmo ou a culpa é nossa e pra nos isentarmos culpamos ele? Acho que consumir, desde que de forma correta, é muito bom e necessário também. Se não a gente trabalha pra quê? O vilão, a meu ver, é o exagero, seja ele para mais ou para menos.

    Uma vez a mãe de uma vizinha postou no facebook estar preocupada, pois uma aluna dela comentou que estavam já quase no final do semestre e não tinha visto ela repetir uma bolsa sequer. A mãe dessa vizinha é advogada e professora na UPF e dai comentou “será que estou exagerando?”.

    A gente sabe que conta muito estar bem vestida e é até fundamental nas profissões e no dia a dia também pra a autoestima, porém a preocupação em excesso disso é que pode ser um problema virando mais futilidade, assim como a despreocupação em excesso vira o desleixo. Os dois excessos são ruins. E bem facilmente o atingimos. Cuidar para o meio termo é sempre um desafio.

    Também concordo quanto ao fugir de liquidações, a tendência de comprar uma coisa que não quer, não precisa, não vai usar, não combina, só porque está “barato” é grande. Tem raras exceções que dão certo, mas no geral tem que cuidar. Quando me perguntam “vamos ver a liquidação x” sempre respondo “Vamos. Mas primeiro me diz o que está precisando?”. Tem gente que se irrita, tem gente que desiste, mas o mais importante é que não me convidam mais pra isso... kkk

    Tenho um amigo que diz: “um terno bem cortado e um sorriso no rosto abrem portas!”, isso nas adversidades, de dar errado as coisas, a gente se olhava e ria pois o importante era acreditar naquela fala. Dá certo. Depois davam certo, se não, pelo menos estávamos felizes. E como tem gente que não temos a menor noção que estão reparando no que vestimos, se um dia melhoramos, elogiam a roupa e tal. Por falar em elogio, esses tempos fomos na Fnac da paulista e o Fábio com a camisa do inter. Uma senhora falou que ele era muito inteligente com aquela camisa. Agora sempre que usa a camisa diz que é pra parecer inteligente....

    E roupa pra atividades físicas, meu irmão que é meio viciado em corridas adora comprar isso e eu quando ia com ele, com minha paciência 8 ou 80 (pra algumas coisas sou intolerante e para outras bem tranquila e paciente) dizia pra pegar qualquer coisa que era pra correr mesmo, ele ficava furioso. Dai depois que começamos a dar umas idas ao parque também comecei a preocupar com isso, pelo bem estar pois algumas mais trapos são quentes e pesados e também porque não achava aquelas sequer apresentável mais, mas por um tempo era o que usava achando que estava ótimo, que não tinha que gastar com isso.

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    1. Adriana, penso que muitas pessoas se deixam levar pelos apelos de marketing, só não pode acontecer o outro extremo e nos deixarmos sem qualquer vaidade... rs
      Minhas bolsas diminuíram em muito com os destralhes, ainda assim não consigo usar todas e continuo tirando devagar o que não uso... não chegaria ao extremo da aluna, mas talvez estivesse perto... rs
      Liquidações... estava lembrando de todos os sapatos que comprei nessas ocasiões e é realmente lastimável! Ainda bem que passou e nunca mais vai se repetir!
      Uma boa peça de roupa... conheço pessoas que tem armário entulhados com "porcarias"... sempre preferi comprar roupas melhores em menor quantidade, embora isso não tenha me impedido no passado de cair em liquidações, hoje em dia para encarar uma só como você diz mesmo: se estiver precisando.

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  3. Seu post veio a calhar pra mim, estou precisando urgentemente reavaliar meu guarda-roupa.... e cuidar mais da minha aparência porque acho que tô mal, mas a gente vai levando e acaba só cuidando dos outros e da casa.... Obrigada pelos ótimos posts.

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    1. Valery, justamente isso "cuidando dos outros e da casa"... estou fazendo um enorme esforço para cuidar um pouco de mim, não é fácil sair do costume anterior, mas estou conseguindo.

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  4. Qrda Ziula: este teu post chegou até mim na hora certa. Sempre procurei cuidar de mim o suficiente para me sentir bem comigo mesma, um ensinamento que a minha mãe passou para as minhas irmãs e para mim como uma prioridade do dia a dia.

    Contudo, penso que o «nosso» problema é que fomos treinadas para sermos super-mulheres, sempre e em tooooodas e quaisquer circunstâncias (o último post da Manu em «Notas sobre uma escolha» aí está para o comprovar) e com tanto a que nos obrigamos a ser e a fazer, alguma coisa tem inevitalvelmente de ficar para trás... E o quê mais se não nós próprias?

    Assim, decidi que a minha death line é o dia 1 de fevereiro, o que não quer dizer que não comece antes, Só não quero comprometer-me já-já, porque este mês é para mim o tal das decisões mais difíceis da minha vida. Mas sei que este é um assunto que tenho de tomar em mãos com urgência. E não é só uma questão de dinheiro, que até pode também ser, mas é sobretudo uma atitude e uma aposta intransigente na nossa autoestima e na nossa força interior.

    Bj

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    1. Maria, estou tentando (juro!) não ser mais super super... ainda sou cobrada, mas quando a coisa me incomoda muito já consigo dizer não e isso antes não fazia, prestava o "serviço" quietinha e me remoendo de raiva. Hoje é tão bom não sentir raiva e ir administrando a culpa de não ser mais super.
      Beijos

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  5. Oi Ziula, tudo bem?
    Tenho acompanhado seu blog há poucos dias e gosto muito. Você falou nesta postagem algo sobre "encontrar seu estilo". Tem algum post sobre isso? Se não, como fizestes? Beijos

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    1. Sandra, fiz um post para você! rs...

      Beijos

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    2. Que delícia! Eu já li...hehehe
      Bjus

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  6. Às vezes é tão difícil entender você.

    Beijos

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    1. Zilda, sou uma metamorfose ambulante, hoje penso isso e amanhã posso não mais pensar, são todas tentativas que às vezes são bem sucedidas e outras não... errando até acertar...

      Os outros não importam, mas para isso você não pode se abandonar e parece magra para mim foi maravilhoso... rs... vai saber!

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