sexta-feira, 25 de julho de 2014

Aceitação...

E vamos nos debatendo, nos violando e suportando... na vã esperança de que algumas pessoas mudem.

E vamos trabalhando, conversando, indicando o mal que pode estar sendo causado por atitudes diversas... na vã esperança de que algumas pessoas mudem.

E vamos tolerando uma queixa aqui, uma reclamação ali, uma tristeza, uma pequena ofensa... na vã esperança de que algumas pessoas mudem.

Tudo tem um limite e, dado o respeito ao grau evolutivo, esse limite não pode ser tão estreito a ponto de não ser possível a mudança. Também não pode esse limite se estender no tempo indefinidamente, caso contrário não seria limite e sim infinito. Toda atitude tolerada demais é apenas uma demonstração do quanto somos bons e merecedores do troféu paciência, acostumando o outro com essa situação e impedindo a alteração de comportamentos, é simplesmente nosso ego pavoneando.

Bem, é certo que a pessoa só muda quando percebe efetivamente seus atos e quando quer mudar. Daí você senta, conversa, explica, pondera, fundamenta e tudo entra por um ouvido e sai pelo outro, ou melhor, tudo não... todas as palavras para reforçar as boas atitudes, e que não foram muitas, ficam interiorizadas e somente elas permanecem na memória impedindo a mudança das atitudes ruins ou de repente a pessoa não se dê conta das atitudes prejudiciais ao outro, sei lá!

Daí... a vida segue... sua insatisfação cresce... sua vontade de ser feliz aumenta... e finalmente vem a percepção de que somos donos da nossa própria vida, mas também somos responsáveis por uma coletividade que pode ser composta pela família, pelo grupo com quem você mais convive e somos senhoras do nosso próprio bem estar em qualquer lugar onde nos encontremos.

Assim, se nos é dado optar, é claro que devemos optar pela paz de espírito e assim o afastamento é o melhor remédio.

Estava nos últimos tempos participando de muitos grupos e cada qual formado de centenas ou milhares de pessoas. Claro que não havia unanimidade, claro que havia conflitos. A unanimidade é burra e os conflitos servem para o próprio amadurecimento do ser humano, mas... vale a pena se envolver com tanta gente assim? Vale a pena o desgaste? Será que realmente faríamos alguma diferença?

Cheguei a conclusão de que, no caso acima, eu não faria falta alguma e estava perdendo meu tempo com coisas tão banais do dia a dia, deixando de fazer as minhas próprias atividades, abandonando esse blog que tanto adoro, prejudicando pessoas de convívio mais próximo. Então... o afastamento!

Outras vezes é possível em relação à algumas pessoas simplesmente deletar, bloquear ou seja qualquer outra atitude equivalente, afastando-a do convívio do grupo e quem sabe isso a faça rever suas atitudes ou não tenha efeito algum e ela se sinta injustiçada, mas, gente!, é preciso buscar paz de espírito de alguma forma!

Agora os únicos grupos que participo são: família, trabalho, alguns vizinhos, o grupo que criei no face que é bem tranquilo, poucos e bons amigos, pessoas que visitam o blog...   e está louco de bom!!!

6 comentários:

  1. Ai, isso aí! Também cansei de desgaste mental de internet. A humanidade sobreviveu até aqui sem ter que ficar todo dia de debate no FB. A gente começa a seguir a página lá e do nada começa um monte de opiniões sobre um assunto que ninguém domina direito e as pessoas começam a brigar e trocar ofensas e aquele monte de baboseira sobre política e leis e crimes e decisões judiciais repercutidas na mídia. Overdose. Aos poucos é ir diminuindo a quantidade de assuntos curtidos e amigo do amigo do amigo sem nada em comum. Política, Religião e Direito eu corto tudo, não aguento mais, nem quero saber!
    PS:Quarta-feira fui às audiências de terceirizados e uma advogada lá na vara disse que me viu na internet (?) e que eu teria ganho um colar de pérolas do marido (?) e se despediu de mim me dando um beijo na cabeça!!!! O povo tá muito doido ou eu sou reprimida, eu nunca colocaria uma coisa específica dessa na internet e jamais me despediria de um estranho dando um beijo na cabeça!!!???

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    1. É bem isso Gabriela... e ainda que evito grupos jurídicos ou religiosos, normalmente entrava em grupos de assuntos mais amenos e ainda assim as pessoas surtavam diariamente...
      O que aconteceu com vc em audiência foi pouco... rs... estava no PAB e uma mulher começou a contar sobre as compras que faz no sex shop (nem sei se é assim que escreve... rs), contava para mim (que nem a conheço direito) e para outra pessoa que estava junto (e que parece que ela conhecia)... fiquei roxa de vergonha e dei um jeito de sair dali rapidinho... não, não sou puritana... só achei o assunto meio deslocado e sem sentido... rs

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  2. Ninguém muda assim no más né e isso só acontece quando a própria resolve isso. Eu nem tentaria mudar ninguém, se o tipo da pessoa me incomoda convivo o obrigatório socialmente mas em hipótese alguma deixo isso atrapalhar minha vida me preocupando com isso.

    Acho que bons exemplos educam, podem gerar moda, como o mau também. Mas só a pessoa decide. Querer impor não tem, e o primordial é ficar o respeito e ignorar as pessoas que se incomodam com o nosso bem estar, parece que sempre tendo algo negativo pra dizer ou procurar, o melhor é ser tranquila e respeitar opiniões diferentes, gostos diferentes.

    Por exemplo também em um grupo, de moradores do meu prédio, temos um e-mail para discutir as questões do prédio e tempos atrás, um Sr. muito do folgado, que se acha a última bolacha do pacote, por ter sido síndico por trocentos anos, mesmo sendo comum morador como todos, resolveu convocar uma reunião porque quer mudar não sei o que no elevador. Evidente que eu longe não podia ir mas responder por e-mail poderia, pensei mentalmente e resolvi encaminhar para meu irmão e pedir que enviassem para ele, pois eu tenho -99% de paciência. É um stress a menos, parece que alguns daqueles lá tentam se superar em como ficarem mais irritantes. Meu irmão é mais político, eu sou impaciente e na reclamação de não sei o quê do elevador vou mandar aquele cara descer de escada, não impor a todos despesa que ele acha que tem que ter. Então hoje ignoro completamente.

    Outra coisa muito insuportável é o tal do whatsapp. Tenho um grupo da pós e só não saí pois ainda não entreguei o tcc. Entretanto quando ainda respondia algo era todo dia, toda hora, video de bobagem, figurinha disso e daquilo, videos de baixo nível e isso fez com que parasse de ler, quando vou ver tem 15 mensagem , clico só pra sumir aquele número e não leio nada. Não tenho paciência, as vezes era cedo, ao chegar no trabalho e acho que cada um no seu, falando todas aquelas asneiras, e esses dias uma guria do meu trabalho queria criar um grupo lá e me colocar e eu disse "mas bem capaz". Não tem a menor condição, ela fica falando umas gírias que eu desconheço e não vou entrar nisso, quer falar comigo me liga, manda mensagem, vai até minha mesa, fala no whats sem grupo nenhum, mas me colocar em grupo de whatsapp nem pensar.

    Na mesma redes sociais, isso dá muito problema, quanto menos se expor melhor. Eu antes era completamente avessa `a isso, mas um pouco até para um contato com a família é legal, amigos de colégio, dai a gente vai colocando coisas por vezes desnecessárias e que não precisam ficar expostas, eu estou tentando ser assim, só uma bobagem que outra.

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    1. Estou tentando, em relação à algumas pessoas, a nem conviver o socialmente aceitável, simplesmente estou evitando de olhar, puxar conversa e até sorrir... perdi a paciência...
      No whatsapp somente participo do grupo da família e adoro... pelo menos temos contato nos horários mais inusitados... rs

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  3. Nem sei o que dizer de whatsapp. Descobri essa semana o que era baixei, fiquei dez minutos e tirei. Só de pensar em ficar a mercê dos meus contatos a qualquer hora entrei em panico.

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    1. Nesse caso tem que escolher quem adiciona... rs

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